12 abril 2012

As minhas sardinhas favoritas das Festas de Lisboa 2012

O Green Frog enviou-me hoje um postalinho com uma das sardinhas a concurso na iniciativa das Festas de Lisboa 2012. Além dessa sardinha freira (de Tiago Moura), encontrei também uma sardinha dominadora (não sei quem é o autor).
A organização já escolheu as três sardinhas vencedoras. Mas estas são «a funda Selecção»:


Pornografia é a única maneira de as mulheres ganharem mais do que os homens?

Sasha Grey reformou-se aos 23 anos de idade, depois de uma bela carreira na indústria porno. Recentemente, Sasha fez um vídeo a explicar a sua decisão de entrar na indústria pornográfica.

«Passar da teta torta» - Patife

Não percebo muito bem a maneira de dividir as pessoas entre as que gostam de gatos e as que gostam de cães. Na verdade não aprecio muito nem cães nem gatos. Mas aprecio mulheres felinas em posições caninas. E foi com esta disposição que acordei no fim-de-semana passado. Saí decidido à rua pronto a encontrar uma mulher que preenchesse estes requisitos. Passeei pelo Chiado e desci ao Cais do Sodré atento às unhas das moças que passavam. As unhas mais felinas, sem serem de gel, seriam as escolhidas para me arranharem as costas. É um critério um pouco largo, bem sei. Mas o Pacheco também é e elas não se queixam, por isso achei um bom critério de engate. Continuando, encontrei uma vadia com umas unhas de pantera mas tinha a teta torta. Como defini como critério as unhas não podia armar-me em esquisito. Além disso já passei da cepa torta por isso não me importei de passar com o nabo pela teta torta. Mal sabia eu que no final da noite o Pacheco iria passar por uma greta torta. É que a minha consciência é tramada e tenho de me manter fiel aos critérios que escolho antes de sair de casa para não ter de lhe prestar contas. Até porque sou mais versado em prestar conas. Por isso avancei para a gaja felina numa discoteca do Cais do Sodré, das que estão abertas a noite toda. Tal como estiveram as pernas dela.

Patife
Blog «fode, fode, patife»

Nem à chapada!


Eixo



11 abril 2012

Mulheres desfilam em lingerie pelas ruas de Londres...

... para promover a abertura de uma loja da Ann Summers na Oxford Street...

«uma mentira de Amor vale mais que uma noite só» - bagaço amarelo

A Cláudia acusava-me de só estar interessado nela por causa do sexo. Acho que só me queres porque gostas de mim na cama, dizia ela. E eu sorria. Durante meses entendi isso sempre como um elogio, até à noite em que ela me fechou a porta na cara e eu voltei para casa a carregar o peso excessivo do seu olhar triste. O sexo é a segunda melhor coisa do mundo, pensava eu sem perceber a sua recusa instantânea às noites em que desafiávamos com o corpo a falta de Amor entre nós.
Pelo caminho entrei num bar tão abandonado quanto eu. Um homem gordo de bigode que nem olhou para mim apoiava o queixo na palma da mão enquanto via o resumo dos jogos de futebol desse fim de semana. Não percebi se estava bêbado ou se a vida deixara de passar por ele há já muito tempo, mas acabei por concluir que eram as duas coisas. Atrás do balcão onde me sentei, uma mulher que fumava um cigarro cansado apressou-se a dar-me uma carta enegrecida com todas as bebidas disponíveis. Nem olhei para ela. Um Bushmills sem gelo, pedi. Algumas lâmpadas fundidas davam ao sítio um ambiente pós-holocausto, o que me fazia sentir em causa. E de resto, o vazio.
Acho que foi essa a primeira noite, depois do meu divórcio, em que chorei para uma audiência digna das minhas lágrimas. Falhara-me o Amor e agora falhava-me o sexo. Já só me restavam uns euros para beber uísque e a voz duma mulher esquelética a pedir-me que o pagasse. Bebi o primeiro num só gole e pedi outro. Parei de chorar e fiquei a observar a quietude do homem que via futebol na televisão, com a perfeita noção de que a mulher do balcão me observava a mim. Era uma espécie de cadeia alimentar da solidão, ali, com a dona de um bar no topo, a observar um homem inesperadamente só que, por sua vez, observava outro que já nem só se sentia. Não me parecia que sentisse fosse o que fosse, aliás. E por um momento desejei ser como ele.
A Cláudia telefonou-me para que eu lhe explicasse como é que eu gostava dela. Percebi que as mulheres não entendem normalmente o sexo. Não percebem o melhor que ele tem, que é a enorme capacidade de transformar por momentos uma vida de merda numa vida boa. Só querem sexo com uma declaração de Amor, ou seja, quando ele é uma consequência e não uma causa dessa vida boa. Afoguei esta certeza no que restava do meu segundo uísque e bebi-a diluída nele. Amo-te muito, disse-lhe. Podes voltar, respondeu-me ela. Uma mentira de Amor vale mais que uma noite só.


