05 março 2010

A Decisão

Chegou a casa cansado. Abriu a porta e entrou. Largou a pasta cor de caramelo e tirou o casaco, que pendurou sem cuidado. Fechou a porta. Pensou em gritar um cumprimento, um aviso da sua chegada. Decidira que entraria em casa de uma outra maneira, com outra disposição, mas não conseguira escolher a forma de o fazer e fê-lo como sempre fazia: amargo e contrariado, ainda que, conscientemente, não o assumisse (e preferisse o cansaço).
Parou, estranhando o silêncio. A casa parecia vazia. Parou dois passos para além da porta da rua, um passo para além da pasta no chão e do casaco no cabide. Rodou e voltou-se para trás.
Constatou que o seu casaco estava sozinho e a pasta também.
– Ana! – chamou, virando apenas a cabeça para o interior. Deu um passo e aproximou-se da porta. – Ana! – tornou a gritar, enquanto a mão se colava ao casaco. Agarrou-o. Olhou a pasta mas decidiu não lhe mexer. Levantou os olhos e tirou o casaco do cabide. Ouviu o silêncio da casa e abriu a porta.
“Tenho de ir comprar tabaco” justificou.
Saiu e fechou a porta atrás de si, sorrindo, decidido a começar a fumar.

Nua

Tinhas as mãos aos meus pés; como espuma nos pés suaves de uma menina. As mãos aos pés da menina aos teus pés a descobrir um amante; subitamente de mulher a menina.... Tiravas devagarinho as minhas sandálias de mulher com os teus dedos límpidos, tão límpidos que podiam espelhar o rubor das minhas faces; os teus dedos tão firmes de calor, o calor dos teus dedos ensinava uma nova coerência às minhas mãos tão vagas; as minhas mãos tão cegas de ti caminhavam na ponta dos dedos, andavam tacteando a tua luz. Mil amantes que se esfumaram, nenhum tinha existência. E de novo o desejo tímido, faminto de querer saber-se; saber-me em ti, o meu corpo pequeno cheio do teu corpo grande...

Educação Sexual!

Muitas escolas estão começando a aderir essa matéria em sua grade. Cada vez mais cedo as crianças aprendem tudo sobre o sexo. Os pais apoiam essa decisão escolar, afinal eles ficam livres das perguntinhas incômodas como “Daonde vem os bebês?” ou a explicação teorica sobre “Virar mocinha.” para as meninas.
Muitos métodos vêm sendo usados nessas aulas. Veja abaixo dois bonequinhos feito e usados em Hong Kong:


Bonecos normais, um menino e uma menina?
É ai que você se engana, jovem aprendiz, nada é normal na Ásia! Veja o que há por traz desses inocentes bonecos:


Pura perversão.
Mas ainda assim deve ser menos impactante que as aulas práticas com professoras e alunos, como acontece seguidamente nos EUA…

Capinaremos.com

Nunca se deve passar por baixo de uma cancela!



Fonte: pornfail.com

04 março 2010

Será desta?...


O meu pedido de desbloqueio



Ao 3º dia, uma resposta de um responsável do Blogger

O observador

Ela sabia que na janela aparecia um homem interessado em observar. Sempre à mesma hora, todos os dias, no período que reservava para limpar o chão da loja onde trabalhava, do outro lado da mesma rua onde sabia existir o seu voyeur particular.
Depois do desconforto aprendeu a apreciar a situação, o homem que olhava provocava-lhe tesão com o seu interesse descarado, com o seu olhar deliciado com as formas do corpo que ela tentava agora enfatizar.
Deu por si a vestir-se para lhe agradar em cada manhã e tentava insistir nas posições mais reveladoras, decotes arrojados e saias mais curtas no Verão. E ele oferecia-lhe a emoção de constatar que cada dia a começar não prescindia do miradouro na janela onde se fixava naquela mulher apetecível como se sentia, importante para aquele observador insistente e dedicado.
Durou alguns anos, o ritual, até ao dia em que ele deixou de aparecer à janela para a espreitar e ela nunca chegaria a saber o que o levara a abdicar de ser o único homem a dar-lhe prazer, sem sequer a tocar.

