29 maio 2012

Eva portuguesa - «Pena...»

Conheci-te hoje.
Numa marcação prévia mais ou menos dentro do normal e após muita conversa pelo msn.
Senti que te conhecia antes...
A química foi brutal e imediata!
Já éramos quase amigos de todas as confidências que fizemos um ao outro em forma de letras num écrã de computador... tu deste-te a conhecer sem preâmbulos, medos ou hesitações...
Contaste-me a tua história e a história dentro da história...
E eu dei-te a conhecer não só a Eva, mas também a...
Na tua inteligência e humildade de pecador, não as separaste, bem pelo contrário, descobriste a mulher que é a soma das duas, aceitaste-a e por ela te encantas-
te... não só pela Eva, nem só pela..., mas pelas duas juntas.
Começaste por me contactar porque querias alguém na tua vida que preenchesse a tua solidão, acalmasse os teus desejos, saciasse os teus instintos... tudo isto sem pressões, nem controlo, nem compromisso.
Ainda mal curado de um recente desgosto de amor, não querias correr esse risco novamente...
Sentiste-te usado nessa relação que te roubou a paz de espírito e noites de sono.
E assim, sentiste-te protegido ao procurar uma relação mais ou menos fixa com uma Prostituta de luxo (desculpa, sei que não gostas que fale assim de mim!), onde poderias ser tu a usar, ser servido e não sofrer... não o disseste bem assim, mas li-o nas entrelinhas.
Mas a conversa franca e liberta que podíamos ter um com o outro nas pontas dos nossos dedos, e depois este nosso encontro em que desejaste ter-me beijado e eu desejei que o tivesses feito; toda a tua teoria caiu por terra, arrastando-me nessa lama de confusão, desejo e algo mais...
Perguntas-me se podes ser meu amigo... respondo-te que sim, quando queria era perguntar se era só isso que querias...
Quando chegaste ao pé de mim estavas nervoso, tímido e não te senti relaxar naquela hora que estivémos juntos... percebi que o que te dava protecção não era a roupa, nem o dinheiro, nem o emprego bem sucedido... era o anonimato de um teclado, o estar perto sem estar junto, o desconhecido e a ausência física...
Parece-me que te queres dar, sem no entanto teres bem a certeza se o queres realmente, ou se o consegues... macaquinhos no sótão, foi como lhe chamaste. E sim, meu querido, também eu tenho os meus....
Abalaste as minhas prioridades e os alicerces da Eva...
Fizeste-me desejar ter uma vida "normal",em que poderia arriscar numa relação sem os medos do que isso possa fazer à minha profissão, ao meu sustento...
Mas não tenho...
E hoje fizeste-me ter pena de não o ter...


Eva
blog Eva portuguesa - porque o prazer não é pecado

Amor verdadeiro

…é tipo assim:




Meninas WTF

Finalmente, tenho uma réplica da estatueta do Deus Mercúrio itifálico do Museu de Nápoles!

Desde há muitos anos que eu sabia da existência de um Tintinnabulum (objecto usado na Roma antiga, com um conjunto de sinos ou «espanta-espíritos», muitas vezes com a forma de uma figura fálica ou fascinum, para afastar o mau olhado e trazer boa sorte e prosperidade) no Gabinetto Segredo do Museo Archeologico Nazionale di Napoli (Itália), com a representação, em bronze, de um Deus Mercúrio Itifálico (ou seja, com falos erectos, tal como eram apresentados nos cortejos báquicos).


Tentei, ao longo dos anos, contactar esse Museu para saber se tinham réplicas dessa estatueta. Como nunca tive qualquer resposta, tenho tentado encontrar alguma réplica ou figura idêntica. Em vão.
Quem me poderia ajudar? A Milena e o Fernando Miguel, do Atelier S. Miguel, das Caldas da Rainha.
Telefonei à Milena há cerca de um mês e ela aceitou o desafio: com base em fotografias da estatueta, que lhe enviei pelo correio, ela iria fazer essa peça em barro, de forma a poder entregar-ma na Feira de Artesanato em Coimbra, que começou no dia 25 de Maio. O resultado é de mestres (o trabalho foi feito pela Milena e pelo Fernando, a quatro mãos) e chamaram-lhe «o Pichotas»:


Aqui vos deixo imagens em vários ângulos d'«o Pichotas»:






Esta peça está agora ao pé de todas as outras que a Milena fez para a minha colecção, até agora.

28 maio 2012

Postalinho frutícola

"São Rosas,
Pêssego algo indefinido e misterioso."
Suzana R.

