13 abril 2005

A conta dos três


Ó São, já ouviste aquele anúncio na rádio em que a rapariga pede ao João para se chegar para lá e ele resmunga que é sempre ele e então, ela alega que já pediu ao Ricardo mas ele está a dormir ferrado?...
Ah Sãozinha, era tão mais fácil não ter de escolher entre dois homens que nos atraem e de quem nos sentimos cúmplices de igual modo. Quem terá tido a mania de decretar a monogamia para transmitir heranças?... Ou então qual é o sentido do adágio popular de que três foi a conta que Deus fez?...
É que Sãozinha, às vezes tenho tanta dificuldade em não me apaixonar pelas pessoas, pelo borbulhar dos seus cerebrozinhos, pela comunhão dos gostos quotidianos e das paixões fundas, pela mímica das expressões cúmplices. E vai um passinho daí a desejar absorvê-las todas pelo meu corpinho.
Tal como os egípcios faziam imposição de mãos sobre os cadáveres mumificados para lhes arrebatar a sabedoria, eu procuro a imposição dos corpos para me embeber no seu conhecimento.
E em termos práticos, São, na vida stressante e cheia de trabalho que levamos, com dois homens há mais probabilidades de um deles nos escutar quando precisamos, de um deles não estar cansado quando só apetece afogar-nos em sexo e de concretizar a eterna fantasia feminina de nos sentirmos totalmente preenchidas acasalando com dois homens.

Bocas infinitas

Deixa de fora as palavras
O silêncio é agora um prado
E os meus lábios uma nascente.
Deixa saberem à amora silvestre
Os beijos frescos que te ofereço
Escuta o seu murmúrio, sente.
Faz comigo a vereda desta vertigem
Goza a placidez deste excesso
Nesta hora em que abro as asas
E descerro a beijos de incenso
O teu corpo nu em mim emerso.
Sê por mim uma pele feita de lábios
De bocas infinitas segredando-me desejos
Que me escancararem a alma na viagem
E me façam não saber de outros beijos.

Inspiração do momento


oitado do puto. Chega a casa e diz ao pai:
- Estou à rasca. A professora quer que a gente diga cada um a sua cor e não podemos repetir a do outro. Eu sou o 21, como é que eu me amanho?
O pai, pensa, pensa, pensa e depois diz-lhe:
- Olha, filho, amanhã vais dizer uma cor que ninguém diz: Vermelho do Congo.
No outro dia a professora começou o exercício com os alunos todos sentados no seu lugar. Eles lá foram dizendo cada um a sua cor: Azul, encarnado, cinzento, etc.
O puto esfregava as mãos de contente.
À frente dele estava um preto. Quando chegou a vez do preto, este levanta-se e diz:
- Vermelho do Congo.
E o puto, danado da vida, salta da carteira e diz:
- Preto do caralho!

(enviado pelo Vizinho)

12 abril 2005

Descarada



Vejam só a descaradona da São Rosas...

Telefonema sem Amor, por AdamastoR

Cada vez mais me convenço que sou um espécime raro, em vias de extinção, que usa o telemóvel para combinar encontros e transmitir recados rápidos, ou, no máximo, para encurtar distâncias inultrapassáveis e matar saudades de quem gosto.

De acordo com um inquérito, catorze por cento dos utilizadores de telemóvel interrompe uma relação sexual para atender uma chamada.
Na Alemanha e na Espanha, esta percentagem sobe para 22 por cento, o que quer dizer que, nestes países, uma em cada quatro pessoas não pode participar numa orgia sem estragar a festa. O país que regista os valores mais baixo [para variar, não existem dados sobre Portugal] é a Itália, com 7 por cento de egoístas.

Dito isto, o inquérito conduzido pela BBDO concluí que mais de metade dos inquiridos utiliza o telefone para namorar.

Objectores de Inconsciência (*)

Madr - Ó Jorge, ó Jorge, tu assim a torcer o pepino desde pequenino... não sei não. Nunca te aconteceu como ao filho de uma minha conhecida, que de tanto o 'esgalhar' o esfolou todo e foi parar ao Centro de Saúde (com a mãe, é claro, para a humilhação ser ainda maior)?
Luís Graça - Então e as senhoras que aparecem no hospital com garrafas entaladas? Tinha um amigo que era amigo de um médico que contava que as 'desculpas' eram sempre as mesmas em 90 por cento dos casos: 'Ia a andar na rua, escorreguei...'. Isto foi há mais de 20 anos. Agora, com as novas tecnologias, talvez o panorama tenha mudado. E daí...
Dizia o meu amigo:'Para evitar a situação bastava partir a garrafa por baixo, que o efeito de vácuo acabava'.
Madr - Nos meus tempos de liceu havia uma moça a quem chamávamos a 'garrafeira' por se lhe atribuir uma cena dessas. Duvido que até hoje as mulheres ainda não tenham aprendido a partir o fundo da garrafa. Em contrapartida soube de um, muito Tio, que foi parar à urgência com um rabanete metido no cu (só se viam as folhinhas do lado de fora). Nunca aquelas urgências tinham sido tão divertidas e nunca um paciente foi tão e tantas vezes observado (só não faziam 'bicha' para não dar muito nas vistas e o paciente não ficar desconfiado).
_________
(*) pessoas que introduzem objectos sem terem consciência de que poderão não conseguir retirá-los.

Convém...



Em qualquer circunstância,
convém sempre proteger as partes baixas.

Uma anedota como pretexto...

... para mostrar mais um quadro a óleo da minha colecção:

Todos os sábados, um fanático do golfe saía de casa de manhã cedo, independentemente do tempo, para jogar o seu adorado jogo.
Excepto num dia em que a chuva e o vento eram demais, até para ele.
Regressou a casa, despiu-se e aconchegou-se junto à mulher na cama, dizendo:
- Está um tempo horrível.
- Bem oiço - disse ela - e acreditas que o estúpido do meu marido está lá fora a jogar golfe?

