28 abril 2012
«conversa 1886» - bagaço amarelo

Eu - Tipo o quê?
Ela - Nem sei bem. Sinto-me cansada da vida, do meu marido e até dos meus filhos. Não sei bem explicar...
Eu - Às vezes acontece. Tira um fim de semana só para ti, por exemplo. Não estás a pensar em divorciar-te, pois não?
Ela - Para já, para já, estava mais a pensar em ir às compras.
bagaço amarelo
Blog «Não compreendo as mulheres»
«Zé Fogaça» - por Rui Felício

O Mário do Vale da Azenha, enviuvara já há uns anos.
Vivia só com a Mariana, sua filha, que era a rapariga mais bonita da aldeia. Fez tudo para que ela não casasse com o Zé Fogaça. Mesmo no dia da boda, já ela estava vestida de noiva, foi ao seu quarto e fez a derradeira tentativa para evitar o casamento. O Zé Fogaça era um mulherengo, já tinha tido um ror de namoros. Andava com elas uns tempos e depois abandonava-as.
Mas o amor dela era muito forte e casou com ele. Já lá iam dois anos e ele sempre a encheu de carinhos. A fama do Zé Fogaça não era mais do que fruto da maledicência da aldeia…
Mas, naquele sábado, ansiosa, lembrou-se das palavras do pai no dia do casamento. Lembrou-se dos mexericos que passavam de boca em boca.
Deu pelo toque das avé-marias na torre da igreja e o Zé Fogaça ainda não aparecera em casa.
Ainda de madrugada, ele saíra de casa. Tinha ido à caça como era costume aos sábados mas, ao contrário do habitual, não regressara pela hora do almoço.
Só quando aquele sol de verão a prumo já não dardejava sobre a aldeia, só quando os seus tons alaranjados prenunciavam a noite é que ela ouviu o velho cão Mondego latir a correr e esgadanhar na porta. Atrás lá vinha o marido com três láparos e uma perdiz à cintura.
Suspirou de alívio, e foi a correr pôr a mesa.
Durante os dois meses seguintes, a chegada tardia a casa do marido, tornou-se um hábito. Calada, a Mariana sofria, chorava, o coração apertado...
O marido regressava sempre só ao fim do dia e as pessoas da aldeia já comentavam que a caça dele era outra! Constava que andava metido com a Carmen, cigana das Carvalhosas de quem se dizia que já tinha estragado alguns casamentos.
Certo sábado, logo que o marido saiu, entrou-lhe pela porta do quarto dentro o Mário do Vale da Azenha, esbaforido, de caçadeira debaixo do braço.
- O teu homem?
- Foi à caça, meu pai. Você sabe que ele sempre vai aos sábados.
- Pois hoje também eu vou à caça!- disse-lhe o pai.
- E que caça!, acrescentou por entre dentes.
- Não me quiseste dar ouvidos quando te casaste com ele. Agora tenho que ir defender a tua honra e a minha que na aldeia o falatório já é insuportável. Até o Senhor Prior na missa já aludiu ao assunto!
Logo que o pai saiu porta fora, a Mariana caiu de bruços na cama e chorou convulsivamente. Não sabia o que mais a afligia. Se o que o pai ia fazer ou se confirmar que o marido a andava a enganar.
Ao crespúsculo, lavada em lágrimas, por trás da cortina da sala, viu finalmente o Mondego a abanar o rabo e a ladrar em louca correria pela quelha acima que vinha do rio.
Logo atrás, o pai e o marido, lado a lado.
Pareciam vir em amena cavaqueira, rindo muito. Afinal, os seus receios eram infundados!
Veio à porta esperá-los, abraçou-os e encheu o marido de beijos.
O Zé Fogaça disse-lhe:
- Vai te preparando! Vais ter uma madrasta! O teu pai vai-se casar com a Carmen! Há meses que ela anda apaixonada por ele e me pede para eu o convencer a casar-se com ela.
E virando-se para o sogro:
- É ou não é verdade, Sr. Mário?
- Sim, é verdade. E além de minha mulher, não te esqueças que ela vai ser tua sogra! E que, pelas leis da Santa Madre Igreja, será como se fosse tua mãe!
Rui Felício
Blog Encontro de Gerações

27 abril 2012
A anorexia é uma doença e não deve ser um padrão
A «PLUS Model Magazine» é uma revista de moda para mulheres... mais redondinhas, lidando com as questões do corpo, normas e ditames de beleza impostos sobre as modelos e sobre todas as mulheres e que põem em risco a sua saúde, tanto física como psicológica.
Em Janeiro a revista foi lançada com uma campanha contra os actuais padrões da moda. Deixo-vos as fotos:

"Muitas modelos de moda têm um Índice de Massa Corporal correspondente à anorexia"

"Há 20 anos, uma modelo de moda pesava em média 8% menos do que a média das mulheres e, hoje, as modelos pesam 23% abaixo"

«O que há de errado com os nossos corpos, afinal?!»
Em Janeiro a revista foi lançada com uma campanha contra os actuais padrões da moda. Deixo-vos as fotos:
"Muitas modelos de moda têm um Índice de Massa Corporal correspondente à anorexia"
"Há 20 anos, uma modelo de moda pesava em média 8% menos do que a média das mulheres e, hoje, as modelos pesam 23% abaixo"
«O que há de errado com os nossos corpos, afinal?!»
"O Shunga japonês" ou "As imagens da Primavera”
Quando há uns anos atrás descobri o Shunga fiquei fascinada. Por essa altura andava eu a recolher imagens de desenhos e pinturas eróticas, sobretudo anteriores ao século XX, com o intuito de fazer um estudo a respeito da representação de conteúdos sexuais e da relação com a sexualidade no dito “Ocidente Civilizado”. Logo me surpreenderam as primeiras imagens de Shunga que encontrei: era qualquer coisa de inteiramente novo. Completamente diferente de tudo o que já tinha visto…
O Shunga, em japonês, “imagem da Primavera”, é uma forma de arte erótica ou, se quisermos, de pornografia, muito difundida no Japão entre os séculos XVII a XX. Supõe-se que tenha tido início no século XI, mas só com a invenção da xilografia alcançou o seu pleno desenvolvimento, na generalidade de forma clandestina, para mais tarde se extinguir com a invenção e difusão da fotografia. Continuo a ler sobre isto, e em busca de artigos que versem a perspectiva que mais me interessa: a dos conteúdos sexuais propriamente.
Pelo menos até ao final do século XIX, o Shunga é “amoral”. Apenas uma forma de arte onde se reúne a estética e a educação sexual num tom de alegria pelo prazer da união dos sexos. Os órgãos sexuais são representados com intenção expressiva e a uma escala desproporcionada, o que, curiosamente, em nada perturba a delicadeza e naturalidade predominantes nas cenas. Mas o que mais me impressionou nestas imagens por relação às da nossa cultura, foi a equidade da preocupação com o prazer sexual do homem e da mulher e a representação de um claro envolvimento emocional do casal, algo que ainda hoje raramente encontro no Ocidente. Porta sim, porta sim, surgem massagens ao ponto G, por vezes detalhadas, e é frequente encontrar-se um homem a foder uma mulher enquanto lhe massaja o clitóris. Na cópula parece um pouco indiferente que seja o homem ou a mulher a estar em cima ou em baixo, quando não, estão de lado ou em posições exóticas, mas as caras voltam-se com frequência uma para a outra, trocando beijos, olhares, expressões… Um aspecto curioso é que no Shunga ainda não encontrei mamadas. Não estou a dizer que não existam… mas a existirem hão-de ser um fenómeno muito raro. Mais frequentes, ainda que não abundantes, são os minetes. Como é evidente, eu não tenho nada contra as mamadas (muito pelo contrário), mas o que é interessante aqui, é o facto de, quaisquer que sejam os conteúdos sexuais, não se transmitir uma ideia de instrumentalização da mulher ou de bestialização do sexo. Algo que ainda hoje é um lugar-comum na nossa cultura: a mulher servida a frio como objecto de prazer num sexo de essência animalesca que amiúde não aparenta ser mais que um embrulho de “carnes” destituídas de “alma” aos tombos pelas valetas da indiferença, da usura, da violência, e da perversidade extrema. Consequência, por certo, de uma mentalidade muito perturbada pela “moralização do sexo”…
… tenho-me perguntado que impacto efectivo na vida sexual dos japoneses terá tido a invenção da fotografia e a globalização da pornografia… por curiosidade, quando tiver tempo tentarei obter uma resposta…
[blog Libélula Purpurina]
26 abril 2012
A hora do Conão!
Um programa de entretenimento infantil genialmente concebido no seu alinhamento. Primeiro os miminhos gulosos e só depois a hora do Conão! Faz sentido, não faz?
«respostas a perguntas inexistentes (197)» - bagaço amarelo