Deixei...

É franco o meu corpo.
Tem franqueza nos braços que se tentam abrir,
nas pernas que tremem para acompanhar os braços
nos olhos que tentam não olhar mas olham.
Deixei-o ter-me...

É fundo o meu copo.
Profundo nos mares que se tentam diluir
nos rios que dançam nos seios de mares salgados
nos mamilos que se escondem mas incham
Deixei-me ter-te.

É manso o meu topo.
Mansidão do ventre que se tenta fundir
nas ancas que ondulam para diminuir espaços
nos joelhos sôfregos que se afastam
Deixei-nos ser-te.

Elogio do Miguel e da Maria (blog Paramais)

"Muito antes de criarmos este blogue já conhecíamos o blogue «A funda São».
Consideramo-lo um dos melhores blogues sobre sexo e sexualidade que existem na Net
e, de certeza, o mais criativo entre todos.
Não é o blogue indicado para aqueles que apenas procuram imagens de teor pornográfico, seja ele caseiro ou profissional.
Portanto, fora esses, é um blogue que recomendamos a toda a gente, pela boa disposição e informalidade que não comprometem contudo a objectividade, a abertura de espírito e mesmo a pedagogia constante nos diversos artigos que o constituem.


Imagem: "Ice Cream Cave"; autor desconhecido; encontrada na Net

Desta vez não resistimos a colocar um link para um dos artigos que mais nos tocou nas nossas últimas leituras por lá.
Um artigo na primeira pessoa sobre um tema tão humano quanto controverso, que bem faríamos em encarar de frente ao invés de meramente julgar e olhar para o lado.
O artigo, ou A Carta melhor dizendo, é da autoria de Miss Joana Well e podem lê-la aqui >
Prostituição - Carta aberta"
Paramais


A Mariana, entusiasta das culturas aquáticas, e a erva daninha que lhe arruinou a vida.

03 março 2010

"Este blogue (Miss Joana Well) está parado em homenagem ao a funda São que também é de quem o lê e de quem lá escreve"

Isto dos bloqueios do Blogger (este é o segundo, depois do de Setembro de 2009, durante 6 dias) permite confirmar o que eu já sabia: esta malta que aqui se encontra é muito fixe. Tenho recebido muitas mensagens de consternação e de apoio em alguns blogs, por e-mail e no Clube de Membros e Membranas da funda São no Facebook...
A Joana Well até teve um gesto tão deliciosamente surpreendente como ela: "Como sabem, sou colaboradora e leitora do blogue a funda São, facto de que muito me orgulho, não só pela extraordinária companhia, como também pela voz lúcida e sem preconceitos que dá o tom único e especial a um blogue onde reina a boa escrita nos seus mais variados estilos e a harmonia de uma camaradagem simpática. É por isso que não consigo evitar esta tristeza. Hoje, quando acedi ao painel de controle, esbarrei na seguinte mensagem: «Este blogue viola os Termos de serviço do Blogger, pelo que actualmente só está visível para os autores».
(...) Sem mais palavras - comeu-mas o choque e o desgosto que tais barbaridades me causam - resta-me acrescentar que este blogue (Miss Joana Well) está parado em homenagem ao a funda São, que também é de quem o lê e de quem lá escreve!"

Por favor, Miss, não dês esse trunfo aos que nos querem calar!

