08 novembro 2006
Milhões de parabéns!!!

Todos sabem como são as mulheres quando nos esquecemos de aniversários ou outras datas importantes. Como eu não sou egoísta, e serviço púbico é isto mesmo, vou partilhar convosco a estratégia que me tem mantido à tona em todos (sim, nos dois!1) relacionamentos que já tive. Sigam à letra as regras seguintes e vão ver como a vida pode ser bela:
- Dia dos namorados: comprar lingerie erótica 3 números abaixo do dela - fica-te a matar!;
- Aniverário do namoro: idem, quatro números acima - estás tão magrinha!?!;
- Aniverário dela: variações da única peça de roupa dada que ela verdadeiramente tenha gostado - ficas tão bem nessa roupinha...;
- Natal: aproveitar para dar aquilo que eu preciso - é mesmo o que estávamos a precisar não é?;
- Nos respectivos jantares comemorativos: esquecer a carteira em casa!;
- Aniversário meu: esquecer mesmo...
Não falha!
Como a minha querida São Rosas é especial desde já me disponibilizo para hoje saltar de dentro do bolo (até porque nu não tenho onde levar a carteira, eheh).
1 incluindo uma fox terrier linda de morrer
Três anos a afundar todos os dias
Caros membros e baratas membranas deste blog,
O que me divirto convosco...
Aqui... e nos belos momentos de encontro e convívio que já tivemos (dois na Mealhada, um em Carcavelos, um em Beja e um no Porto)... e que espero tenhamos mais vezes, sendo o próximo já daqui a pouco mais de uma semana...
E de vez em quando também falamos aqui a sério. São, normalmente, o que eu chamo «causas pelas quais vale a pena lutar». Falei nisso numa entrevista que dei à webrádio JornalismoPortoRádio (que nunca chegou a passar porque eles queriam sexo oral e eu só lhes dei sexo escrito). Alguns exemplos:
Enquanto sentir que este blog me e vos dá prazer, continuará. Sempre tendo como um dos princípios basilares deste espaço a completa ausência de ataques e ofensas pessoais, porque essas atitudes fodem tudo e não são nada eróticas.
Só não encontrei ainda quem queira investir numa exposição da minha colecção de arte erótica, mas ainda se há-de vir... o dia...
Como diria a saudosa Amália:
- Obri'a'a! Obri'a'a! Muito obri'a'a!
Muito prazer.
Obrigada pelas mensagens de hoje,
Aqui... e nos belos momentos de encontro e convívio que já tivemos (dois na Mealhada, um em Carcavelos, um em Beja e um no Porto)... e que espero tenhamos mais vezes, sendo o próximo já daqui a pouco mais de uma semana...
E de vez em quando também falamos aqui a sério. São, normalmente, o que eu chamo «causas pelas quais vale a pena lutar». Falei nisso numa entrevista que dei à webrádio JornalismoPortoRádio (que nunca chegou a passar porque eles queriam sexo oral e eu só lhes dei sexo escrito). Alguns exemplos:
- Homofobia
- Declaração universal de direitos sexuais
- Movimentos LGBT
- Minorias sexuais em Portugal
- Educação sexual nas escolas
- Prostituição - contra a hipocrisia e o deixa andar
- "A pornografia é vital para a liberdade" - Salman Rushdie
- Violência
- Prevenção do cancro da mama
- Não à beleza pseudo-padronizada
- SIDA
- Violência doméstica
Enquanto sentir que este blog me e vos dá prazer, continuará. Sempre tendo como um dos princípios basilares deste espaço a completa ausência de ataques e ofensas pessoais, porque essas atitudes fodem tudo e não são nada eróticas.
Só não encontrei ainda quem queira investir numa exposição da minha colecção de arte erótica, mas ainda se há-de vir... o dia...
Como diria a saudosa Amália:
- Obri'a'a! Obri'a'a! Muito obri'a'a!
Muito prazer.
