04 abril 2005

Se há-de ir para o lixo...


oltando das compras, uma mulher chega a casa e choca-se ao encontrar o seu marido, na cama, com uma linda jovem.
Quando ela já tinha armado uma bronca e estava pronta para derrubar a casa, o marido interrompeu-a e disse:
- Antes deverias ouvir como tudo aconteceu. Estava a voltar para casa, de carro, pela auto-estrada, quando vi esta jovem, que parecia cansada e faminta, além de maltrapilha. Então, trouxe-a para casa e preparei uma refeição com a carne que esqueceste no microndas. Estava descalça, e eu dei-lhe aquele par de sandálias que ainda estão em bom estado, mas que já não usas porque estão fora de moda. Ela estava com frio, e eu dei-lhe aquela camisola que comprei para ti no teu aniversário, mas que nunca usaste porque a cor não combinava contigo. As calças dela estavam rasgadas, por isso eu dei-lhe aqueles jeans, ainda em perfeito estado, mas que já não te serviam. Então, quando ela já se ia embora, perguntou-me: "Existe mais alguma coisa que a tua mulher já não use?"... e foi assim que tudo começou...

(enviado por J. Longo)

03 abril 2005

Cisterna da Gotinha


Arqueologia: dildos chineses da antiguidade.



Galeria de Fotografia: 3 fotógrafos bem conhecidos!

Weird and Wonderful world: há muita criatividade e ousadia por aqui...


PopSutra: muito divertido e com gemidos interessantes...


Urinol: tácticas de sobrevivência.

as Fodas das Fadas


Que mimo, este livro que o Luís Graça me recomendou e que finalmente consegui encontrar... no Continente: «Fadas Láureas», de Luís Louro.
As fadas (eu disse fadas) e os cogumelos (tão malandrecos como a minha cobra cuspideira) desenhados por Luís Louro servem de pretexto (esta palavra aqui vem-se muito bem): muito boa gente cá do nosso Portugalito escreveu um texto baseado em cada ilustração.
Alguns deles eu nem imaginaria a escrever sobre erotismo. E outros são naturalmente eróticos: Luís Graça (sim, o nosso), Luís Represas, Margarida Rebelo Pinto, Rui Zink, Nuno Markl, Baptista-Bastos, Maria Teresa Horta, Rosa Lobato de Faria, Rui Unas, Rui Veloso (o único que teve vergonha do tema e se baldou), João Baião... num total de 28 escritores para um excelente ilustrador.
É bom que se saiba: as fadas fodem!
E se o Luís Louro aceitasse fazer ilustrações para este blog, eu seria a São Mar de Rosas... hmmm...

Dick Hard na Sierra Nevada

Desta vez, o nosso herói Dick Hard vai com o primo Rick Dart para a Sierra Nevada.
(...) Como não se estava na época alta, Dick e Rick conseguiram alojamentos em conta e sem grandes problemas. Chegados ao quarto, Rick (que estava numas férias de neve pela primeira vez) proclamou, embevecido pelo manto branco que parecia querer cobrir o universo e arredores:
- Bem, man, isto aqui é mais branco do que eu a jogar na lotaria!
- Grande descoberta, és o meu primo mais inteligente!
- Sempre quero ver se isto tem tantas gajas como dizes.
Para já, na recepção está um gajo. Na recepção do centro de neve "Uno Skizito con 2 pedras de hielo" trabalhava um mexicano refugiado político: Pablo Barracuda, homem de metro e 90 e maus modos, que acrescentava uns "cobres" ao ordenado tratando do barracão do guarda, que só trabalhava na época alta. Em contrapartida, a empregada panamiana era um espanto de mulher, perene no seu corpo de jovem promessa sexual, tanto mais que ainda nem tinha direito a voto. Rick Dart conseguiu dar-lhe uns "linguados" meio à traição ao final do dia, mas não mais do que isso.
- Assim não levas nada, Rick. Temos é de levar as gajas para o barracão do guarda. Tenho comigo a chave-mestra para investigações penetradoras. Se dá em todas as fechaduras portuguesas, também há-de dar no barracão. Como é que se chama a outra empregada?
- Qual?
- Aquela loura espanhola de mamas grandes, que tem um brinco em forma de caveira e usa maquilhagem escura?
- A... a... Viviane!
- Isso! Está feito. Tu já começaste com a panamiana, eu trato da Viviane. Convidamos as gajas para uma descida de esqui e depois subimos até ao barracão do guarda.
- Olha lá, ainda são uns 3 quilómetros ou mais!
- Pois claro que são. O barracão do guarda tem de estar no ponto mais alto das pistas, ó idiota às riscas! Queres ou não comer as gajas?
- Quero.
- Então tem de ser como eu digo. Aqui no hotel as gajas não podem, porque dá muita "bandeira". Com a pouca frequência de turistas, elas podem ser topadas pelo mexicano. Olha, o instrutor de esqui esteve a contar-me que despediram uma sueca de Estocolmo que tinha a mania de fazer "boca-doces" às excursões dos colégios de Madrid.
- Pois é, os tempos não estão para brincadeiras.
Os tempos não estavam para brincadeiras, mas Dick e Rick estavam (...).

