11 agosto 2012

Homens, aprendam a abrir bagagem fechada a cadeado

«respostas a perguntas inexistentes (208)» - bagaço amarelo

taras e manias

Todos nós temos uma mania qualquer. Beber um uísque sempre depois de jantar, por exemplo, ou conduzir com o braço do lado de fora da janela do automóvel. Na verdade há manias para todos os gostos e feitios e, de uma forma natural, acabamos todos por conhecer aquelas que são dos nossos amigos mais próximos. Nunca tinha pensado nisto desta forma até conhecer a Wong, uma empregada dum pequeno restaurante perto de Mong Kok, em Hong Kong. Foi ela que me explicou que, para fazer um bom trabalho no dia-a-dia, tentava conhecer todas as manias dos seus clientes habituais e, mesmo dos clientes que não conhecia de lado nenhum, tentava percebê-las o mais depressa possível.
Acho que ficou surpreendida pelo meu súbito interesse naquele tema, e por isso explicou-me que tinha sido assim que tinha conquistado um dos seus melhores clientes. Um homem qualquer de meia idade que tinha a mania de comer de faca e garfo (como é sabido, os chineses comem com pauzinhos). Ele só lhe disse isso uma vez e, quando lá voltou muito tempo depois, ela ainda se lembrava dele e trocou imediatamente os pauzinhos pelos seus talheres preferidos. A partir desse dia, ele passou a ir lá quase todos os dias.
Fixei a Wong nos olhos, o que admito que me dava um prazer enorme, já que as mulheres asiáticas, na minha opinião, independentemente de serem mais ou menos bonitas, têm sempre uns olhos que vale a pena contemplar como se estivéssemos a olhar para uma paisagem de perder a respiração. Fixei-a nos olhos e disse-lhe que estava a pensar se aquilo era respeito pelo próximo ou servilismo exagerado. Ela amuou, e os seus olhos grandes fizeram questão de me repreender. Por isso mudei de assunto.
Fiquei com a impressão de que, a partir desse dia, ela ficou um pouco mais distante de mim. Sempre simpática, mas com uma distância que me incomodava, já que tinha sido a primeira chinesa com quem eu tinha feito amizade e me tinha sentido realmente bem. Por isso, alguns dias antes do meu regresso a Portugal, comprei dois pastéis de nata (que lá se chamam Portuguese Egg Tarts) e uma garrafa de vinho do Porto numa das melhores garrafeiras que já vi na minha vida. Depois telefonei-lhe e convidei-a para ir beber um copo comigo ao fim da noite. Antes ainda de decidir qual o primeiro bar a que íamos, sentámo-nos num dos bancos da praça da alimentação do Festival Walk, ofereci-lhe a garrafa e comemos cada um o seu pastel. Aproveitei esse momento doce para lhe pedir desculpa por, mesmo sem querer, a ter ofendido. Ela sorriu mas não disse nada.
Estranhamente, ainda hoje acho que essa foi uma das melhores noites da minha vida. Caminhámos por toda a cidade, quase sempre em silêncio, comigo a contemplar a imponência dos edifícios que ali se erguem como velhos que recusam morrer, e com ela sempre ao meu lado como que a perceber os meus pensamentos. Os meus pensamentos eram de que me estava a apaixonar por uma mulher impossível, que vivia a mais de dez mil quilómetros de distância de mim, e que por isso tinha que controlar muito bem as minhas emoções. Acabámos sentados junto ao mar, no lado continental, sentados num muro qualquer a olhar para a ilha, e senti-a abraçar o meu braço direito e pousar nele a cabeça. Perdi a noção do tempo.
Recordei e ainda recordo, como já disse, essa noite do ano de mil novecentos e noventa e nove como uma das melhores da minha vida. Esta semana, por email e já sem a pressão de qualquer envolvimento emocional, disse-lhe isso mesmo. Ela respondeu-me que se lembra que eu tenho a mania de catalogar tudo: os melhores filmes da minha vida, as melhores músicas da minha vida, as melhores paisagens da minha vida, as melhores cidades da minha vida, etc. Enfim, as melhores noites da minha vida também.
Treze anos depois voltámos assim ao tema das manias, e perguntei-lhe se ela era capaz de me explicar o que é que a tinha ofendido na minha observação sobre o servilismo exagerado. Demorou alguns dias a responder-me, de tal forma que cheguei a pensar que tivesse amuado de novo, e quando me respondeu disse-me que se se lembra das minhas manias é porque eu sou importante para ela. Quem gosta de alguém faz tudo o que pode para que esse alguém se sinta bem, explicou-me, e não quer ser confundido com um escravo por causa disso. Simples, não é? Perguntou.