Obrigada pelas mensagens de hoje,
- Matahary, pelas 3 velas em 3 tortas de Azeitão;
- Bartolomeu, pela tua vontade de fazeres questão na visita nº 900.000 e pelo teu poema:
Neste dia de congratulações
em que este blog faz anos
exibam-se os nossos tesões
os caralhos às conas unamos
E todos com muita alegria
por mais um ano passado
oferecemos à São neste dia
um minete bem esgalhado (começa tu, Nelo)
Neste blog simpático
divertido e liberal
ha um princípio tácito
de não foder o maralhal
Aqui, somos todos iguais
conscientes e brincalhões
damos conselhos e sais
p'ros que lhes doem os colhões
E às nossas damas gentis
que nos inspiram as prosas
dedicamos as línguas servis
começando pela São Rosas
E ao Nelo em especial
vou dedicar esta rima
És um ser fenomenal
detentor da minha estima - Maria Árvore, por propores que eu seja eleita como A Grande Portuguesa: "E para tal argumento com palavras do ICEP e vede lá se não se aplicam como uma segunda pele: Ser Português é ser sociável, caloroso, imaginativo, sentimental, aberto ao mundo. É ter paixão pelo novo, pelo que vem de fora, pelo diferente. É ter orgulho da própria herança, sem sombra de sobranceria. É, acima de tudo, estar disponível para os outros". Foda-se, que é lindo!
- Mano 69, por estas flores que São Rosas, senhora:
- zb, pelos conselhos técnico-eróticos;
- Mad, por nos lembrares que somos uma família (no bom sentido);
- Gotinha, pela obra bem feita... e pela que vem a caminho;
- Raim, pela genialidade que pões ao serviço do erotismo;
- SirHaiva, pelos três garbosos machos que me ofertaste;
- Cientista, Ana, MN (mesmo alérgico ao badalo), Rafaelitolindo, Espectacológica (maluca querida), Dina (achas mesmo que te divertes muito mais aqui do que eu?!), Curioso (que acha que somos brilhantes - não mates - e se sente mais culto desde que começou a ser um visitante do nosso Blog), extrrrra-terrrrrráquea (pela flor que me ofereceste),...
- E para encerrar, o contornável :-) Nelo:
O Bartalodeli esgalhou
Com uma mão beim lavada
Uma bela segovia
Em verçeja quadrada
E verçeja mui beim
De peito eim alfinete
Cai de queicho mais aleim
Faz o seu belu minete
Ele çabe cumo nigueím
As dossuras de um verço
Cuma lingua que manteim
Os lábios grandes eim aberto´
Fica-lhi a alma açim sheia
toda ela inspiraSão
Nam á maior poeta
Que a mão na punheta
E a lingua éim rotação
Mas sperem lá ai
teim mais coiza que anima
Ele tambéim aí diz
Que les pula pra çima
O Barto nam éi paspalho
Que se feche em redoma
Çabe da vida cu caralho
çe mete tode na cona
Mas lá tá ele de feitiu
Atraveçadisso e mau
Esquessendo cu Nelo
Tameim gosta de pau!
Ai quele tanto me desdenha
Çó um verço ele me fash
Çabendo queu me venho
com mais verços atrás.
Por iço meu amigo
Nam te squessas por favor
Nam me ponhas de castigo
Bartolo, meu amor...
Confissão
Sim, senhor, eu conto-lhes como tudo se passou. Não vos conto como lá chegámos, porque isso, para o caso, não interessa nada e, se querem que vos diga, eu próprio não percebi muito bem.
Lembro-me de estarmos no sofá a conversar, era a segunda vez que eu a via, e quando a conversa começou a rarear – eu não sou muito falador, sabem, e ela também não me parece que fosse –, tocámo-nos. A minha mão passou na mão dela, assim como quem não quer a coisa, mas queria, claro que queria, e, com um pequeno movimento no sofá, lembro-me de nos beijarmos, de nos abraçarmos e de nos começarmos a esfregar um no outro como loucos. Isto tudo em silêncio, sempre em silêncio. Íamos dizer o quê? Que nos amávamos?! Ora, se nem nos conhecíamos. Mas beijávamo-nos como se fossemos velhos amantes… Hummm… Se calhar, os velhos amantes não se beijam assim, com tanta paixão, com tanta energia, com tanta sofreguidão! É isso mesmo, beijávamo-nos e esfregávamo-nos e apalpávamo-nos com sofreguidão, numa ânsia desvairada, que me levou lá, sempre em silêncio, sem um gemido, sem uma palavra. Para quê?
