Bernard Perroud
25 setembro 2014
Lote de 19 selos
Selos do Rwanda, Checoslováquia, S. Tomé e Príncipe, Roménia, Costa de Marfim, França, Dinamarca, República de San Marino,…
Juntam-se, a partir de agora, aos outros selos que já faziam parte da minha colecção.
Visita a página da colecção no Facebook (e, já agora, também a minha página pessoal)
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Postalinho da Mealhada
"Quem passa pela Mealhada vindo da estrada do Luso, depara-se com um objecto muito interessante que se destaca imponente na linha do horizonte...
... e, visto de perto, é ainda mais imponente!"
Paulo M.
... e, visto de perto, é ainda mais imponente!"
Paulo M.
24 setembro 2014
Acabadinha de receber. Verdadeiro serviço público, ou púbico, ou assim...
Sexo Com Cultura É Outra Coisa...
Sexo Com Cultura É Outra Coisa...
Você sabia, que antigamente, na Inglaterra, as pessoas que não fossem da família real tinham que pedir autorização ao Rei para terem relações sexuais?
Por exemplo: quando as pessoas queriam ter filhos, tinham que pedir consentimento ao Rei, que, então, ao permitir o coito, mandava entregar-lhes uma placa que deveria ser pendurada na porta de casa com a frase ' Fornication Under Consent of the king'
(fornicação sob consentimento do rei)
= sigla F.U.C.K., daí a origem da palavra chula FUCK.
Já em Portugal, devido à baixa taxa de natalidade, as pessoas eram obrigadas a ter relações:
«Fornicação Obrigatória por Despacho Administrativo»
= sigla F.O.D.A., daí a origem da palavra FODA..
Por sua vez, quem fosse solteiro ou viúvo, tinha que ter na porta a frase:
«Processo Unilateral de Normalização Hormonal por Estimulação Temporária Auto-induzida»
= sigla P.U.N.H.E.T.A.
Vivendo e aprendendo... A malta pode até dizer palavrões, mas com conhecimento e cultura é outra coisa!
«conversa 2105» - bagaço amarelo

Eu - Demasiado facilmente?!
Ela - Sim. Eu perguntei-te se tinhas namorada e disseste logo que sim.
Eu - Querias que eu dissesse o quê?!
Ela - Não queria que dissesses nada, mas a maior parte dos homens, quando diz que tem, diz também que está numa fase má e que a coisa deve estar para acabar.
Eu - Eu não estou para acabar...
Ela - Mas se o disseres sempre abres a porta a um caso extraconjugal.
Eu - Ah! Por um lado não quero abrir essa porta, por outro não acredito que as mulheres sejam parvas ao ponto de irem nessa conversa da relação que está muito mal e prestes a acabar.
Ela - É claro que não são parvas a esse ponto, mas às vezes fingem que sim...
bagaço amarelo
Blog «Não compreendo as mulheres»
Eva portuguesa - «Já te disse?...»
Um dia decido e obrigo-te à minha presença.... Talvez assim consigas entender que por mais que o sol brilhe, sem ti nada tem brilho. Já te disse que na sombra da tua presença encontrei o mais belo dos sóis?
Ontem passei à porta daquele sítio onde nos conhecemos - sabes de qual falo, não sabes? Aquele em que esperava por ti à porta, ansiosa, semi-vestida? Só mesmo um ser superior me poderia deixar assim, rendida à beleza deste sentimento... Nada é assim tão forte nem tão belo se não tiver ajuda divina. Tão intenso que deve ser pecado... Esperei-te nesse mesmo sítio durante semanas mas tu não voltaste... E agora tudo está diferente... O bar lá por baixo parece vazio, abandonado.O jardim foi tomado pela vegetação que cresce sem regras nem cuidado. Assim como eu... Tenho cá para mim que essas ervas altas tapam as lágrimas que lá deitei por ti... Já te disse que cada lágrima solta secou um pouco o meu coração?
