Género: Animação
Director: Raoni Assis
Duração: 5 min Ano: 2006
Sinopse: Ronaldo era especial. Seu coração era evidentemente maior que os corações normais...
20 maio 2012
Há caracóis!
O calor da esplanada empurrava a cerveja e os caracóis goela abaixo como as minhas pupilas nos seus lábios molhados. Até que os resquícios de espuma nos seus beiços os tornavam mais macios e absorventes e eu não resistia a debicá-los e a trocar restos do molho dos bichinhos na ponta da língua. As suas mãos besuntavam-me os joelhos com a esperança de se alongarem e eu protestava a injustiça de não lhe poder encher as calças de nódoas. Ele fazia notar, de sobrancelhas levantadas e olhos fixos entre as minhas alcinhas que também não corria o risco de ser multado por atentado ao pudor catapultando-me as mamas para fora dos triângulos de pano que trazia suspensos por fios.
Ao cabo de um número de imperiais que não inviabilizava desenvolvimentos posteriores levantámos-nos da mesa dando passagem gentil e oficialmente ao outro para esconder o intuito mútuo de não falhar um apalpão no traseiro.
Fomos pagar ao interior do tasco onde uma tela gigante emitia futebol. E vi os olhos dele plasmarem-se naquelas pernas a correrem pelo relvado aos pontapés enraivecidos a uma bola. Puxei-o para fora do balcão e num sussurro pedi que me garantisse que era homossexual ou que não gostava de futebol que da trindade masculina eu só suportava a cerveja.
19 maio 2012
«rotundas» - bagaço amarelo

Quando uma discussão passa a conter o elemento físico, é porque já nenhum dos intervenientes quer demonstrar que tem razão. Quer, isso sim, impor a sua maneira de ver as coisas. É esclarecedor que as rotundas dêem tantas dor de cabeça aos portugueses. Por um lado quer dizer que não as sabem fazer, por outro quer dizer que insistem em fazê-las.
Um país que têm problemas com as rotundas é, inevitavelmente, um país com problemas de Amor. A violência doméstica é também isso mesmo. Uma discussão física numa rotunda em que alguém se esqueceu que há uma estrada, ou várias, a percorrer já a seguir. Naquela rotunda, rodando sobre ela mesma para todo o sempre, fica uma vida perdida.
bagaço amarelo
Blog «Não compreendo as mulheres»
18 maio 2012
A posta dos 18 aos 80
Enquanto estudioso amador do fenómeno
da pornografia, um ramo do conhecimento que abracei na puberdade com
a análise exaustiva de cada edição das revistas Gina e Weekend
Sex, tenho tentado perceber as várias lógicas da coisa no sentido
de concluir se existem de facto algumas.
Sem querer entrar em domínios que não
pertencem à minha área específica, nomeadamente as explicações
psicológicas para a insistência no mesmo happy end para
quase todos os guiões, gostaria de partilhar convosco o resultado de
uma observação atenta, empenhada e rigorosa que incidiu na questão
linguística (o inglês é a língua oficial desta actividade, apesar
dos esforços castelhanos para impor o seu vernáculo con todo el
cariño) com particular destaque para a sua aplicação na
segmentação etária das profissionais do ramo.
E não, quando refiro a questão
linguística não estou a fazer alusão ao que possa ter acorrido às
mentes mais rápidas no gatilho...
Existe de facto uma relação entre
alguns termos correntes da indústria porno e a faixa etária das
protagonistas, como a seguir tentarei comprovar.
Na verdade, conseguimos identificar com
clareza quatro escalões etários para outros tantos segmentos de
mercado e isso indicia uma organização com uma abordagem cuidada e,
digamos, dotada de grandes argumentos para singrar no mercado em que
a actividade está inserida.
Temos as teen, as milf,
as mature e depois ainda temos as outras todas, devidamente
destacadas em função da cor da pele e/ou do cabelo ou das
respectivas especialidades.
Teen, como o nome indica, é um
engodo para chalados que apreciam pitinhas. Claro que depois a pessoa
vê a cena com atenção e percebe que por debaixo dos totós e do
uniforme escolar há na verdade uma trintona muito bem conservada,
mas a ideia é mesmo atrair os bacanos com desvios sérios no
funcionamento das suas carolas.
Mature é o contraponto. Depois
de repetida vezes sem conta a fórmula de sucesso, a indústria
viu-se obrigada a apontar para os nichos de mercado mais fáceis de
identificar a olho e toca de recrutar veteranas com idade para serem
avós da maioria da audiência para fazerem uma perninha como
complemento de reforma. O estatuto de mature parece ser
atribuído a colaboradoras a partir dos 50/55 anos de idade e
estende-se até onde a coisa funcionar.
Por fim as milf, um grupo
deveras apreciado, quase o gourmet da pornografia. Na verdade, a
sigla deriva da expressão a Mother I'd Like to Fuck e assim
percebemos que é aqui que encaixam as quarentonas, sempre tão
apetecíveis para os apreciadores do género por reunirem the best
of both worlds no que respeita aos atributos que está em causa
sublimar.
Muito mais haveria a dizer acerca desta
área específica de um fascinante e sempre próspero ramo de
actividade, mas nisto das postas o terceiro parágrafo tem quase o
mesmo estatuto da terceira sacudidela...
Descoberta WTF
É com exclusividade ao Meninas que o International WTF Center of Inutility anuncia uma descoberta que pode responder à várias perguntas dos maridos de todo o planeta. O Dr. Genitor e seu assistente Anounimus reservaram uma parte do corrido tempo para apresentar-lhes a descoberta que poderá ser a do século.

Meninas WTF
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