16 maio 2014

Don Juan d’Austria


«Don Juan d’Austria»
Maria Lassnig (1918- 2014)
Óleo sobre tela, 2001
Galeria Petzel

Via mon ami Bernard Perroud

DiciOrdinário ilusTarado: Coisas de Portugal

Olás... 

Se ser pródigo/pródiga, entre outros significados, é esbanjar generosidade, creio me encaixar perfeitamente, modéstia  à parte.

Prefiro ser assim. Não sou pessoa para esperar uma data  especial para agradar a quem gosto, a quem amo. E não espero que me deem algo, em retribuição. Eu gosto de espontaneidade. Gosto do ato de agradar somente pelo prazer em fazer alguém contente, nem que seja por minutinhos. Engraçado. Olho para trás e lembro que fui assim a vida toda. E creio que escolhi o caminho certo.

E não importa qual o espaço geográfico: as amizades surgem assim, de gestos generosos e espontâneos, porque quem está sempre de coração aberto sabe muito bem quando a outra pessoa também te presenteia com alguma lembrança, seja uma frase, ou  até mesmo um objeto, com o mesmo tanto de carinho.

E foi assim, há poucos dias, que recebi de um recém amigo (já o considero como tal), lá das outras bandas do Atlântico, de Portugal, o DiciOrdinário ilusTarado

Como dito pelos autores, "ser ordinário não significa ser inculto. Dizer asneiras, ao contrário de as fazer, não cura mas alivia o stress. Aliás recomendo, no regresso a casa depois de um dia de bosta no trabalho, cabras a janela do carro e que grites uma asneira o mais alto possível." (grifos meus - na nota de rodapé cabras é o mesmo "que abras").

Quem me conhece sabe que esse DiciOrdinário tem muito a ver  comigo. Daí que, de cara, me identifiquei com essa turma maluca beleza.

Hoje, enquanto esperava a revisão do meu carro, na concessionária, eu folheei o DiciOrdinário. Ri sozinha, mas o bom, como recomendado, é que o DiciO seja lido em boa companhia.

Bem, devo  confessar que  fiquei cabreira com a palavra Abundar (e o seu significado no DiciO). Mas devolverei o "mimo"  à altura. Aliás, estava agora mesmo arquitetando isso. Vou gritar, durante o jogo Inglaterra e Portugal, pela Copa, para o Cristiano Ronaldo: "Face garlic! Faaaaccceeeeee gaaarliiiiiic!!!". Quem quiser saber o significado, segundo o DiciO, manda e-mail ao blog Chama a Mamãe.


Capa

Contracapa


Dedicatória (interior)
A obra  tem autoria de: São Rosas, Raim e Gotinha

O DiciO (como  passei a chamá-lo) é um passatempo  divertido. E uma companhia sempre à 
espera de boas surpresas.

Chama a Mamãe

Razão e Sensibilidade




Ricardo - Vida e obra de mim mesmo

14 maio 2014

Surpreendam-se com o que o Photoshop pode fazer!

O site College Humor criou este vídeo «Photoshop Has Gone Too Far», que mostra de uma maneira criativa que qualquer um se pode se tornar uma linda modelo com a ajuda da edição digital.
Para melhorar a surpresa, a transformação é exibida ao contrário, etapa a etapa.

«coisas que fascinam (166)» - bagaço amarelo

Um destes dias um amigo perguntou-me porque é que eu, se estou apaixonado, continuo a viver sozinho. A minha resposta foi imediata. É por isso mesmo, porque estou apaixonado.
Aprendi com a vida (a minha, não a dos outros) que a eternidade do Amor é uma mentira. É por isso que, quando me acontece Amar alguém a sério, tento que esse Amor se prolongue por toda a minha finitude. É que o Amor é finito, tal como cada um de nós. O meu objectivo é que o meu Amor e eu próprio possamos morrer no mesmo instante. Não é um jogo, é por ser mais feliz assim.
Se não tivermos cuidado, o Amor vai-se mais depressa do que um gelado numa tarde de Verão, daqueles que sabem muito bem mas se derretem na própria mão.
É que o mais difícil no Amor é precisamente que Amar não chega para nada. Amar, só Amar, é igual a zero. Talvez até menos que zero.
Quando dizemos ou pensamos que Amamos alguém, estamos apenas a dizer ou pensar que queremos ser Amados por esse alguém. É por isso que o Amor não é uma dádiva nem uma partilha. É um pedido, é uma exigência, é um amuo perante os dias que passam.
Eu cá, quando sou Amado, ou pelo menos sinto que sim, pego no meu gelado e vou saboreá-lo para a sombra tão devagar quanto possível. É só isso.