«respostas a perguntas inexistentes (200)» - bagaço amarelo

curriculum vitae

Há bocado sentei-me na secretária e abri o pdf com o meu Curriculum Vitae, que não actualizo desde 2010, e a primeira coisa que pensei depois de o ler foi: "Que merda é esta?". O meu Curriculum Vitae é tudo menos eu, e recusei-me a acreditar que o mais importante de mim estava ali, naquele pdf simplório e triste.
Não gosto de escrever o meu Curriculum Vitae. Pior, não gosto de nenhum Curriculum Vitae por definição. Sei que já fiz o meu várias vezes, e foi sempre através dele que arranjei emprego, ou seja, despindo-me da pessoa que sou e a fingir-me outra. É isso que é escrever um Curriculum Vitae: enganar os outros enganando-nos a nós mesmos. Tristemente, ainda hoje uso o meu aqui e ali, na perspectiva de alterar a minha vida profissional.
Se eu escrevesse o meu Curriculum Vitae de forma honesta, diria que este é um bom momento para trabalhar em qualquer lugar porque cumpro com a condição essencial para estar feliz, que é estar totalmente apaixonado pela Raquel e acreditar que ela também o está por mim. Ao mesmo tempo, diria também que é precisamente por isso que não me apetece trabalhar demasiado tempo em lugar nenhum. Quero esse tempo para poder aproveitar esse Amor.
Explicaria que, como experiência, já declarei Amor a mulheres que se riram na minha cara e que chorei por isso; já fiz três mil quilómetros de comboio com um bilhete falso para poder jantar com o objecto da minha paixão, já adormeci de cansaço à espera dum encontro que nunca chegou a acontecer. Como prova de toda a minha vida, tenho alguns cabelos brancos, algumas rugas junto aos olhos e uns lábios que ainda sabem sorrir e chorar.
Foi com o Amor que primeiro aprendi a fingir que estava tudo bem na minha vida mesmo quando não estava, e depois, num exame final, aprendi ainda a nunca mais fazer isso. Aprendi a evitar silêncios, a deixar de jogar ao gato e ao rato, a deixar de mentir. Acima de tudo aprendi a expulsar do meu corpo a palavra "Amo-te" sempre que ela estiver presa lá dentro.
Agora olho para o meu Curriculum e só vejo que trabalhei nesta ou naquela empresa, neste ou naquele país, nesta ou naquela função. É muito pouco, mas se é assim que as coisas funcionam, tomem lá. Não merecem mais.


bagaço amarelo
Blog «Não compreendo as mulheres»

Afinal, há uma incrível semelhança entre homens e mulheres!


Ambos precisam de lenços de papel
enquanto estão a ver um bom filme!

Analisando uma obra de arte





Capinaremos.com

27 maio 2012

Em Coimbra, há agora um casal lésbico extremamente popular


«Trópico das Cabras» - Porta-Curtas

Director: Fernando Coimbra
Elenco: Larissa Salgado, Victor Hugo Carrizo
Duração: 23 min Ano: 2007

Sinopse: Roadmovie. Um casal em crise parte do litoral para o interior de São Paulo, num Chevette, para salvar ou perder de vez sua relação. Aos poucos, se entregam a um estranho jogo sexual.

Tambor

Foto © Jancry

Quando o vi assim esguio, roupinha apurada e esmerada educação, quase britânica, soldada nas quentes margens do Zambeze, percebi que não me podia chegar a ele frontalmente, encostar-me e entrelaçar a perna esquerda na sua anca, preenchendo o espaço entre as minhas coxas com a sua perna, num rito de fertilidade milenar e rematar-lhe nos amplos pavilhões auriculares, faz de mim a tua puta e fode-me toda.

Precisava de batidas de tambor como nos rituais de iniciação e convidei-o para tomar uma cervejinha que os diminuitivos dão sempre um ar inocente à coisa. Até lhe permiti que gentilmente me abrisse a porta para passar diante dos seus olhos de espanto juvenil a mini-saia que me arredondava o rabo e descobria a firmeza das pernas e do passo.

O lúpulo desentaramela facilmente a língua e confere um brilho nos olhos que me facilitou pedir-lhe histórias da sua África natal, dando ao seu ego a sua natural vocação, apenas entrecortada pelo desvio óbvio das suas vistas para a minha camisola justa como uma segunda pele que quando me aproximava mais, suspendia os seios sobre a mesa, como uma travessa de gambas a chegar. Já agora, digo-lhe Senhor Doutor, que sempre me arrepiaram os vocábulos mamas ou tetas, pelo lado alimentício e de ordenha que transportam em detrimento da carga sensual dos seios.

Mas, voltando à cervejaria, falando ele e eu à boa maneira latina, com as mãos, facilmente elas se encontraram nos volteios aéreos, a fazer cócegas na macieza das palmas e garanti-lhe que o seu polegar tinha a firmeza de um embondeiro pelo que só faltava optarmos se o admirávamos na tenda dele ou na minha.

