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14 março 2014
Banco Mundial da Genitália
O Banco Mundial da Genitália reúne fotografias para desmistificar os padrões estéticos relativos aos órgãos sexuais. Criado por Caroline Barrueco, João Kowacs e Luiza Só, o site reúne imagens de órgãos sexuais de diversas formas, cores e aparências, para mostrar que tudo é normal. Os objectivos são “curar uma histeria obsoleta da sociedade, além, claro, de matar a curiosidade sobre a genitália alheia”, diz a descrição do projecto. Também é possível colaborar fazendo um upload anónimo (basta clicares no sinal "+" do canto superior direito). Envia o teu e celebra a diversidade do corpo humano.
13 março 2014
Belicismos
Para além da preocupação demonstrada pelos homens em relação ao tamanho do pénis, existe uma, mais esconsa e menos publicitada, mas não menos absorvente: a força com que é projectado o esperma.
Diz-me a minha vasta experiência que esta condicionante masculina não tem variantes múltiplas. Os tons cinza nesta paisagem a preto e branco, são escassos.
Pelas minhas mãos passaram orgasmos masculinos que me fizeram pensar que, se não tivesse cuidado, ficaria com estalactites em todos os compartimentos. A força, o ímpeto, o impulso, a pujança e a energia com que era expulso o esperma humilhavam qualquer fonte luminosa com ambições de chafariz. Outros tive em que o espesso líquido quente e encorpado, escorria lento pelo corpo do pénis, depois de um primeiro jacto de potência pouco significativa.
Acredito que se torna mais interessante um disparo, abundante e de longo alcance. Todas as mulheres se consideram responsáveis pela quantidade e robustez da lava deste vulcão. No entanto, há fogos de artifício, elevados ao céu com a energia de foguetões da NASA, que não possuem a qualidade e o estranho e despudorado brilho do prazer do fogo preso. O deslizar lento e compacto, denso e grosso da massa leitosa que um pénis faz surgir enquanto lateja nas mãos de quem o manipula, pode ser bem mais sugestivo e capaz de despoletar manobras inolvidáveis que aproveitam esta quase seráfica forma de culminar um orgasmo.
É em nós que reside a capacidade de rentabilizar o modo como os machos se consomem na inconsciência de um orgasmo.
Não importa muito o ângulo e o alcance do míssil. O que interessa é sempre a arma que o dispara.
Camille - ociodascerejas.blogspot.comhttp://ociodascerejas.blogspot.pt/
Diz-me a minha vasta experiência que esta condicionante masculina não tem variantes múltiplas. Os tons cinza nesta paisagem a preto e branco, são escassos.
Pelas minhas mãos passaram orgasmos masculinos que me fizeram pensar que, se não tivesse cuidado, ficaria com estalactites em todos os compartimentos. A força, o ímpeto, o impulso, a pujança e a energia com que era expulso o esperma humilhavam qualquer fonte luminosa com ambições de chafariz. Outros tive em que o espesso líquido quente e encorpado, escorria lento pelo corpo do pénis, depois de um primeiro jacto de potência pouco significativa.
Acredito que se torna mais interessante um disparo, abundante e de longo alcance. Todas as mulheres se consideram responsáveis pela quantidade e robustez da lava deste vulcão. No entanto, há fogos de artifício, elevados ao céu com a energia de foguetões da NASA, que não possuem a qualidade e o estranho e despudorado brilho do prazer do fogo preso. O deslizar lento e compacto, denso e grosso da massa leitosa que um pénis faz surgir enquanto lateja nas mãos de quem o manipula, pode ser bem mais sugestivo e capaz de despoletar manobras inolvidáveis que aproveitam esta quase seráfica forma de culminar um orgasmo.
É em nós que reside a capacidade de rentabilizar o modo como os machos se consomem na inconsciência de um orgasmo.
Não importa muito o ângulo e o alcance do míssil. O que interessa é sempre a arma que o dispara.
Camille - ociodascerejas.blogspot.comhttp://ociodascerejas.blogspot.pt/
Cuequinhas «Não sejas coninhas»
Sou fã das criadoras do Hardcore Fofo desde o seu início.
Já tinha na colecção o pano de «pó caralho» e a toalha bordada «Give me one minete».
Agora, juntaram-se à colecção estas cuequinhas de senhora, com bolinhas e lacinhos azuis. Um mimo!
Visita a página da colecção no Facebook (e, já agora, também a minha página pessoal)
Já tinha na colecção o pano de «pó caralho» e a toalha bordada «Give me one minete».
Agora, juntaram-se à colecção estas cuequinhas de senhora, com bolinhas e lacinhos azuis. Um mimo!
Visita a página da colecção no Facebook (e, já agora, também a minha página pessoal)
12 março 2014
«First kiss» (primeiro beijo)
"Pedimos a 20 desconhecidos para se beijarem"
Tatia Pilieva
(na realidade, é tudo encenado... mas a malta faz de conta que acredita)
)
Tatia Pilieva
(na realidade, é tudo encenado... mas a malta faz de conta que acredita)
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«Enquanto dormias» - João
"Não adormeças antes de mim. Foi uma ordem dada com suavidade, e perdoa-me, que tombei primeiro. Nas milhentas horas dormidas em conjunto, foram muitas aquelas em que me levaste à exaustão. Creio que preferias adormecer primeiro, comigo a observar-te, porque te querias sentir cuidada, acompanhada, que alguém vigiava o espaço à tua volta e impedia os monstros de sair debaixo da cama ou de dentro dos armários. Mas perdoa-me, porque tombei. Adormeci antes de ti. Deixei-me aconchegar no teu calor, na tua pele, e o corpo deslizou, cerraram-se as pálpebras, e não vi se os monstros queriam sair, ou se as portas dos armários rangiam.