Pela segunda vez em seis meses, o Blogger bloqueou o acesso ao blog a funda São

"Este blogue viola os Termos de serviço do Blogger, pelo que actualmente só está visível para os autores"


Desta vez, o pretexto é haver no blog um qualquer spam que gera potencialmente problemas aos computadores dos utilizadores. Já pedi para reverem a situação. Vamos ver: "Os robôs de prevenção de malware do Blogger detectaram que o seu blogue pode provocar actividade maliciosa no computador dos seus leitores. Se isto for uma surpresa total para si, é provável que um extra de terceiros no seu blogue tenha incluído um código e efeitos adicionais que você não esperava quando o adicionou. Estes podem assumir a forma de contadores, quadros de etiquetas ou anúncios. Os extras que activam anúncios ou transferências de pop-up não solicitados violam os Termos de utilização do Blogger e têm de ser removidos. Para fazê-lo, basta inverter o processo que utilizou para adicionar a funcionalidade. Provavelmente, terá de clicar em Editar HTML, a partir do separador Definições Modelo, localizar o código que corresponde ao extra e removê-lo. Se tiver vários extras de terceiros, pode ser necessário experimentá-los um a um. Se estiver a utilizar a funcionalidade Esquemas, talvez consiga eliminar simplesmente o widget que contém o extra problemático. Recebemos o seu pedido de desbloqueio em 2 de Março de 2010. Pedimos a sua compreensão enquanto o analisamos e confirmamos se é seguro."

Entretanto, o OrCa ode-os... mas em prosa:

"Sou, muito honradamente, de há para cima de cinco anos, colaborador do blog A Funda São, espaço de liberdade e brejeirice onde, por muito que possa causar estranheza a almas pudicas, invariavelmente deparei com uma belo número de compinchas, de cabeça arejada, que trocam uma boa gargalhada por mil amarguras da vida e cuja abordagem à «coisa sexual» não dá guarida a teias de aranha nem a preconceitos idiotas que, obstinadamente, insistem em permanecer na cabeça de muito boa gente.
Ora, a cada passo, assiste-se à pretensão censória da administração do Blogger, que julgará, com os seus botões e a sua incapacidade para encarar a Vida, que lhe compete vir, em carga de cavalaria - mais parecendo de asnos, embora - defender a moral e os bons costumes, cancelando o acesso a este blog.
Apesar dos cuidados de alerta para os conteúdos que SEMPRE se pré-apresentam a quem quiser nele entrar e apesar, também, de reiterados pedidos de desculpa e reposição da normalidade que invariavelmente nas vezes anteriores ocorreram, uma vez mais aquilo a que Junqueiro chamaria a récua fradesca acordou de algum sono mal dormido e - zás! - vá de lançar o seu pudico manto negro sobre as «desvergonhas» do mundo, consubstanciadas no blog A Funda São...
A sanha inquisitorial permanece no século XXI, é a triste conclusão óbvia. Alguém irá, agora, calcorrear Seca e Meca para que a tal normalidade seja reposta, outra vez com pedidos de desculpa.
Entretanto, pornograficamente, a guerra e a fome vão matando, impavidamente, em todo o mundo, por acção do Homem, sem que estes tristes censores lhes descubram razões mais interessantes e mais dignas para a sua sanha de salvar a Humanidade, impedindo ou contrariando essas poucas-vergonhas.
Perdoai-lhes, meu Deus, por saberem tão mal (?) o que andam a fazer!
Se não for coisa enquadrável na teoria da conspiração, então poderá ser só um caso agudo de estupidez incurável, ainda que institucionalizada. Preocupante...
Pequenas coisas, dirão alguns com assumido cinismo. Pois sim, daquelas pequenas coisas com que se favorecem grandes desgraças. E a liberdade de expressão, mesmo que da ínfima dimensão do átomo, ainda assim é coisa sem medida."

Diz-me...

Diz-me, diz-me amor o teu cheiro molhado
entrei no teu lago pelo teu rosto
e afoguei-me até ao peito
para não nadar
dá-me a pedra
não me salves
não me falhes
solta o gemido
que me afoga pelo cabelo escorrido
agora leito cianoliquido
do amor liquefeito

Diz-me, diz-me amor o teu sabor rendido
deitei-me na tua areia pelo teu porto
e estendi-me até ao peito
para afundar
dá-me a terra
não me caves
não me salves
solta o grito
já dorido de tão mordido
desfeito até espelho liquido
o meu corpo em ti espelhado.