bagaço amarelo
Blog «Não compreendo as mulheres»

Um sábado qualquer... - «Criações inusitadas»






Um sábado qualquer...

09 agosto 2012

Wild about that thing



blog A Pérola

«Partir ou não partir, eis a questão» - Patife

Diziam dela que tinha o maior coração do mundo. Daí não ter percebido o porquê de ter ficado interessada num traste sem coração como o Patife. Fiquei um dia enfiado em casa a tentar perceber isto. Já o Pacheco ficou um dia enfiado dentro dela. Os amigos dela pediram-me insistentemente que não o fizesse e que não lhe partisse o coração. Efectivamente, não lhe parti o coração. De resto, parti aquilo tudo.

Patife
Blog «fode, fode, patife»

Os filhos explicam aos pais

Essas crianças de hoje em dia não são fáceis…





Então filho, me explica o que é goatse.

Capinaremos.com

08 agosto 2012

As nossas louras dos dois pares falam de bumbum guloso, religiosidade e trabalhar em Shopping

«conversa 1905» - bagaço amarelo

Ela - Queres ir beber um copo?
Eu - Não.
Ela - Não?!
Eu - Não, desculpa lá. Tive um dia mesmo mau e só me apetece ir para casa, beber um uísque a ler qualquer coisa, e deitar-me...
Ela - Ah! Se estás mal disposto também não quero sair contigo. Normalmente és um chato quando estás assim...


bagaço amarelo
Blog «Não compreendo as mulheres»

Vamos lá por partes...



Via Mikitrix

07 agosto 2012

Antiguidade clássica 2

Eva portuguesa - «Férias»

Férias...
Um período de descanso, uma rotina, o reviver da família, um retiro, uma fuga ou uma introspecção...
Este ano precisava de tirar férias, sobretudo da Eva.
Precisava de ser apenas mulher e mãe.
Nos últimos tempos aconteceram demasiadas coisas na vida da Eva, que tornaram a sua existência exaustiva... a promessa de uma vida melhor que nunca aconteceu mas aconteceu a outra colega, a ilusão de um príncipe que mostrou ser um sapo, o medo constante de não existirem clientes, a cirurgia e consequente paragem para recuperação, as ilusões, as desilusões, os sonhos, os pesadelos... enfim, acima de tudo o cansaço de uma vida dupla, que por vezes nem é tão rentável como deveria...
Férias...
Este ano para viver em família, na paz e silêncio do nosso Alentejo.
Um tempo para entrar bem dentro da minha alma e analisar todas as vertentes do meu ser...
Descobrir de forma clara e inequívoca o que me amedronta, o que me faz feliz, analisar os meus sonhos e descobrir como evitar as desilusões.
Perceber o que fazer para tornar melhor esta vida e a convivência entre mim e a Eva.
Analisar o que devo fazer para me tornar melhor pessoa, melhor mãe, melhor profissional, melhor amante.
Separar o que me faz bem e o que me faz mal.
Distinguir quem devo manter na minha vida e de quem me devo afastar.
Férias...
Este ano uma introspecção, uma viagem ao centro de mim mesma...
Um período de análise e decisões...
O delinear de uma estratégia que me permita obter mais e melhores resultados...
Uma limpeza do que me tem feito mal, uma abertura ao bem e felicidade...
E, nisto tudo, a certeza de que a Eva e eu somos uma só pessoa. E que, como tal, a felicidade da Eva é a minha e vice versa. E quem faz bem à Eva está a fazê-lo a mim.E os homens da Eva são os meus.
Assim, a aceitação de uma verdade que é, enquanto for uma prostituta de luxo, a minha realidade: as minhas férias são também as da Eva; eu sou também a Eva.
E isto é inevitável e saudável, pois permite-me a aceitação de mim como um todo.
Permite-me analisar todos os aspectos da minha vida com a mesma visão e viver comigo própria com maior honestidade e sem receios nem medos nem preconceitos.
Sim, esta é a minha maior e melhor conclusão de uma viagem sincera e dolorosa ao meu âmago: eu sou eu num todo; a Eva também sou eu e eu também sou a Eva. E é impossível tirar férias de mim mesma. E também não quero. Porque foi a Eva que, com o seu trabalho, me proporcionou estas férias. É ela que, em último caso, me sustenta, a mim e ao meu filho.
E assim decido abraçar esta parte de mim mesma e agradecer-lhe por existir na minha vida: a Eva,que sou eu!...


