25 abril 2014

Faro de perdigueiro

O cheiro dos livros. Aí está uma memória olfactiva muito agradável.
Por acaso quando li Henry Miller pela primeira vez quase me cheirou àquilo.

Porno para toda a família, de Brian Steinhoff














Trabalho do fotógrafo Brian Steinhoff . A série conta com cenários pornográficos onde todas as formas humanas foram preenchidas com monótonos padrões florais normalmente reservados a papel de parede e almofadas de sofá.

A rainha vai nua!

Crica para veres toda a história
Tesão têxtil


1 página

24 abril 2014

Kevin Drew - «Good Sex»

Porque há defuntas que deixam mais saudades que outras...

Que se pode dizer desta máscara de gesso de um sarcófago do século II d.C. proveniente do Egipto, então província romana? A única coisa que me ocorre é que alguém se esforçou para que as saudades da defunta fossem bem fortes e duradouras.




Fotos: Katano em The British Museum. 30/4/2012

Pirguntas du Nelo



Tou confuzo ca coiza deshti çorteio dash faqueturas...
Melhéres, nam hera pra çer "Çe teiem fomi, tomeim lá broshes..."?

(eu pudria dare uma mãuzinha ó governu e açim, maziço hera çonhar muinto altu) 
Çeija comu fôre, tou há despuzissão

Descobre as sete diferenças



Via Testosterona

23 abril 2014

«Bubble porn»

Já conhecia o efeito genial dos círculos recortados em fotografia. Em vídeo, é o primeiro que vejo:

A roçar o poliamor

Mesmo sendo agnóstico, vejo a santidade num carpinteiro capaz de entender como uma bênção o facto de a sua mulher estar grávida de outrem.

«Humidade» - João

"E agora? Flores com cartão? Chocolates? Não. Vais à minha frente e deixas correr a água. Quero-a bem quente, quase a escaldar. Como se gosta. O vapor vai preencher o espaço, o calor vai colar-se a nós, gotículas na nossa pele, uma humidade que soma à humidade, e então eu irei ter contigo, e deixarei cair a minha roupa. Vais percorrer o meu corpo com as tuas mãos escorregadias, vais lavar-me a pele, suja do teu não estar, vais deslizar os dedos no cabelo e puxá-lo um pouco, naquele limite que tu sabes, para trazer o meu ouvido à tua boca. Vais colar-te a mim. E não vais precisar de flores, chocolates ou cartões."
João
Geografia das Curvas

«conversa 2065» - bagaço amarelo

Ela - O meu marido foi namorado daquela que é, actualmente, a minha melhor amiga.
Eu - Não me parece que isso seja um problema.
Ela - E não é... mas às vezes tenho ciúmes dela, admito.
Eu - Ciúmes porquê? Ele agora até é teu namorado. Não é dela.
Ela - Mas ela é que esteve com ele quando ele era novo. Agora eu levo com um velhote de quarenta anos...
Eu - Obrigado por pores isso assim. Eu tenho quarenta e dois...
Ela - Eu gosto dele, percebes? Mas há uma parte dele que eu nunca vou ter e aquela sacana teve.
Eu - Aquela sacana é a tua melhor amiga?
Ela - Sim. Chamo-lhe sacana porque, ainda por cima, conta-me tudo sobre eles os dois sempre que estamos juntas.
Eu - Nunca lhe pediste para não falar disso?! Explica-lhe que o tema te incomoda...
Ela - Estás maluco?! Para ela ficar a saber que eu tenho ciúmes do passado?!


bagaço amarelo
Blog «Não compreendo as mulheres»

22 abril 2014

a funda são mora na filosofia [VI]



O poliamor. Todo um sururu nas redes sociais em torno da reportagem da SIC Notícias. Muito se escreveu sobre isto. Em vários canais de comunicação. Usam-se termos como mononormalidade, paternalista, sexista, feminista, activista. Fala-se de amor e destila-se ódio. Another day in Paradise, certo?

Confesso que não apreciei o tom da reportagem: aquela cena de braços abertos à beira Tejo e as tentações de Santo Antão a servir de pano de fundo são profundamente discutíveis. Esqueçamos a forma e dediquemo-nos ao conteúdo.

O próprio conceito de poliamor também é discutível - para quem mora na Filosofia, tudo pode ser a base de uma boa troca de conversa e de argumentos. Há algum tempo que me pergunto - e pergunto aos outros - se a monogamia não será um mito. Se não será, antes de mais, uma convenção social, como aquela coisa de termos todos que ir para a faculdade, comprar um carro, a casa - depois arranjar um homem simpático para casar e ter filhos para garantir que o nome da família se perpetua. E esta é uma pergunta abstracta, mas baseada em estórias de vida: pessoas que assumem uma relação socialmente e depois têm outra(s) às escondidas, pessoas que gostam de ter vários parceiros sexuais - e desconhecem o significado da palavra namorado. Pessoas que simplesmente assumem uma perspectiva de vida que vai AO encontro daquilo que sentem. E, como diria um amigo, eu respeito isso.

Respeito sobretudo se falarmos de uma relação poliamorosa, cuja base é o consentimento informado de todas as partes. O discurso dos poliamorosos da reportagem pareceu-me muito seguro e inteligível. Se gostei de os ver aos beijos no metro? Já tenho visto coisas no metro que são mais chocantes: pessoas que não usam desodorizante há pelos menos 2 dias, gente que quer entrar na carruagem sem deixar que os outros dela saiam... isso sim, é chocante.

E lembrem-se: quando estamos apaixonados, sentimos borboletas na barriga. BorboletaS. No plural. Mais do que uma.

Vejam a entrevista AQUI. E leiam cenas ALI e ACOLI.  Reflictam e partilhem os vossos pensamentos na caixa de comentários.

Eva portuguesa - «Desistir»

Apetece-me desistir. Se ao menos pudesse...
Apetecia-me virar costas e esquecer tudo. Ir embora. Fugir. Começar de novo.
Quero a minha segunda oportunidade.Aquela a que, dizem, todos temos direito.
Quero apagar a minha vida e começar tudo de novo. Uma nova página. Um novo livro.
Nada de folhas de rascunho já usadas, mil vezes emendadas. Um livro novo. Com páginas em branco para eu poder reescrever a história da minha vida. Para inventar uma nova história, uma nova vida.
Sei que cada amanhecer é uma nova oportunidade para sermos felizes. Pelo menos leio isto constantemente.
Mas para mim não. Para mim é o recomeçar desta embrulhada a que chamo vida. É a procura de mais remendos para tapar os inúmeros buracos que a minha história tem. É o recomeçar da luta, desigual, diga-se de passagem, contra o destino e os erros; o passado e o futuro.É a tentativa de aceitar o presente, não deixando apagar a réstia de esperança de que o amanhã será melhor.
Mas regra geral não é...
Nadar para me manter à tona, assim tem sido a minha vida desde que, no início da adolescência, perdi todos os que me amavam e me faziam sentir segura e em paz.
Quaresma? Sim,estou lá. Sacrifício? Conheço, meu companheiro de vida. Morte? De todos os que não deviam ter ido e podiam fazer a diferença. Ressurreição? Diariamente. Porque não posso desistir...


Eva
blog Eva portuguesa - porque o prazer não é pecado