15 novembro 2012

«Traci Lords» - por Luis Quiles


"Caricatura de Traci Lords de su etapa como pornstar en los 80's. Es un dibujo muy antiguo del que no estoy especialmente satisfecho pero que me sirve para hablar de un tema que me intriga.
Hay una frase que repito habitualmente: "esto podría ser el principio de una peli porno".
A veces sentado en una cafetería con amigos o en el trabajo, o en cualquier situación cotidiana en la calle, observo a la gente de alrededor mientras mantengo una conversación y traslado la escena que veo a una peli porno.
Igual que en un musical la gente se pone a bailar y cantar sin venir a cuento y normalmente de una manera bastante artificial. Lo mismo pasa en el porno donde de la mas ridicula e intranscendental conversación o situiación, deriva hacia una escena de sexo.
Quizas en una realidad paralela pasa esto y la gente pasa de preguntar cuanto vale un libro a practicar sexo salvaje encima del mostrador. En cualquier caso es un entretenimiento divertido trasladar situaciones completamente normales a otras que por suerte o por desgracia no lo son."


Luis Quiles

14 novembro 2012

Uma prendinha do estúdio Raposa para a malta d'a funda São




O Luís Gaspar, nosso amigo da voz d'ouro, enviou uma prenda para nós: um link para o video Poesia medieval dita por Luis Gaspar - «Luzia Sanchez» de João Soares Coelho.
O Estúdio Raposa, que tem uma secção de poesia erótica que manda pintarolas, tem também agora uma loja com miminhos, uns gratuitos e outros para quem fizer uma oferta à Raposa.

«respostas a perguntas inexistentes (213)» - bagaço amarelo

A idade é uma vara curta. Pensamos na quantidade de anos que alguém já viveu e imediatamente sabemos como se deve comportar. Se sair dessa lógica, dizemos muito naturalmente que "já não tem idade para isso" ou que "já tem idade para ter juízo".
Usar a idade como argumento para o que quer que seja, revela o quão falsos e ingratos podemos ser. Dizer a alguém que a sua idade não se adequa ao comportamento que teve é, antes de mais, revelar que não se tem argumento melhor e que apenas se quer chatear a pessoa em questão. "Sou um merdas, por isso digo-te que a tua idade não te permite fazer isso!".
Isto é tão assim, que o próprio Amor parece não se adequar a partir duma certa idade. É muito raro, para não dizer inexistente, vermos idosos de mãos dadas e aos beijos na rua, como se os sentimentos secassem dentro de nós com o passar do tempo. É, provavelmente, o maior medo que tenho.
É que nos meus quarenta e um anos sinto-me apaixonado como quando tinha quinze ou dezasseis e, pior ou melhor, sofro da mesma maneira. Basta-me estar uma tarde sem receber um telefonema de quem Amo, que começo a sentir no peito uma espécie de novelo de lã molhado. É uma sensação de abandono e uma mistura de tristeza com felicidade extrema. Nem sei bem o que é, mas sei que sempre tive e ainda tenho idade para isto.
Quando isto desaparecer em mim, eu também desapareço.


bagaço amarelo
Blog «Não compreendo as mulheres»

Durante a passagem de Sandy, em Manhattan, a modelo Coco Austin, esposa do rapper Ice-T coloca seus imensos peitos à prova do furacão e mostra o que é ser devassa.

Já Sandy, continua cantando: "eu tenho inveja do vento que te toca".

E aí, é obsceno pra você?

Obscenatório
http://obscenatorio.wordpress.com/

O diabo tem que aturar cada tarado...

Crica para veres toda a história
O mundo lá de baixo


1 página

oglaf.com

13 novembro 2012

«Si Bemol» - Susana Duarte

Mel da noite
que escorre em
flor sobre
as luas das
noites das

ruas
onde uma mulher
sozinha
exclama a terna e
...
pacata lucidez de
ser

em si bemol

Susana Duarte
Blog Terra de Encanto

Eva portuguesa - «Para ti»

Hoje sonhei contigo. Não se foi um sonho, uma ilusão, uma visão ou a antecipação de uma realidade quase demasiado boa para ser verdadeira... Mas, sabes, muitas vezes dou comigo a sonhar acordada, a imaginar a minha vida de outra maneira, a ver os meus sonhos serem cumpridos....
Mas hoje foi contigo....
Chegavas, abraçavas-me bem forte, deixando-me sentir a segurança e o calor que o teu corpo me transmitia... e ali, aninhada nos teus braços, sentia algo que há muito não sinto... como se o mundo pudesse desabar, que tu não deixarias que nada de mal me acontecesse, nem que nada nos separasse...
Olhavas dentro dos meus olhos, tentando chegar às profundezas da minha alma; e nessa partilha de uma intimidade única, verdadeira e cúmplice, dizias que me amavas, que eras o princípe que eu há tanto esperava e que o único receio que eu tinha que ter era o de ser demasiado feliz...
Tentando fugir a mais uma desilusão, perguntei-te: porquê eu? E como podes tu amar uma mulher que faz o que eu faço? Tu sorriste e beijaste-me na testa, perguntando-me como seria possível não me amares... E nesse momento entreguei-te o meu coração, o meu ser, a minha vida, a minha felicidade, o meu destino. O beijo que trocámos foi também uma entrega de almas... foi uma promessa de felicidade,o início de um compromisso e de uma vida nova.
E amei-te... amei-te como não amava alguém há muito tempo... como já me esquecera de o fazer. Decorei o teu cheiro, o teu sabor, o teu toque... e rezei... rezei para que aquele momento durasse para sempre... rezei para que fosse real este meu sonho... rezei para que tu existisses, assim, tal e qual como te vi e senti... e que fossem puras e honestas as tuas palavras e os teus sentimentos...
Imaginei o anel no meu dedo, que me daria a certeza que partilharias a tua vida comigo... e que eu faria parte integral e inequivocamente de ti, da tua vida, do teu presente e do teu futuro...
Ainda não sei se existes realmente... ainda não estou segura de seres real... mas espero... por ti... por nós... porque hoje sonhei contigo.


