14 setembro 2008
13 setembro 2008
La violación del alma

Nunca lloré sobre tu espalda.
Nunca suspiré entre tus ingles.
Nunca te dejé acariciar mi corazón sensible.
Tal vez por eso nunca sentiste,
el orgasmo intenso
de la violación del alma.
El artista desnudo
A Predadora.
Por Charlie
...Teria que ir acordá-lo e desfazer-se dele...
(dedicado a ti que és insaciável)
A casa estava decorada ao estilo minimalista e sendo pequena via assim aumentada a impressão do espaço de que na verdade não dispunha.
Correu o anteparo de vidro acrílico onde uma mole vaga de gotas impressas se misturava agora com partículas de água que de verdade escorriam por entre essas outras, mais sugeridas que representadas. Uma pequena nuvem de vapor libertou-se em névoa do seu corpo, invadindo o restante da minúscula casa de banho, espalhando-se e como por encanto, indo desfazer-se no embaciar instantâneo sobre o espelho e azulejos.
Saiu de toalha à cabeça após ter-se limpo e esfregado vigorosamente e olhou com desagrado para a superfície brilhante transformada já num quadro de grosso orvalho a escorrer em dois ou três fios rumo ao lava-mãos.
O quarto logo ao lado, contíguo ao roupeiro de portas brancas, lisas e sem relevos, onde a casa de banho parecia estar embutida, devolveu-lhe um largo sorriso. Gostava de ver-se assim, nua, de aspecto ainda jovem através do enorme espelho. Cobria quase toda a parede fronteira à divisão de onde acabara de sair, com excepção dumas faixas laterais e de parte dos primeiros sessenta centímetros a partir do chão que eram ocupados por um móvel baixo e comprido com gavetas sobre cujo tampo brilhante se destacava, por entre uns pequenos frascos de perfume, um arranjo de ramos secos de tons escuros. Verdadeira "pièce de resistance", elevava elegantemente o olhar num fluir contínuo a partir do jarro estilizado em cristal, rumo a um momento Zen. Mesmo à ponta, no extremo oposto ao da cabeceira e quase a destoar do minimalismo da decoração, um pequeno televisor de tons vagamente prateados sobre um leitor de filmes. Logo ao lado ainda, um pauzinho de incenso no seu suporte e um minúsculo guarda-jóias faziam o pleno.
O espelho de tamanho desmedido, para o que era um quarto pequeno, - e o facto do móvel das gavetas ser baixo, parelho ao perfil da cama, ficando quase fora do olhar - além de multiplicar a tal sensação de espaço, aumentava ainda mais a luz natural filtrada pelos cortinados que cobriam por completo a parede e a porta de correr que dava para a varanda. Contrariamente ao que é habitual, a cabeceira da cama ficava voltada precisamente para essa entrada de luz natural embora as cortinas de cor clara, algo entre o translúcido e o opaco, ao ocupá-la de um todo, fossem mais como uma parede de luz que se prolongava quarto adentro já no virtual mundo paralelo e simétrico dos reflexos.
Olhou para ele espalhado pela cama. Dormia profundamente. Deixou-o estar. Afinal estaria decerto cansado da noite anterior. Sentou-se em silêncio aos pés da cama mirando-se mais uma vez ao espelho.
Aproximou-se e tocou-se através do vidro.
Como aquele espelho lhe era inseparável… Se alguma vez mudasse de casa teria de levá-lo com ela. À mente vieram-lhe imagens de si própria e dos corpos entregues, pernas e braços, lábios em voragem e volúpia percorrendo todos os caminhos nas sessões loucas de sexo a várias horas do dia, variando os homens com as horas, e guardando um especial para a noite. Tal como fora na noite passada. Tinha-lhe sido difícil arrancar este, um homem que se convencera ser de firmes princípios. Longe de tê-la desmotivado, fora antes e pelo contrário em cada avanço frustrado, mais um estímulo, mais um desafio a vencer. Casado e chefe de serviço, não se lhe conheciam escapadelas, infidelidades. Não por falta de oportunidade ou interesse pelo belo sexo, mas pela postura pessoal, pela norma de conduta que se impusera, numa palavra: pelo autodomínio.
