11 março 2012

"um filme, uma foda"


No dia combinado encontrávamos-nos à porta do cinema que exibia o filme escolhido muito limpinhos e perfumados como manda o manual da sedução e de mão dada mergulhávamos na sala ainda iluminada para o primeiro ritual em que ele retirava os óculos da respectiva caixinha e os ajeitava às orelhas com ambas as mãos.

Saíamos da sala em risinhos cúmplices a debulhar as primeiras impressões do filme e a correr para a saída para acalmar a minha necessidade de acender um cigarro e seguir para outras quatro paredes onde a película aderente fosse o seu corpo no meu. Despi-lo era o grande plano do espanto de uma pele macia à luz coada da tarde pelos cortinados e o suspense do momento em que as suas mãos apalpadeiras de nalgas se intrometeriam entre as minhas coxas percutindo cada milímetro de superfície alagadiça. Talvez as minhas mãos firmadas na cómoda a empinar-me lhe permitissem um melhor enquadramento da sequência em que as suas ancas imprimiam o andamento ronceiro.

O beijo quase sufocante dos seus lábios a desmaiarem nos meus era o prenúncio da última cena em que aproximava o cinzeiro e de uma assentada eu acendia dois cigarros espetando um na boca dele para retomar a crítica do filme que se eu fosse dada à escrita intitularia como "um filme, uma foda".


[Imagem: Cartaz de
O pecado mora ao lado, de 1955]

«Diário de um nudista» - filme (1h11m)


diary_of_a-nudist por crazedigitalmovies

«Cocktail» - por Rui Felício


Passadas dezenas de anos, voltou naquele fim de tarde ao Bar Procópio às Amoreiras.
No ano anterior ao 25 de Abril tinha sido frequentador habitual. Desde então, a vida tinha-o levado para outros locais da cidade.
Em noites de amena cavaqueira e utópicos planos conspirativos, em frente a um cocktail de advocaat e peppermint, numa colorida miscelânea de dourado e verde, sob a tépida luz esmaecida do candeeiro da mesa, coada pelo abat-jour com desenhos de Lautrec, tinha ali travado conhecimento com figuras que viriam, umas, como ele, a permanecerem anónimas, outras a destacarem-se, anos mais tarde, na politica, nas artes, na literatura.
Ali estava agora, no cocktail de lançamento do livro “Colectânea de retalhos beirões”, da autoria de um seu amigo de Coimbra, há anos a viver na Beira Baixa, escritor de traço neo-realista, temperado por uma profunda sensibilidade humana.
Com um copo de whisky na mão, petiscando um bolo de bacalhau, depois uma chamuça, ia cumprimentando com um sorriso ou uma frase de circunstância, quem se lhe dirigia ou o abordava, perguntando-lhe se estava tudo bem, por onde tinha andado, que nunca mais fora visto.
Na obscuridade do Bar, um olhar fugaz, inesperado, semelhante a um raio laser trespassando a nebulosidade do ambiente, fixou-se nos seus olhos por breves instantes.
A dona do olhar era uma bela mulher madura, elegante, bonita, que a sua memória lhe garantia ser ela, a Zélia. Seria mesmo? Tinham namorado há muitos anos, numa época em que fazer amor só devia acontecer depois do casamento, ou, quando muito, se o noivado já estivesse comprometido. Fora disso, tudo se resumia a uns abraços, uns beijos, mais ou menos profundos, levados aos ,limites do convencionalismo, sem os ultrapassar.
O namoro tinha-se desfeito já não sabia porquê.
Aproximaram-se. Sentiu a mão dela agarrar a sua, abraçando-o, e assim ficar longos minutos.
Olhou em redor, receoso que algum dos jornalistas presentes o fotografasse numa situação de intimgidade comprometedora. Ele sabia que se tal viesse a público, a sua mulher não iria tolerar que continuassem a viver juntos. Era certo que a perderia a ela e, ainda pior, perderia o seu cão Buba por quem nutria uma grande amizade. Seria impensável viver sem aquele afável cachorro!
Interrompeu estes pensamentos quando a Zélia o arrastou para fora do Procópio, o fez entrar no carro e o levou para o seu apartamento do Principe Real, dizendo-lhe que, desta vez não iria perder de novo a oportunidade, como aconteceu há tantos anos atrás, de fazer amor com ele. Desta vez ela ia entregar-se-lhe, dar-lhe todo o seu calor, até à completa saciedade de ambos.
Quando acordou ao amanhecer, transpirado, ofegante, cansado, achou-se o homem mais feliz do mundo, no momento em que sentiu a mão a ser lambida pelo seu cão Buba que abanava o rabo ao lado da cama.
Não iria perdê-lo! Tudo não passara de um sonho…