(enviado pela Alexandra)

10 abril 2005

Ékstasis

foto:Stephanie Bourson

- Pára, disse ela.
O corpo tentando fugir ao prazer que sentia perto.
As mãos dele nas ancas puxaram-na. Impediram a fuga.
O rosto dela na almofada. Transpirado, transfigurado de prazer.
Os braços abertos.
As mãos fechadas apertando a berma do colchão.

Ele não parou.
Num movimento ritmado, cadenciado, brincou com o sexo dela.
Olhava-a e sorria enquanto com a ponta do sexo provocava o dela, rodeando-o, fugindo.
Num impulso, empurrando as ancas contra as dela penetrou-a fundo deixando-a imobilizada, o corpo preso ao dele, a respiração retida.

Debruçou-se sobre ela. Disse-lhe ao ouvido:
- Dá-me o teu orgasmo agora.
A língua rodeando, mordiscando a orelha.
A respiração vento que lhe agitava o cabelo.
A voz que a incentivava, a incitava:
- Vem, não te contenhas. Vem.

Não respondeu.
Fechada no prazer.
Puxou-o:
- Ama-me. Não pares.

O corpo um arco. Um espasmo.
Parou.

Ele ficou nela.
Molhou um dedo na humidade prazer.
Com a língua abriu-lhe os lábios.
O sabor do prazer no dedo dele, na boca dela.

Ele movia-se, de novo, devagar...

Encandescente

Dick Hard e o putanheiro de coração de oiro

Felismino Florindo era um putanheiro com coração de oiro.
Um homem intrinsecamente bom. Perdia-se nas putas, mas a sua vida era muito arrumadinha. Os pais tinham emigrado para o Luxemburgo em busca de uma vida melhor e Felismino muito cedo aprendeu a dar valor ao dinheiro. Aos 14 anos já era uma figura conhecida em Wertzenspiegel, mesmo ao lado de Kondordurex, a olhar as neves sagradas de Flockriefensthal.
Dick Hard conheceu-o na sequência de um caso complicado de partilhas. Felismino não queria fazer nada contra um primo conhecido na família pelas suas vigarices. Mas outro primo acabou por chamar Dick Hard à revelia. Dick fez umas vigilâncias suaves e o primo vigarista acabou por sair de cena.
Felismino ficou muito contente, porque não teve de se zangar com ninguém e convidou Dick Hard para ir às putas luxemburguesas. As pessoas pensam que não há putas no Luxemburgo, mas isso é uma enorme ilusão. Em Trucktruckfakmi existe um bordel de luxo, com piscinas de água estarrecida, saunas pay-per-fuck, ecrã de plasma transatlântico e outras mordomias, só para quem tem muito dinheiro.
Felismino Florindo tinha, porque descobrira maneira de ser o único representante dos esfregões de palha d'aço para o Luxemburgo e os países do Benelux.
- Venha-se aí comigo - disse Florindo para Dick Hard, na altura em que uma negrinha querida, de nome Jacqueline, lhe dava a última lambidela na sarda coberta de leite condensado.
Dick Hard sorriu, mas não estava pronto para o clímax. Ainda tinha muita compota de alperce na sua bisnaga e Olga (uma lituana de olhos azuis e 1 metro e 90 de mulher) insistia em fazer as coisas com todos os éfes e érres, ou seja, com calma, estupidez e descontracção natural.
Felismino Florindo ejaculou generosamente nas fuças de Jacqueline (a linguagem é um pouco crua, mas o nível não pode descer mais, por isso não há nada a perder) e pediu uma Superbroche estupidamente gelada.
- Ó filha, traz-me aí mais uma Superbroche geladinha, como tu sabes. Ó amigo Hard, não vai uma Superbroche geladinha? Nem uma Superbroche Trout? Saiu mesmo agora do rio...
Dick Hard recusou e foi acanzanar uma loirinha ucraniana que usava um top prateado e umas botas Doc Martens, porque tinha deixado os movimentos radicais há pouco tempo. Ainda não se tinha conseguido desviciar de ver "A Laranja Mecânica" mas mordia muito menos nas alturas do sexo oral. Agora já só dava dentadas no namorado, poupando os clientes do "Paraíso das Carnes".
Felismino Florindo saiu do bordel abraçado a Dick Hard, ao mesmo tempo que passava para as mãos de Jacqueline os documentos do Rolls Rói-se.
- Vai dar-lhe um Rolls Rói-se?
- Vou. A miúda portou-se bem. Era meiguinha.
A generosidade de Felismino Florindo era bem conhecida por todo o Luxemburgo. Foi Felismino Florindo quem salvou a Condessa de Magic-Pussy da falência, com uma revigorante injecção de capitais na sua fábrica de conservas. Sim, Felismino Florindo era um putanheiro de coração de oiro. Fazia o bem sem olhar a quem. Num dia era uma vivenda para uma puta, no outro dia era um emprego para o filho de um amigo, de noite era uma bicicleta BTT para a sobrinha de uma empregada de lupanar.
Diz-se que a Condessa de Magic-Pussy ficou tão agradecida com a generosidade de Felismino Florindo que passou uma tarde inteira a obsequiá-lo com o famoso analingus, beijo negro, botão de rosa, como lhe quiserem chamar.
- Olha, esta é uma actividade muito curiosa. Ó marquesa, não se incomode... deixe estar... não quero que se mace... não dei o dinheiro a pensar numa coisa destas...
- Ó senhor Florindo, é o mínimo que eu posso fazer. É apenas uma atenção...
Venham-se ler o resto da história...