bagaço amarelo
Blog «Não compreendo as mulheres»

«Sei eu» - João

"Passei há dias por um poster (colocado num MUPI) a promover um recente filme português, baseado num livro homónimo de uma autora também portuguesa. Prendeu-me o pensamento a frase com que pretendem agarrar o público: “se não fosse pela cama, não precisávamos dos homens”. Esqueçamos por um momento a iluminação embutida, as canalizações, reparações eléctricas, mudanças de pneus, problemas informáticos, que há muita mulher capaz de fazer tudo isso, porventura até melhor que muitos homens. Esqueçamos até, em matéria de cama, as almofadas que se podem esfregar, os vibradores que se podem ligar, as mãos e dedos a que se pode dar uso diverso, derrotando dessa forma aquele que parece ser o argumento último para que uma mulher precise de um homem.

Esquecendo tudo isso, sei eu porque razão precisam as mulheres dos homens, não sendo elas auto-suficientes, não bastando às mulheres ter a companhia de outras mulheres. Porque somos nós que vos fazemos sentir bem. Porque somos nós que vos dizemos que vocês não existem, que são lindas, que é bom estar convosco, que o vosso cabelo cheira bem, que a vida é mais bela convosco. Porque somos nós que vos damos afecto, que vos abraçamos, que galgamos montes e serras para vos ver e amparar, porque damos significado aos vossos corpos trémulos quando o orgasmo sobrevém, porque vos tiramos da simples fêmea e vos elevamos a Mulher.

Isso, sei eu, fazemos nós. Porque entre vós, mais facilmente se lixam, envenenam, minam. Se o melhor amigo do homem é o cão, o melhor amigo da mulher é o homem. Não será pois por acaso que o silogismo que faz do homem cão acabe por fazer sentido. Tem dias."

João
Geografia das Curvas

Quando sua namorada quer dar um tempo…

13 maio 2014

A sua "fellatio therapist" (???) e a compra de fruta.

Havia tanto a dizer, mas falta-me o discurso.

Eva portuguesa - «Sinto a tua falta»

Sinto a tua falta. De cada bocadinho teu. De cada olhar trocado. De cada abraço dado.
Sinto a tua falta. Do teu cheiro. Da tua pele. Do teu toque. Do teu sabor.
Sinto a falta do que tu és. Do que me fazes ser.
Sinto a tua falta sempre.
E tu? Sentes a minha?...


Eva
blog Eva portuguesa - porque o prazer não é pecado

«Florescer nuvens» - Susana Duarte

poderiam ser palavras minhas,
as que semeio nos bancos do tempo.
consumimos dias como consumimos noites,

e os dias foram tão breves,

e as noites, tão leves,

despidas de sono, despidos nós.

poderiam ser palavras minhas,
as que deposito na gloriosa sabedoria da lua,
milenar, pedra angular de todos os rios, navegada
por nós sobre os ângulos frios do antigo desconhecimento.

poderiam ser tuas as frases saídas das pálpebras,
onde o azul renasce, framboesa da minha boca,
com a qual colho sons e sonhos e água e sementes

com as quais me dirijo ao vento
e floresço amora-beijo-cais das colunas do desejo
e flor noturna onde te deitas e sabes. poderiam

ser flores, as palavras e o peito, crescente lunar
de uma nuvem que alcanço em ti.

Susana Duarte
Blog Terra de Encanto

«Pescadores de fosforescências» - Susana Duarte

Já tenho o meu exemplar deste delicioso livro da nossa Susana Duarte, o 1.775º da minha colecção.
Recomendo a todos os membros e membranas deste blog, que em cada semana têm a oportunidade de desfrutar aqui um poema deste livro, disponível na Bertrand, na FNAC ou directamente na editora.