Olhou para o quadro que desta feita ocupava, como peça única, uma parte da parede aos pés da cama. Uma cópia dum Picasso de boa qualidade: “Les Demoiselles d'Avignon” . Tinha o condão de arrancar sempre umas palavras a propósito e circunstância aos seus visitantes e ela passara a interpretá-las como a chave secreta feita em sons, rumo ao recanto dos prazeres, esse mundo de inúmeras variáveis e de perfil único em cada ser humano.
Olhou de novo para ele. Tecera-lhe habilmente a sua teia infalível de sedução. Não se enganara quando três meses antes tropeçara - a fingir ser sem querer - nele. Tudo fez para tê-lo por uma noite e aí estava agora, na sua cama, reduto de intimidade, profundamente adormecido, vencido...
Aquele homem era de fogo intenso, quiçá fonte de seu autodomínio e do esforço feito por controlar-se, subitamente libertado no primeiro beijo furtivo dois dias antes e que explodira inesquecível na noite que se finara em sucessivos vulcões, agora já ultrapassados.
Sorriu. Sempre em silêncio abriu a gaveta mesmo junto à cabeceira e retirou umas peças de lingerie. Vestiu-se e foi até à cozinha. De copo de leite na mão consultou a agenda.
Espreitou novamente para o quarto.
Teria que ir acordá-lo e desfazer-se dele. Para hoje teria a tarde ocupada, e à noite...
Ah... A noite seria o culminar de toda uma temporada.
Para passar o fim de semana alargado, chegaria no voo de Londres do final da tarde; ela, a sua namorada...
Charlie
(dedicado a ti que és insaciável)
A casa estava decorada ao estilo minimalista e sendo pequena via assim aumentada a impressão do espaço de que na verdade não dispunha.Correu o anteparo de vidro acrílico onde uma mole vaga de gotas impressas se misturava agora com partículas de água que de verdade escorriam por entre essas outras, mais sugeridas que representadas. Uma pequena nuvem de vapor libertou-se em névoa do seu corpo, invadindo o restante da minúscula casa de banho, espalhando-se e como por encanto, indo desfazer-se no embaciar instantâneo sobre o espelho e azulejos.
Saiu de toalha à cabeça após ter-se limpo e esfregado vigorosamente e olhou com desagrado para a superfície brilhante transformada já num quadro de grosso orvalho a escorrer em dois ou três fios rumo ao lava-mãos.
O quarto logo ao lado, contíguo ao roupeiro de portas brancas, lisas e sem relevos, onde a casa de banho parecia estar embutida, devolveu-lhe um largo sorriso. Gostava de ver-se assim, nua, de aspecto ainda jovem através do enorme espelho. Cobria quase toda a parede fronteira à divisão de onde acabara de sair, com excepção dumas faixas laterais e de parte dos primeiros sessenta centímetros a partir do chão que eram ocupados por um móvel baixo e comprido com gavetas sobre cujo tampo brilhante se destacava, por entre uns pequenos frascos de perfume, um arranjo de ramos secos de tons escuros. Verdadeira "pièce de resistance", elevava elegantemente o olhar num fluir contínuo a partir do jarro estilizado em cristal, rumo a um momento Zen. Mesmo à ponta, no extremo oposto ao da cabeceira e quase a destoar do minimalismo da decoração, um pequeno televisor de tons vagamente prateados sobre um leitor de filmes. Logo ao lado ainda, um pauzinho de incenso no seu suporte e um minúsculo guarda-jóias faziam o pleno.
O espelho de tamanho desmedido, para o que era um quarto pequeno, - e o facto do móvel das gavetas ser baixo, parelho ao perfil da cama, ficando quase fora do olhar - além de multiplicar a tal sensação de espaço, aumentava ainda mais a luz natural filtrada pelos cortinados que cobriam por completo a parede e a porta de correr que dava para a varanda. Contrariamente ao que é habitual, a cabeceira da cama ficava voltada precisamente para essa entrada de luz natural embora as cortinas de cor clara, algo entre o translúcido e o opaco, ao ocupá-la de um todo, fossem mais como uma parede de luz que se prolongava quarto adentro já no virtual mundo paralelo e simétrico dos reflexos.