Eva
blog Eva portuguesa - porque o prazer não é pecado

Livro «Vies des dames galantes» do séc. XIX

«Vies des dames galantes par le Seigneur de Brantôme» sobre edição de 1710.
Edições Garnier et Frères, sem data (séc. XIX).
Composto por 7 discursos.
Chegadinho de fresco à minha colecção.


06 agosto 2012

Kate Upton consegue fazer tanta coisa... mas mesmo tanta...

«quase ninguém» - bagaço amarelo

O problema que temos com o nosso governo é o mesmo problema dos casais que, de facto, não o são. Falta de Amor. O nosso governo devia gostar de nós tal como nós gostamos dele (afinal de contas, por muito que espingardeemos, somos nós que o elegemos ), mas não gosta. Diz que sim, mas passa a vida na cama com outros.
O nosso governo é uma merda, e aqui já nem aceito discutir e peço aos direitosos invertebrados que me poupem ao contraditório. É uma merda. Ponto. Para além de se deitar com outros, gasta com eles o nosso dinheiro todo. Depois engasga-se para nos explicar o que fez. Primeiro promete devolver daqui a uns anos, depois diz que afinal não dá, por fim acaba a pedir ainda mais dinheiro e agredi-nos antes de tornar a sair. É um caso nítido de violência doméstica em que a vítima não é capaz de se salvar a si mesma.
A maior parte dos portugueses vota constantemente à direita por um motivo muito simples: a maior parte dos portugueses é uma cambada de mal amados que só vive bem com o mal dos outros. É a lógica do "se eu estou mal, tu pior estarás". Vai-se nivelando tudo por baixo até não haver mais por onde cair.
Ao contrário do que possa parecer, a Política e a Economia são as coisas mais simples do mundo. É por isso, por ser tão simples, que meia dúzia de gajos do mundo da finança se deitam com os do nosso governo e nos conseguem roubar descaradamente, todos os dias e todas as horas. O que é mais complexo, pelo menos para os portugueses, é o Amor. Ninguém, ou quase ninguém, sabe o que é isso por cá.


bagaço amarelo
Blog «Não compreendo as mulheres»

Amor na selva




Peço a todos os elefantes que estão lendo esta tira respondam também nos comentários

Capinaremos.com

05 agosto 2012

"Dormiste bem, Mari Graciolli?"


Bom dia, Mari Graciolli from Papo de Homem on Vimeo.

Em caracolafilia



Não o posso esmifrar no meio do grupo que ainda tenho um niquito de sentido das conveniências e não vou pular por cima das travessas de caracóis e com risco de derrubar as muitas canecas expostas para lhe saltar para o colo e aterrar as minhas nádegas nas suas coxas, umbigo contra umbigo, para lhe chupar aqueles lábios húmidos como se faz ao molho nas cascas e me apetece, mas torno óbvio que ando a catrapiscá-lo.

