18 outubro 2013

Sexodromo


SEXODROME : ASIA ARGENTO WITH MORGAN from systaime on Vimeo.

Qrònicas do Nelo

A Crize, melhéres, e cumu fujir dela, eça lambisgoita falça

... Parésse um feishá-roda: Melhéres: Eli ei cuelhus atrás das portash e portas atráz dus cuelhos...


eli ei cuelhus atrás das portash e  portas atráz dus cuelhos
Ihola melhéres, comu istán Iustédis? Ai cando à dias harmada eim ispanhola e assim. Hihihih ai …ai… beim hihih…
Nam leveim a çério, quisto éi uma melhér çó a desopilar per cauza da crize e çaem-me açim umas coizas, tipo: Ihola, cuméstá ushteid? Ishtá freshquito? Quierie tumiari iuno cafiezito e açí? Vá cu Nelo paga hihihihi. E çe fueri há nôitche? Puédi çeri iuna copa ene iuno Bar?
ai...ai...
Melhéres deshte broshe.
Ishto éi quéi vida, uma melhér çair e andare na rua a mirar-çe hás montras das loijas, a ver çe a imajeim nus enshe o ôlho e açim. Ai çim çim, perque uma melhér çe quere engatar um home bom teim de ishtar açim apetitosa, gushtoza e açim, ó ó, e éu, o Nelo, bisha de istalo, nam çe deicha abandalhare e açim,. Çempre perfumada, e açeada e cu o çorrizo nus labius, prinçipalmente nus Baris cuando miru um pãu bom açim de cumer tôdu, e vôu de Pizangambóim na mãu au pé deli pra le oferesser um copu.
Ai cá homes tam bonsh e açim, que deixam uma melhér cumpletamenti, mash cumpletamenti, eistaziada e fora de çi…
Ai ai… mash isto vai çendo cada vesh mais raru melhéres…
Çe vossezes çobesseim da deficuldadi duma melhér çair de caza çeim çer logu açediada cas cunverças da crize….
Nam á pashôrra. Parésse um feishá-roda. Eli ei cuelhus atrás das portash e  portas atráz dus cuelhos, e ash eleissões e maish nam çei u queim e ei us cortis e converça e maish converça…ai caté aburreçe.
Cumo éu nam votu, perque nam pressebo nada da pulitica, lá tive dir shamar o Alfredu, o nóço shaufér, e paçar a ire ali a Badajóz e açim, Ai caquilo éi uma diverção, cu neim les conto...
- Onde é que vai, Gonçalo Manuel?- pregunta a minha Efigénia.
- Melhér, vôi çólamenti aiá comperare iunos caramelios, digo, (ai ai que mi discuido) vôu comperare uns caramelos, daquelis muinto bonsh que vossê tanto goshta e açim.
- E, meu esposo, é preciso levar a limousine?.
- Ai çim perque ondi á us bons caramelus, fica um pouqashinho fora de volta e açim, Efigénia melhér.-
Prontes e açim lá me metu a caminhu de Badajós e neim les digu o caquilo éi há nôite´
Prá semana contu-les o milhor broshe queu já fish e açim. Ai cu fôi tam bóm mash tam bom.....
Ai.....
Mazagora porteim-çe beim e já çabeim:
Homes bonsh: çe as voças lambisgoitas handam fêitas maluqas e handan cas covas aus çáltos e nam les ligam, á um Nelo çempre au vóço dispôre pra dare uma volta ao uailde çáide. Nam çe arrependerãu, Garantu-les, Palavera de Nelo
E cumu diza ôtra: mi ligui, vá!
hihihihihi....

A posta na plástica

É fácil rotular o cuidado (que se tem por excessivo) que algumas pessoas dedicam à sua aparência. Basta considerar coisas como o botox, o silicone ou o branqueamento anal.
É fácil porque é excessivo. Porém, é impossível traçar uma linha a partir da qual já podemos catalogar um excesso, salvo raras excepções, sobretudo num domínio em que cada um/a sabe de si e todos têm o direito a não levar com considerações de terceiros acerca de opções tão pessoais.
Claro que isto é muito claro na teoria. Na prática, apontamos o dedo a quem acrescenta as mamas enquanto reparamos que está na altura de cortar as unhas.