Mas o que não sabes, é que nas nossas milhentas noites, mesmo naquelas em que adormeci antes de ti, acordei depois, durante a noite, e fiquei a olhar-te no silêncio. Por vezes nem me mexia, para não te acordar, para não tirar o teu corpo de cima do meu, e já habituado à escuridão, via a tua silhueta repousando ao lado da minha, cheirava-te, afundava-me em ti enquanto tu dormias. Isso não podias saber. Enquanto dormias, não podias saber que eu, muitas, muitas vezes, estava vigilante, e nunca vi monstros, nem ouvi as portas dos armários ranger. Era só a noite, connosco lá dentro."
João
Geografia das Curvas
Mas o que não sabes, é que nas nossas milhentas noites, mesmo naquelas em que adormeci antes de ti, acordei depois, durante a noite, e fiquei a olhar-te no silêncio. Por vezes nem me mexia, para não te acordar, para não tirar o teu corpo de cima do meu, e já habituado à escuridão, via a tua silhueta repousando ao lado da minha, cheirava-te, afundava-me em ti enquanto tu dormias. Isso não podias saber. Enquanto dormias, não podias saber que eu, muitas, muitas vezes, estava vigilante, e nunca vi monstros, nem ouvi as portas dos armários ranger. Era só a noite, connosco lá dentro."
João
Geografia das Curvas
«conversa 2054» - bagaço amarelo

Eu - Fixe. Fizeste alguma coisa para isso?
Ela - Fiz. Comecei uma dieta.
Eu - Uma dieta?!?!
Ela - Sim. À noite, como não posso ir ao frigorífico buscar pão com manteiga, fico tão tensa que tenho que fazer alguma coisa com o meu marido.
Eu - Okay, mas não lhe expliques isso assim...
Ela - Já expliquei.
Eu - Já?!
Ela - Já. Ele perguntou-me o que é que se passava...
Eu - E reagiu bem.
Ela - Acho que sim. Disse qualquer coisa do tipo: "que se foda!".
bagaço amarelo
Blog «Não compreendo as mulheres»
Comem cavalos, em almôndegas
A Igreja luta imenso contra a pedofilia.
No xadrez deles, por exemplo, os bispos já não comem peões.
No xadrez deles, por exemplo, os bispos já não comem peões.
11 março 2014
a funda são mora na filosofia [V]
Social media managers deste mundo, exmos heads (ou feet) of community fa-nha-nha e afins:
sabeis tão bem quanto eu qual é a palavra da moda. No fundo, até há mais do que uma. Mas aquela que mais tem soado aos meus ouvidos é mesmo "engajamento". O que as empresas pedem aos social manager e heads of community é que criem conteúdos impactantes para provocar o engajamento. Há dias, num daqueles encontros muito contemporâneos-de-agora, de mulheres empreendedoras, lia-se num dos slides "bla bla bla engaging men". Como assim? Queremos ficar noivas dos homens? Então e as pessoas humanas de índole lesbiana?
Parece-nos que o que se pretende é engajar. A palavra não é, de todo, bonita. E se há coisa que soa mal é dizer: «oiça, temos que engajar com o cliente» - sobretudo quando isso prevê a criação dos tais conteúdos impactantes. O que todos queremos, no fundo - e n'a funda - é vender e ter lucro e tal e tal - é isso que as empresas e as marcas procuram com o tal do engajamento. E o desgraçado do social media manager - ou afins - tem que impactar conteúdos que atinjam o potencial cliente "na muje" (como diria o povo). Tudo isto me parece demasiado agressivo, confesso. No final de contas, o engajamento é uma coisa que nos deixa com os olhos negros, tal não é o impacto do conteúdo nas nossas fuças.
O engajamento deixa de ser o engagement, com direito a anel e tudo, com pedido de casamento num sítio romântico (Paris ou Roma, por exemplo), para passar a ser uma cena que envolve interesse, dinheiro e uma estratégia de Lobo Mau: "eu vou-te comer, Capuchinho"!
A minha relação com a palavra piorou no momento em que, numa apresentação oral, um futuro social-media-head-whatever falava dos tais conteúdos estratégicos para as marcas, perdão, brands, e terminava todas as frases com "e coise". E coise? E tal?
Saí da aula capaz de iniciar um movimento pela recuperação da dignidade da palavra engajamento: reduzi-la a um coise impactante parece-me muito... er, como dizer... fonhonhó?
«Ferros» - Susana Duarte
.escrever silêncios nas noites claras, perfumadas de abraços e de distâncias.
.inscrever nas noites os silêncios claros, perfumados de comboios que chegam.
. dedicar-me-ei a desenhar céus claros e linhas de caminhos de ferro. ânsias.
. só os céus de caminhos e os claros ferros da vontade, te trarão a mim.
. são aves que desenham voos na espera. dores. saudades que viajam. cegam.
__________________abraço-te na espera______________
Susana Duarte
Blog Terra de Encanto
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