Olhou para ele espalhado pela cama. Dormia profundamente. Deixou-o estar. Afinal estaria decerto cansado da noite anterior. Sentou-se em silêncio aos pés da cama mirando-se mais uma vez ao espelho.
Aproximou-se e tocou-se através do vidro.
Como aquele espelho lhe era inseparável… Se alguma vez mudasse de casa teria de levá-lo com ela. À mente vieram-lhe imagens de si própria e dos corpos entregues, pernas e braços, lábios em voragem e volúpia percorrendo todos os caminhos nas sessões loucas de sexo a várias horas do dia, variando os homens com as horas, e guardando um especial para a noite. Tal como fora na noite passada. Tinha-lhe sido difícil arrancar este, um homem que se convencera ser de firmes princípios. Longe de tê-la desmotivado, fora antes e pelo contrário em cada avanço frustrado, mais um estímulo, mais um desafio a vencer. Casado e chefe de serviço, não se lhe conheciam escapadelas, infidelidades. Não por falta de oportunidade ou interesse pelo belo sexo, mas pela postura pessoal, pela norma de conduta que se impusera, numa palavra: pelo autodomínio.
Olhou para o quadro que desta feita ocupava, como peça única, uma parte da parede aos pés da cama. Uma cópia dum Picasso de boa qualidade: “Les Demoiselles d'Avignon” . Tinha o condão de arrancar sempre umas palavras a propósito e circunstância aos seus visitantes e ela passara a interpretá-las como a chave secreta feita em sons, rumo ao recanto dos prazeres, esse mundo de inúmeras variáveis e de perfil único em cada ser humano.
Olhou de novo para ele. Tecera-lhe habilmente a sua teia infalível de sedução. Não se enganara quando três meses antes tropeçara - a fingir ser sem querer - nele. Tudo fez para tê-lo por uma noite e aí estava agora, na sua cama, reduto de intimidade, profundamente adormecido, vencido...Aquele homem era de fogo intenso, quiçá fonte de seu autodomínio e do esforço feito por controlar-se, subitamente libertado no primeiro beijo furtivo dois dias antes e que explodira inesquecível na noite que se finara em sucessivos vulcões, agora já ultrapassados.
Sorriu. Sempre em silêncio abriu a gaveta mesmo junto à cabeceira e retirou umas peças de lingerie. Vestiu-se e foi até à cozinha. De copo de leite na mão consultou a agenda.
Espreitou novamente para o quarto.
Teria que ir acordá-lo e desfazer-se dele. Para hoje teria a tarde ocupada, e à noite...
Ah... A noite seria o culminar de toda uma temporada.
Para passar o fim de semana alargado, chegaria no voo de Londres do final da tarde; ela, a sua namorada...
Charlie
12 setembro 2008
Foste para a cama com uma prostituta? Que bom, querido!
Dormiste com uma prostituta? Que bom!
"Este ano, já pagou para ter sexo?"
Foi esta a pergunta que me reteve por instantes na TVI quando há umas horas atrás fazia zapping.
Perante a questão, colocada por Teresa Guilherme, um homem com ar indisfarçavelmente nervoso hesita, pensa e responde afirmativamente.
Aparentemente estando em jogo a veracidade da resposta, seguem-se segundos infindáveis ao som de uma música inquietante até que, finalmente, se chega à conclusão que é verdade, o homem afinal recorreu aos serviços de uma prostituta no ano civil de 2008.
Ao lado, a companheira desse homem e mãe da filha dele, respira de alívio e aplaude efusivamente.
Este foi mais um momento TVI.
ERRATA: O Visconde, aparentemente um "connaisseur" da grelha de programação dos canais generalistas portugueses, chamou-me a atenção para o facto de o programa em causa pertencer, não à grelha da TVI, mas sim, à grelha da SIC. Assim sendo, naquela etapa do meu zapping, eu estive não em presença de mais um momento TVI mas sim de um interessante momento de TVIzação da SIC(k). As minhas desculpas e o meu agradecimento ao Visconde.