Rui Felício
Blog Encontro de Gerações


«Au lit, le baiser» - Henri de Toulouse-Lautrec

Um passo adiante


Ricardo - Vida e obra de mim mesmo
(crica na imagem para abrir aumentada numa nova janela)

09 março 2012

«coisas que fascinam (138)» - bagaço amarelo

vaivém

Tomamos café. A Sónia pergunta-me como estou. Que estou bem, respondo. A Sónia pergunta-me se ainda estou apaixonado. Faço silêncio com os olhos e ela insiste. E tu, ainda estás apaixonado? Abano a cabeça afirmativamente e sem determinação. Sei que ela não quer saber a resposta, que apenas que eu saiba que ela não está. Então e tu? O Amor foi-se? Ela abana os ombros também afirmativamente.
Fico a pensar na minha pergunta. O Amor foi-se? É a assumpção de que o Amor se vem e se vai como se fosse um passageiro na nossa vida. Na vida de duas pessoas, porque o Amor é sempre isso, a vida de duas pessoas. O meu não se foi, mas também eu tenho medo que um dia destes ele se despeça de mim e saia num apeadeiro qualquer deste tempo que é o meu. Sorrio, talvez nervoso, e digo-lhe que a vida é assim.
Dizemos sempre que a vida é assim quando lhe perdemos o rasto; quando, de facto, nos apercebemos que não sabemos como ela é. Dizendo que ela é assim parece que a estamos a agarrar, mas não estamos. Estamos a escapar-lhe. Sabemos apenas como ela devia ser. Mais nada. E agora sorri a Sónia, talvez nervosa, e abana os ombros, desta vez negativamente. A vida não é assim.
Quando um Amor se vai a vida vai-se com ele. Da mesma forma que quando um Amor se vem a vida vem-se com ele. É assim, no sexo e fora dele, com o alívio de que a vida nunca se vai toda. Vai-se uma parte dela, talvez quase toda, talvez nervosa abanando os ombros esmorecidos. A que resta fica, às vezes, num amigo a quem se pergunta se ainda está apaixonado mesmo que não se queira saber a resposta. Quer-se só dizer que já não se está. E tomar um café.


bagaço amarelo
Blog «Não compreendo as mulheres»

Paródia Musical ▶ Princesa (Faz Dieta Outra Vez)


Princesa (Faz Dieta Outra Vez)
Versão original por Boss AC
Música parodiada por Ricardo Esteves
Letra e vozes por Ricardo Esteves
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«Acender o bico» - Patife