Acendo-lhe o cigarro e faço concha nas suas mãos. Com a cumplicidade espetada no sorriso chego-lhe mais um alfinete para que nada lhe falte para poder picar. Antecipo-me a pedir mais cerveja incluindo-o logo com a justificação de que importa ter a língua molhada e até lhe empurro o molho picante para o caso de querer dar um ar exótico ao petisco.

O molho que me delicia é descobrir nele alguém a quem os anos não embaciaram o brilho maroto de quem em criança partia pratos com pressão de ar ou encardia os calções a rolar pela terra. E tal como os garotos se pelam por isso, alegra-se no convívio com os amigos acreditando que o melhor que de si pode dar aos outros são as suas ideias e o seu carinho. E até os seus caracóis rebeldes são afinidade que me transporta a um tempo em que uns azulejos azuis setecentistas nas paredes e um piano na sala davam o cenário de conto de fadas ao mundo em que me sentia uma princesa.

Se recordar é viver também só sentimos falta daquilo que conhecemos pelo que se ele volta a passar o polegar pelo canto dos meus lábios para limpar a espuma, faço dele prato principal.

Churros do conhecimento



Ricardo - Vida e obra de mim mesmo
(crica na imagem para abrir aumentada numa nova janela)

03 agosto 2012

Coelhinhas da Playboy



HenriCartoon

Luís Gaspar lê «Tocar-me te» de Alzira Guedes

"dedos devorando pressa e tempo

urgência desejo, arfar, corrida
negação da paz esta guerra
fúria que exige ser combatida.
fechar os olhos ter-te onde o desejo queima mais perto
fonte generosa, drink indigesto
testa em brasa, beber-te
toco o orgasmo e esgoto o cio
apalpo o meu seio, ardente de frio
invento beijos, flagelo hemisférios
provoco-me, então, o doce arrepio
vibramos os dois, em camas diferentes,
no vazio do nosso leito

combato alguns dos teus medos, ainda sinto o teu coração correr
qual cavalo, no meu peito entre o lençol de algodão

e agora já calmos, os teus nos meus dedos.
masturbação."
Alzira Guedes

Ouçam este poema na voz d'ouro de Luís Gaspar, no Estúdio Raposa

Fruta 95 - Gado registado

... Era uma vez...





Meninas WTF

02 agosto 2012

Como se saboreia a banana


blog A Pérola

«Bokespeare» - Patife

Hoje logo pela manhã encontrei uma paixão proibida de um tempo passado. Ela era de uma nobre família fortemente católica e na altura só a queriam ver a ser cortejada de forma séria por alguém que fosse à igreja todos os domingos. E eu era apenas um maltrapilho ateu com um grande nabo. Dado o reencontro e a impossibilidade da paixão antiga, foi inevitável lembrar-me de Shakespeare. Por isso sentei-me numa esplanada do Chiado a comer um croissant enquanto pensava que se o Bocage e o William Shakespeare fossem um só, podiam ter criado autênticas tragédias porco-românticas capazes de elevar a dramaturgia para patamares incalculáveis. E se o Bocage e o William Shakespeare fossem um só, teriam certamente criado coisinhas dramáticas lindas assim:

Um fodão na casa dos Capuletos

Se minha mão profana seu relicário,       ROMEU (a Julieta)
em remissão aceito o que serei,
mas o meu falo é peregrino e solitário,
e com ele pinar-te-ei.

Ofendeis vossa mão, bom peregrino,      JULIETA
que se mostrou afoita e ardente.
Com a mão já tenho grande ensino
Na vulva quero o teu beijo quente

Os devotos não te deixam louca?           ROMEU
Não, só servem para outras orações.     JULIETA
Deixai, então, ó santa! que esta boca     ROMEU
te deixe a cona aos trambolhões.

Aos saltos, a chona exalta o suco.          JULIETA
Então põe a greta a jeito, pois                ROMEU
o meu nabo já está maluco.


Patife
Blog «fode, fode, patife»

Apostas




Sabia!

Capinaremos.com

01 agosto 2012

Invento-te




Mergulho no teu retrato
e aqui de longe,
saudosa,
beijo-te os lábios
e invento o toque da tua mão
que me mima os seios famintos
e me traz a paz
ao meu aconchego.

