02 fevereiro 2007
01 fevereiro 2007
Até não tinha sido uma rapariga problemática. Aos 16 anos apaixonou-se, uma história que viria a revelar-se triste e pesada, mas que nos primeiros anos foi feliz, como é regra nas histórias de amor.Pouco menos de 2 anos depois, centenas de preservativos utilizados depois, a menstruação estava em falta havia já 1 semana. No meio da angústia, avaliou a sua situação: os pais conservadores que depositavam nessa filha única todos os receios e expectativas; o ensino secundário perto do fim, mas o resto do caminho ainda por começar; dinheiro no bolso só para uns cigarros, de vez em quando.
De mão dada com o namorado, entrou num quarto de arrumações de um centro de saúde para que um enfermeiro que nunca antes tinha visto lhe espetasse a agulha por onde o líquido doloroso como vidros entrava no seu corpo em jeito de salvação.
Não se sentiu nada bem durante uns tempos, mas sabia que tinha feito a única coisa que poderia ter feito.
Para evitar sustos futuros, recorreu à médica de família para que lhe recomendasse uma pílula. Passou a andar mais descansada, a segurança já era outra, mas entre todos os problemas do final da adolescência, uma nova pedra no sapato a atormentava: aquelas malditas dores de cabeça que a obrigavam a tomar 16 comprimidos por dia e que nem assim lhe davam tréguas que merecessem o nome.
A sua médica nada encontrava que lhe causasse tantas dores, pelo que acabou por encaminhá-la para um neurologista. A primeira pergunta deste médico foi simples:
- Tomas a pílula?
Ainda que estranhasse o familiar tratamento, vindo de um desconhecido, respondeu calmamente que sim. A solução do médico não se fez esperar:
- A partir de hoje passas a colocá-la entre os joelhos. Se não a deixares cair, verás que os teus problemas desaparecem.
Momento científodo
Às vezes lá se encarreira para a estante um verdadeiro pitéu de características técnico-científicas e de título aliciante, ainda por cima escrito por alguém que sabia da poda dado ter sido médico legista no Instituto de Medicina Legal de Lisboa e professor do curso superior de medicina legal.Tudo isto vem a propósito de um livro que já tinha visto na biblioteca do 1313 e que fortuitamente veio parar à minha mão no alfarrabista do costume.
Não querendo fazer mais “suspense” com a estimada freguesia passo desde já a apresentar o referido compêndio:
AGUIAR, Asdrúbal de, 1883-1961
Ciência sexual (Contribuição para o seu estudo): Virgindade
Lisboa: Aillaud e Bertrand, 1924. - 258 p. ; in 8
Comecemos pois a dissecar o corpo do delito trazendo aos membros e membranas deste blog mais um pouco de instrução, começando assim e desde logo pelo Capítulo V que versa sobre Provas de Virgindade/seu exame.
Desde os tempos mais remotos, nos povos em que a virgindade foi e é apreciada, tem-se procurado por todas as maneiras adquirir a certeza da sua existência nas raparigas que se apresentam como possuindo-a.
(…)
Tem-se diligenciado determinar, desde épocas longínquas se uma rapariga está ou não desflorada servindo-se para isso de elementos obtidos pelo exame de varias regiões do corpo. Inúmeros tem sido os processos, múltiplos os meios utilizados, mas evidentemente nenhum tem o menor valor e somente a curiosidade histórica no-los faz apontar.
(…)
Provas de virgindade obtidas pelo exame do nariz. – No nariz tem-se pretendido encontrar certas marcas tendentes a provar a existência do desfloramento.
(…)
Demócrito referia que o vértice do nariz nas desfloradas se mostrava mais largo do que nas raparigas intactas sexualmente.
(…)
Provas de virgindade obtidas pelo exame dos olhos. – Também se tem tentado determinar pelo exame dos olhos duma rapariga se ela está ou não desflorada, fundando-se em que nas virgens os olhos são brilhantes e nas desfloradas despolidos.
(…)
Provas da virgindade obtidas pelo exame da penugem do rosto. – Alguns autores são de parecer que a penugem (duvet) que cobre as faces das raparigas desaparece quando das primeiras relações sexuais. Tal facto não é verdadeiro como se sabe.
Provas da virgindade obtidas pelo exame dos tegumentos. (pele) - Alguns autores antigos emitiram a opinião que as carnes eram mais duras, consistentes, frescas e elásticas nas virgens que nas desfloradas.