Está um frio de rachar e ainda melhor para as rachar. É por isso que me é impossível resistir a alguns apelos. Tal como todos os domingos, é sagrado que me ponha numa das esplanadas do Chiado a beber o meu conhaque (sim larguei o whisky há uns meses). Duas mesas à minha frente, uma mocita oferecida atreveu-se a arregaçar as mangas da camisola, imagine-se. É mais que certo que arregaçar as mangas em pleno Chiado é uma incitação óbvia para eu arregaçar o mangalho. Ainda se fosse Verão, poderia haver a dúvida se seria do calor, mas em pleno Inverno está bom de ver que gostas pouco, gostas. Sendo domingo, achei por bem não me sentar na mesa dela e desatar a dizer ordinarices embrulhadas em humor com um laçarote de charme. Por isso sentei-me na mesa dela e comecei a falar de cozinha. Isto porque ela estava a preparar-se para almoçar e à primeira garfada fez um esgar de desprazer gastronómico. Por isso avancei, afirmando que os cozinheiros amadores querem sempre fazer tudo depressa e depois não fica saboroso. Na cozinha, (tal como no cuzinho), é preciso ter paciência. É preciso levar o seu tempo para apurar. Se for à pressa tende a esturricar. (Tanto na cozinha como no cuzinho, sim. Quando era principiante esturriquei alguns assim). Começámos então a falar de cozinha e de cozinhados como quem, na verdade, falava de quecas. Senti-me bem por manter o nível, ainda que dissimulado, em dia sagrado. Gosto muito de fazer analogias com o acto de cozinhar. Até porque é sempre preciso acender o bico. Andámos neste jogo linguístico do toca e foge durante algum tempo. Mas estava bom de ver que a tarde iria acabar no jogo do toca e fode.

Patife
Blog «fode, fode, patife»

Papagaio Ciclope em busca do par perfeito


Alexandre Affonso - nadaver.com

08 março 2012

Feliz Dia Internacional da... Melher!...

"Não crucifiquemos o U. São coisas que acontecem..."



Webcedário no Facebook

«Um carro de sonho. Para a vida real» - Kia Optima

A posta nas forças da Natureza (que não é feminina por mero acaso)


Hoje é o Dia Internacional da Mulher.
E é também o dia em que chega à Terra o efeito da maior tempestade solar dos últimos cinco anos e cujo impacto se faz sentir ao nível da perturbação nas comunicações e na desorientação de sistemas habitualmente tão rigorosos como o GPS.

Se existisse um dia internacional da coerência era hoje também.