Daqui a poucochinho já vamos publicar mais uma destas pérolas...


"Pescadores de Fosforescências"
Susana Duarte
Alphabetum Edições Literárias
Dezembro 2012

12 maio 2014

Durex - «Turn Off To Turn On» (desliga para te ligares/ excitares)

O grande rival do Mestre Karalhote


«conversa 2070» - bagaço amarelo

Ela - O meu ex não sabia beijar. Foi o motivo principal para ter posto fim à nossa relação.
Eu - Um bocado radical, não?
Ela - Achas radical?
Eu - Acho... se falasses com ele talvez ele mudasse a forma de beijar.
Ela - Está mas é calado. Radical é ficar com a sensação que se fez uma endoscopia cada vez que um gajo nos enfia a língua pela boca dentro.


bagaço amarelo
Blog «Não compreendo as mulheres»

Tempos modernos



HenriCartoon

Aperte, por favor

Nada sexual, apenas um serviço para a sociedade.


Não dá nada, moça, relaxa.

Capinaremos.com

11 maio 2014

Reptile Youth - «It's easy to lose yourself»


REPTILE YOUTH - »Its easy to lose yourself« from OH MY on Vimeo.

«Sal bom de Aveiro» - caixinha de surpresa da Adega Típica da Pena

Esta caixa surpreende (tal como a excelente comida, os enchidos em azeite, os licores, o artesanato, o bom ambiente...) quem visita a Adega Típica da Pena, na Aldeia da Pena (S. Pedro do Sul).

E ficaria tão bem na minha colecção...




Sexstorm


Posso afirmar que ele era das pessoas mais criativas e talentosas com quem já fiz sexo. Cada sessão era um autêntico sexstorm em que recriávamos as posições conhecidas ou o seu alinhamento. Por exemplo, recordo-me de começarmos na cama propriamente dita com o tradicional missionário para nos enchermos da força daquele primevo choque de culturas e passarmos para uma sucção à vez sentados na borda da banheira e seguirmos para um banho conjunto espalhando muito beijos pelo corpo para terminarmos num risonho jantar. Julgo que produzíamos conteúdos de excelência.

As razões para interrompermos a programação radicaram na divergência sobre a entrada de novos elementos. O seu imaginário pugnava por uma mulher e eu só aceitava um homem. A solução transitória de usarmos insufláveis de ambos os sexos revelou-se pouco consistente pela diminuta capacidade de participação dos ditos. E como nunca chegámos a consenso sobre a admissão de um casal de carne e osso tivemos de rescindir o contrato.

Acompanho com interesse o novo projecto dele com a violinista do qual se espera que lá para o final do ano produza um concertozinho de gugu-dadás e claro que mantenho a minha rodagem com o recém-licenciado de comunicação social que conseguiu emprego como taxista e mal chega à minha beira quer é desentorpecer os músculos sem se preocupar com a minha fixação em meter mudanças.

Postalinho de Santiago (4)

"Coisas que se encontram ao longo do Caminho Português do Interior para Santiago de Compostela"
Antonino S.




10 maio 2014

«Viado!» - Porta dos Fundos

Santinha da minha devoção


«Elogio da madrasta» - Mario Vargas Llosa


O livro nº 1.773 da minha colecção é de Mario Vargas Llosa, que foi Prémio Nobel da Literatura de 2010.

Sinopse: «Lucrécia e dom Rigoberto vivem em constante felicidade. Ela, uma mulher que acaba de completar 40 anos, nada perdeu da sua elegância e sensualidade; ele, no segundo casamento, descobriu por fim os prazeres da vida conjugal. Juntos, crêem que nada pode afectar esse idílio, cheio de fantasias e de sexo. Alfonso, ou Fonchito, filho de dom Rigoberto, parece ser o único empecilho; ama de mais sua mãe, Eloísa, para aceitar a chegada de uma madrasta.
Elogio da Madrasta, que a Dom Quixote agora reedita, é a história de um universo dominado por um triângulo inquietante, que pouco a pouco envolve os leitores na rede de subtil perversidade que une, na plena satisfação dos seus desejos, a sensual Lucrécia, Rigoberto e o filho.»"