Provas da virgindade obtidas pelo exame da voz. – Grande número de autores antigos baseavam-se na voz das raparigas para descobrir se elas estavam ou não desfloradas. (…)
Aristóteles garantia que a voz nas virgens era mais fina e mais alta que nas desfloradas. Nestas seria principalmente áspera.
(…)
Provas da virgindade obtidas pelo exame dos mamilos e seios. – Certos autores antigos afirmam que as aureolas mamilares se tornam mais escuras após o desfloramento.
(…)
Provas da virgindade obtidas pelo exame dos pelos. – Também os pelos e especialmente os do púbis se tem considerado como elementos importantes para decidir do estado de desfloramento ou de virgindade duma rapariga.
(…)
Albertus Magnus era da opinião que os pelos púbicos tinham maior comprimento, flexibilidade e lisura nas virgens e que eram mais curtos, duros e crespos e ruivos nas que já possuíam órgão sexuais íntegros. (sic)
AGUIAR. 1924:121-125
(…)
Tem-se diligenciado determinar, desde épocas longínquas se uma rapariga está ou não desflorada servindo-se para isso de elementos obtidos pelo exame de varias regiões do corpo. Inúmeros tem sido os processos, múltiplos os meios utilizados, mas evidentemente nenhum tem o menor valor e somente a curiosidade histórica no-los faz apontar.
(…)
Provas de virgindade obtidas pelo exame do nariz. – No nariz tem-se pretendido encontrar certas marcas tendentes a provar a existência do desfloramento.
(…)
Demócrito referia que o vértice do nariz nas desfloradas se mostrava mais largo do que nas raparigas intactas sexualmente.
(…)
Provas de virgindade obtidas pelo exame dos olhos. – Também se tem tentado determinar pelo exame dos olhos duma rapariga se ela está ou não desflorada, fundando-se em que nas virgens os olhos são brilhantes e nas desfloradas despolidos.
(…)
Provas da virgindade obtidas pelo exame da penugem do rosto. – Alguns autores são de parecer que a penugem (duvet) que cobre as faces das raparigas desaparece quando das primeiras relações sexuais. Tal facto não é verdadeiro como se sabe.
Provas da virgindade obtidas pelo exame dos tegumentos. (pele) - Alguns autores antigos emitiram a opinião que as carnes eram mais duras, consistentes, frescas e elásticas nas virgens que nas desfloradas.
Provas da virgindade obtidas pelo exame da voz. – Grande número de autores antigos baseavam-se na voz das raparigas para descobrir se elas estavam ou não desfloradas. (…)
Aristóteles garantia que a voz nas virgens era mais fina e mais alta que nas desfloradas. Nestas seria principalmente áspera.
(…)
Provas da virgindade obtidas pelo exame dos mamilos e seios. – Certos autores antigos afirmam que as aureolas mamilares se tornam mais escuras após o desfloramento.
(…)
Provas da virgindade obtidas pelo exame dos pelos. – Também os pelos e especialmente os do púbis se tem considerado como elementos importantes para decidir do estado de desfloramento ou de virgindade duma rapariga.
(…)
Albertus Magnus era da opinião que os pelos púbicos tinham maior comprimento, flexibilidade e lisura nas virgens e que eram mais curtos, duros e crespos e ruivos nas que já possuíam órgão sexuais íntegros. (sic)
AGUIAR. 1924:121-125
(Para conatinuar)
Como fazer dinheiro como uma estrela porno
Lembram-se de termos aqui já falado da autobiografia de Jenna Jameson, «How to Make Love Like a Porn Star», entretanto traduzida para português?Esse livro teve a colaboração de Neil Strauss (texto) e de Bernard Chang (arte), que recentemente publicaram «How to Make Money Like a Porn Star».
Este é um livro de banda desenhada, polémico, porque mistura comédia com drama, ao entrar nos bastidores da indústria do cinema pornográfico e na intimidade de quem consome esses produtos.
Entramos (de forma pornográfica, diga-se) na vida da protagonista, Claudia Corvette, num registo de humor negro, com assassinatos, imoralidade, drogas, prostituição...
Enfim, é a vida...
31 janeiro 2007
Erotismozinho

Não me terem nascido os dentes do siso só pode ter sido um prenúncio que eu passaria a reagir por impulso. Ele cheirava bem, a DKNY e tinha aquele ar lavado de quem toma banho todos os dias e por isso mesmo só podia ter uma pele sedosa e macia que mal eu me prantasse em cima dele seria como um escorrega de cetim.