um mero acontecimento

O movimento foi involuntário mas quando Justina sentiu no seio o braço de Cesário foi invadida por uma súbita e irreprimível vontade de ir para a borga. Riu-se do trocadilho ainda que, na verdade, não soubesse se o homem se chamava assim. “Tem cara de Cesário” justificou-se, observando a barbicha que emoldurava o rosto bolachudo do homem a quem se encostara quando a composição do metropolitano balançou.
Cesário sorriu embaraçado mas sem mover o braço. Por ele, podiam ficar assim o resto da vida, um seio encostado ao seu braço era coisa que lhe acontecia pouco. “Muito pouco”, pensou, algo frustrado e com a ligeira impressão que todo o episódio que, na realidade, nem um episódio chegava a ser – era um mero acontecimento –, podia provavelmente indiciar que qualquer coisa não ia bem na sua vida sexual – se a tivesse –, na sua vida social e afectiva – que também sabia não ter – e na sua sanidade mental – sentia-se um pervertido mas não conseguia afastar o braço da mama da mulher.
Justina não se sentia mal e, tão furtivamente quanto lhe permitia a proximidade dos rostos e dos corpos, apreciava o dono do braço que lhe amparava a mama. Cesário tirando a barba mal semeada mas impecavelmente aparada e cirurgicamente delineada, os olhos ligeiramente esbugalhados com ar de eterno espanto, que ora se fixavam num ponto longínquo ora se dispersavam descontrolados por tudo o que os rodeavam, o sorriso desequilibrado que tanto parecia ir explodir numa gargalhada demente como no instante seguinte se resumia a um quase imperceptível movimento ascendente das comissuras dos lábios, a falta de gosto na roupa e no penteado e o ar geral de tarado não estava mal de todo e cheirava bem, o que agradou a Justina.
– Isto é uma chatice – reclamou baixinho Justina, dirigindo-se a Cesário, que, nas suas rápidas e confusas deambulações oculares, parecia fixá-la por mero acaso. Sem perceber se ele a ouvira, Justina acrescentou: – Os transportes públicos estão cada vez pior. Este país é um caos.
– Uma chatice – repetiu Cesário, como se tentasse apreender o sentido das palavras e sem lhes dar qualquer entoação. – É um caos.
Justina olhou-o perplexa. “Este homem não podia trabalhar na televisão”, julgou, definitiva: “Está verde.”
Cesário que também se tinha ouvido com a mesma perplexidade – “Pareces um tontinho, McFly”, censurou-se –, decidiu aproveitar a energia que o seio que se mantinha aninhado no seu braço lhe dava e procurou rectificar a impressão que causara na proprietária da mama.
– É verdade – ponderou Cesário, falando pausadamente –, a ausência de uma politica realística de transportes, que deveria assentar nas necessidades dos utentes e não somente em directrizes economicistas, tem causado uma degradação acentuada da qualidade dos nossos transportes colectivos urbanos.
Justina assentiu com a cabeça satisfeita, tinha a mama no braço de um intelectual bem-cheiroso ainda que mal apessoado.
– Rodriga – apresentou-se Justina.
– Ah! – Cesário olhou para a mama no braço e depois para a outra: – E esta?
– Eu é que sou Rodriga – disse a mulher, surpreendida por uma memória recalcada de uma imagem de musgo verde num presépio da sua infância de que se lembrou quando se ouviu. Pasmada, perguntou sem querer: – Já não se fazem presépios, pois não?
Cesário olhou-a como se pretendesse decifrar o verdadeiro sentido da pergunta.
– Presépios? – questionou ele para ganhar tempo, a primeira carruagem estava a chegar a Arroios.
– Sim, com musgo.
Sem saber porquê, Cesário pensou em virilhas mas não nas suas nem nas da mulher cuja mama continuava emprateleirada no seu braço.
– Eu chamo-me Fausto e faço presépios no tempo deles – mentiu Cesário, que, na verdade, foi baptizado como Mauro.
– Com musgo?
– Não, o musgo lembra-me virilhas – confessou Cesário, repugnado.
– Virilhas com musgo?
– Não – respondeu Cesário, abanando a cabeça –, só virilhas. O musgo lembra-me virilhas.
A composição parou com um solavanco provocando com malícia que Justina enfiasse o nariz no cabelo de Cesário.
– O teu cabelo cheira bem, Fausto – apreciou a mulher.
“Arroios” avisou, atrasada, a carruagem.
– Eu vou para Roma – informou Cesário, julgando que a carruagem falava para ele. – Obrigado, é um shampoo – disse, respondendo a Justina.
– Passar o natal?
– Não, Pantene – esclareceu Cesário.
Justina viu a porta fechar e sentiu uma mão na nádega esquerda. Olhou em volta e só viu Cesário. O homem sorria deliciado.
– Azul? – perguntou Justina.
– O quê?
– O Pantene.
– Não, branco.
– O frasco?
– De plástico.
– E Roma?
– Não sei, nunca lá fui.
Justina e Cesário entreolharam-se cúmplices. Sentiam uma afinidade crescente – mais ele que ela na parte do crescente. Justina tirou a mão do bolso de trás das calças de ganga e agarrou o varão com ambas as mãos. Cesário ponderou seriamente em afastar-se para lhe dar espaço mas, apavorado com o facto de poder perder a mama, deixou-se ficar.
– É uma pouca vergonha – referiu Cesário só para continuarem a falar mas com ar sério e ligeiramente ofendido.
Justina ainda procurou perceber do que estava ele a falar seguindo-lhe o olhar errante mas não só não conseguiu como se sentiu enjoada. Era velocidade a mais para olhos que não estivessem habituados.
– O quê? – perguntou, engolindo em seco.
– Isto.
Justina tornou a seguir-lhe o olhar e voltou a sentir-se agoniada.
– O quê? – repetiu, baixando a cabeça e respirando fundo.
– Colocarem varões nos transportes públicos – criticou Cesário.
– Ah! – Justina riu-se. – É só um objecto, Cesário, e os objectos são amorais. É o uso que se lhes dá que é ou não contrário à moral vigente em cada momento. O varão por si só não…
– Cesário?! – interrompeu o homem, melindrado e afastando o seu braço da mama da mulher.
– Quando te vi achei que te chamavas Cesário – explicou a mulher, inclinando-se para voltar a pousar a mama no braço dele.
“Alameda” avisou a tempo a carruagem.
Para atestar que compreendia que Justina lhe chamasse Cesário e lhe perdoava essa fantasia e para demonstrar a sua alegria por voltar a ter uma mama no braço, ainda que agora fosse a outra, Cesário avançou com as sobrancelhas até meio da testa, que recuou temerosa até à esbarrar na franja, que se espetou de imediato numa coesa e intransponível linha defensiva. Cesário sentiu o cabelo levantar como se pusesse a mão num gerador de Van der Graaff mas não ligou, isso acontecia-lhe muito.
Receosa, Justina deu um passo atrás: não gostava de rock progressivo.
Na Alameda, a composição voltou a parar e as portas a abrirem-se escancaradas e sem vergonha. Justina olhou-as com inesperado e mal disfarçado interesse. Assustado com a perspectiva de a perder, Cesário rojou-se aos seus pés. Figurativamente, na verdade, por agora, o homem só pediu:
– Desculpa.
Justina olhou para a porta aberta ainda com olhos de fuga mas hesitou.
– Podes chamar-me Cesário – segredou Mauro, fixando-a, o que, para ele, era como se rojasse aos pés dela.
– Vais para Roma? – perguntou Justina, sorrindo complacente.
– Sim – confirmou Cesário. – E tu?
– Não sei. – Justina encolheu os ombros. – Ia sair aqui.
As portas fecharam-se com inusitado estrondo, impedindo Justina de sair. Mais do que sorrir, Cesário brilhou e cresceu. As portas tornaram a abrir-se. Cesário empalideceu. Justina largou o objecto metálico e cilíndrico que não iremos nomear e deu um passo na direcção de Cesário, que ganhou cor. A mulher, sem parar, piscou-lhe o olho esquerdo e continuou até à porta. Cesário ficou branco, sem pinga de sangue, sem força nas pernas, nem vontade de viver. Então, ela voltou-se para trás e perguntou:
– Vens?
Sem hesitar, ele foi.

