08 agosto 2006

recordando :)


Não é nada transcendente visto à distância de trinta anos, mas, na altura…
íamos morrendo de susto!!!


Tinha nesse tempo um apessoado namorado, razoavelmente mais velho que eu, dono de um automóvel espaçoso. Estranhamente ele mandara substituir o volante de origem, que dizia ser demasiado grande, por outro de reduzidas dimensões, sob pretexto de ter um ar mais desportivo. Limitava-me a observar sem nada entender, ingenuamente supondo que ele pretendia um maior espaço para a sua estimada barriguinha de trintão.

Como na altura estava a tirar carta de condução, ele disponibilizara-se e deixava-me praticar no seu carro . A horas tardias e em locais de pouco movimento, era-me permitido conduzir. Certa noite, finda a aula prática, encaminhávamo-nos para a minha casa paterna, em terras de relevo montanhoso, indo já ele na condução. A certa altura, numa ruinha inclinada e estreita, de sentido duplo, mas, onde apenas passava uma viatura de cada vez, ele resolveu parar, sensivelmente a meio. Olhou-me com ar muito maroto, lançando-me o desafio:
- Experimentamos aqui?!
Em simultâneo, fez recuar o seu assento de condutor, convidando-me com irrecusável gesto de mãos, para o seu colinho. O espaço pareceu-me suficiente para ambos cabermos. Porém, hesitei um pouco. E se acontecesse de vir outro carro?... Se viesse no sentido descendente, ficaria meio oculta. Mas, se viesse no sentido ascendente, os faróis, devido à inclinação, acertariam em cheio nas minhas partes traseiras… Adivinhando o motivo da minha hesitação, ele segurou-me a mão encorajando-me com o argumento:
- Anda, a esta hora não vem ninguém…

Confesso que o desafio também me fez um brilhozinho nos olhos. Sem necessitar repetir o convite, com acelerados preparativos, saltei para cima dele. Estávamos super entusiasmados com a experiência maluca, que para mim era estreia. Devido ao meu posicionamento sobranceiro, competia-me acelerar os movimentos. Porém, no auge do nosso entusiasmo, soltei um apavorado e valente berro acompanhado de ensurdecedora buzinadela... Assustados, refugiámo-nos em apertado e ofegante abraço… É que sem querer, o meu rabinho acertara em cheio no reduzido volante, accionando a buzina por alguns segundos…

Momentos volvidos, refeitos do susto e entre tresloucadas gargalhadas, apressámo-nos a desembaciar o pára-brisas e a abandonar o local, não fosse algum vizinho com insónia, ser despertado na sua curiosidade de voyeur.

A experiência acabou por não correr mal de todo, mas, só após este episódio é que eu realmente entendi, o verdadeiro e secreto motivo da troca de volantes…

Enfim, mais uma, entre muitas, das vantagens e benefícios da experiência de um namorado mais velho…

Papoila_Rubra / Março de 2006

Balões malandrecos


publicidade à banda desenhada
adulta da Darkside Boutique
descoberta pela Gotinha

O futebol é um desporto para homens de barba rija

Som na máquina, minha gente!

07 agosto 2006

CISTERNA da Gotinha


Variações do pénis.

Este é um bom sítio para ficar entalado, não concordam, meninos??!

Galeria de fotografias da Lisa Marie Scott.

Comprei roupa nova para a minha cama... acho que o Goto vai gostar!

As meninas da Playboy também gostam de futebol!

O Cu-Cu dedica o dia à Beleza Masculina.

Tocante


Quem faz do contador o seu corpo, vive excitado. Ansioso quando lhe tocam. Sôfrego por ser tocado.

crica para visitares a página John & John de d!o

06 agosto 2006

animais de estimaSão (II)

raim's blog

Dia de treino - por João Abreu

Conto vencedor do 1º Concurso de Contos Eróticos do Salão Erótico de Lisboa

"Enquanto descasca as batatas semi-moles e cheias de grelo, Rosa pensa em como foi injustamente apelidada de puta infiel pelo marido, pela família e por toda a gente que conhece. De pé junto à pia da loiça em mármore azul impecavelmente limpa, vai limpando as lágrimas que lhe caem pela cara abaixo com as costas da mão que segura a pequena faca de cabo de madeira.
Ela não compreende como um sacrifício que fez para proporcionar bem estar e felicidade ao seu bem amado se tornou na ruína da sua reputação, na ruína da sua vida pessoal e profissional.
Tudo começou há um ano atrás.
Rosa terminou o curso de engenharia do papel juntamente com o seu mui amado noivo, um tanso que terminou a sua licenciatura em engenharia do parqueamento. Radiantes, os dois pombinhos fazem promessas de futuro e outras balelas do género.
Entretanto, surge uma oportunidade de estágio em Moçambique que Rosa não pode desperdiçar. Cinco mil euros por mês com tudo pago durante um ano era o que precisava para começar a vida com o noivinho.
Vai para Moçambique e lá começa a trabalhar. Mas há algo que a atormenta. Algo que a deixa desesperadamente ansiosa e que teme que venha a ser um handycap na sua relação futura com o parolo do noivinho: a sua fraca performance sexual por falta de treino.
Ao que parece, o totó do sujeitinho com quem ela se viria mais tarde a casar, era demasiado devoto e amigo da castidade. Mas estranhamente, existem histórias de um episódio sinistro num balneário masculino duma equipa de voley em que ele foi um dos protagonistas.
O noivo gostava de ficar durante longos minutos debaixo do chuveiro de água escaldante com os braços abertos a esfregar-se com uma esponja tunisina. O pessoal da equipa de voley já estava todo a secar-se e a vestir a roupa quando entra o Leôncio, um angolano com dois metros de altura que chegou atrasado para o banho.
(...)"