Hoje fui tomar café àquela esplanada onde partilhámos tantos segredos,onde trocámos risos e promessas, onde vimos o pôr do sol. Aquele sol que costumava brilhar no profundo dos teus olhos; grande, imenso; ofuscando a força das palavras, tornando-as supérfluas, pequeninas...
Já te disse que cada mentira que disseste matou um pouco a verdade em mim? E que com essas falsas verdades levaste também a minha crença, o meu sonho, a minha esperança. Já te disse?
Olho agora para a lua que me parece tímida, quando nem os nossos gritos de prazer e entrega a conseguiram envergonhar... Já te disse que até a lua está diferente desde que partiste?
Eva
blog Eva portuguesa - porque o prazer não é pecado
Ontem passei à porta daquele sítio onde nos conhecemos - sabes de qual falo, não sabes? Aquele em que esperava por ti à porta, ansiosa, semi-vestida? Só mesmo um ser superior me poderia deixar assim, rendida à beleza deste sentimento... Nada é assim tão forte nem tão belo se não tiver ajuda divina. Tão intenso que deve ser pecado... Esperei-te nesse mesmo sítio durante semanas mas tu não voltaste... E agora tudo está diferente... O bar lá por baixo parece vazio, abandonado.O jardim foi tomado pela vegetação que cresce sem regras nem cuidado. Assim como eu... Tenho cá para mim que essas ervas altas tapam as lágrimas que lá deitei por ti... Já te disse que cada lágrima solta secou um pouco o meu coração?
Hoje fui tomar café àquela esplanada onde partilhámos tantos segredos,onde trocámos risos e promessas, onde vimos o pôr do sol. Aquele sol que costumava brilhar no profundo dos teus olhos; grande, imenso; ofuscando a força das palavras, tornando-as supérfluas, pequeninas...
Já te disse que cada mentira que disseste matou um pouco a verdade em mim? E que com essas falsas verdades levaste também a minha crença, o meu sonho, a minha esperança. Já te disse?
Olho agora para a lua que me parece tímida, quando nem os nossos gritos de prazer e entrega a conseguiram envergonhar... Já te disse que até a lua está diferente desde que partiste?
Eva
blog Eva portuguesa - porque o prazer não é pecado
23 setembro 2014
«morre-se. mas serão dela os dias inteiros.» - Susana Duarte
morre-se azul sob os escolhos de sal das (des)contruções
de areia. é no lugar das sementes, e dos sóis
verdes dos cabelos, que se morre azul.
com o sal das neblinas dos olhos, morre-se sombrio
ante as ondas submarinas do ventre, e escolhe-se
a vereda estranha dos dias salinos das lágrimas.
é no lugar delas que se morre, palavras
escorridas por entre as águas do peito.
são escuras, as palavras.
são claras, as palavras.
morre-se dentro delas, mar imprevisto de ondas alteradas.
morre-se. navega-se no sal dos cabelos, onde
o futuro é o olhar percorrido pelos dias
de antes.
morre-se. as ausências desmesuradas do sal
dos beijos são a morte silabada
dos dias.
os dias silabados serão sempre teus,
pequenos e intermitentes,
como a morte dos dedos.
mas serão dela, da mulher, os dias escritos com o sal-flor
das mãos inteiras.
Susana Duarte
Blog Terra de Encanto
de areia. é no lugar das sementes, e dos sóis
verdes dos cabelos, que se morre azul.
com o sal das neblinas dos olhos, morre-se sombrio
ante as ondas submarinas do ventre, e escolhe-se
a vereda estranha dos dias salinos das lágrimas.
é no lugar delas que se morre, palavras
escorridas por entre as águas do peito.
são escuras, as palavras.
são claras, as palavras.
morre-se dentro delas, mar imprevisto de ondas alteradas.
morre-se. navega-se no sal dos cabelos, onde
o futuro é o olhar percorrido pelos dias
de antes.
morre-se. as ausências desmesuradas do sal
dos beijos são a morte silabada
dos dias.
os dias silabados serão sempre teus,
pequenos e intermitentes,
como a morte dos dedos.
mas serão dela, da mulher, os dias escritos com o sal-flor
das mãos inteiras.