Postalinho da Noruega

"Aí vai mais um postalzinho para a tua colecção. Da Noruega, «Mulher Pássaro», do escultor Jorunn Ohnstad.
Beijo.
Daisy"

Brushstrokes 029


07 março 2012

Concurso olhos nos olhos com Kate Upton

Ganha quem conseguir fixar o olhar nos olhos da Kate Upton por mais de 45 segundos.

«conversa 1877» - bagaço amarelo

Ela - O meu ex está sempre a dizer-me que não percebe o que é que falhou no nosso casamento.
Eu - Está?
Ela - Sim, e eu já lhe expliquei que o que falhou no nosso casamento foi precisamente ele não ser capaz de perceber onde é que o casamento falhou.
Eu - Admito que, só assim, também não percebi lá muito bem.
Ela - O facto de eu me sentir muito sozinha quando estava casada com ele, por exemplo, foi um motivo forte.
Eu - Ah! Isso já é um motivo com pés e cabeça.
Ela - Mas o grave foi ele nunca ter sido capaz de perceber isso.
Eu - Podias ter-lhe dito.
Ela - Se eu lhe tivesse dito, tudo o que ele mudasse para alterar as coisas não ia ter qualquer valor.
Eu - Assim dificultas muito as coisas.
Ela - Ninguém disse que manter uma relação é fácil.


bagaço amarelo
Blog «Não compreendo as mulheres»