Mas isto agora não interessa nada, o facto é que tudo se passou a seguir quando eu lhe comecei a fazer o minete e ela começou a gemer, a tremer, a suspirar e, por fim, a gritar. Fazia-lhe o minete e ela gritava. Gritava! GRITAVA mesmo! Eu a lamber, a beijar, a chupar, a dedilhar, a pôr e a tirar e ela a gritar:
– AAAAAH! Siiiiim!!! Siiiiiiiiiiim!!!
E eu continuava, ainda que tanto barulho me fizesse confusão, complicava-me com os nervos, estão a ver?
Um grito, um ai, um gemido, tudo isso está muito bem. E quem diz um, diz vários. Sequências, harmonias, improvisos, interlúdios, fugas, sonatas, às vezes, até mesmo uma sinfonia. Se querem que vos diga já tenho ouvido de tudo. E gosto, atenção, gosto! Não me aborrece, não me complica o desempenho, não interfere com o processo. Oiço e gosto, mas aquilo era demais. Demais! Eram gritos, GRITOS, só gritos.
– AAAAAAH! Tu matas-me! Sim! Sim! Matas-me de prazer... OOOOOH!
E o que me começava a aborrecer profundamente é que me estava a saber bem. Ela tinha um ligeiro sabor acre, um pouco ácido e o seu corpo respondia imediatamente a todos os meus impulsos e movimentos. Havia electricidade a passar da minha língua e dos meus dedos para ela, não só no clítoris, na vulva, nos grandes e nos pequenos lábios, no ânus, nas nádegas, nas coxas. Na verdade, parecia-me que estava a tocar-lhe directamente no hipotálamo. Não é fácil, mas quer-me parecer que consegui uma ligação directa, e eu também não estava melhor, quer dizer, estava cada vez mais excitado, mais absorvido, mais frenético, mas mantinha a calma, estão a ver? Estava já num plano superior de consciência, fazia as coisas com calma, com tempo, com vagar…
Mas os
– Este tipo mata-me!!! AAAAh! Tu matas-me!!! Sim! SIM!
estavam a deixar-me à beira de um ataque de nervos. E “à beira” é uma forma um bocado fraca de qualificar o meu estado de espírito. A coisa estava a complicar-se, estão a perceber? A complicar-se… Eu a gostar e a gaja a gritar, continuamente a gritar, como uma sirene do nevoeiro, como um bezerro tresmalhado… A gritar, só a gritar, nem sei bem como o quê!
E os pêlos púbicos? Já vos falei dos pêlos púbicos? Sim, dos pintelhos, já falei? Não, pois não?! Eram perfeitos, aliás tudo nela era perfeito, menos os gritos, claro. Ela devia ter cortado os pintelhos aí há um mês e tal ou então aparava-os, cuidava-os, mantinha-os assim. Eram pintelhos bonzai, estão a ver? Sempre pequenos, curtos, aparados. Sempre naquela fase deliciosa em que não picam nem ainda são grandes… Quer dizer, estão lá, estão a ver?, mas não são demasiado grandes, nem enrolados. Sentia tudo, tudo. Era como uma ligeira camada de veludo, mas sem aquele ligeiro raspar desagradável que o veludo sempre tem, e, como já tinham um mês, não picavam. Um tufo perfeito, cheiroso, gostoso e bem aparado.
Era o céu. Ela cheirava bem, tinha um gosto óptimo, único, a pele era macia e agradável, o corpo movia-se sensualmente em resposta aos meus estímulos e eu estava absolutamente excitado, entusiasmado, no céu! Os nossos corpos moviam-se a compasso, com arrancadas, com desfalecimentos. Tudo! Tudo!
Mas a gaja não parava de gritar e de repente começou a dar à perna. Um movimento nervoso, grosseiro, espasmódico. A perna direita pareceu ganhar vida. Esticava-se, retraía-se, disparava! E ela começou a gritar pela perna, estão a ver? Não, melhor, ela começou a gritar com a perna. O volume e o ritmo dos gritos começaram a acompanhar a perna
– AH! AH! AH! OOOOOh! Sim! Sim! Boa! Boa! AH! AH! OOOOOOH!
Era demais!
Demais!
Quando ela gritou mais uma vez:
– OH! SIM! SIM! Tu matas-me! Matas-me! Este gajo mata-me!