Faz cinco anos andava eu a dar pontapés na minha solidão, desses que se dão a tentar enxotar qualquer coisa. Uma pedra da rua, o cadáver duma bola de criança ou uma mola de pendurar a roupa que caiu duma varanda. A solidão, como esses objectos inertes, nunca se afasta o suficiente. Apenas alguns metros. À medida que continuamos a caminhar tornamos a encontrá-los e a pontapeá-los de novo. Sempre para o mais longe possível, que é sempre demasiado perto. É assim a solidão. É assim uma pedra da rua.
Nunca consegui pedir desculpa à Elsa pelo pontapé que lhe dei. Às vezes ainda a imagino caída numa berma qualquer do passeio, à espera doutro solitário à deriva que passe por ali aos pontapés às coisas. E às pessoas. Estávamos num restaurante a beber cerveja importada e ela era bonita. Era também o único ombro de mulher que eu tinha acessível naquela noite. Pousei-lhe a minha cabeça, e depois o corpo. Brandamente, acho eu. O corpo vai sempre atrás de uma de duas coisas: a cabeça ou o coração. Se eu lhe pedisse desculpa agora, dizia-lhe que lamento nunca a ter Amado, mas a sério que tentei. Não consegui.
Despedi-me dela com um "até qualquer dia", que é mesmíssima coisa que dizer "até nunca". Um homem não se despede assim de quem Ama. "Até qualquer dia" é só mais um pontapé certeiro em alguém, até um dia em que talvez surja de novo. Se não surgir, paciência.Um homem que Ama quer sempre levar o número de telefone, uma data em concreto, um olhar certeiro com um beijo daqueles que se prolongam um pouco para além da despedida. Eu não levei nada. Sorri-lhe e virei costas. Até qualquer dia.
Por mais que tente, não consigo perceber porque é que nunca me apaixonei por ela. As mulheres às vezes têm essa capacidade estranha de me afastar. São tão boas que se tornam automaticamente inacessíveis. Como se estivessem num pedestal, ligado a um alarme contra solitários, e se fossem quebrar ao primeiro toque. Dão medo. É isso. Dão medo. Depois penso para mim mesmo que são demasiado frias e afogo a distância num lanche quente duma pastelaria de bairro. Um galão e uma mista, por favor.
Faz cinco anos andava eu a ser pontapeado. Pela Elsa também. Acho que fui o único homem disponível naquela noite e ela lá fez o favor de aceitar. O ombro dela recebeu-me, depois o corpo também. Quando se levantou pegou nas peças de roupa espalhas pelo chão, uma a uma, sempre disfarçando a sua nudez com a pequena toalha de hotel que trouxera para a cama, e foi-se vestir para a casa de banho. Nenhuma mulher apaixonada se vai vestir para a casa de banho. Deixei-me estar. Depois despedi-me com um "até qualquer dia" e ela virou costas sem me beijar. Tenho a certeza que não olhou para trás. Eu também não.
Há bocado fui ver o mar. Às vezes faço isso: vou ver o mar e cumprimento-o da mesma forma que cumprimento o guarda-nocturno do prédio onde vivo. Estão sempre ali no mesmo sítio, ele e o mar, à espera que eu passe por lá. Digo "boa noite" a um e "bom dia" a outro. Bom dia, disse-lhe. Pontapeei uma pedra que foi engolida por uma onda. Talvez seja isso. Talvez o Amor nos vá dando pontapés até simplesmente deixar de o fazer. De um dia para o outro. Assim, sem mais nem menos. Uma pedra.
bagaço amarelo
Blog «Não compreendo as mulheres»
25 abril 2012
Postalinho de Vila Franca de Xira, com direito a poema e a enquadramento geográfico e histórico
"Para a minha querida São Rosas, a foto mais erótica deste meu fim de semana por terras de Vila Franca de Xira.
'Desliza o poema
por entre água
numa fenda
entreaberta
pela natureza:
cheguei e vi-te.
Poderia sucumbir?'
Paula Raposo"
O Alexandre Carvalho esclarece:
"Secullo XVII, data da construção desta abertura que jorra encosta abaixo, emprenhando as margens da ribeira de Santa Sofia, onde há mais de 3.000 estava estabelecida uma comunidade Fenícia, até se abraçar de prazer nas aguas do velho Tagus."
'Desliza o poema
por entre água
numa fenda
entreaberta
pela natureza:
cheguei e vi-te.
Poderia sucumbir?'
Paula Raposo"
O Alexandre Carvalho esclarece:
"Secullo XVII, data da construção desta abertura que jorra encosta abaixo, emprenhando as margens da ribeira de Santa Sofia, onde há mais de 3.000 estava estabelecida uma comunidade Fenícia, até se abraçar de prazer nas aguas do velho Tagus."
«Em Abril pachachas mil» - Patife

