10 junho 2006

Os avanços do Nelo e as aventuras do Orca

Lá para os fundos da página, há uns versos chamados "GOSTOS", que mereceram desde logo uma investida do Nelo, por sua vez arriscadamente comentada pelo Orca...
Depois de me terem dado duas, exerci o meu direito de resposta e, a propósito, a Sãozita resolveu chamar-me "fodista" - de suas palavras: "Ah, fodista!"...
Portanto, não quero que lhes falte nada, aqui fica o resto!

Pedro Laranjeira

O Nelo adora oder quem o ode:
Ó menino Laranjinha,
De palavra tão brejêra
Veija lá çe quere a minha
Que eu a minha tenhu ligêra

Toda ela levezita,
Toda ela uma colchêa.
Uma briza levi e querida
Que sabi beim vivida a meias

E éu çei que tú bem çabes
U que çabemos bem os dois,
Queres tu faser-me antes
O que éu te farei depois

A açim me fases versus
E respondu ós tés ditos
Respondendu éu ós téus
Ficamus açim os dois quites

Çó falta agora ter contigo
Para eu te cunhesser
Vô depois ao té cuzito
Depois de tu o meu foder.

Adivinhem quem vem oder. Claro que é o OrCa'ralho:
saltam-me estes dois ao fado
como quem do fado vive
um vestido de pecado
o outro... só traz um bibe

e estão ambos tão certinhos
numa tal conjugação
quem os vir assim juntinhos
fica-lhe a cogitação:

belos me saem os manos
fazendo mais do que podem
mas então estes maganos
até no fado se fodem?

mas não cuideis de má-língua
sede prudentes, calai-vos
quem sabe, talvez por míngua,
fazei como eles: amai-vos!

o pica-bilhetes

Apaixonou-se pelo mamilo esquerdo da mulher e abominava o direito. Ela sentida, chupada à esquerda, negligenciada à direita, deixava-se ficar no sofá, muda e queda, à espera da manhã. Ele, asmático, alérgico e apopléctico, além de cobrador da CP, ia para a cama todas as noites sozinho e todas as noites, sozinho, sonhava com o mamilo esquerdo gigante que o embalava no seu regaço e todas as manhãs, ainda sozinho, acordava cheio de leite fresco nos boxers, menos ao sábado e ao domingo, quando acordava mais tarde, e o leite já estava azedo, colado. Iogurte esmaltado, bilhete picado.

Que engraçadinhos...

Os inimigos da castidade são vários, a saber:

LEITURAS

Antiquíssimas entre os homens a escrita e a leitura. A sua origem perde-se na noite dos tempos.(…)
O livro de tudo é capaz: ergue às alturas ou faz cair em abismos.Alimento do espírito, a leitura tem de ser feita criteriosamente.(…)
Ponhamos na mãos da gente moça (e da outra!) livros que distraiam, mas sem corromperem. (…)
Uniões livres, adulterações do amor, sensualidade em todas as formas e de todos os feitios, eis o prato oferecido a certo público por tantos que usam o nome de escritor.(…)
Há leituras que são fatais.(…)
A tragédia de muitas raparigas que perderam a virtude e a tragédia de muitos lares desfeitos tiveram, não raro, o 1.º acto na leitura de tal ou tal páginas. O desfecho doloroso veio depois de vários actos e entreactos…(…)
Urgente combater a deletéria influência de certos livros, jornais e revistas. E nesta altura devo acrescentar: é preciso pôr de lado não só as leituras pornográficas, mas também aquelas que mais ou menos afoitamente vão lisonjeando a sensualidade e a despertam e a excitam. (…) Há livros de conteúdo apodrecido e há páginas que destilam gotas de veneno. (…)
A família não pode desinteressar-se do grave problema da leitura. A gente nova quer ler e deve ler. Há que pôr-lhe nas mãos livros que distraiam e formem.(…)
Os escritores teem deveres a cumprir. (…) dever grave de não transformar a nobre missão de escrever em agente de corrupção de costumes.Os editores e livreiros tenham presente o seguinte: a consciência própria e o respeito alheio hão-de levá-los a não lançar no mercado e a não distribuir certos livros de conteúdo avariado. É uma questão de higiene…
O Estado tem neste capítulo gravíssimas obrigações. (…) Ao Estado compete o público saneamento.
E ai dos Estados que não cumprem os seus deveres, todos os seus deveres. 12 de Abril de 1950

in PIRES, A. de Azevedo (1950) O Problema da Castidade: Ao Microfone da Emissora Nacional Lisboa: União Gráfica, p. 291-303.

crica para visitares a página John & John de d!o

09 junho 2006

“Hás-de escrever um livro sim, e hás-de chamar-lhe dor de corno.”
Ela não respondeu. Estava tão cansada de agressões que já não tinha energia para as refutar.
“Ou então chamas-lhe simplesmente ressabiamento.”
Ora aí está, pensou ela, um péssimo título para um livro, mas um excelente termo para qualificar o que sinto.
E sabes, continuou ela a pensar, hei-de escrever esse livro, sim, e quando olhar para a palavra fim já não me vou lembrar de ti, porque todos os exorcismos vão estar completos, porque me libertarei de ti, da minha frustração, dos teus ataques à minha auto-estima, porque deixarei de me sentir patética quando me masturbar.
Eu agarrei na sua última frase, que não, que não devia sentir-se patética, antes feliz, pois se havia por aí tantas mulheres que nem sozinhas se vinham.
Ela zangou-se comigo, como se zangava com todos e com tudo, de tão amarga que se tornara. Que não fazia sentido masturbar-se por não ter outra forma de se vir, tendo-o a seu lado todas as noites.
Eu, como não percebia nada de relações humanas, ou pelo menos assim mo têm dito, calei-me. Sei lá se ela tinha razão. Só queria que não fosse assim, a gente quer sempre que as pessoas de quem gostamos sejam felizes.
Afinal, pedimos pouco, e nem sequer é para nós.