Eu parei, suspirei profundamente, para ela perceber que os gritos me estavam a irritar, mas ela nada! Levantou a cabeça, olhou-me com enfado e gritou:
– Não pares! Não pares agora… – mas, depois, deixou cair a cabeça no sofá e pediu, num gemido sensual: – Estavas quase a matar-me de prazer, continua, por favor, continua!
Eu respirei fundo, pensei que ela se tivesse deixado dos gritos, e continuei. Continuei com gosto e vontade, até que ela tornou a gritar
– Siiiiiiiim!!! Mata-me de prazer! Mata-me! Mata-me!!!
Eu não aguentei mais. Gemi e fiz–lhe a vontade!
Lembro-me de estarmos no sofá a conversar, era a segunda vez que eu a via, e quando a conversa começou a rarear – eu não sou muito falador, sabem, e ela também não me parece que fosse –, tocámo-nos. A minha mão passou na mão dela, assim como quem não quer a coisa, mas queria, claro que queria, e, com um pequeno movimento no sofá, lembro-me de nos beijarmos, de nos abraçarmos e de nos começarmos a esfregar um no outro como loucos. Isto tudo em silêncio, sempre em silêncio. Íamos dizer o quê? Que nos amávamos?! Ora, se nem nos conhecíamos. Mas beijávamo-nos como se fossemos velhos amantes… Hummm… Se calhar, os velhos amantes não se beijam assim, com tanta paixão, com tanta energia, com tanta sofreguidão! É isso mesmo, beijávamo-nos e esfregávamo-nos e apalpávamo-nos com sofreguidão, numa ânsia desvairada, que me levou lá, sempre em silêncio, sem um gemido, sem uma palavra. Para quê?
Mas isto agora não interessa nada, o facto é que tudo se passou a seguir quando eu lhe comecei a fazer o minete e ela começou a gemer, a tremer, a suspirar e, por fim, a gritar. Fazia-lhe o minete e ela gritava. Gritava! GRITAVA mesmo! Eu a lamber, a beijar, a chupar, a dedilhar, a pôr e a tirar e ela a gritar:
– AAAAAH! Siiiiim!!! Siiiiiiiiiiim!!!
E eu continuava, ainda que tanto barulho me fizesse confusão, complicava-me com os nervos, estão a ver?
Um grito, um ai, um gemido, tudo isso está muito bem. E quem diz um, diz vários. Sequências, harmonias, improvisos, interlúdios, fugas, sonatas, às vezes, até mesmo uma sinfonia. Se querem que vos diga já tenho ouvido de tudo. E gosto, atenção, gosto! Não me aborrece, não me complica o desempenho, não interfere com o processo. Oiço e gosto, mas aquilo era demais. Demais! Eram gritos, GRITOS, só gritos.
– AAAAAAH! Tu matas-me! Sim! Sim! Matas-me de prazer... OOOOOH!
E o que me começava a aborrecer profundamente é que me estava a saber bem. Ela tinha um ligeiro sabor acre, um pouco ácido e o seu corpo respondia imediatamente a todos os meus impulsos e movimentos. Havia electricidade a passar da minha língua e dos meus dedos para ela, não só no clítoris, na vulva, nos grandes e nos pequenos lábios, no ânus, nas nádegas, nas coxas. Na verdade, parecia-me que estava a tocar-lhe directamente no hipotálamo. Não é fácil, mas quer-me parecer que consegui uma ligação directa, e eu também não estava melhor, quer dizer, estava cada vez mais excitado, mais absorvido, mais frenético, mas mantinha a calma, estão a ver? Estava já num plano superior de consciência, fazia as coisas com calma, com tempo, com vagar…
Mas os
– Este tipo mata-me!!! AAAAh! Tu matas-me!!! Sim! SIM!
estavam a deixar-me à beira de um ataque de nervos. E “à beira” é uma forma um bocado fraca de qualificar o meu estado de espírito. A coisa estava a complicar-se, estão a perceber? A complicar-se… Eu a gostar e a gaja a gritar, continuamente a gritar, como uma sirene do nevoeiro, como um bezerro tresmalhado… A gritar, só a gritar, nem sei bem como o quê!