Patife
Blog «fode, fode, patife»
«por uma vida melhor» - bagaço amarelo

Por exemplo, até ao dia 25 de Abril de 1974 vivemos, em Portugal, na ditadura dum pequeno-fascista. Uma ditadura da direita social, portanto. Matou-se, prendeu-se e torturou-se, tudo em nome de valores tão falaciosos como Deus, Pátria e uma família sem pensadores e sem vontades. Nem Deus, se existisse, nem nenhuma pátria ou família, dependeriam uma vez que fosse dum regime que pode, quer e manda.
Actualmente vivemos uma Ditadura diferente. A dos Mercados e do capitalismo selvagem. Uma ditadura da Direita Económica, portanto. Leva-se pessoas à fome, à miséria e ao desespero, tudo em nome duma suposta Democracia. As pessoas votam e pensam que controlam tudo. Só que não controlam nada. Zero. O voto está sempre viciado à partida, principalmente através duma Educação que não o é, e também do contexto mediático.
As ditaduras de Estado, neste aspecto, são muito parecidas com as ditaduras no Amor. Aquelas em que, por exemplo, nasce a violência doméstica. Agride-se e tortura-se uma pessoa durante anos a fio, tudo em nome do Amor. Uma mulher pensa que é Amada, mas de facto não o é. Zero. O Amor está viciado à partida por uma relação de posse, de propriedade da pessoa como se ela fosse uma coisa. E sim, eu sei que também pode acontecer com um homem.
O Amor não existe em nenhuma ditadura. Nem o Amor, nem mais nada. Todos os dias luto, com as limitações que tenho, para que se faça um 25 de Abril nesta nova ditadura em que vivemos, ou melhor, em que sofremos. São os recibos verdes, é a falta de acessibilidade à saúde, à educação, à mobilidade e aos recursos naturais. É a fome e o desemprego propositado. Olho para este país e só vejo ditadura e o consentimento de quem é agredido todos os dias.
Pode haver quem não perceba isso, mas o 25 de Abril que eu quero ver neste país é o mesmo 25 de Abril que eu vejo no meu Amor. É justo, sem violência e sem propriedade privada. É igual em ambos os sentidos. É Amor. Por uma vida melhor.
bagaço amarelo
Blog «Não compreendo as mulheres»
Eu, falo de esquerda
Como se aproximam as comemorações de mais um aniversário sobre a Revolução de Abril e porque nem as pirocas podem alhear-se dos benefícios que a efeméride representa vou nesta ocasião explicar exactamente isso: o que representam para uma pila os valores de Abril.
Bom, desde pequenina (que nunca fui) tenho uma inclinação para a esquerda que não me deixa mentir. Mas nem vou por esse caminho fácil da predestinação, pois é óbvio o meu apego à liberdade. É em liberdade que atinjo o meu apogeu! Livre de roupas, livre de constrangimentos, livre para exibir a melhor pila que sou.
Mas a essa liberdade estão associadas outras não menos relevantes (relevo é o meu apelido do meio), como é o caso da liberdade de expressão. Sim, a expressão do meu potencial deve ser livre e não constituir um embaraço na praia para o coiso agarrado a mim e que me enterra na areia para dissimular essa manifestação de apego à vida que ofereço ao mundo com toda a naturalidade de que vos falo. E sei sempre do que falo, por inerência.
Existe ainda a liberdade de escolha, tão reprimida no passado e que mergulhava as pilas na falta de alternativas ou as forçava à clandestinidade promíscua no interior de serviços públicos de satisfação, sempre em busca de uma variação que o Regime conservador proibia com a veemência que murchava a vontade a qualquer cravito mais arrebitado. Agora a oferta ainda abunda e a procura não cessa de evoluir, pois até a economia do país conheceu os inúmeros benefícios da maior abertura aos mercados! Isto, claro, até ao dia em que os malabaristas da finança foderam o poder de compra ao pessoal.
Mas nem só em tempo de vacas gordas nós pilas apreciamos a liberdade que a Revolução nos ofereceu de forma directa (nudismo nas praias antes do 25 de Abril? Filmes porno em exibição nos cinemas antes do 25 de Abril? e por aí fora...) ou indirecta, pelo quanto influencia o estado de espírito dos coisos agarrados a nós.
Também eles funcionam melhor quanto mais livres se sentem para dar voz à felicidade como gostam de a experimentar que, falo por mim, é à fartazana.