Exercício de relaxamento




Visto em «Rubenesque is best»

Cleitinho



Ricardo - Vida e obra de mim mesmo
(crica na imagem para abrir aumentada numa nova janela)

26 maio 2012

Homens, aprendam a colocar as bolas no «snooker bola 9»

«conversa 1891» - bagaço amarelo

Ela - Já me convenci que a maior parte dos homens não prestam.
Eu - Não prestam?!
Ela - Não. Ou são uns atados que não desenvolvem, ou então são uns pimbalhaços que salivam quando vêem uma mulher.
Eu - O teu namorado pertence a qual das categorias?
Ela - O meu namorado é um grande homem, mas isso é porque tem por trás uma grande mulher. Todos os grandes homens têm por trás uma grande mulher.
Eu - És capaz de ter razão.
Ela - Pelo menos admites.
Eu - És capaz de ter razão porque, tanto quanto sei, desde que o conheço és a quarta namorada dele. Uma, pelo menos, deve ter sido uma grande mulher.
Ela - Ou mais do que uma.
Eu - Sim, talvez por trás dum grande homem haja sempre várias mulheres...
Ela - Vai-te foder!


bagaço amarelo
Blog «Não compreendo as mulheres»

Chávenas acopladas (ou copuladas)

Dois pares de chávenas da minha colecção: «Adam and Eve» e «Talk about love».


Um sábado qualquer... - «Manual do amor»




Um sábado qualquer...

25 maio 2012

Quinteto de cordas


Five touch themselves por duddler2

Guerra dos sexos? Quero mesmo é que se foda!


Aqui há dias estive um bocado na palheta com uma passarinha que por acaso estava num dia difícil e por isso deixámo-nos entreter assim.
Percebi nesse diálogo que as passarinhas também podem ser feministas, o que só lhes fica bem, mas como sempre acontece nas convicções mais firmes por vezes exagera-se na dose e a causa murcha.
Não terá sido o caso, pois a passarinha em apreço não tolera a flacidez nas certezas.
Dizia ela que se sente muitas vezes discriminada por tabela, por causa da coisa agarrada a ela que afirma ser uma vítima de um sistema profundamente machista e que, alegadamente, priva as fêmeas de direitos que nos são reconhecidos. A nós pénis, bem entendido.
Confesso que nunca me apercebi desse fenómeno, embora ela tenha chamado a minha atenção para uma outra discriminação que até acontece entre as pilas (algumas ainda trazem agarrados coisos sem alma de coisas), nomeadamente as pilas pretas. Eu reagi de imediato, invocando a clara preferência de milhões de passarinhas por uma pila escura, mas ela contrapôs com o argumento de que residia aí o preconceito: pila preta tem que ser um pilão. E isso deixa logo à partida as pilas pretas mais pequenas num embaraço que nem consigo imaginar (fácil de perceberem porquê...).
Num momento mais acalorado da nossa troca de impressões ela até recorreu ao vernáculo de taberna para chamar a minha atenção para o facto de as coisas e os coisos se mandarem para o caralho, ponto, e em contrapartida mandarem-se sempre para a cona de alguém, seja da prima, da tia ou da mãe, mas invariavelmente para uma cona específica, apenas aquela, enquanto para o caralho pode ser qualquer um a vestir a pele de destinatário daquela encomenda.
Claro que eu tentei logo puxar a brasa ao meu sardão e argumentei, nessa altura já completamente fora de mim – estes desafios intelectuais arrebitam-me imenso, que isso só provava o apreço dedicado às passarinhas ao ponto de as associar sempre a uma cona da família, enquanto o caralho surge como um estranho, uma incógnita sem qualquer particularidade que a defina. Pode até ser para o caralho que te foda, um grau mais elevado do insulto, que mantém-se na mesma a indefinição, a identidade e paradeiro desconhecidos e por isso com boa hipótese de nunca se encontrar esse caralho em concreto e extraviar-se uma retumbante asneirada.
Mas a passarinha nem vacilou, apesar de eu ter chamado a atenção dela até para o calibre dos piropos dedicados às fêmeas da genitália, que lindo papo de cona, por exemplo, enquanto a nós o melhor que se pode ouvir é que somos grandes. Nem inteligentes nem bonitos, apenas grandes ou em alternativa o drama de um silêncio ou a tragédia de uma gargalhada.
Nem assim ficou convencida, o que até me serviu de pretexto para combinar na hora o segundo round daquele estimulante combate de ideias.
Se possível para um dia mais propício para aprofundá-las...

«Trocadalho do carrilho» - por Ferro

"Eu gosto de quem pode
De quem gosta de  poder
De quem  pode sempre que  pode
E não se cansa de  poder

Eu gosto muito de  poder
Poder a todas as horas
De  poder até querer
Sem entremeios nem demoras

Gostava de conhecer alguém
Que fosse assim como eu
E que só quisesse também
Poder até chegar ao céu"

Ferro
Blog «arte do Ferro»
[artista digital de arte erótica]

Depois do sexo





Meninas WTF