Onde quero eu chegar com isto? As tais linhas que todos gostamos de traçar relativamente às escolhas dos outros são imaginárias e subjectivas (quase mitológicas, portanto) e nunca coincidem com as das pessoas visadas.
Definimos os nossos próprios limites mas isso não nos impede de os alterar ao longo do caminho, nem que pelo efeito tramado da passagem do tempo no nosso visual.
Alguns dos que se chocam com o excesso de maquilhagem de outrem pintam o cabelo de outra cor que não a sua, deitando às urtigas o tal conceito do artificial que, bem vistas as coisas, veste os dois exemplos em causa ainda que com diferentes (e hipotéticas) gradações.

É o tal piso escorregadio dos limites e das avaliações quantitativas, nos outros como em nós. Às tantas, mesmo os que se afirmam alheios a essas coisas da aparência acabam um dia confrontados com a realidade da sua. E lá vão por água abaixo os argumentos “para fora”, na reacção hostil à verdade que qualquer espelho insiste reflectir.
A aparência, que não conta para ninguém, é lixada quando constitui uma clara desvantagem na interacção com os tais outros que também afirmam não ligar coisa alguma e depois a pessoa cai do céu quando percebe que falar é fácil e que toda a gente vai concentrar a atenção na borbulha feia por cima do nariz.

Para felizes contemplados com um visual agradável de origem o problema pode assumir proporções mais sérias, pela novidade da perda de confiança em si mesmos, o abanão num dado adquirido tão fácil de tombar pelo efeito da perda de um dente frontal ou de largas porções de cabelo. Ou das primeiras rugas. Ou de outra coisa qualquer que se imponha como um handicap potencial e seja demasiado óbvia para dissimular.
É nessa altura que a aparência passa de figurante a protagonista e o filme é quase de terror.

Tudo é muito relativo e de estanque já nem se safam as verdades ditas universais como, por exemplo, a que dizia que as pessoas e os livros não se julgam pela capa.
Nas bibliotecas como no resto da vida, são instintivamente escolhidos os mais apelativos, os mais perfeitos, os mais bonitos, os mais jovens e depois do que a vista selecciona, só depois, podem eventualmente impor-se outros detalhes a que chamamos “as coisas importantes” ou assim.
E o resto, perdoem-me a franqueza, não passa de mais um politicamente correcto folclore das boas intenções.

Postalinho lá de cima

"Será que foi feito para ser visto do espaço?
Quem sabe onde é?
beijos"
Luis B.


Por acaso consegui descobrir: é o Quebra Mar, um parque de skate em Santos (Brasil).

17 outubro 2013

Missy Jubilee -«Chain'D»


Missy Jubilee. Chain'D. from Missy Jubilee Films on Vimeo.

Abre-latas em metal com casal no bem bom

Abre-latas a gozar a vida... na minha colecção.


«Eu digo-te o que te quero meter» - Patife

Estou apaixonado. É com lamentável pesar que vos digo que estou apaixonado. Vi-a ontem, a passear pelo Chiado. E foi amor à primeira picha. Trazia anexada uma gaja que não usava cuecas e por isso é que a vi. A gaja semi inclinou-se e eu vi-a, em forma de dois papinhos dispostos de forma sublime. Parecia arte. Não demorei muito a entabular conversa com a dona, que eu cá só me apaixonei pela sua chona. A retórica do Patife dá cartas e não demorei a cair nas suas boas graças, apesar de eu querer era cair na suas bordas lassas. Claro que pensei isto alto e aí é que foi o sarilho. Começou logo a alardear não sei quê de ser mulher séria e disse para me pôr fino. Não sei se estava a falar comigo ou com o Pacheco, que tinha acabado de se pôr grosso. Não andasses de papo ao léu na rua e nada disto te acontecia. Assim é estar a pedi-las. Depressa emendei a mão, desviando subtilmente o assunto para o descomunal tamanho da minha verga. Mas tratou de responder: «Patife, não me metes medo!». Apeteceu-me responder-lhe: «Ó filha, não é medo que eu te quero meter.» E tal como me apeteceu, assim o disse. Ela sorriu e aí eu percebi que estava já meio caminho mamado. Para a outra metade do caminho foi preciso abrir a traqueia muito mais do que lhe seria exigido. Ainda tentei desonrar-lhe a senisga à lorde mas acabámos por ficar mesmo pelas artes chupistas. É que ela foder, fodia. Mas não era a mesma coisa.