Visita a página da colecção no Facebook (e, já agora, também a minha página pessoal)

Explicando o casamento gay para seus filhos

É complexo, mas é possível.


E sejam felizes.

Capinaremos.com

09 maio 2014

painel turístico

Lisboa já nos tinha presenteado com a cabine telefónica transformada em mini-biblioteca
Ponte de Lima apresenta agora o primeiro painel turístico transformado em cine-porno

Raim on Facebook

Ai as louras são burras?!...

«Repuxo de meita» - Patife

Estive 48 horas sem ter um orgasmo. Um gajo distrai-se um bocadinho com literatura russa e nem se lembra de amarfanhar o bajolo. Assim que dei conta estava com o nabo a latejar de tal forma que só tive tempo de pegar numas calças largas e sair à rua. Mal me sento na esplanada vejo-a a subir o Chiado. Aquele andar deixou-me logo com os tintins a tilintar. É que ela caminhava de tal forma segura e a abanar o rabo que fiquei logo a abanar o nabo. Só me lembro de pensar “Chavala, vais ter de mamá-la” e de, no momento a seguir, ela estar a mamar-me despudoradamente. O problema é que eu não tinha um orgasmo há dois dias e mal consigo descrever o que se passou a seguir. Eu falo de doses massivas de langonha a jorrar do meu bacamarte, acompanhadas do meu tom narrativo durante tal espetáculo: “Ca ganda repuxo de meita!”. Tivesse eu bebido um chá de pirilampos e faria uma recriação da fonte luminosa.

Nota para guardar na minha cabeça e não contar a ninguém: Já se me tivesse vindo na cara da moçoila teria sido a criação da fronte luminosa.


Patife
Blog «fode, fode, patife»

Postalinho da serra da Freita

"Olá
E que tal estes piretes da Serra da Freita?"
Antonino S.




Gelado de pau... feito!





Um fabricante de gelados britânico criou um sabor que ajuda a combater a disfunção eréctil. O segredo? Colocar Viagra na receita, revela o Daily Mail.
O gelado ‘Arousal’ (‘Excitação’, em português) criado pela empresa Lick Me I’m Delicious (Lambe-me Sou Delicioso, em português), contém cerca de 25 miligramas da substância por ‘colherada’.
Charlie Harry Francis, o autor deste novo sabor, colocou Viagra na mistura e usou champanhe para lhe dar paladar.

[via Vidas - Sol... e Nelson]

08 maio 2014

Alligatoah - «Fick ihn doch» (ele que se foda)


Alligatoah - »Fick ihn doch« from OH MY on Vimeo.

A FODA COMO ELA É (XIV) - Colhões Enraivecidos*

 *Título de obra insana de Benjamin Péret. 

Declaro-me inocente, por ter sido forçado a escrever sobre o assunto pela proprietária deste estaminé. Assim seja - aí vai o textículo.
Vai o assunto sobre colhões; esse risível, inseparável par de testemunhas do acto amoroso, notáveis ausentes da ribalta erótica. O triste martelar testicular contra o períneo é a própria expressão sonora da sua condição secundária. Não sem razão. Ninguém sabe muito bem o que fazer com os fulanos, fora coçá-los ou a funcionária sucção durante a rambóia fodengal. Da minha experiência mundana concluo que o mais das vezes retirei prazer superior de uma boa unhadela em escroto comichoso, que de qualquer afoita sugadela ou carícia, propinada por não sei que valquíria da alcova. O capítulo estético tampouco se me afigura helénico: duas pendurezas enrugadas, cravejadas de pelos sandeiros, numa existência badalante entre virilhas. Terão os seus adeptos, mas de representação omissa. São sobejamente conhecidos os que se pelam por mamas, nalgas, vergas, lábios de boca e cona, clitos, coxas, pés, etc. Poucos, no entanto, contarão entre os seus conhecimentos alguém que em meio de ébria sardinhada haja declarado apoplético: -"A minha praia são colhões!" Ninguém gosta deles; nada há que apreciar. Vou ao ponto de afirmar que constitui este traço anatómico prova indiscutível da inexistência de Deus, ou da Sua vontade em mofar-Se de Sua criação. No segundo caso, o Senhor não tem piada nenhuma.