E os pêlos púbicos? Já vos falei dos pêlos púbicos? Sim, dos pintelhos, já falei? Não, pois não?! Eram perfeitos, aliás tudo nela era perfeito, menos os gritos, claro. Ela devia ter cortado os pintelhos aí há um mês e tal ou então aparava-os, cuidava-os, mantinha-os assim. Eram pintelhos bonzai, estão a ver? Sempre pequenos, curtos, aparados. Sempre naquela fase deliciosa em que não picam nem ainda são grandes… Quer dizer, estão lá, estão a ver?, mas não são demasiado grandes, nem enrolados. Sentia tudo, tudo. Era como uma ligeira camada de veludo, mas sem aquele ligeiro raspar desagradável que o veludo sempre tem, e, como já tinham um mês, não picavam. Um tufo perfeito, cheiroso, gostoso e bem aparado.
Era o céu. Ela cheirava bem, tinha um gosto óptimo, único, a pele era macia e agradável, o corpo movia-se sensualmente em resposta aos meus estímulos e eu estava absolutamente excitado, entusiasmado, no céu! Os nossos corpos moviam-se a compasso, com arrancadas, com desfalecimentos. Tudo! Tudo!
Mas a gaja não parava de gritar e de repente começou a dar à perna. Um movimento nervoso, grosseiro, espasmódico. A perna direita pareceu ganhar vida. Esticava-se, retraía-se, disparava! E ela começou a gritar pela perna, estão a ver? Não, melhor, ela começou a gritar com a perna. O volume e o ritmo dos gritos começaram a acompanhar a perna
– AH! AH! AH! OOOOOh! Sim! Sim! Boa! Boa! AH! AH! OOOOOOH!
Era demais!
Demais!
Quando ela gritou mais uma vez:
– OH! SIM! SIM! Tu matas-me! Matas-me! Este gajo mata-me!
Eu parei, suspirei profundamente, para ela perceber que os gritos me estavam a irritar, mas ela nada! Levantou a cabeça, olhou-me com enfado e gritou:
– Não pares! Não pares agora… – mas, depois, deixou cair a cabeça no sofá e pediu, num gemido sensual: – Estavas quase a matar-me de prazer, continua, por favor, continua!
Eu respirei fundo, pensei que ela se tivesse deixado dos gritos, e continuei. Continuei com gosto e vontade, até que ela tornou a gritar
– Siiiiiiiim!!! Mata-me de prazer! Mata-me! Mata-me!!!
Eu não aguentei mais. Gemi e fiz–lhe a vontade!
07 novembro 2006
Por vezes acontece que, de tanto tempo sem nos chamarem pelo nome, acabamos por esquecer que nome temos.Assim como se tivermos fome durante muito tempo; chega um momento em que já só pensamos na fome que temos, mas já não nos lembramos do que gostaríamos de comer.
Assim como se estivermos sozinhos durante muito tempo, desaprendemos como é outro viver.
Ou então não é nada assim e eu simplesmente me esqueci do nome que tenho, que não é meu, obviamente, não temos nada; nem o nome escolhido.
Esqueci-me do meu nome por durante tanto tempo ninguém mo dizer.
Depois um dia, na rua, alguém chamou um nome de mulher. Ou de flor, mas as pessoas não andam pela rua a gritar nomes de flores. Só de mulheres. E eu ouvi o meu nome.
Só ao terceiro apelo atentei na voz. Não porque me lembrasse que era o meu nome, mas porque a repetição se torna irritante, e a irritação, esta da alma, consegue a reacção que tantos outros estímulos, ainda que com essa intenção, não conseguem.
Ouvi o meu nome e à terceira vez, olhei.
Havia muito que não me lembrava de ti. Habituei-me à tua ausência como nos habituamos a toda a simplicidade. Habituei-me ao espaço na cama como nos habituamos a tomar conta de nós mesmos. Habituei-me a caminhar a direito como se estivesse inteira.
Dantes, quando chamavas o meu nome, sussurravas. De duas maneiras, com ternura ou com urgência, mas era sempre sussurrado.
Nesse dia gritaste jovialmente o meu nome na rua. Agora Rosa já não é a flor feita espinho que trazias cravado na pele e nas mãos, nem púrpura será a cor de desejo algum.
Agora gritas Rosa na rua e eu não me lembro que sou eu.