Tu não sabes
mas segredo-te gemidos
e deixo que me penetres
em pensamento
e em espasmos
sou néctar da tua boca,
sou alma, sou tua.

Invento-te aqui
e sou verso e teu poema.


Vera Sousa Silva
poema do livro "Bipolaridades"


«coisas que fascinam (144)» - bagaço amarelo

Passei a manhã e a tarde de ontem sozinho. Telefonei quatro vezes à Raquel, sempre com uma desculpa inventada à pressão, só para no fim da cada conversa lhe poder dizer que a Amo.
A estratégia é sempre essa: dizer que se Ama, assim como quem não quer a coisa, sempre que o coração aperta. Sei que a Raquel não se deixa enganar pelas razões que me levam a telefonar-lhe. Ainda bem. É por isso que o continuo a fazer.
Não faço a mínima ideia de quantas pessoas o fazem neste mundo. Para além de mim, talvez sejam todas ou talvez não seja uma única. Sei que é um luxo poder telefonar a alguém por uma merdice qualquer, só para depois poder dizer-lhe que se a Ama.


bagaço amarelo
Blog «Não compreendo as mulheres»

Chama só a cavalaria sexual se estiveres em desespero!

Crica para veres toda a história
Cavalaria sexual


1 página

oglaf.com

31 julho 2012

Efeito Hipnótico




de Max Yan
via Zupi

O Webcedário tem o PRAZER de informar que hoje é...


Webcedário no Facebook

Antiguidade clássica 1

Eva portuguesa - «Para ti»

Apareceste no meu mundo e na minha vida sem eu esperar... Não te fizeste anunciar, não te identificaste nem sequer mencionaste quem eras...
Dás-me a visão de um mundo para mim totalmente desconhecido, que me assusta e me atrai ao mesmo tempo...
Ofereces-me a vida e a salvação...
Desconfio, recuso, aceito.
Transformas sentimentos num negócio, não sei se para te enganares a ti ou a mim...
Poder, dinheiro e sexo - parece ser apenas este o teu mundo. E, apesar das jóias, das roupas, das viagens, do luxo, é um mundo que me atormenta pela sua (aparente) superficialidade... estranho, não é? Eu, a prostituta, a sentir que não pertence a um mundo onde o dinheiro é rei...
Mas foi o que senti na altura... poder não me interessa; sexo ainda menos; manipulações amedrontam-me e a futilidade enoja-me...
Mas tu disseste-me para não ter medo...
E, aos poucos, muito subtilmente, foste deixando cair a máscara... e disseste que sim ao meu pedido de amor... mas exigiste muito em troca, porque não podias deixar de ostentar o teu poder...
Mas eu também, muito lenta e subtilmente, fui começando a enamorar-me de ti...
O que nenhum de nós contava é que o destino não se deixa manipular... é que o poder, neste caso infelizmente, nem sempre é válido...
Lembro-me de um dia me teres dito que eu te estava destinada. Achei bonito na altura. Só agora me apercebo que ninguém manda no destino. E, infelizmente por ti e por mim, estavas enganado, meu amor...
Embarcaste numa viagem em que não te posso seguir... e é uma viagem sem retorno...
Queria despedir-me de ti, dizer-te que não estás só na hora da partida. Queria que, nem que por pouco tempo, se cumprisse o que dizias: Estás-me destinada...
Mas tu não queres um adeus... nem sequer aceitas a mão que te estendo...
E eu sofro, choro e sangro... por ti... por mim...
Mas acredita que, de alguma forma, mesmo não sabendo quem és, te mantenho comigo, no meu coração.
Acredita que viverei em sonhos a vida que não pude ter contigo.
E, se algum dia realizar o sonho de ter outro filho, irei pôr-lhe o teu nome. Porque tu foste o meu sonho inacabado... a minha esperança escondida...
E, porque amanhã iria ser o primeiro dia do resto das nossas vidas, preparei-me tal como te disse que faria: tenho o vestido e os sapatos que iria usar e, na minha agenda, tenho a página preenchida com o teu nome...
O destino pregou-nos uma rasteira mas não vou baixar os braços... Tentarei, não sei bem como, que amanhã seja o primeiro dia do resto da minha vida. E, se realmente nos estamos destinados, numa outra vida, num outro universo, iremos estar juntos...
Para ti, que jamais esquecerei...
Se não posso evitar a tua partida, então que o faças de forma feliz e serena...
E que saibas que não estás só...
Obrigada por me teres mostrado um sonho...