Eva
blog Eva portuguesa - porque o prazer não é pecado

A mecânica da coisa

Um gajo deve preocupar-se quando lhe falam de lubrificação e a primeira coisa que lhe ocorre é ter que marcar a revisão do carro.

«Menina Jesus» de Ana Bossa (Estremoz)

«Presépio» em barro sobre novelo de lã.
Comprei-o numa loja de artesanato de Guimarães, para a série da minha colecção «objectos que supostamente não seriam eróticos».



12 novembro 2012

11 novembro 2012

A Actriz porno brasileira Márcia Imperator conta a sua aventura com um cu eléctrico

Anúncio também é vetado no Reino Unido

No Reino Unido, um anúncio com atores nus foi vetado. Mas o motivo foi outro.



A propaganda criou uma repercussão no país. Algumas pessoas questionaram a nudez aparecendo na TV, alegando que era inadequado e que crianças poderiam assistir. Palhaçada! Mas não foi este o motivo que levou o órgão que regula a publicidade no país a banir a veiculação do anúncio. O vídeo traz várias pessoas nuas em um campo e um rapaz canta e come um sanduíche de presunto Richmond, que diz ser o único 100% natural produzido no Reino Unido. Aí é que vieram as reclamações de outros produtores de presunto, que afirmaram também produzir presuntos 100% natural.

E aí, é obsceno pra você?

Obscenatório
http://obscenatorio.wordpress.com/

Arranca-corações


Entrei ordenamente no comboio em minúsculos passinhos arrastados qual bombom no tapete rolante da fábrica até à embalagem final. Acomodei-me num lugar vago e puxei do relaxante diário Outono em Pequim até descortinar por trás das minhas páginas brancas a capa azul com manchas vermelhas d'Espuma dos Dias nas mãos enormes de um Gérard Depardieu mas em bonito.

Talvez fosse a oportunidade para trocar umas impressões sobre a mulher na montra a ser escovada nos seios ou a sensual Cobre de opulentas carnes escuras a contrastar com a cabeleira ruiva que espalhava prazer no deserto dos homens.

O seu sorriso irónico pespegado na minha capa revelava que tinha feito a mesma descoberta dos livros irmãos se atraírem como imãs. E sacou de um bloquinho argolado que provava não ser ele publicitário por não usar Moleskine e vá de rabiscar cinco linhas.

Guardei na memória o rascunho da interrogação se os blogueres ou bloguistas são um quarto sexo que comunica com os espaços em branco e reage apenas às vibrações sentidas quando a sob sua mão sente uma protuberância que obriga a afastar o dedo indicador do médio até ao estertor do publicado.

Como impressionar uma mulher na cama



Via Testosterona

10 novembro 2012

«Pardon, Paris!» - publicidade da Blush (Berlim) pelas grandes capitais da Europa

«pensamentos catatónicos (277)» - bagaço amarelo

a mulher-objecto

Os objectos são todos estúpidos. A maior parte das vezes não nos apercebemos dessa estupidez latente em tudo o que nos rodeia e não vive, e quando nos apercebemos é demasiado tarde. É o Amor, ou a falta dele, ou a confusão nele, que nos faz sentir a estupidez dos objectos.
O problema é que nós sentimos sempre alguma coisa pelos objectos, nem que seja desprezo, e os objectos nunca sentem nada por nós. Este desequilíbrio da vida começa logo quando ainda somos crianças e decidimos dormir com um objecto qualquer. Adoptamos um urso de peluche, por exemplo, e fazemos tudo por ele durante anos a fio. Aguentamos firmes uma infância inteira, sempre leais, e quando finalmente os nossos pais, já preocupados com a nossa criancice aguda, nos separam à força, somos sempre nós que choramos. Nunca ele.
Hoje sentei-me no estúpido do meu sofá, por exemplo, com as mãos na cabeça e preocupado com a minha vida. Depois levantei os olhos e estavam todos na mesma, os objectos. A minha caixinha de música à espera que lhe desse corda, o televisor desligado e os sapatos amontoados a um canto da sala.
Os objectos fazem-nos perceber a nossa própria insignificância. Estão sempre na mesma, demonstrando que o mundo existe para além de nós, do que sentimos e de quem Amamos ou odiamos. A maior parte das vezes não nos damos conta disso, e quando damos é demasiado tarde. Para nós, não para os objectos.
Acho que é daí que vem a expressão mulher-objecto. Acabei de a ouvir, vinda amargurada da boca dum amigo meu. Dizia ele, enquanto virava as páginas duma revista qualquer com mulheres bonitas, que detesta mulheres-objecto. Eu percebo-o. Mulheres-objecto são aquelas por quem sentimos alguma coisa mas que se estão nas tintas para nós. São objectos, só porque nos fazem perceber a nossa própria estupidez e insignificância.


bagaço amarelo
Blog «Não compreendo as mulheres»

Estatuetas da minha colecção

Estatuetas grandes (mais de 60 cm de altura). Uma delas em resina pintada e as outras duas em bronze. Fazem excelente companhia (umas às outras e a quem as visita).