Será que...? Descobre lendo aqui o resto da história.

02 abril 2005

Video publicitário

A isto é que se chama uma
demonstração de impacto!
Jotakapa, espero que já tenhas recuperado deste anúncio...

Fornicação

Ai São, o único problema de se viver sozinha é sentir, nalguns dias aquilo que a Adília Lopes expressa como «está um dia tão bonito e eu não fornico».
Quando era casada, a questão era apenas encontrar formas de impedir que o sexo com a mesma pessoa não se tornasse tão rotineiro como fazer a cama todos os dias. Para não sentir que estávamos juntos como uma junta de bois.
O divertido São, era inventarmos diferentes personagens, a falarem outras línguas, envergando até as roupas da figura fetiche e em cada dia, experimentar a descoberta de tocar um corpo novo, naquele corpo que conhecíamos de ginjeira. Porque, deixa que eu te diga que nestas coisas de cama uma imagem vale mais que mil palavras, mesmo considerando o sabor picante de umas palavritas em francês ou em alemão. Por isso mesmo nos dedicávamos a conceber umas orgias visuais. Na época, íamos pé ante pé, ao clube de vídeo local, alugar umas cassetes daqueles filmes X, com a Cicciolina, a Tracy Lords e o mítico John Holmes. Depois era pô-lo a correr no sofá da sala ou na cama do quarto.
É uma verdade, São que me recordo muito pouco do conteúdo dos filmes após os primeiros dez minutos de exibição mas é como nas porquinhas de chocolate do Luís da Rocha, de Beja: são lindas de ver mas eu gosto mesmo é de as comer.

Museu dos Falos da Islândia

Já está há algum tempo nas minhas recomendações de museus, no menu lateral.
Mas vale a pena seguir este percurso de apresentação:

vai cricando no pirilau

onversa entre amigos:
- Então, rapaz, novidades?
- Descobri que a Maria tem um amante.
- Pois, mas isso já tu sabias! Onde está a novidade?
- Não é isso, ela tem um amante novo! Este chama-se Zé!
- E porquê esse ar de contente? Afinal de contas ela está a trair-te mais uma vez, como fez com o outro...
- Mas também está a trair o amante, não percebes?
- Sim, e depois?
- Primeiro nunca mais ele se vai rir da minha cara, e depois já tenho um tipo que me ajude a carregar o peso dos cornos.

(enviado por Jotakapa)

01 abril 2005

"Sinto a boca seca..."


(invejado pelo Cambralenta)