Susana Duarte
Blog Terra de Encanto
Fichas de bordel do Império Romano?
Réplicas de 9 «Tesseras» ou «Spintrias» (spintria - prostituto, em latim), moedas ou fichas cuja utilização é desconhecida e sujeita a especulação.
Frente - casais em várias posições sexuais; verso - número romano (na minha colecção tenho as moedas I, II, III, IIII, V, VII, VIII, XII e XIIII, de uma série de I a XV). Alguns historiadores ligam estas fichas a um bordel, outros a um jogo, outros ainda a fichas de orientação num anfiteatro,…
As moedas alegadamente originais atingem preços exorbitantes. Mesmo estas reproduções não são baratas...
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Frente - casais em várias posições sexuais; verso - número romano (na minha colecção tenho as moedas I, II, III, IIII, V, VII, VIII, XII e XIIII, de uma série de I a XV). Alguns historiadores ligam estas fichas a um bordel, outros a um jogo, outros ainda a fichas de orientação num anfiteatro,…
As moedas alegadamente originais atingem preços exorbitantes. Mesmo estas reproduções não são baratas...
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22 setembro 2014
«respostas a perguntas inexistentes (279)» - bagaço amarelo

Quando somos crianças e nos apaixonamos pela primeira vez aprendemos que o Amor é uma barreira gigantesca entre aquilo que dizemos e aquilo que sentimos. Depois disso não aprendemos mais nada. Eu, pelo menos, não aprendi. Aos quarenta e dois ainda estou na mesma. Acho que é por isso que vou mantendo este blogue, para diminuir essa distância entre o que sinto e o que digo.
É uma verdade que os homens em geral não gostam de falar de Amor. Optam quase sempre por engoli-lo e andar com ele às voltas no estômago com uma impossível digestão. Tem uma certa lógica: são o sexo forte e falar de Amor fragiliza-os. Além disso, uma declaração de Amor é uma aposta total. Ou se ganha tudo ou se perde tudo.
Quando nos tornamos adultos a coisa muda um bocado, essencialmente por causa do sexo. Uma declaração de Amor não depende apenas do que se diz, mas também do corpo. Dois corpos podem aproximar-se lentamente um do outro sem se comprometerem tanto como se comprometem as palavras. Se a coisa funcionar, acaba em sexo. Se não funcionar, acaba em silêncio. Acaba bem ou menos bem. São as palavras as únicas que podem acabar mal.
De qualquer forma duma coisa tenho a certeza: é muito mais fácil dizer que se Ama depois do sexo. É por isso que, em caso de paixão, a primeira palavra deve ser um toque.
bagaço amarelo
Blog «Não compreendo as mulheres»
Por isso vocês devem sempre manter a higiene em dia
Capinaremos.com
21 setembro 2014
Luís Gaspar lê «A Carne» de João Penha
Carne mimosa, carne cor de rosa
Nada mais sois, oh anjos, na poesia
Dos vates dissolutos de hoje em dia,
Nos romances de amor, hedionda prosa.
A vossa alma gentil, ideal, mimosa,
Nestas idades de descrença ímpia,
Como escondida, numa estátua fria
Sonha e não voa, de voar medrosa!
Anjos chorai o Amor! Com voz dolente
Dizei-lhe adeus! Bronco recife
Se apruma entre ele e vós, cruel, ingente:
Que par mais que de vinhos o borrife,
Ninguém gosta de ver, continuadamente,
Diante de si, fatal, o mesmo bife!
in “Novas Rimas” a Cândido de Figueiredo.
João Penha
(1838-1919)
Ouçam este texto na voz d'ouro de Luís Gaspar, no Estúdio Raposa
Uma boca

A minha boca é um túmulo de esperma.
Até este considerando nunca tinha pensado no meu estômago como um crematório.