ERRATA: O Visconde, aparentemente um "connaisseur" da grelha de programação dos canais generalistas portugueses, chamou-me a atenção para o facto de o programa em causa pertencer, não à grelha da TVI, mas sim, à grelha da SIC. Assim sendo, naquela etapa do meu zapping, eu estive não em presença de mais um momento TVI mas sim de um interessante momento de TVIzação da SIC(k). As minhas desculpas e o meu agradecimento ao Visconde.
Atenção à velocidade

(visto aqui)
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São Rosas - "Qual é a unidade de medida? Estocadas por minuto?! Fodas por dia?! Centímetros de diâmetro?!..."
Bruno - "«Centímetros de diâmetro»?!... Foda-se, querida... não querias mais nada?"
ElGatito - "Será da família da "Maria do Cais"? Um tipo particularmente dotado não encontrava parceira com quem se aliviar. Um dia, alguém lhe indicou a Maria do Cais e ele deu corda aos sapatos até ao dito. Quando lá chegou, perguntou pela Maria e apontaram-lhe uma tipa que estava sentada no pontão. Dirigindo-se a ela, lá lhe explicou ao que ia e, após combinado o negócio, a Maria levantou-se e ouviu-se um sonoro 'PLOFFFF' (som de vácuo) - estava sentada num poste de amarração.
corto - "cu - 40; broche - 20. É o cardápio"
11 setembro 2008
Naqueles Braços
Um beijo tão longo.
Um abraço profundo.
Tempo e espaço apagados.
Dois desculpa sussurrados.
Corpo e alma possuídos.
Dois amo-te gemidos.
Nada mais há a dizer.
Apenas amor para se fazer.
10 setembro 2008
A pecha

Sou um gajo aberto e sem teias de aranha na cabeça que até fui capaz de mostrar o rabo na frente da distinta escadaria da Assembleia da República na época das lutas estudantis. Grandes tempos esses em que até catrapisquei a minha moça entre manifestações e imperiais fresquinhas.
Hoje já a posso laurear como minha esposa por todo o sítio e ela merece que passa os dias a mimar-me com os meus pratos favoritos em cada jantar como fazia a minha mãezinha e nunca se queixa de dores de cabeça naquelas alturas em que queremos dar vazão à folia do nosso animalzinho de estimação. E assim faz sentido gastar o dinheiro que ganho como trabalhador temporário de uma empresa que me coloca noutra para lhe carregar os dados nos computadorezecos.
Apenas uma pequenita coisa me anda a inquietar e nem sequer é a fidelidade dela que nunca me deu motivos para pensar tal nem me parece galar os outros gajos pelo canto do olho, julgo eu. É que ela tem um cuzinho mesmo bem feitinho, tão redondinho e embaloado e com umas nádegas todas rijinhas e tão lisas e macias que quando se apalpam é logo um frenesim no piçaralho que se estica todo como o gajo da gávea quando via terra. Só que ela não se demove da teimosia de que ali nem supositórios entram.
Hoje já a posso laurear como minha esposa por todo o sítio e ela merece que passa os dias a mimar-me com os meus pratos favoritos em cada jantar como fazia a minha mãezinha e nunca se queixa de dores de cabeça naquelas alturas em que queremos dar vazão à folia do nosso animalzinho de estimação. E assim faz sentido gastar o dinheiro que ganho como trabalhador temporário de uma empresa que me coloca noutra para lhe carregar os dados nos computadorezecos.
Apenas uma pequenita coisa me anda a inquietar e nem sequer é a fidelidade dela que nunca me deu motivos para pensar tal nem me parece galar os outros gajos pelo canto do olho, julgo eu. É que ela tem um cuzinho mesmo bem feitinho, tão redondinho e embaloado e com umas nádegas todas rijinhas e tão lisas e macias que quando se apalpam é logo um frenesim no piçaralho que se estica todo como o gajo da gávea quando via terra. Só que ela não se demove da teimosia de que ali nem supositórios entram.
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