Conhecia-o de parte nenhuma que é como quem diz que com ele só tinha trocado ideias empresariais embora para o efeito isso também não me parecesse pertinente pelo que aguardei pelo jantar de Natal que incluía os fornecedores e não o meti na mala porque era grande demais para isso, mas levei-o para casa.
Com os preliminares apalpões e beijos molhados no elevador como é da praxe, despimo-nos um ao outro como também convém nestas ocasiões, a demorar a descoberta de toda a pele como aquele pedacinho de bife que se deixa para o fim porque parece mais saboroso e nisto ele sussurra-me, ofegante, que queria provar a minha rata e dar-me o seu pau para eu beber o seu leitinho.
Oh senhores que se eu tivesse tomates, tinham-me caído logo ali que ele há metáforas que parecem saídas do cano de esgoto. É que a carga erótica da cona, uma palavra que se pronuncia sofregamente aberta não existe num bicho malcheiroso e peludo dos subterrâneos. E depois, pau é tão curtinho e leitinho tão infantil que antes de ser acusada de pedofilia, perguntei-lhe se não era melhor pararmos por ali.
____________________________
Reacções dos membros:
são ditas de modos vários...
Secaram-te o sexo antes
cortaram meus comentários.
Mas parece que começa
pela aventura ou momento
Ir p´ra cama tão depressa
sem haver conhecimento...
Tuas palavras escritas
contam bem momentos vários
soam bem... são tão bonitas...
Sempre os homens são «otários»!"
Alcaide
"Que os homens são otários
sobre isso nem há cisma
Todos caimos em desvairos
corre-nos a boca pró calvário
Da asneira dita como sina
Depois de desfeita a magia
Dum instante sem retorno
Perde-se aquilo que mais se queria
Escorre pelas pedras a aleivosia
Nesse chão cinza cor de corno.
Aprendamos com a idade
A silenciar o que se aprende
Segure-se doce, ela beldade
O corpo todo em mocidade
Fazer calado é o que rende.
E rende tão completamente
O silencio é todo dourado
Perde-se a fala em cor de argente
Sabemos e sabe toda a gente
Quem tudo vence é o calado..."
Charlie
"Calado não pode ser
calado só, sem falar
nem me cala uma mulher
nem me calou Salazar!
Haverá sempre alguém
que dirá sempre o contrário
haverá quem fale bem
e haverá sempre o «otário»!"
Alcaide
"há momentos de enleio
em que mais se perde o fito
quando se perde em paleio
o que por actos está dito
pouco a pouco lá se vai
acto a acto se consegue
por vezes sem dar um ai
faz-se a bem o que se negue
mas deixem-me que vos diga
que esta árvore é floresta
tem olhos e tem barriga
e faz de tudo uma festa."
OrCa
CISTERNA da Gotinha
Casacos e casacões de todas as formas e feitios a cobrir um corpo nu.
Calendário Maxim 2007 e o calendário Maxim 2007 com Victoria Silvstedt
Onde estão as chaves?! É uma pergunta comum a todos os mortais que precede uma busca frenética nas gavetas, nos bolsos ou nas carteiras. Se tivessem porta-chaves destes nunca se esqueceriam do lugar das chaves.
30 janeiro 2007
Corner Pocket Art
A Fresquinha descobriu para nós esta galeria de arte com uma mostra de... escrotos desenhados pela artista Belle Wether:

«Pensa fora das cuecas»
é o slogan destas obras.

«Pensa fora das cuecas»
é o slogan destas obras.
CONTRA O VINHO

Mas pergunto: Podem os homens bem viver, ou viver sem beber vinho? Não se pode negar que podem, pois de cem partes do mundo, mais de noventa e nove o não bebem, nem tem: e contudo vivem muito, e quiçá mais que os que o bebem, e alguns em terras muito fria, e muito mais sãos e fortes. E se não houvesse vinho, nem vinhas, ao menos nas terras boas, claro está, que dariam essas mesmas pão ou fruta (que pode sustentar, o que o vinho per si não pode) ou caça, ou pasto, ou madeira, ou lenha, e tudo isto, ou qualquer destas cousas, daria mais fartura, que a falta do vinho, nunca causou fomes, nem carestias, e se pode escusar.
in ANDRADA, Miguel Leitão de (1867) Miscellanea
Nova ed. Correcta. Lisboa: Impr. Nacional. Pág. 73
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