Diário do Garfanho - 86

And I Wish I Were Stoned
No Tribunal, sento-me e oiço:
- Jura?
- Sim.
- Diga "juro."
- Já disse.
- Não, o senhor disse sim, não disse juro. Diga juro.
- Quando disse sim estava a dizer juro.
- Não interessa. Diga juro ou então não presta declarações.
- Eu digo mas as testemunhas não prestam declarações. As testemunhas depõem.
- Sim, senhor, um engraçadinho.
- Não sou engraçadinho, é verdade.
- É verdade mas não interessa. Jura ou não jura?
- Está bem, juro.
- Não me está a fazer favor nenhum. Diga juro, só, ou mando-o sair e ainda o condeno em multa por desrespeito ao tribunal.
- Juro.
- Muito bem, pode sentar-se. Então diga-nos lá o que se passou.
- Eu estava à beira da estrada à espera para passar, quando surgiu aquela senhora.
- A dona Ermelinda Teixeira Pereira?
- Sim, senhor.
- E depois?
- Ela perguntou-me se eu queria...
- Queria o quê?
- Foi isso que eu lhe perguntei.
- E ela?
- Perguntou-me se eu não queria...
- Não queria o quê?
- Foi isso que eu lhe perguntei, apenas com alteração do tempo verbal: "Não quero o quê?"
- E ela?
- Ela mexeu nas mamas...
- Nos seios?
- Sim, nos seios. Nos seios da outra senhora.
- Qual outra senhora?
- A Zita Dura.
- Mexeu nos seios da ditadura?
- Não, nas mamas da Zita Dura.
- Também lá estava?
- Sim, estava, se não estivesse era difícil mexer-lhe nas mamas.
- Nos seios.
- Sim, nos seios também.
- Mandem entrar a Zita Dura.Era esta?
- Era.
- E ela disse-lhe alguma coisa?
- Eu sou a Zita Dura.
- Nós sabemos, fale só quando chegar a sua vez.
- Foi isso, eu sou a Zita Dura e a outra apertou-lhe as mamas e perguntou-me "Queres gozar?"
- Com quê?
- Acho que era com a Zita Dura.
- E o senhor?
- Eu?
- Sim.
- Eu o quê?
- Gozou?
- Com a Zita Dura?
- Sim.
- Não, apalpei-lhe as mamas e disse que a Zita Dura já não era.
- O quê?
- Dura.
- Porquê?
- Porque estavam moles.
- E ela?
- Ela nada, deixou-se ficar.
- E a outra?
- A outra perguntou-me "Queres gozar?"
- Outra vez?
- Não, porque eu ainda não tinha gozado.
- Não, ela perguntou-lhe outra vez se queria gozar?
- Sim, perguntou.
- E o senhor?
- Com quê?
- Com quê o quê?
- Eu perguntei-lhe gozar com quê?
- E ela?
- Comigo.
- Consigo?
- Não, com ela.
- E gozou?
- Não.
- Porquê?
- Porque ela não era boa.
- Não era boa em quê?
- A dar gozo.
- E a senhora agente?
- Essa era melhor.
- Melhor em quê?
- A dar gozo.
- A senhora agente deu-lhe gozo?
- Sim, deu.
- Mas ela não deteve a dona Ermelinda Teixeira Pereira e a Zita Dura, essas duas putas?
- Sim deteve.
- E a si deu-lhe gozo?
- Elas serem detidas?
- Deu?
- Não, foi-me indiferente.
- E a senhora agente deu-lhe gozo?
- A senhora agente não foi detida.
- Sim, eu sei. O senhor disse que a senhora agente deu-lhe gozo. Deu?
- Deu.
- Literalmente?
- Sim, proporcionou-me prazer.
- Muito?
- Bastante.
- Mas quando foi isso?
- Antes dela deter as colegas.
- Colegas?
- Sim, a senhora agente estava a trabalhar sob disfarce.
- E cumpria a sua função?
- Com empenho, aplicação e denodo.
- E pagou?
- A quem?
- A todas.
- Não, só à senhora agente.
- Muito?
- Para o gozo, nem por isso.
- Então porque foram detidas a dona Ermelinda Teixeira Pereira e a Zita Dura?
- Eu tenho para mim que devia ser por exercerem mal a sua função mas parece-me que a principal razão foi por serem putas.

Garfanho

31 março 2005


(Não chames pai ao Jotakapa)

Contrato

Foto:Daniel Frauenkoerper


Vou fazer contigo um contrato
Assiná-lo no acto
Com tinta indelével
Invisível
Inextinguível
Com clausulas imutáveis
Duradouras
Inalteráveis
Sanções severas
Duras
Inflexíveis
E se não cumprir o contrato que assinei no acto
Ou não cumprir as cláusulas que preestabeleci
Sanciona-me
Cobra-me
Exige-me resposta:
Porque me escreveste na carne
E me assinaste na pele um contrato
Com a tinta indelével que saiu de mim
Porque te fechaste e me fechaste em cláusulas
Se é a mim que sancionas e punes severamente
Ao não cumprires o contrato
De seres duradoura
Permanente em mim.

Encandescente

a Tonha - mais uma história de pívias

"No triénio da graça de 1967/68/69 (por aí), tínhamos uma professora de Inglês (a Tonha), boa como só os olhos dos adolescentes conseguem ver os seus professores.
Andávamos ali pela casa dos 13/14/15 anos e, claro... sempre prontos a esgalhar!
A Tonha, sabendo o quanto boa era e os sentimentos que despertava na rapaziada, não se encolhia. Era o tempo das mini-saias e ela não se coibia de se sentar nas esquinas das secretárias e deixar de fora aqueles autênticos monumentos que eram as pernas dela.
Era mulher para andar na casa dos 20 e muitos, se não 30. Loura. Muito bem arranjada. Lembro perfeitamente que a mulher era mesmo bem feita. E ela sabia-o. Ela sabia-o perfeitamente.
É claro que a miudagem aos 15 anos, espigadotes, a olhar para uma mulher, professora, dos seus 30, com um ar de 'sei que vos babais todos mas sois muito crianças' ficava em transe. É que havia mesmo alturas que o maralhal ficava em transe. Coisas da época!
O que se segue é que a Tonha despertava tais sentimentos que se começou a escolher as últimas cadeiras das últimas filas... para se tocar umas valentes pívias enquanto ela ensinava o To Be or Not To Be.
Ó gente... a sério, era vê-los aos 3 e 4 lá atrás a esgalhar o pimpão e a Tonha lá à frente... blá blá blá...
Eu nem sei se ela algum dia se apercebeu, mas se se deu conta, acho que aquilo acabava por lhe dar gozo, ou melhor ainda, por lhe satisfazer o ego.
Muita punheta se tocou à custa das coxas da Tonha!"


Jorge Costa