06 abril 2005

ConfisSão!

Cunetos ao desafio

O OrCa escreveu lá em baixo um soneto - «Loa ao corpo». O tema era "um rotundo e estético traseiro".
A Maria Árvore complementou-o com esta cuadra:
E em rimas e perigos esforçados
mais do que permitia a mão humana
entre gente puritana edificaram
um novo Traseiro que tanto sublimaram
O Luís Graça baptizou estas rimas: cunetos.
O OrCa-Ode-Tudo lançou o desafio: que cada um dos visitos e visitas se empenhe (não, não disse emprenhe...) a ver se arrefinfa um cuneto. No fim, a antologia poderá denominar-se CunetaSão.
O mote (embora eu prefire andar de carre) está dado.
Vimo-nos a isso! Que comecem a Poetusa e o Ferrénis (ou Ferriça, ou lá o que é...)

Para já vieram-se:
Pintelha do meu coração
Minha razão de viver
Anda comigo p'rá cama
Anda comigo foder!

Pintelho

O pintelho encaracolado
da tua vagina ardente
fez-me sentir engasgado
e tenho a boca dormente

Não vou ficar alterado
por este pequeno acidente
fico ainda mais entesoado
para te foder fortemente.

Xixaboi

Vou deixar de vir-me à São
Faz-me passar da corneta
Até tenho calos na mão
De tanto tocar... pandeireta!

Vizinho

Cu...neto

Cu... ligado à vagina
ou a testícu... colhões
Cu... munica em surdina
ou em potentes trovões

Cu... biçado a toda a hora
por todo o maralhal
Cu... labora mesmo fora
do horário laboral

Cu... idado! Cu tem sexo
mas há excepções à lei
Não sodomizes sem nexo

Cu... mo eu que cu... mecei
a gritar no doce amplexo:
- Filha, já te atravessei!
Cruijff

E se na minha verga bodeguei
crica falante que por mim grita,
foi história que só eu sei,
massagei-lhe e lambi-lhe a dita,

e nos uivos que ela deu
atulhei-lhe a néscia boca,
era lácteo, era meu,
esta loira não ficara oca!

João Mãos de Tesoura

E eu que não sei rimar
mas também quero cunetar
deixo aqui a minha contribuiSão
para o... desafiozão

Loa, plêiade ou simples veneração
importante, importante é não satisfazer à mão
e se por acaso não houver alternativa
então que a punheta seja... putativa

E o cu anatomicamente
desenhado para saída
pode ser automaticamente

transformado em ida
e vinda. Prazenteiramente
gritando: 'não gerei vida!'

é mau eu sei
mas não abalem a fugir
se me querem ver Rei
é verem-me a fudir

Isso Agora...

Deixa-me entrar por favor
Não me negues o pedido
Ofereço-te em doses maçicas
Um abrir-te mais sentido

Não te percas em receio
Não vou estilhaçar-te o cagalho
Terás todo o meu apoio
Lembra-te que sou um
Ferralho

Isto está um CU...ropio,
Vêm-se aqui com mestria,
São moços ao desafio
P'ra entrar na 'padaria'

Se o mote do CU...m/neto
Lhes aguça o engenho,
Eu invento um poemeto
Enquanto vou ali e já (me) venho.

Madr

Ode à Nação (ou melhor, Ode à Na São)

Cada nação tem o seu encanto
Cada qual recheada de boas mulheres
Esta ode a cada uma delas eu canto
Tu, cantas a quem quiseres!

Eu com a boa febra portuguesa
Já degustei uma boa espetada
E a uma charmosa francesa
Deixei a lí­bido alterada

O que gosto de uma guapa espanhola
A mover as ancas com salero!
Ou uma negra grande de Angola
Ao lado da qual pareço o Kalimero

E, ai, as nórdicas em geral
A brincar com as suas loiras tranças
Ou uma amazona do Pantanal
A enlouquecer-me com as suas danças

Há quem diga que as inglesas
Gostam mais do sexo anal
Ou que as miúdas maltesas
Chupam todas muito mal

Para punheta deve ser uma austríaca
Com a mão não há quem as bata
E quanto a ninfomaníaca...
Escolho sempre uma croata!