Duas gravuras eróticas emolduradas

Gravuras originais de um exemplar de uma edição de 1798 do livro «Academie des dames - ou le Meursius français» de Nicolas Chorier.
Oferta de Lourenço Moura para a minha colecção.


O frontispício do livro é este:


Visita a página da colecção no Facebook (e, já agora, também a minha página pessoal)

Postalinho de Santiago (3)

"Coisas que se encontram ao longo do Caminho Português do Interior para Santiago de Compostela"
Antonino S.





07 maio 2014

«A vagina dela recita excertos do Mein Kampf às avessas»


Untitled (Vagina) from Akk Kaak on Vimeo.

Embalagens

Quando um homem se levanta à nossa frente, permanecendo nós sentadas, é mais fácil que nos fujam os olhos e se cravem disfarçadamente na braguilha do imprudente. 
Não adianta fingir! Não perdemos uma oportunidade para avaliar os elementos que à nossa frente se nos apresentam incautos. 
Há diversas “embalagens” que, com relativo esforço, poderemos classificar, distribuindo-as por classes e subclasses.
Embalagens plebe
O conteúdo é apertado pelos tecidos que enruga nas virilhas e desenha de forma mais ou menos evidente o pénis do dono. Adivinhamos os contornos com relativo esforço, mas vale sempre a pena quando a “alma” do observado não é pequena. Dentro desta classe, é importante referir aquela que fica presa nos jeans (sobretudo nas Levi’s 501), puídos e gastos onde os nossos olhos adivinham as direcções que a vida toma quando o caminho é longo. Nesta classe, não podemos contabilizar os desengonçados pares de calças, presas nas ancas e de gancho nos joelhos, com que os adolescentes nos brindam e nos dificultam as nossas tentativas de orientação científica.
Embalagens brasão

Presas em tecidos nobres. Geralmente menos interessantes porque mais discretas. São, no entanto, deveras atraentes quando o dono se levanta de repente sem ter tido tempo de fazer descer o tecido das pernas das calças que, ao sentar-se, levantou ligeiramente para não deformar nos joelhos. Aí, a “embalagem” mostra o que vale, desenhando-se completa e brutalmente atractiva, num aglomerado de tecido onde é fácil detectar o que lhe vai na “alma”. Geralmente, e se o vislumbre for certeiro, adivinhamos também outros recantos ou outros assuntos mais pendentes, mais prementes.
Claro que dentro destas duas classes, escolhidas de forma aleatória dentro de muitas outras não menos importantes, há que referir as subclasses, variadas e cheias de interesse. Estas são descriminadas, nomeadas, encaixadas e arquivadas de acordo, por exemplo, com a existência e colocação dos bolsos ou com o modo como apertam. 
Fáceis e sempre susceptíveis de uma avaliação pormenorizada. 
Mas, dentro de todo este Universo fabuloso, destaco, contabilizo, apoio e aplaudo deslumbrada aquela que pertence ao GNR, que me fez parar o carro ontem à noite, com corpo de nadador olímpico, de fato azul-escuro, peça única, apertada por cinto negro donde pendia o bastão e a pistola. Essa “Embalagem” pertence ao imaginário de qualquer uma e ultrapassa qualquer tentativa de espartilho ou de classificação simplista. 
É o sonho embalado, é o paraíso fechado e comprimido em sarja, couro e autoridade.


Todas as mulheres as apreciam, mas são sempre aquelas que fazem com que os homens não lhes sintam a mirada, as que mais percebem deste assunto.