[Foto © Margarida Pinto da Fonseca, 2006, Rasteiras da boca]
20 setembro 2014
«CALIDIVS EROTICVS» (Sexo Quente) - tabela de preços de hospedaria da Antiguidade Romana
A mais famosa e divertida tabela de preços de hospedaria que chegou até nós da Antiguidade Romana.
Achada em Aesernia (Isernia, no sul de Itália) e actualmente exposta no Museu do Louvre. Está datada de c. 50-100 d.C. A sua referência epigráfica é CIL IX, 2689.
Placa publicitária de estalagem à beira da estrada.
Disfarçada de (falsa) lápide funerária, sem dúvida para atrair a atenção dos passantes e para reforçar o efeito humorístico da inscrição.
L(ucius) CALIDIUS EROTICUS / SIBI ET FANNIAE VOLUPTATI V(ivus) F(ecit).
[Ambos os nomes podem ser lidos como jogos de palavras com conotações sexuais:]
Lúcio "Sexo Quente" fez [esta lápide] em vida para si e para [a sua mulher] "Voluptuosidade Barata"
[Cliente viajante: ] COPO COMPUTEMUS
"Hospedeiro, façamos as contas!"
[Hospedeiro: ] HABES VINI Ɔ (sextarius) I (unum) [assem unum], PANE(m) /A(ssem) I (unum),
PULMENTAR(ium) A(sses) II (duos)
"Tem um sextário de vinho [c. meio litro] e pão por um asse cada e o conduto por dois asses"
[Cliente: ] CONVENIT
"De acordo!"
[Hospedeiro: ] PUELL(am) / A(sses) VIII (octo)
"Pela rapariga são oito asses"
[Cliente: ] ET HOC CONVENIT
"Também de acordo!".
[Hospedeiro: ] FAENUM / MULO A(sses) II (duos)
"O feno para a mula são dois asses"
[Cliente: ] ISTE MULUS ME AD FACTUM / DABIT
"Esta mula leva-me à ruína!!!"
[Fonte]
Abre-latas com grande falo esculpido em madeira
Oferta (mais uma) dos Antoninos para a minha colecção.
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19 setembro 2014
Homens, libertem-se!
"Manifesto Homens Libertem-se!
- Quero o fim da obrigatoriedade ao Serviço Militar.
- Posso broxar. O tamanho do meu pau também não importa.
- Posso falir. Quero ser amado por quem eu sou e não pelo que eu tenho.
- Posso ser frágil, sentir medo, pedir socorro, chorar e gritar quando a situação for difícil.
- Posso me cuidar, fazer o que eu quiser com a minha aparência e minha postura, cuidar da minha saúde, do meu bem estar e fazer exame de próstata.
- Posso ser sensível e expressar minha sensibilidade como quiser.
- Posso ser cabeleireiro, decorador, artista, ator, bailarino; posso me maravilhar diante da beleza de uma flor ou do voo dos pássaros.
- Posso recusar me embebedar e me drogar.
- Posso recusar brigar, ser violento, fazer parte de gangues ou de qualquer grupo segregador.
- Posso não gostar de futebol ou de qualquer outro esporte.
- Posso manifestar carinho e dizer que amo meu amigo. Quero viver em uma sociedade em que homens se amem sem que isso seja um tabu.
- Posso ser levado a sério sem ter que usar uma gravata; posso usar saia se eu me sentir mais confortável.
- Posso trocar fraldas, dar a mamadeira e ficar em casa cuidando das crianças.
- Posso deixar meu filho se vestir e se expressar ludicamente como quiser e farei tudo para incentivá-lo a demonstrar seus sentimentos, permitindo que ele chore quando sentir vontade.
- Posso tratar minha filha com o mesmo grau de respeito, liberdade e incentivo com que apoio meu filho.
- Posso admirar uma mulher que eu ache bela com respeito, sem gritaria na rua e me aproximar dela com gentileza, sem forçá-la a nada.
- Eu sei que uma mulher está de saia - ou qualquer outra roupa - porque ela quer e não porque está me convidando para nada.
- Eu sei que uma mulher que transa com quem quiser ou transa no primeiro encontro não é uma vadia, bem como o homem que o faz não é um garanhão; são só pessoas que sentiram desejo.