Patife
Blog «fode, fode, patife»

Não há nada mais castigado do que a língua

Crica para veres toda a história
"Oh, sim... Chupa! Chupa!..."


1 página

16 outubro 2013

«Aconchega-te dentro de mim» - João

"Ao fim de vários dias intensos, que tínhamos tirado só para nós, para ficarmos juntos, nem sempre em casa mas fundamentalmente colados, chegaste-te ao pé de mim e disseste-me que estavas cansada. Eu também. Olhaste-me e com a mão no meu ombro disseste «amor, hoje vamos dormir? Só dormir? Pode ser?», e eu, optimista mas pouco confiante, disse-te que sim, que era preciso, que estávamos os dois demasiado cansados de tantos dias seguidos de suor por todo o lado, no chão, em quase todas as paredes, nos sofás e cadeiras, banheiras e lavatórios, elevadores e recantos de escada, espaços públicos, tudo.

Deitámo-nos bem intencionados, a distância segura, preparados no corpo para descansar, dar sossego aos músculos, e a olhar os olhos um do outro com outro brilho, e onde o corpo estava já sofrido, os olhos estavam frescos. E então disseste-me baixinho «anda cá amor, não te queres aconchegar um bocadinho dentro de mim antes de dormirmos?» – e eu fui, e enquanto me aconchegava dentro de ti dizia-te ao ouvido «não temos juízo nenhum»."

João
Geografia das Curvas

Mais na altura do lusco-fusco

Por acaso namora-se bem nos barcos do Campo Grande, em a pessoa estando empenhada e com alguma inspiração.

«conversa 2022» - bagaço amarelo

(ao telefone)

Eu - Ia convidar-te para vires beber uma cerveja comigo, mas suponho, se bem te conheço, que não deves querer sair com este calor...
Ela - Importas-te de me fazer o convite sem responderes por mim?! Que coisa irritante!
Eu - Queres vir beber uma cerveja comigo?
Ela - Não. Está demasiado calor...


bagaço amarelo
Blog «Não compreendo as mulheres»

Ainda há bons empregos



Via Geral Viciado

15 outubro 2013

«suitably rewarded» (convenientemente recompensada) - Marc Blackie


suitably rewarded from Marc Blackie on Vimeo.

A FODA COMO ELA É - (II) Outros espasmos, outros prazeres

Sabeis do que falo. Um casal combate na leito, ambos alheados em plena fruição das alegrias naturais. A fulana, por cima na refrega, salta, pincha sobre um três-tetas em riste, veias salientes como hera em torno de um pelourinho atarracado. Eis que um formigueiro nasal a conduz a vários espirros consecutivos, acompanhados de  masculinas carantonhas sofredoras. O espasmo respiratório contraíra de tal sorte a pevide em torno do marsapo, que o mancebo julgou arrancarem-lhe o nabo pela raiz. Mais tarde verificou ser o mesmo aplicável a tosse e pigarreios (atire a primeira pedra quem jamais pigarreou enquanto retouçava). Nada disto é novidade para vós, que não tendes medo de experimentardes. Mas aqui vos digo que - graças as Deus! - semelhante inconveniência anatómica pode ser adestrada ao serviço do prazer. É questão de prática desportiva e trabalho de equipa. Cooperai, já que vos fodeis. Eu, por mim, sabei que já não me interno na alcova para o amor, sem me fazer acompanhar de toda a sorte de pimenteiros, mostardas, rapés, etc. E guardai estas palavras nos vossos corações, em jeito de divisa mal-sã: -"Alergia, constipação na consorte, é verga com sorte."

«Ondulação do ventre» - Susana Duarte

escrevi-te nas horas distraídas de ser,
e ondulei algas sobre o ventre.
na paixão, sobrevoei algas
mortas, e vi águas
azuis, vivas,
perenes.

seria um sonho,
ou, talvez, a água desperta que cai
nas rochas serenas da vontade. seria,
talvez, a eterna incompletude que cerceia
as águas onde, em repouso sereno, vivem braços
que, no dia a dia, se atomizam, desfazem, reduzem
a escrever, nas horas distraídas de ser,
onde as algas semeiam sobre o ventre.