Camille - www.ociodascerejas.blogspot.com

«Em suma, de uma parte» - João

"Enquanto o meu caralho se faz uno com a tua cona, tu esfregas-te com a mão, para te vires ainda mais depressa, e eu gosto. Quando me dizes que queres fazer tudo comigo, e me lambes com insuspeita mestria, eu gosto. Quando os meus dedos se aventuram no teu cú e te seguram, presa, eu gosto. Quando me puxas para ti, quando me dizes anda cá, eu gosto. Quando te puxo cabelos e pulsos e te oiço gemer, eu gosto. Se me disseres que já me fodias, eu gosto. Se estiveres a pingar por mim, eu gosto. Em suma, eu gosto muito. E tu também. E não é pouco."
João
Geografia das Curvas

«conversa 2069» - bagaço amarelo

(no café)

Eu - Então, que cara é essa?
Ela - Estou muito pensativa.
Eu - Mas está tudo bem?
Ela - Mais ou menos. Hoje é quinta-feira e já comi duas natas esta semana, que é o limite a que me propus a mim mesma.
Eu - E então?
Ela - Estava aqui a pensar se devia, ou não, desobedecer às minhas próprias regras.
Eu - Ah!
Ela - O problema é que, faça eu o que fizer, é sempre triste.
Eu - A sério?!
Ela - Se eu comer uma nata, é triste porque engordo. Por outro lado, se eu não comer, é triste porque fico ougada.
Eu (risos) - Parece um problema existencial.
Ela - Felizes são os homens, que só se preocupam em ter os seus automóveis a brilhar.
Eu - Eu nem isso.
Ela - Tu és o cúmulo da felicidade, então.


bagaço amarelo
Blog «Não compreendo as mulheres»

06 maio 2014

Entrevista a CamGirl's da página Camerahot.com

Eva portuguesa - «Sem ti»

Sem ti não existo. Não sou eu.
Sou uma sombra. Um espectro. Uma alma perdida.
Sem ti sou a tentativa vã da busca da existência e da felicidade.
Sem ti sou o caminho nunca percorrido, a realidade inexistente, o futuro que não chegará.
É em ti que me torno realidade. És tu que me dás vida. Apenas por existires. Somente quando estás ao meu lado.
Existo em ti, por ti, para ti.
És a minha meta e o meu caminho. A minha realidade e a minha verdade. O meu prémio e o meu consolo.
Sem ti nada existe. Nada é concreto. Nada é possível.
Sem ti não há passado nem memórias. Sem ti o presente é futuro e o futuro a imensidão de um grande nada.
Sem ti não há luz nem calor nem alegria.
Sem ti não há sonhos, apenas névoa. Não há dia, apenas noite. Não há amor, apenas solidão.
Tu és a letra do meu romance, a personagem da minha novela, o protagonista da minha história.
Tu és eu e eu apenas existo quando estou contigo.
Tu és vida e morte. És sim e não. És tudo e nada.
Tu és a razão para eu existir; és a minha razão.
Sem ti não existo. Não sou eu.
Sem ti não faz sentido eu existir.
Por ti criei-me. Por ti nasci. Por ti vivo.
Por ti sou a Eva e a Mariana. Por ti sou Acompanhante e Puta.
Sem ti não existo...
Vens dar-me vida?...


Eva
blog Eva portuguesa - porque o prazer não é pecado

«Diáspora» - Susana Duarte

Levantas as asas num voo rasante da alma vulcânica; transbordas de aromas de terra; em ondas sísmicas, atravessas o rio que engole a indiferença e a efabulação.
Unes o vento e o mar num terremoto anímico onde voam sereias silenciosas e Orfeu canta.
Mas não olhas para trás. Sabes que é à tua frente que o caule inflorescerá. Invocas as deusas, e serenas a dualidade da alma.
Insinuas a noite na desfolhada da pele que sintetiza o canto, que se fez manhã, e celebrou a paixão. Deixas a claridade da dor invadir-te a alma e reconstróis, assim, a nuvem que se volatilizou.
Sabes onde fica um deserto onde flores secretas desabrocham à noite. Flores, flores, flores descobertas, antes ocultas do mundo, em casas fechadas- refúgio, anel, papoila rubra, animal, noite, sofreguidão, solidão. Refúgio. Ali, onde alumias as noites, é o sítio onde nasces e fazes nascer, onde tornas clara a profundidade da palavra – amor amor amor.

...