- Eu nunca comi uma mulher; todas as vezes nós nos comemos.
- Eu não tenho medo de que tanto homens como mulheres tenham poder e ajo de modo que nenhum poder anule o outro.
- Eu sei que o feminismo é uma luta pela igualdade entre todos os indivíduos.
- Eu nunca vou bater numa mulher, não aceito que nenhuma mulher me bata e me posiciono para que nenhum homem ou mulher ache que tem o direito de fazer isso.
- Eu vou me libertar, não para oprimir mais as mulheres, mas para que todos possamos ser livres juntos.
- Eu fui ensinado pela sociedade a ser machista e preciso de ajuda para enxergar caso eu esteja oprimindo alguém com as minhas atitudes.
- Eu não quero mais ouvir a frase "seja homem!", como se houvesse um modelo fechado de homem a ser seguido. Não sou um rótulo qualquer.
- Quero poder ser eu mesmo, masculino, feminino, louco, são, frágil, forte, tudo e nada disso. E me amarem e aceitarem, não por quem acham que eu deva ser, mas por quem eu sou. E por tudo isso, não sou mais ou menos homem.
- Quero ser mais que um homem, quero ser humano!
- O machismo também me oprime e quero ser um homem livre!"
Co-fundadora do The Living Theatre, Judith Malina, convida: "Homens Libertem-se! / Men Get Free!" from Maíra Lana on Vimeo.
- Quero o fim da obrigatoriedade ao Serviço Militar.
- Posso broxar. O tamanho do meu pau também não importa.
- Posso falir. Quero ser amado por quem eu sou e não pelo que eu tenho.
- Posso ser frágil, sentir medo, pedir socorro, chorar e gritar quando a situação for difícil.
- Posso me cuidar, fazer o que eu quiser com a minha aparência e minha postura, cuidar da minha saúde, do meu bem estar e fazer exame de próstata.
- Posso ser sensível e expressar minha sensibilidade como quiser.
- Posso ser cabeleireiro, decorador, artista, ator, bailarino; posso me maravilhar diante da beleza de uma flor ou do voo dos pássaros.
- Posso recusar me embebedar e me drogar.
- Posso recusar brigar, ser violento, fazer parte de gangues ou de qualquer grupo segregador.
- Posso não gostar de futebol ou de qualquer outro esporte.
- Posso manifestar carinho e dizer que amo meu amigo. Quero viver em uma sociedade em que homens se amem sem que isso seja um tabu.
- Posso ser levado a sério sem ter que usar uma gravata; posso usar saia se eu me sentir mais confortável.
- Posso trocar fraldas, dar a mamadeira e ficar em casa cuidando das crianças.
- Posso deixar meu filho se vestir e se expressar ludicamente como quiser e farei tudo para incentivá-lo a demonstrar seus sentimentos, permitindo que ele chore quando sentir vontade.
- Posso tratar minha filha com o mesmo grau de respeito, liberdade e incentivo com que apoio meu filho.
- Posso admirar uma mulher que eu ache bela com respeito, sem gritaria na rua e me aproximar dela com gentileza, sem forçá-la a nada.
- Eu sei que uma mulher está de saia - ou qualquer outra roupa - porque ela quer e não porque está me convidando para nada.
- Eu sei que uma mulher que transa com quem quiser ou transa no primeiro encontro não é uma vadia, bem como o homem que o faz não é um garanhão; são só pessoas que sentiram desejo.
- Eu nunca comi uma mulher; todas as vezes nós nos comemos.
- Eu não tenho medo de que tanto homens como mulheres tenham poder e ajo de modo que nenhum poder anule o outro.
- Eu sei que o feminismo é uma luta pela igualdade entre todos os indivíduos.
- Eu nunca vou bater numa mulher, não aceito que nenhuma mulher me bata e me posiciono para que nenhum homem ou mulher ache que tem o direito de fazer isso.
- Eu vou me libertar, não para oprimir mais as mulheres, mas para que todos possamos ser livres juntos.