Agora acenamo-nos de longe, como num filme francês, eu sorrio-te enquanto seguro o chapéu que teima em voar e depois do sorriso, do aceno, do nome de flor gritado na rua, cada um continua o seu bailado caminhar e como nos filmes, terei os outros homens, aqueles que não sabem o meu nome, aqueles que não sabem dos meus espinhos, aqueles que na cama não terão nome para me chamar, a ensaiar sorrisos e charmes que se perdem à flor da pele.
TIR - Termo de identidade

Nunca quis engravidar para aplicar o termo de identidade e residência a um gajo, tanto mais que, como dizia a minha avozinha, para quem não quer tenho eu muito e, a porta da rua é serventia da casa.
Eu estava ligada àquele gajo por cada poro da pele, reforçada pela cola dos estímulos neuronais que as nossas conversas despoletavam. O adesivo era tal que deteriorou a minha visão a ponto de os outros gajos serem apenas discos de vinil: bonitos e ultrapassados.
De modo que com a frágil criança aninhada nos meus braços, apenas contemplei um estranho, não obstante ter a cara chapada do pai em ponto pequenino. Sempre que lhe dava de mamar admirava-me de não sentir nenhuma humidade a percorrer-me, nem o aumento da circulação sanguínea, mas antes uma sensação mansa de ser uma vaca pachorrenta a olhar o pasto verde enquanto a ordenhavam. Nem todos os beijinhos e sorrisos vincados, nem as caretas com ruídos incompreensíveis ou as canções de embalar com que impregnava o bébé no banho, ao mudar-lhe a fralda ou quando o deitava no berço me faziam despir a sensação de que não conhecia de lado nenhum aquela pessoa de quem cuidava.
Em estilo pimba, ter um filho dele foi somente assumir-me como camionista do amor.
Despacha-te! Por favor... é urgente...

DESPACHA-TE
Exausto
espero que acabe a tua espera
e que no tempo que não espera
exista um futuro que me espere
e que termine por fim
esta espera que me desespera
e que me faz ficar aqui
Exausto
espero que acabe a tua espera
e que no tempo que não espera
exista um futuro que me espere
e que termine por fim
esta espera que me desespera
e que me faz ficar aqui
preso ao chão
com os pés enfiados na água.
Despacha-te!
Ainda apanho uma pneumonia...
foto e texto de CATEDRAL
com os pés enfiados na água.
Despacha-te!
Ainda apanho uma pneumonia...
foto e texto de CATEDRAL
06 novembro 2006
a ponte é uma passagem...

Prazer
teu corpo
é ponte
que me separa
que me liga
entre momentos
de prazer sublime
fluente
puro
Papoila_Rubra
07 / 09/ 2006
teu corpo
é ponte
que me separa
que me liga
entre momentos
de prazer sublime
fluente
puro
Papoila_Rubra
07 / 09/ 2006
Diário dum Padre VIII
O flagrante
por charlie
Sem mais vencêramos num voo o lance de escada que ligava a sacristia com os meus aposentos e na ânsia de nos termos, nem a porta fechara.
- Meu Deus. - exclamara eu ainda no confessionário quando ela sentada no meu colo me beijara enquanto a sua mão procurara a essência da minha virilidade.
- Isto não pode ser pecado! Isto é tão bom, tão doce…! É o Paraíso que se me abre as portas de par em par! Isto, meu Deus, é o suprassumo da graça Divina. -
Como poderia a partir desse instante alguma vez olhar para uma mulher com outros olhos que não fossem os da cobiça, esse outro pecado que tanto mortifica a alma, como me fora ensinado anos a fio?
Tudo decorrera num relance, num quase nada de tanto que o desejo se me acumulara.
- Mais...mais - Gritava agora que eu atingira o orgasmo e ela ainda ascendia na rampa dos sentidos rumo ao pico que rompe a barreira do azul onde se inventa o céu com as outras cores que estão por detrás das fontes onde nascem os arco-íris.
Olhei bem para ela, para o seu rosto vermelho de olhos perdidos em brancura, os lábios cor de sangue a latejar nas têmperas e senti com um misto de dor e prazer indescritíveis, as unhas a rasgar-me a pele, cravando-se fundas nas minhas costas ao fechar-se lhe as mãos quase em êxtase.
Como era linda e agora toda minha! Mal notara a minha breve perda de erecção após o orgasmo, todo o meu corpo pedia mais e mais sexo. Tanto tempo recalcado e reprimido. Tantos anos a enganar-me, a inventar pecado na coisa mais sublime e maravilhosa que um ser humano pode experimentar. Penetrei-a uma e outra vez com suavidade e depois com mais e mais insistência, quase violência enquanto a sentia a apertar-se sobre mim e a tornar-se tensa.