Letras. Soletras cada escama num peixe dos mares do sul. Soletras cada onda num sismo tentacular que não te tolhe de mim. Sabes onde fica cada movimento, cada passo, cada letra do nome que me deram. Ouves as aves em ilhas perdidas que ecoam a ausência.
Uno e indiviso, clamas por uma flor, que não queres encontrar. Dualidade. Ó onda, maré, ave perdida no mar. Flor do sal do sal do sal, flor do sal que cai fina, na rede solta que abriste aqui. Desata este nó, desata. Puxa a corda que estendeste e leva-me pela penumbra do teu braço.
Iça-me. Leva-me. As velas são brancas, e tu és aqui. Marinheiro de mim, corredor de distâncias, passeias a noite pelas mãos e ergues o dia com os olhos. Lava quente que preenche a fenda na terra por lavrar. Pó, cascalho, pedra. A forma a começar. A escultura que sai dos dedos.
Sabes, não sabes? Esculpes cada desejo num torno universal. Pulsões de vida. Eros e Tânatos.
Pequena morte. E tanta vida…Conchas. Sou concha na tua mão. A erosão do tempo que nos trouxe aqui. Salvífica. Pedra escultórica. Animal. Lobo. Tigre. Águia em voo. Ave . Ave.
Ave.

...

Lava-me os olhos com a humidade transparente da tua voz. Metamorfoseia-me o ombro em que fazes descer a luz. A luz, a noite. Tu e eu, eu e a atomização do ser. Despidos de pudor, de pânico e de nós-seres-individuais, metamorfoseando-nos no ser indivisível que o amor procura.
Unidade. Ser. Índio que dança na altura das rochas emanadoras de apego ao Universo. Expectante. Dorido. As Moiras procuram-te. Mas é com Hermes que caminhas. Nos ventos alíseos procuras o sopro da vida que permaneceu algures na linha temporal que o Cosmos criou. Nos ventos solares, um raio de luz queima a terra onde navegam almas solitárias. A diferença é a Procura. A Procura não da completude, mas da epifania do olhar-outro.
Cosmicidade. Passar além do Self. Lutar pelo outro. Descobres que amas. Que crias o sonho do encontro. Encontro.
Insinuei-me na tua voz. Ouviste as vibrações das cordas vocais. Resistes ao apelo de Eros? É a tua bela Helena? Ela, que ao espelho, se reflecte e teme? Que se olha, mas se não vê? Que procura, no teu olhar, a magia da descoberta? Quem dera fosse visível o arrepio anímico. Descobrir-te os recantos escondidos sob os braços genesíacos. Cobre-me o rosto com o teu peito. Enche-me de ti. Respira-me a pele e deixa-me viver no teu olhar.
Sabedoria. Saber e não saber. Não saber e querer descobrir. Por momentos, a noite que se levanta da alma. Um bater de asas de borboleta invoca a Criação. Génesis em mim.
Renasço em ti. Soluças um choro de sonho e conhecimento. Deixas de lado as coisas gastas. Usas a vida para seres inteiro. Insondáveis desígnios universais, átomos que se congregam. Odores voláteis que te trouxeram aqui. A imagem lávica da claridade solar na curva dos olhos. Ficas? Fica…dissipa o nevoeiro e despe-me de pudor. Tira-me das asas o fio invisível que lhes pus. Fica. Lobo. Ave. Ave. Ave. Rumamos ao centro do mundo, para nos fundirmos com a Origem.

Susana Duarte
Blog Terra de Encanto
"Pescadores de Fosforescências"
Alphabetum Edições Literárias
Dezembro 2012

«A sexualidade dos portugueses» - Sofia Aboim


O livro nº 1.774 da minha colecção é este estudo muito interessante publicado pela Fundação Francisco Manuel dos Santos.