- Eu fui ensinado pela sociedade a ser machista e preciso de ajuda para enxergar caso eu esteja oprimindo alguém com as minhas atitudes.
- Eu não quero mais ouvir a frase "seja homem!", como se houvesse um modelo fechado de homem a ser seguido. Não sou um rótulo qualquer.
- Quero poder ser eu mesmo, masculino, feminino, louco, são, frágil, forte, tudo e nada disso. E me amarem e aceitarem, não por quem acham que eu deva ser, mas por quem eu sou. E por tudo isso, não sou mais ou menos homem.
- Quero ser mais que um homem, quero ser humano!
- O machismo também me oprime e quero ser um homem livre!"
Co-fundadora do The Living Theatre, Judith Malina, convida: "Homens Libertem-se! / Men Get Free!" from Maíra Lana on Vimeo.
«A albarda» (2)
Círculo de Nicolas Vleughels (Paris 1668 - 1737 Roma)
«Le bât» (The pack saddle / A albarda)
Óleo sobre tela
23.5 x 17.5cm
Bonhams
Via Bernard Perroud
«O plano da guerra» - João
"As grandes cartas estavam espalhadas sobre as mesas. Esquadrias, coordenadas, curvas de nível, toda a geografia das curvas estava traçada naqueles papéis, e em folhas rabiscadas a lápis, com adições e subtracções, fracções, e ocasional parábola. De braços esticados sobre as mesas, olhavam, cada um, para os seus planos, os seus esquiços. A questão continuava sobre as mesas. Como dar seguimento a isto? Faziam estes raciocínios em perfeito e absoluto silêncio. Pesado. Depois, pousando as réguas e esquadros, guardando transferidores e compassos, sairam fechando as portas atrás de si. Algures no caminho cruzaram-se. Olharam-se. A princípio sérios, seráficos, isentos de emoção. Depois, a pouco e pouco, desenharam-se ligeiros sorrisos nos rostos, e avançaram um para o outro, sempre num perfeito silêncio, que deixara de ser pesado, era apenas silêncio. Abraçaram-se muito longamente. Vários minutos seguidos, abraçados, calados, a ouvirem-se respirar, a cheirarem-se um ao outro, a deslizar as mãos vagarosamente nas costas um do outro. Nem uma palavra. Só brisa e tacto. Por fim, ganhando alguma distância entre si, olharam-se de novo, estavam ambos humedecidos no olhar mas ainda com um sorriso desenhado, beijaram-se os lábios muito delicadamente, e recuaram, sem nada dizer, nada perguntar, nada afirmar. Tudo havia sido dito naquele abraço e selado num beijo. E voltaram à mesa, cada um deles, com as cartas espalhadas, as geografias das curvas com esboços e contas, o plano da guerra todo traçado."
João
Geografia das Curvas
João
Geografia das Curvas
Postalinho diurético
"A Font dels Pissaïres (Fontaine des Pisseurs - fonte dos mijões) glorifica as virtudes diuréticas das nascentes de águas quentes termais de Lacaune, conhecidas desde a antiguidade.
Os cônsules de Lacaune tiveram autorização de a erigir em 1399. Foi terminada em 1559. Encontra-se na Praça Griffoul, no centro da cidade. Está classificado como monumento histórico desde 1913.
Ah! E Lacaune lê-se Lacône..."
São P.
Os cônsules de Lacaune tiveram autorização de a erigir em 1399. Foi terminada em 1559. Encontra-se na Praça Griffoul, no centro da cidade. Está classificado como monumento histórico desde 1913.
Ah! E Lacaune lê-se Lacône..."
São P.
18 setembro 2014
Postalinho Expresso
"O jornal Expresso de 30 de Agosto tinha um artigo sobre os nadadores salvadores, intitulado «Bandeira vermelha no socorro».
O que o nadador salvador, à esquerda na foto, traz às costas é que não parece uma bandeira..."
Nelson S.
O que o nadador salvador, à esquerda na foto, traz às costas é que não parece uma bandeira..."