A dado momento todo o seu corpo silenciou. Como nos instantes de acalmia estranha que precedem as tempestades. O seu gemer, a respiração ofegante, tudo ficou suspenso, como se o tempo tivesse parado. Entrevi o raio de sol por entre as folhagens de gotas pingentes numa pausa de segundos entre duas chuvadas.
Depois a explosão. O relâmpago! O grito intenso! O corpo em estremecimento e as mãos a fecharem-se sobre a minha pele dilacerada.
Senti dor e desconforto.
Gritei com ela o que lhe aprofundou ainda mais o prazer.
Depois o corpo afrouxou. Sem abrir os olhos abriu as mãos e afagou-me o rosto. Eu continuava em erecção. Sentia agora a acalmia doce, o remanso suave do porto de abrigo onde o meu navio de velas ainda enfunadas procurava irmanar o descanso.
Foi nesse momento que dei pela presença estranha.
Estava junto à porta do quarto e olhava-nos incrédula. Fiquei sem saber o que dizer e sem pensar saiu-me: - Eu já falo consigo Dona Genoveva...feche a porta por favor. -
por charlie
Sem mais vencêramos num voo o lance de escada que ligava a sacristia com os meus aposentos e na ânsia de nos termos, nem a porta fechara.
- Meu Deus. - exclamara eu ainda no confessionário quando ela sentada no meu colo me beijara enquanto a sua mão procurara a essência da minha virilidade.
- Isto não pode ser pecado! Isto é tão bom, tão doce…! É o Paraíso que se me abre as portas de par em par! Isto, meu Deus, é o suprassumo da graça Divina. -
Como poderia a partir desse instante alguma vez olhar para uma mulher com outros olhos que não fossem os da cobiça, esse outro pecado que tanto mortifica a alma, como me fora ensinado anos a fio?

Tudo decorrera num relance, num quase nada de tanto que o desejo se me acumulara.
- Mais...mais - Gritava agora que eu atingira o orgasmo e ela ainda ascendia na rampa dos sentidos rumo ao pico que rompe a barreira do azul onde se inventa o céu com as outras cores que estão por detrás das fontes onde nascem os arco-íris.
Olhei bem para ela, para o seu rosto vermelho de olhos perdidos em brancura, os lábios cor de sangue a latejar nas têmperas e senti com um misto de dor e prazer indescritíveis, as unhas a rasgar-me a pele, cravando-se fundas nas minhas costas ao fechar-se lhe as mãos quase em êxtase.
Como era linda e agora toda minha! Mal notara a minha breve perda de erecção após o orgasmo, todo o meu corpo pedia mais e mais sexo. Tanto tempo recalcado e reprimido. Tantos anos a enganar-me, a inventar pecado na coisa mais sublime e maravilhosa que um ser humano pode experimentar. Penetrei-a uma e outra vez com suavidade e depois com mais e mais insistência, quase violência enquanto a sentia a apertar-se sobre mim e a tornar-se tensa.
A dado momento todo o seu corpo silenciou. Como nos instantes de acalmia estranha que precedem as tempestades. O seu gemer, a respiração ofegante, tudo ficou suspenso, como se o tempo tivesse parado. Entrevi o raio de sol por entre as folhagens de gotas pingentes numa pausa de segundos entre duas chuvadas.
Depois a explosão. O relâmpago! O grito intenso! O corpo em estremecimento e as mãos a fecharem-se sobre a minha pele dilacerada.
Senti dor e desconforto.
Gritei com ela o que lhe aprofundou ainda mais o prazer.
Depois o corpo afrouxou. Sem abrir os olhos abriu as mãos e afagou-me o rosto. Eu continuava em erecção. Sentia agora a acalmia doce, o remanso suave do porto de abrigo onde o meu navio de velas ainda enfunadas procurava irmanar o descanso.
Foi nesse momento que dei pela presença estranha.
Estava junto à porta do quarto e olhava-nos incrédula. Fiquei sem saber o que dizer e sem pensar saiu-me: - Eu já falo consigo Dona Genoveva...feche a porta por favor. -
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