Sinopse: «Nas últimas décadas, a sexualidade representa um dos grandes eixos da mudança na sociedade portuguesa. Este livro pretende oferecer um retrato dessas transformações, identificando continuidades e rupturas com o passado e caracterizando um presente em que a sexualidade e o sexo ganham novos contornos. A libertação das mulheres e a revolução trazida pela pílula contraceptiva, o questionamento da tradicional dominação masculina, o surgimento das lutas pelos direitos das pessoas não heterossexuais impõem uma redefinição mais plural das sexualidades. Neste ensaio pretende-se contribuir para uma reflexão crítica sobre a “revolução sexual” iniciada na segunda metade do século XX, propondo que, a par da maior liberdade e do elogio do prazer, novas regras de dominação e outras formas de controlo manifestam-se nos nossos dias. Só assim poderemos compreender os dilemas das sexualidades contemporâneas.»

Permito-me destacar um excerto da página 35: "O sexo não é regulado apenas pela proibição., mas por meio de discursos públicos normalizadores, muitas vezes apresentados a bem da felicidade individual. (...) Hoje em dia, o prazer é elogiado, mas é também controlado, fiscalizado, observado (...) Nunca deixou de se estabelecer, ainda que com conteúdos e graus diferentes de ingerência e sanção, uma regulação pública da sexualidade individual".

Visita a página da colecção no Facebook (e, já agora, também a minha página pessoal)

05 maio 2014

Citracal: a beleza vai até aos ossos

Luís Gaspar lê «O mundo da lua» de Margarida Piloto Garcia

Há muitos anos, era parte de mim a lua pendurada no teu corpo. Tu ias e vinhas na noite, num tropel que nem os cavalos do sonho conseguiam acompanhar. Nada era realidade a vestir-me o corpo e apenas o medo penteava os meus cabelos.

Tu seguias imune aos meus apelos, orgulhoso e falsamente convencido de que a estrada do luar era só tua. Agarrada a ténues esperanças, abri-te os braços vezes sem conta, na vã tentativa de que eles fossem abrigo e casulo, fossem caminho e cama de amores lunares. Mas a teia dos segredos a palpitar nos olhos, sempre nos enredou e os lobos a morderem a pele numa luciferina sedução, foram sempre vencedores.

Hoje os dedos doem-me quando toco o luar e me tento demorar na pele do teu corpo.

É em quarto minguante que a lua te recorta, suspirando maresias insensatas e insuspeitas. Nada consigo ouvir, os sons enclausurados num outro universo, nada consigo ver, cega pelas mentiras embrulhadas em papel colorido. E as palavras que poderia dizer ou gritar, calo-as porque perdi as asas de gaivota ao cruzar o último céu.

Com o teu lado escuro tentas agarrar-me num abraço luarento, os olhos postos, não em mim, mas na feiticeira iluminada numa gritante noite azul.

Mas algo se recolhe em segredo, refugiando-se dos gestos gastos e mínimos. Não tenho mais desejos grávidos de ti porque os isentaste de mim.

Agora, só desejo guardar aquele lugar mágico , inviolado e secreto que nunca corrompeste.

Toma para ti o que com esqueléticas razões julgaste ser teu. Deixa-me apenas o mundo da lua.

Margarida Piloto Garcia

Ouçam este texto na voz d'ouro de Luís Gaspar, no Estúdio Raposa

«conversa 2068» - bagaço amarelo

Ela - Se fosse possível ter o meu marido uma ou duas horas por dia, era o ideal.
Eu - Uma ou duas horas por dia?!
Ela - Sim, em vez do dia todo.
Eu - Ah!
Ela - Se eu soubesse o que sei hoje, nunca tinha casado. Ficava namorada dele a vida toda, mas cada um na sua casa.
Eu - Compreendo perfeitamente.
Ela - Compreendes?
Eu - Sim. Duas pessoas, quando vivem juntas a vida inteira acabam por se cansar, por muito que gostem uma da outra.
Ela - Pois é... e quando não gostam muito, como é o meu caso, ainda é pior.
Eu - Então... não gostas muito dele e querias ficar namorada dele mesmo que cada um vivesse na sua casa?!
Ela - Queria. Não gosto muito dele, mas sei que ele é requisitado por muito gajedo e não o quero dar a ninguém...


bagaço amarelo
Blog «Não compreendo as mulheres»

E ela separa mesmo

Sem .


Você não tem uma foice, Roberto.

Capinaremos.com