Nelson S.
Revista trimestral Maisonneuve - Canadá - Fall 2014
Revista cujo artigo de capa é: «How I learned to keep worrying but still love porn» (como eu aprendi a continuar a preocupar-me mas, mesmo assim, a amar a pornografia).
Oferta do meu amigo Chico Torreira para a minha colecção, especialmente enviada do Canadá por mensageira privada e pessoal. Um luxo!
Visita a página da colecção no Facebook (e, já agora, também a minha página pessoal)
Oferta do meu amigo Chico Torreira para a minha colecção, especialmente enviada do Canadá por mensageira privada e pessoal. Um luxo!
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17 setembro 2014
«conversa 2101» - bagaço amarelo

Eu - Porquê?
Ela - Estive a ler sobre isso. Homens com a face como a tua, ligeiramente arredondada, são mais confiáveis do que aqueles que têm uma cara mais quadrada.
Eu - Confiáveis em que aspecto?
Ela - Não traem a mulher e são mais carinhosos.
Eu - Ah! O teu marido tem a cara arredondada também?
Ela - Claro que não. Credo!
bagaço amarelo
Blog «Não compreendo as mulheres»
16 setembro 2014
Sobre o "polémico" e badalado strip nos jardins da Associação Académica de Coimbra
Depois deste episódio, nada melhor do que alguém nos contar um episódio anterior... do tempo em que estas coisas não «explodiam» nas redes sociais e nos órgãos (não sexuais) de comunicação social:
"Sobre o «polémico» e badalado strip nos jardins da Associação Académica de Coimbra, permitam-me contar uma história verídica (sublinho: verídica) ocorrida exactamente no mesmo local, que eu presenciei.
Já aconteceu sexo ao vivo naqueles mesmos jardins. Eu estava lá e vi. E foi em pleno dia. E havia bastante gente à volta. Claro que houve aquela risada que se pode esperar e tal. Mas nesse caso não vi nem a suposta indignação posterior que este strip de agora gerou, nem a AAC a emitir comunicados, nem falatório no dia seguinte sequer... quanto mais o país todo saber. Se bem me lembro, acho que nem houve alguém que se dignasse a tirar uma fotografia para a posteridade. Nada. E, repito, aconteceu sexo, coito!, ali, à frente de toda a gente, à luz do dia, nos jardins da AAC. Ninguém interrompeu... nada. Foi do início ao fim, com ambos a satisfazerem a sua necessidade do momento. Findo o acto, o cão e a cadelita foram à sua vida. E, tirando este post que aqui publico hoje, nestes anos que já passaram sobre o episódio, nunca vi nem ouvi qualquer referência ao caso, em lado algum. Enfim..."
Marco António
ps - Ah... tenho a esclarecer que estava mesmo (MESMO!) a falar de canídeos. Não de posição (humana) à canídeo ou de chamar cão e cadelita a animais que dizem coisas a sério e não "Béu! Béu!"
"Sobre o «polémico» e badalado strip nos jardins da Associação Académica de Coimbra, permitam-me contar uma história verídica (sublinho: verídica) ocorrida exactamente no mesmo local, que eu presenciei.Já aconteceu sexo ao vivo naqueles mesmos jardins. Eu estava lá e vi. E foi em pleno dia. E havia bastante gente à volta. Claro que houve aquela risada que se pode esperar e tal. Mas nesse caso não vi nem a suposta indignação posterior que este strip de agora gerou, nem a AAC a emitir comunicados, nem falatório no dia seguinte sequer... quanto mais o país todo saber. Se bem me lembro, acho que nem houve alguém que se dignasse a tirar uma fotografia para a posteridade. Nada. E, repito, aconteceu sexo, coito!, ali, à frente de toda a gente, à luz do dia, nos jardins da AAC. Ninguém interrompeu... nada. Foi do início ao fim, com ambos a satisfazerem a sua necessidade do momento. Findo o acto, o cão e a cadelita foram à sua vida. E, tirando este post que aqui publico hoje, nestes anos que já passaram sobre o episódio, nunca vi nem ouvi qualquer referência ao caso, em lado algum. Enfim..."