Por isso voltarei a erguer a minha voz quando a juntar à do coiso agarrado a mim, enquanto ecoar pela vizinhança o Grândola Vila Morena bem alto, com a afirmação inequívoca da força na verga para lutar contra os que ameaçam, castradores, a liberdade de que nem as pilas algum dia abdicarão.
24 abril 2012
A Kona está a dar que falar....
No sábado 21 de Abril de 2012, deu mais um episódio da série «Encantador de cães» de que gosto muito! Apanhando já o fim do episódio, apercebo-me que a cadela que andava a pular a cerca se chamava Kona! Claro que tive logo de aparvalhar no facebook comentando o que tinha visto. A conversa foi longa e gostaria de a partilhar convosco, porque sei bem que o vosso desejo secreto é terem uma Kona para passear!!! :D
Eva portuguesa - «Luto»
Luto diariamente.
Luto comigo, sobretudo.
Há dias em que me orgulho de mim por, perante tantos obstáculos que surgiram na minha vida, ter seguido sempre em frente.
Há outros dias em que me sinto a pior das mulheres...
E esta é uma luta entre a Eva e a...; duas que são uma só; e com um objectivo em comum: sustentar da melhor forma possível um menino que é um sol...
Luto quando encontro afortunadamente um cliente/amigo que mexe mais comigo, para não me deixar envolver demasiado nem baixar a guarda...
Luto para ser melhor. Melhor pessoa, melhor amiga, melhor mãe, melhor Acompanhante...
Luto para ser e me sentir atractiva e apetecível para "os meus homens"; aqueles que são a minha companhia diária, o meu sustento e a minha fonte de saciedade sexual...
Luto para não desanimar quando o dia não corre bem.
Luto para não lutar e simplesmente aceitar. Aceitar a vida.
Luto contra o preconceito, a mediocridade, a maldade, a intolerância...
Luto contra o medo... medo de me perder na busca do dinheiro; medo de não ser aceite; medo de perder o meu filho...
Luto para poder ser eu sempre, mesmo quando sou a Eva.
Luto para tentar agradar e ser agradada.
Luto para dar e ter prazer.
Luto contra a idade, os quilos a mais, as imperfeições físicas, as falhas de comportamento.
Sobretudo luto para ser feliz, fazendo o meu raio de sol feliz...
E vou continuar a lutar...
Eva
blog Eva portuguesa - porque o prazer não é pecado
Luto comigo, sobretudo.
Há dias em que me orgulho de mim por, perante tantos obstáculos que surgiram na minha vida, ter seguido sempre em frente.
Há outros dias em que me sinto a pior das mulheres...
E esta é uma luta entre a Eva e a...; duas que são uma só; e com um objectivo em comum: sustentar da melhor forma possível um menino que é um sol...
Luto quando encontro afortunadamente um cliente/amigo que mexe mais comigo, para não me deixar envolver demasiado nem baixar a guarda...
Luto para ser melhor. Melhor pessoa, melhor amiga, melhor mãe, melhor Acompanhante...
Luto para ser e me sentir atractiva e apetecível para "os meus homens"; aqueles que são a minha companhia diária, o meu sustento e a minha fonte de saciedade sexual...
Luto para não desanimar quando o dia não corre bem.
Luto para não lutar e simplesmente aceitar. Aceitar a vida.
Luto contra o preconceito, a mediocridade, a maldade, a intolerância...
Luto contra o medo... medo de me perder na busca do dinheiro; medo de não ser aceite; medo de perder o meu filho...
Luto para poder ser eu sempre, mesmo quando sou a Eva.
Luto para tentar agradar e ser agradada.
Luto para dar e ter prazer.
Luto contra a idade, os quilos a mais, as imperfeições físicas, as falhas de comportamento.
Sobretudo luto para ser feliz, fazendo o meu raio de sol feliz...
E vou continuar a lutar...
Eva
blog Eva portuguesa - porque o prazer não é pecado
«Entrechoque» - prato em porcelana com desenho de Didier Moreau
Não foi propriamente um pratinho barato mas... tinha que vir para a minha colecção.
O desenho (aplicado em decalque) é de Didier Moreau - «Galerie Jacques Casanova - Paris - manufacture Ch. Field Haviland - Limoges» - - edição limitada (exemplar nº 7 de um total de 100).
O desenho (aplicado em decalque) é de Didier Moreau - «Galerie Jacques Casanova - Paris - manufacture Ch. Field Haviland - Limoges» - - edição limitada (exemplar nº 7 de um total de 100).
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