Com arte

A entrada de Sua Alteza Real


Bartolomeu:
Abri alas cavaleiros
Para sua alteza real
Vai meter-se no coneiro
de sua esposa leal

Vai de coroa
mas sem manto
com um tesão infernal
lambe a cona
e num pranto
transforma-a num pantanal

É deste modo que um rei
confirma a sucessão
fode pouco, mas com lei
de língua e de cabeção


Nelo:
Melhéres que coisa! Espanta çim.
Um Rei fartote de cabessa dura.
De bolas groças e cheiro alevim
E a coroa altiva na dita que fura.

Perfeito çeria çem os lacaius
De mãos em poze nas coizas bordas
Em gestu dabrir as peles que traem
A scuridão das fundas covas.

E ficu logo de nó prendido
Nesta garganta que tanto sabi
Melhor çeria éu estar estendido
de cu pra çima, e o Rei quenrabi

Mas nam melhéres, é çempre egual
Nam á lugari á alterativa
E sekso aqui mete çempre o tal
El Rei na cova, e o cú çem espiga.

Hora gentes deste broche,
Já vai çendo a ocasião
De lembrar-çe: "Nam çô fantoche!
Tenhu direito ó mé spigão!"

Perque çe éu çô açim
Çô-o mejmo com munto orgulho
Çe nenguém çe lembra de mim.
Paço a dar munto barulho...

Shamo tudo o que é bisha
Para a manifestassão.
Frente a esta shafarica
Governada pela Ção

David



gruizza/Giorgio

Bom fim de semana

Image removed by author's request, with our apologies.

"Dear Editors,
You are using one of my Pictures without my permission. I had problems with the Models because of that. My work is not supposed to be used on Pornografic sites. Please remove this Picture that belongs now to my Agency and they are informed about this abuse!
Kindly yours
M. C."

HOJE MASTURBEI-ME...


Hoje masturbei-me sete vezes.

Reneguei do sexo a mulher.

Odeio pernas de luxo,

mas não sei se faça broche

... e só é homem quem quer!...


De resto, o sonho é tanto de amor
como o que digo e não sei:
que não dou fodas sequer,
e até nem me masturbei!



Pedro Laranjeira

Vidade - por Alcaide

Vidade é alta, risonha, perfeita
na vida, inteligente, sonhadora
Olhar é belo... bela tentadora
e um olhar lindo que me faz maleita!

Meu amor por ela é eterno. Se me aceita
ando feliz. Minha bela Senhora!
Vidade é doce como é doce a amora,
seu beijo é sonho quando abraço estreita.

Por vezes parte e se a procuro em vão,
dói a alma tanto. Tanta realidade
enche de dor e pranto o coração.

Canto cabelos brancos de saudade
Da minha boca a palavra de paixão:
- "Queria a ti, Vidade"... humm?! Criatividade!

flatos* e etiqueta - por Jacky

A Jacky gaseificou esta teoria:
"Quando é que se deve introduzir o flato num novo relacionamento?
* Alguns, sem pudor, abrem-se logo ao outro. Contudo, certas pessoas não sentem tanto à vontade e preferem esperar pelo momento mais propício.
* Dizem as estatísticas que, talvez, no 4º encontro** seja o ideal. Já não há o perigo de se ser rejeitado. Convém não mandar logo à primeira um petardo. Uma ligeira brisa envergonhada entre as bochechas, acompanhada duma expressão de horror, poderá quebrar o gelo e iniciarem assim uma relação de liberdade flatuleica.
* Se for mulher, é expressamente proibido mandar petardos no primeiro encontro, pois poderá abafar a masculinidade do macho presente.
* Quanto a flatos durante a intimidade, convém não chocar com raspadelas durante a ocorrência ou com flatos vaginais. Não se riam um do outro, a modos de ferir a auto-estima ventosa do outro.
* Evitem largarem-se em espaços fechados e em elevadores, a bem da própria segurança. Supermercados também são de evitar, principalmente junto à secção das carnes frescas e da charcutaria.
* Flatular-se debaixo dos cobertores e aspirar o próprio flato é prática legítima. Escusam é de enfiar a cabeça do parceiro para partilharem juntos e enriquecerem a relação.
* Jacuzzis são de evitar. A água não precisa de mais ar.
* Se quer que o seu parceiro lhe permaneça fiel, não vista calças claras depois de ter emborcado 6 cervejas e arroz de feijão com caril. Não é preciso explicar porquê, pois não?
Espero que tenham apreciado esses considerandos sobre etiqueta e desejo-vos óptimas relações de flato livre!

Jacky"

* vulgo gases, peidos, puns, traques, ventosidades, flúidos, vapores, flatulência... e mais alguns que ela não recorda agora...
** no nosso caso, foi em Beja

Mais um anúncio bem sugestivo do KY Gel

Enquanto não recebemos o prometido relatório circunstanciado da Mad e do Nikonman, apreciem mais este anúncio ao abençoado lubrificante KY (neste caso, em líquido e não em gel), descoberto pela Gotinha:
Crica para aumentares a imagem
"E dá-lhe gás!"
sugestão do Seven, fundo sloganeiro oficial deste blog