Marco António
ps - Ah... tenho a esclarecer que estava mesmo (MESMO!) a falar de canídeos. Não de posição (humana) à canídeo ou de chamar cão e cadelita a animais que dizem coisas a sério e não "Béu! Béu!"
A breve sensação de um orgasmo
Olás...
Existem mulheres que fingem o orgasmo. Fingem para não se sentirem diferentes. Fingem para satisfazerem o parceiro. Fingem a vida inteira, enquanto fazem sexo.
E fico me perguntando:"Como fingir algo que é tão... singular, único?!"
Cada pessoa tem um jeito de chegar ao orgasmo e, quando lá chegam, fazem diferentes estardalhaços (ou não).
Existem aqueles que uivam. Os que gritam. Outros gemem gemidos diferenciados, num ritmo frenético, ou cadenciado. Há até aqueles que choram!
Eu simplesmente sorrio, rio. Sorriso leve, de satisfação. Sorriso de quem está na plenitude.
Existem orgasmos cuja sensação leva-nos aos Céus, Lua, Nuvens... ou até mesmo às paredes.
É algo difícil de explicar para quem nunca o sentiu, a dois. Mas também mais difícil de explicar quando não existe o dois e vai-se em um mesmo. Aqueles intermináveis segundos são... são... orgasmos! Únicos. Múltiplos. Vontade de muito mais.
O orgasmo não precisa ser "orquestrado"; nada de receitas, ou regras. Basta se deixar sentir, envolver-se; deixar-se tocar.
Os corpos sabem quando será o momento certo: por vezes duram mais do que determinaram que devesse durar. Outras, bastam 5 minutos entre o querer e o gozar.
Há orgasmos de todos os tipos. A um, a dois, a três, para quem goste assim.
Mas ainda prefiro o sussurro a dois; os gemidos e palavras sacanas só nossas. Só não podemos fingir!
Se fingir, não tem graça, não tem sabor, não tem prazer. Melhor mesmo são aqueles segundos benditos, bem ditos... só a nós dois.
Orgasmos nos fazem viver.
Mamãe Coruja
Existem mulheres que fingem o orgasmo. Fingem para não se sentirem diferentes. Fingem para satisfazerem o parceiro. Fingem a vida inteira, enquanto fazem sexo.
E fico me perguntando:"Como fingir algo que é tão... singular, único?!"
Cada pessoa tem um jeito de chegar ao orgasmo e, quando lá chegam, fazem diferentes estardalhaços (ou não).
Existem aqueles que uivam. Os que gritam. Outros gemem gemidos diferenciados, num ritmo frenético, ou cadenciado. Há até aqueles que choram!
Eu simplesmente sorrio, rio. Sorriso leve, de satisfação. Sorriso de quem está na plenitude.
Existem orgasmos cuja sensação leva-nos aos Céus, Lua, Nuvens... ou até mesmo às paredes.
É algo difícil de explicar para quem nunca o sentiu, a dois. Mas também mais difícil de explicar quando não existe o dois e vai-se em um mesmo. Aqueles intermináveis segundos são... são... orgasmos! Únicos. Múltiplos. Vontade de muito mais.
O orgasmo não precisa ser "orquestrado"; nada de receitas, ou regras. Basta se deixar sentir, envolver-se; deixar-se tocar.
Os corpos sabem quando será o momento certo: por vezes duram mais do que determinaram que devesse durar. Outras, bastam 5 minutos entre o querer e o gozar.
Há orgasmos de todos os tipos. A um, a dois, a três, para quem goste assim.
Mas ainda prefiro o sussurro a dois; os gemidos e palavras sacanas só nossas. Só não podemos fingir!
Se fingir, não tem graça, não tem sabor, não tem prazer. Melhor mesmo são aqueles segundos benditos, bem ditos... só a nós dois.
Orgasmos nos fazem viver.
Mamãe Coruja
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