Eva
blog Eva portuguesa - porque o prazer não é pecado

Cinto com uma mulher a beijar... outra

Já vos disse que tenho muito orgulho na minha colecção de arte erótica?
Este cinto, acabadinho de chegar de França, é uma criação de Camille Ungun, mede 90 cm de comprimento e a fivela, em metal, mede 22 cm. Pesa mais de 1,5 Kg.
A senhora francesa que mo vendeu teve muita pena em desfazer-se dele. Eu também teria.





30 julho 2012

«Momentos da Verdade» - AXE Get it Action

«respostas a perguntas inexistentes (206)» - bagaço amarelo

Teolinda

A Teolinda gostava secretamente de mim. Tenho a certeza. Todos os dias, sem excepção, me cruzava com ela na rua que ligava o hospital ao jardim das árvores grandes. Todos os dias, sem excepção, ela fingia que não me via e continuava o seu passo apressado a fingir que tinha para onde ir. Não tinha, e eu sabia-o. Sabia também que era por falta de coragem que ela desviava o seu olhar do meu. Às vezes sorria timidamente, outras vezes não.
Eu acordava todos os dias bastante cedo, penteava-me e fazia a barba, punha umas gotas do after-shave do meu pai e treinava um ar bem disposto no espelho do elevador. Tudo para o caso de ela ganhar coragem e decidir falar-me. Bastava que me cumprimentasse uma vez que fosse e eu dir-lhe-ia o quanto também gostava dela, mas nunca o fez. Por falta de coragem, tenho a certeza. Foi uma pena.
Ficou a chamar-se assim, Teolinda, naqueles dias em que deixou de passar por ali e eu, doente, passava os dias dum lado para o outro à espera de a encontrar. Devo ter feito aquela rua umas centenas de vezes, na esperança de passar por ela para fingir que nem a via e que ela, uma vez que fosse, não fizesse o mesmo que eu. Nunca mais aconteceu, e por isso dei-lhe o nome que sempre me pareceu ter. Teolinda.


bagaço amarelo
Blog «Não compreendo as mulheres»

convivências...

Uma criança de cinco anos foi encontrada...
Raim on Facebook

Os homens são muito (con)centrados



a funda traduSão de um post de Danish Principle

Seu pedido é uma ordem (e a matemática não é uma batata)





Depois as mulheres dizem que a gente não se esforça por elas.

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29 julho 2012

Porta-Curtas - «Quando morremos à noite»

Ficção, Conteúdo Adulto
Director: Eduardo Morotó
Elenco: Junior Vieira, Roney Villela, Thaís Loureiro
Duração: 20 min Ano: 2011
Sinopse: Raúl conhece a menina mais cheia de vida que já encontrou.

Apetece-me algo


Sábado foi dia de ele me levar pelo braço Avenida abaixo como quem mostra a alegria que lhe vai na alma pela liberdade esvoaçante do meu vestido a tocar todos os olhares carentes dela. Entremeava os vivas à liberdade em que fazia coro com lindos brocados de minha linda, de docinha e até do meu nome próprio todo aconchegadinho num diminutivo que me soprava nas orelhinhas.

Suspirava fundo com a excitação de quem revive as memórias, de quando sacava aos cabrões capitalistas as suas filhas queques e boazonas para as levar ao castigo através dos ensinamentos vermelhos da cabecinha do galo de Barcelos ou do que quiserem chamar àquele pescoço de frango.