As que montam melhor são argentinas,
Nas pampas costumam cavalgar
E a Itália tem tantas meninas
Com as quais desejo acasalar

Conheci belas mulatas em Cuba
E dancei enroscado com uruguaias
E vos digo: não há pau que não suba
Quando se está com belas catraias.

Katraponga
[nota da editora - e a métrica que se foda, que a rima é erótica...]

Da arte de cantar no acto:

Carais, meus, que cantais o que podeis
Podereis cantar cantigas colossais
Não canteis no entanto se fodeis
Que esse dó que lançais será demais

A não ser que ao cantar digais à bela
Que se esprema ou se estreite aonde entrais
Para não cairdes fora de tal sela
Desmontados por um dó com som a mais
OrCa

Põe as mãozinhas na parede
e os hemisférios na minha direcção
Visito-te num quase segredo
com enorme satisfaSão...
Onanistélico

Quem dá mais?... Hmmm?...

Diário do Garfanho - 94 (excerto)

- Vem, vem por trás.
"Olá, uma sodomita", pensei, mas enganei-me.
- Hei! o que estás a fazer?
- A consultar as páginas amarelas é que não é, de certeza - disse eu, armado em engraçadinho.
- Tira-o lá daí! - E quando eu ia a tirar. - Sim, põe...
"'Tá pior" pensei mas continuei.
- Tira! - E quando eu estava novamente a tirar. - Põe...
- Ouve lá, tu decide-te.
- Oooohhh...
- Isso quer dizer o quê?
- Cala-te, caralho. Cala-te e fode-me.
- Atenção - disse eu, sem parar que não sou parvo. - Sodomita, ainda vai, agora mal criada, é com mais calma.
Num só movimento ela expulsou-me, levantou-se e foi-se lavar, aos gritos:
- Vai bater punhetas a barrascos, seu porco.
- Uh! Sodomita e zoófila gay, esta gaja é um catálogo - disse eu e não sei porquê ela voltou atrás, chamou-me parvo, deu-me um estalo, vestiu-se e desapareceu.
Até hoje e ainda por cima não me atende o telemóvel.

Garfanho

Cinco cantinhos


Achei piada quando ele me ofereceu três chupa-chupas vermelhos, para repor os originais e depois me apareceu na rua com um cartaz cujas letras garrafais confessavam «Gosto de ti, porra!».

Já antes, Sãozinha, enquanto lhe empastava a cara de creme branco, ele sugeriu que lhe afagasse o palhacito. Continuei a estender o creme com a mão direita e como se fosse canhota, espalhei os meus dedos, calmamente, para cima e para baixo, na forma que se desenhava sob as leves jardineiras de riscas. Acabei por me sentar ao seu colo, abraçá-lo com as coxas, dançando para a direita e para a esquerda, até visualizar que seria melhor ir buscar outras jardineiras secas para ele usar no espectáculo.

Depois, São, fomos experimentando sucessivamente, numa apressada e estimulante transgressão os cinco cantinhos da sala de ensaios, dos panos dos cenários, das cadeiras dos camarins, do chão de madeira do palco até aterrarmos numa inaudita cama colocada num quarto.

E aí Sãozinha, chegaram uns minutinhos para perceber que cinco minutos e cinco centímetros é manifestamente pouco.

Trrim! Trrim!


Petisco trazido pelo Faustino

05 abril 2005

Viva a Academia!

"10 da noite... Universidade... Sala de computadores do departamento...
Estava na net a ver o mail.
Desci as escadas.
Fui fumar um cigarro à porta.
Voltei a entrar. Dirijo-me de novo às escadas, mas... não.
Dei meia volta e entrei na casa de banho. Ninguém. Somente o silêncio metálico numa casa de banho com 10 divisões privativas todas iguais, com as portas encostadas mas não trancadas, iluminadas pela forte luz branca de lâmpadas fluorescentes que, como sabemos, nos impede de adormecer no doce pouso. Entrei na divisão central. Silêncio gutural.