bagaço amarelo
Blog «Não compreendo as mulheres»

Tentem fazer isto em casa e depois digam-me


Mitos brasileiros


Alexandre Affonso - nadaver.com

10 abril 2012

Liberdade nua

Ouço com prazer tudo o que ela me diz enquanto lembro o seu corpo desembestado como um povo libertado à solta pelas ruas de um mundo feliz.

Eva portuguesa - «Cliente/Amigo»

Fui confrontada por uma pergunta de um cliente especial, que me deixou momentaneamente sem resposta (e olhem que não é fácil!).
Mas antes, deixem-me criar o contexto e pôr-vos a par da minha reflexão.
Como já disse várias vezes, tenho tido a sorte de 99,9% dos meus clientes serem pessoas agradáveis, educadas e gentis. Destes, alguns ainda se destacam mais pela positiva, como também já referi, quer pela preocupação e generosidade que demonstram, quer pela sua presença mais regular e assídua.
Existem ainda aqueles clientes que, sem explicação aparente,conseguem cativar-me de imediato e criam uma enorme afinidade entre nós, muitas vezes ultrapassando a relação cliente/Acompanhante.
Não são necessariamente homens bonitos ou jovens (mas também podem ser); mas são homens que me fazem esquecer que estou com eles por dinheiro... Englobo nesta categoria os clientes da Eva que se tornaram amigos da..., estando presentes na vida de ambas (que no fundo são uma só), seja através de um carinho, uma palavra reconfortante, um voto de confiança, uma ajuda numa altura mais difícil, uma disponibilidade e generosidade constantes.
De entre estes destaco o tal cliente que, estando nós numa das nossas tardes de amor (este cliente nunca fica menos de 4h comigo de cada vez) e num intervalo e descanso bem merecidos do "combate" (eu já me tinha vindo umas 2 ou 3 vezes!), ele me pergunta, entre beijos, o que era ele para mim...
À partida parece uma pergunta fácil, mas não é bem assim...
Esse homem é um ser humano maravilhoso, educado, culto, inteligente, com sentido de humor, uma grande experiência de vida e de como agradar às mulheres...
É também um amigo, que já me ajudou várias vezes, quer através de conselhos, preocupação e interesse genuínos, como também economicamente.
Assim, é mais do que um cliente. Não é apenas um amigo mas também não existe um laço emocional mais forte entre nós que ultrapasse a amizade...
Respondi-lhe isto mesmo.
É um cliente e um amigo.
Poderia ser só um cliente? Não! Há muito que ultrapassámos essa barreira.
Poderia ser só um amigo? Não, porque priva comigo de forma íntima e recompensa-me por isso.
Poderia ser um amigo colorido? Não, porque então não deixaria uma lembrança de cada vez que "namoramos".
E de facto, não sendo um namorado, acabamos por namorar quando estamos juntos (temos tempo e à vontade para isso). Exponho-lhe as minhas dúvidas e problemas, aconselho-me com ele, ele conta-me episódios da vida dele, rimos juntos, partilhamos partes das nossas vidas um com o outro...
É uma pessoa que me transmite tranquilidade, cuja sabedoria e discernimento me ajudam nos meus dilemas, divertida e que me sabe dar prazer.
Por tudo isto e muito mais, é o meu cliente mais que cliente; e o meu amigo mas não só amigo...
Enfim, é o meu cliente/amigo muito, mas mesmo muito especial!...


Eva
blog Eva portuguesa - porque o prazer não é pecado

ah saloios!

A colecção de arte erótica numa grande reportagem do jornal de Coimbra «Folha de Santa Clara»