O que irá acontecer ao nosso herói no chuveiro já nós adivinhamos...
Podes ler o resto do dia de treino aqui, na versão final.
Este conto foi originalmente publicado aqui, no blog Jukinha Má-Onda.

em tempo de praia, de ondas e de mar...

.
Ondulações

O ritmo abrandou...

Na gruta formada por nossos rostos

com paredes feitas do meu longo cabelo
o mesmo ar partilhado
ora estava no meu peito, ora no teu…

Contemplei o teu rosto sorridente

ofegante e infantilmente tranquilo...
Onda de ternura me invadiu…

Seguiram-se mil carícias

mil beijos inacabados…
ora sonoros, ora sugados
lambidos, mordidos
engolidos, devorados…

Acho sempre graça

quando em ti me reencontro.
O meu cheiro
impregnado nas tuas barbas…
o meu sabor
misturado na tua saliva…

Beijei-te o nariz

os olhos semi-cerrados
e os desejos na tua testa aflorados…

Deixei-me ondular suavemente

em carinhosa cadência
sobre o teu corpo suado.

ondinha vai… ondinha vem…
ondinha vai... ondinha vem...
e vai… e volta….
e vai…

Começaste a mordiscar
a crista das minhas ondas…
cada vez mais… e mais….

Então

a gruta desfez-se...
o mar, agitou-se…
o vento, tornou-se VENTANIA….

A "tempestade"...

................................tinha recomeçado !!!....

Papoila_Rubra
07/02/2006

05 agosto 2006

O teu presente


Meu querido
Não sei quando receberás esta carta, o correio não chega em dias certos aqui.
Quando recebi o teu bilhete a dizer que partias comecei a chorar, a chorar, e não conseguia parar, e até a minha mãe disse para a vizinha, esta moça ainda se afoga em tantas lágrimas ou se engasga com tanta mágoa e desconsolo. E para esconder choro e razões sentava-me num canto da varanda olhando a rua por onde antes chegavas e as plantinhas que me tinhas dado, e que me disseste eram especiais porque só cresciam à noite com o brilho da lua, como o nosso amor, e secavam e definhavam se expostas ao sol e aos olhares de outros, como o nosso amor, e por isso as escondia de dia como me pedias. Mas quando partiste eu só via escuro e era sempre noite e não guardava as plantas como antes fazia, e cresceram tanto com as minhas lágrimas e a minha saudade que toda a gente dizia que a minha varanda era a mais bonita, e as vizinhas pediam, vizinha pode dar-me um pezinho das suas plantinhas? E passado um tempo todas as varandas, de todas as casas, tinham plantas verdes que reguei com lágrimas e cresciam tanto como o meu amor por ti.
E um dia à rua onde tu chegavas, e era um jardim verde dedicado a ti, chegou a polícia e levou as plantas e levou-me a mim e à minha mãe e às minhas vizinhas…
Meu querido, não sei quando receberás esta carta, o correio não chega em dias certos aqui.
Sei que não sabias o que eram as plantinhas e que eram ilegais como o nosso amor.
Faltam só dois anos para acabar de cumprir a pena.
Meu querido, esperas por mim?

Foto: Karina Barańska

CISTERNA da Gotinha


Quem é que não gosta de um bom filme de cowboys?!


Esta moçoila só pode mesmo ser do
Benfiquista dos quatro costados.


Heidi Klum está semi-nua na revista Jane. [
Egotastic]


Esta menina deve ser cliente aqui da Funda São pois não larga os
cortinados.

Vacuum-Packed: eu até fico sem ar só de olhar para isto.

Os tomates


Para início de conversa e de chofre, comentei que os nossos nomes davam para montar um presépio. Claro que a escolha do verbo não foi inocente. Li-lhe na expressão a perda da jogada que supunha atribuição masculina mas recuperou rapidamente para contrapôr que essa opção podia não ser muito católica. Sorri cúmplice e deixei continuar a esgrima da sedução caçando com a ponta da língua um nico da espuma da cerveja preta do British Bar.

Ele começou a evocar os encontros e desencontros da vida até desembocar num pedido para que fizesse desfilar os meus ex-apóstolos, o que encarei como sinal de lucidez, entendendo eu que somos a nossa história de vida e que aquele gajo me queria efectivamente conhecer.

Comecei a enumerá-los sucintamente, destacando apenas um defeito e uma qualidade, com o refrão da gota de água que fez transbordar o copo em cada relação. Só que à passagem do quinto, notei que ele se mexia muito na cadeira e já só balbuciava. Ao sétimo, apresentava um semblante mais carregado que os últimos dias de trovoada enquanto os seus dedos tamborilavam a caneca.

Já a minha rica avozinha dizia que não há boa cozinha sem tomates e os guisados triviais, os ensopados e as caldeiradas estão aí a prová-lo, tal como era para mim evidente que a ideia de paraíso daquele mânfio era a mesma de Adão: a existência exclusiva do seu par de tomates.

O novo jogo deste Verão!


Gravura de Viset, 1900

Pequena variação do popular jogo Emboca-bola, cujo nome poderia ser Espeta o nabo (aceitam-se sugestões). Vai ser sensação este Verão e torná-lo ainda mais escaldante...