Susana Duarte
Pintura de Nicoletta Tomas
Blog Terra de Encanto

«Foda» - estatueta de Fred Coll

Estatueta em resina de 20 cm de altura.
Chegou pelo correio à minha colecção com a cabeça da senhora partida. Nada que a Super Cola 3 não resolvesse...






14 outubro 2013

«Conti Bier 300ml. O mesmo prazer, em uma embalagem menor»

Por que será que este anúncio teve uma advertência da CONAR (que caralho de nome para o Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária, no Brasil)?


CONTIBIER VRFINAL ALTA-HD 1080p Video Sharing from Andre Candeloro on Vimeo.

«respostas a perguntas inexistentes (257)» - bagaço amarelo

Dizem que é preciso algum tempo para perceber se se gosta de alguém. Eu concordo que às vezes sim. Outras vezes não.
Com a Irina, por exemplo, foi uma questão de espaço e não de tempo. Por isso é que decidi em dez minutos que não gostava dela. Não gostar dela não significa detestá-la ou ter algum sentimento negativo por ela. Significa apenas que a obrigatoriedade de gostar, para poder sair com ela uma segunda vez, não se cumpriu.
A porta da pastelaria Bissau, mesmo em frente à estação de comboios de Aveiro, é pequena. Por ela passa apenas uma pessoa de cada vez. Há mais cafés ali, mas eu teimo em ir à Bissau sempre que estou naquela zona. Ela perguntou-me porquê, ao telefone, quando combinámos um encontro para eu lhe entregar um saco que uma amiga comum me pedira. Eu expliquei-lhe, sem pensar muito no assunto, que é a pastelaria mais antiga por ali.

- És um tipo estranho! - disse ela.

Fiquei a saber que era estranho eu escolher sempre os cafés e pastelarias mais antigos quando existe a possibilidade de optar. Sempre o fiz e ainda hoje o faço, pelo que me limitei a confirmar que, se por ela não houvesse inconveniente, era na Bissau que eu queria tomar café e fazer a entrega.
Quando, no dia seguinte lá cheguei, ela já lá estava. Reconheci-a pela camisola amarela que ela tinha prometido levar como sinal e, por isso, depois de me apresentar, sentei-me na cadeira em frente. Dei-lhe imediatamente o saco e iniciámos uma conversa de circunstância.
Por norma gosto muito de ter conversas de circunstância ou, como se diz por aí, conversas de treta , arrotar postas de bacalhau (nunca percebi esta), etc. Aquela também não correu mal. No que diz respeito a trivialidades, tanto eu como a Irina mostrámos alguma capacidade de comunicação. Isto para não dizer mais.
O meu problema com ela, se é que se pode chamar problema ao facto de perdermos a vontade de estar com alguém pela segunda vez, foi perceber que ela manteve sempre as pernas esticadas, de tal forma que quem queria ir à casa de banho tinha que pedir por favor para as encolher, o que aconteceu três ou quatro vezes enquanto conversámos, tanto a entrar como a sair. Eu não lhe disse nada, mas comecei a sentir-me incomodado com aquilo. Não percebia por que motivo ela não se virava um pouco e esticava as pernas para outro lado, de forma a não incomodar os clientes que queriam ir aos lavabos.
A conversa acabou e ela levantou-se primeiro do que eu para, por amabilidade, pagar a despesa toda (dois cafés e uma água com gás). Eu, depois de ter apertado bem os atacadores dos sapatos, reparei que ela tinha parado exactamente na pequena porta da pastelaria para se assoar duas ou três vezes, fazendo esperar uma mãe com duas crianças que queriam entrar.
Foi já cá fora que lhe expliquei, mais em jeito de explicação do que zangado, que gosto de pessoas com noção de espaço público. Detesto ver automóveis estacionados em segunda fila, por exemplo, da mesma forma que não suporto ver pessoal deitado em dois lugares num comboio repleto de pessoas em pé. Fico incomodado e, por norma, reajo.

- És um tipo estranho! - disse ela.


bagaço amarelo
Blog «Não compreendo as mulheres»