Então...
... tive que esganar o bife. Afaguei o ganso. Bati uma punheta. Simulei o ariete na mão esquerda. VumVumVum zás zump hunf. Hum. Tá feito.
Um acto de luva branca e bengala do melhor pau. Mais oui, Monsieur. Lembrei-me também dos filmes de samurais. Rhoxxi y ha!... sem som sem tom. E o murmúrio do esvoaçar do tecido de seda.
Lavei as mãos com sabonete líquido.
Depois, calmo, preparo-me para subir as escadas. De volta ao pc...
A segurança do departamento dirigiu-se a mim com um sorriso e disse:
- Você foi à casa de banho das mulheres, tem que ter mais atenção...

Dear John..."

primeiro cuneto - Loa ao corpo

Saia um soneto contra essa mania de algum nacional-puritanismo que levou um qualquer chato a comentar desfavoravelmente uma apreciação minha, meramente académica, objectiva e galhofeira, a um rotundo e estético traseiro que passava pela rua, como se tivesse vida própria e cantasse...

Eu canto um belo corpo de aconchegos
Que os caralhos enconados sobrelevam
Eu canto até das conas mil segredos
Que cantadas elas tanto nem sossegam

Mas ao cantar o ilustre rabo lusitano
Esse pandeiro farto, essa obra de arte
Por mais certo que eu me sinta e mais ufano
Por bem certo tenho o porem-me de parte

Pois por mais que o povo queira e contradiga
Ou que a vida se alinde nesse enlace
Há-de algures aparecer uma formiga
Que de mim só vê cigarra e me desgrace

Ainda assim o cantarei!... Que ninguém nega
Que um belo rabo nos inspira aonde passe!

Video do macho garboso

Gabava-se ele depois:
"Haviam de as ver.
Lindas, lindas, lindas!"

Quer queiras quer não queiras hás-de ser bombeira voluntária!


(pendurada pelo José Longo)

04 abril 2005

Jogo das Diferenças

Jogo das Gatinhas: para Eles!
Jogo dos Galos: para Elas!
(Hoje ninguém se pode queixar... há para todos os gostos!!)

O Vizinho estudou mecanografia... com uma lésbica

"Tive uma professora de mecanografia no 11ºano (já lá vão séculos) que era lésbica.
Usava sempre calças. E sempre extremamente apertadas, que lhe vincavam as formas todas... especialmente o 'bordedo'.

Tinha uma especial predilecção por algumas das minhas colegas de turma, às quais ensinava a escrever à máquina pegando-lhes nas mãos, orientando-lhes os dedos, com muita... hummm... ternura...
Não foram raras as vezes em que no fim da aula ela tinha as calças, na zona vaginal, completamente encharcadas. Nós reparávamos e piscávamos os olhos uns aos outros mas ela nem se importava nada... estava extasiada.

Vizinho"


Terá sido desde então que o Vizinho ficou com o vício de «ir para dentro»?!

E dura...


Ai São, foi tão espectacular que ainda não estou em mim!... Sentadinhos na cama às primeiras badaladas da meia-noite, despimo-nos botão a botão, peça a peça, tudo muito entremeado de beijinhos, mordiscos e um deslizar de dedos por tudo quanto era pele, como numa harpa.
Encostei-o à cabeceira e com a minha língua feita pincel deslizei por ele da orelha esquerda até ao testículo direito enquanto os dedos dele me modelavam as nádegas, os seios e os cabelos desalinhados. Com uma mão na roda e outra na peça, torneei-a lentamente como se faz a uma barrinha de chocolate. Com a vantagem de que esta não diminuía, São! As suas mãos ergueram-me a cabeça e ao levantar-me, arrastaram-me as pernas para a sua boca que me aspirava incessantemente. Tombei literalmente de joelhos sobre a jóia da coroa e apertei-a o mais que pude até a sentir toda bem no fundo de mim.
E então, São, como deuses do Olimpo foram horas e horas em que ele mergulhou no azul da minha piscina, subindo e descendo à tona de água, ora agora é bruços, ora agora é costas, de tal forma que só percebi o adiantado da hora quando os primeiros raios de sol começaram a furar pelas persianas e ele deslizou da cama para a cadeira de rodas, para ir fazer chichi.
Sabes São, eu acho que todos os homens com lesões na espinal medula deviam fazer uma campanha publicitária com o slogan «Deixe a pílula e o diu de lado! Connosco é só prazer prolongado!»

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