Arribados à praça lá encontrámos muitos amigos a quem ele distribuiu valentes abraços e aos quais me apresentou como a sua senhorita entre umas canecas de cerveja e uns pires de tremoços ao balcão que as mesas estavam apinhadas até ao momento que estalou uma mão marialva no meu rabo à vista de quem quis ver para me incentivar a um ala moça que está na hora de fazeres o jantar e creio que se me turvou a visão com a loiça suja na bancada da cozinha que ele não metia nunca na máquina e entre uma joelhada certeira no centro da sua grande área que até deu direito a mostrar a bandeira vermelha da minha lingerie bradei-lhe que me apetecia algo como a Revolução.


[Foto © Pedro Moreira, 2007, Red top]
Nota: Cuidado ao fazerem scroll para deslizarem pela imagem para não salpicarem os vossos monitores.

É um avião?! É um cometa?! É o Super-Homem?!...




Via Dick Art

Fonte dos desejos


Ricardo - Vida e obra de mim mesmo
(crica na imagem para abrir aumentada numa nova janela)

28 julho 2012

Homens, aprendam a fazer um batido de leite com chocolate

«conversa 1903» - bagaço amarelo

(num bar)

Ela - O que é que vais beber?
Eu - Um Bushmills sem gelo.
Ela - Ainda bem.
Eu - Porquê?
Ela - Gosto de pessoas que bebem da forma mais simples possível. Uma cerveja, um uísque sem gelo e pronto, mais nada.
Eu - Porquê?
Ela - Normalmente são pessoas mais simples e, por isso, mais fáceis de lidar.
Eu - E tu, o que é que bebes?
Ela - Um cocktail qualquer que tenha uma cor berrante. Ainda estou a pensar nisso.


bagaço amarelo
Blog «Não compreendo as mulheres»

Sorte ao jogo e sorte nos amores

Conjunto de dois dados grandes em madeira, com base em que se lê "Zestaw dla nowożeńców" (kit nupcial).
Uma oferta do meu grandioso amigo, Carvalho Valente, para a minha colecção.

Um sábado qualquer... - «Cuidados»




Um sábado qualquer...

27 julho 2012

Olha que bela ideia teve a moça

Chrissy Lance, de 37 anos, tinha um sonho: aumentar os seios. Mas não tinha dinheiro para a cirurgia. Decidiu ir pedir dinheiro nas ruas de Akron, Ohio (EUA). Vestida apenas com um biquini, Chrissy escreveu num cartão: “Not homeless! Need boobs”.
Terá conseguido atingir o seu objectivo de angariar 4.000 dólares?...
Fonte: «The Sun» via Testosterona

Estou de volta... com a Rihanna




15:30

António Bicho abriu a carcaça e fez uma careta à cor do fiambre. Cheirou-o sem obter resultados conclusivos e decidiu arriscar. Estava com fome. Comeu. “Se me doer a barriga, pelo menos já sei do que é”, pensou entre a primeira e a segunda dentada na sandes. Gostava de sentir o fiambre mais fresco que o pão mas nem nisso teve sorte pois estava tudo à mesma temperatura. Sacudiu as migalhas da barriga e bebeu o resto da mini, também ela quente. Limpou a boca com as costas da mão, guardou a garrafa para deitar no vidrão e inverteu o sentido ao fecho da pequena sacola onde trazia a bucha, fechando-a. Resmungou entre dentes, “Que calor de merda”, enquanto sorria com ar encantador para a mulher que lhe acenava do carro para a portaria, reclamando para sair. “Comia-te toda!”, disse, sem mexer os lábios que arrepanhara mostrando os dentes cerrados numa espécie de sorriso psicótico. Fez a cancela subir e gritou, “Até amanhã, senhora engenheira!”, com o mesmo olhar fixo com que antes sorrira como um alucinado. A engenheira acenou-lhe e seguiu. Ele descolou a nádega direita da cadeira com um ligeiro movimento libertador e, satisfeito, espalhou um novo e mais acentuado aroma no seu local de trabalho. “No outro lado é a hora do sapo”, disse como se falasse com alguém. “Aqui é a hora do Bicho. António Bicho.” E tornou a torcer-se na cadeira.

Fruta 94 - Super-Fruta