17 novembro 2010

Arma branca... ou preta


Carolee Bildsten, de 56 anos, é dada à borracheira e esquece-se de pagar as contas dos restaurantes. Mais uma vez fez isso, a Polícia veio e ela argumentou ter dinheiro em casa, tendo sido acompanhada pelo polícia para o ir buscar.
Aí chegada, enquanto procurava na gaveta o dinheiro sacou de "clear, rigid feminine pleasure device" tendo "approached the officer in a threatening manner".
Acho que lhe gritou "Eu fodo-te todo" . Quem se fodeu foi ela pois foi para a cadeia.

Ausência

Neste momento sinto uma ausência de mar que recua ao som Lua. As ondas que em sobressaltos iniciaram a sua travessia descendente já não envolvem e enrolam, como antes o faziam noutra qualquer fase Lunar. E hoje é Ocaso. Desígnios humanos inventados.
É um sublime afastamento. Um dormente momento prolongado na Divina forma de estar. Um pacto com o Arquitecto que começa no Inferno, leva-me ao Purgatório e termina no Paraíso.
Cenário Dantesco. Formas e cores obscuras dispostas em 7 pecados capitais que o mar não soube apagar e teimosamente insiste em recuar.
Mas creio, no Arquitecto, no Paraíso, no regresso.
Neste momento sinto uma ausência...

Sossega, sossega, marioneta

Sossega
Sossega marioneta
tu não podes cortar
cada fio que te prende é o que te faz andar
cada fio que te enrola é o que te faz dançar
cada fio que te puxa é o que te faz levantar
tu não podes cortar
Sossega marioneta
Sossega

E o fio que te cega é o que te faz olhar
a mão, o mundo lá fora é apenas uma luva preta,
imensa, em cada dedo num fio que te movimenta;
e o fio que te sufoca é o que te faz respirar

Sossega
Sossega marioneta
tu não podes cortar
cada fio que te corta.

Não é fácil

O concorrido mundo empresarial não perdoa nenhuma escorregada sua.
Hoje em dia, qualquer videozinho pornográfico seu que cai na internet pode acarretar em uma demissão… Aonde vamos parar?



Capinaremos

16 novembro 2010

Edito estrelas

Será que o acto de fazer gestos com a testa pode ser definido como testicular?

A data é esta



A data é esta, ela lembra-se. Lembra-se tanto que parece agora. Tem um diário. O seu diário tem páginas, lágrimas, socos nas paredes, sangue, cuspo. Não, não a corrijamos, não é saliva, é cuspo. Pois, nós não percebemos.
No seu diário também tem datas. E foi reler aquelas. Aquelas desta data e dos dias seguintes e dos dias anteriores. Foi reler para tentar perceber. Ele tinha dito: precisamos de um tempo. Não esperou resposta, evidentemente, não era uma proposta, a decisão era unilateral. Beijou-lhe a testa e foi viver o seu tempo. Nesse tempo em que ele foi viver e ela ficou a morrer, o homem foi-lhe dando conta de beijos. Hoje um beijo etilizado. Ontem um beijo límpido. Antes tinha sido um beijo de saudades. Depois foi um beijo sereno. Os que ele quis. A mulher não conseguiu perceber em que dia, em que beijo, ele entendeu que já não estavam juntos e se deitou noutra cama.
Escreveu o Oscar Wilde: Há sempre qualquer coisa de ridículo nas emoções das pessoas que deixámos de amar. Sim. Mas ainda assim ele mandava beijos. Etilizados, límpidos, serenos, saudosos. Beijos. Beijos como os dantes, como os de agora. Os de agora. Desta data.


Medeia [Infidelidades]

Casais

A propósito de ver um casal junto
até me inspirou:
de onde vêm esses movimentos
apaixonados
e essa tanta languidez
nas palavras sussurradas?!
Exclamo! Pergunto?
De onde chegam tantas inverdades
e tão belas cálidas imagens?
Deve ser Amor.
Digo eu - pensando -
sem saber se é ou não.
De Amor desconheço;
de casais juntos,
muito menos!

Poesia de Paula Raposo

Já tínhamos saudades do Webcedário




O nosso amigo ABC Dário está de regresso... agora no Facebook

Serviço público



HenriCartoon

15 novembro 2010

O problema do livre arbítrio

Não, não tenho qualquer intenção de empreender uma qualquer (pseudo-)dissertação filosófica sobre o tema. Já muitos o fizeram e bem melhor do que eu jamais almejaria.
Mas, caraças, a chatice da liberdade, o peso da liberdade (a expressão não é minha, já se sabe, que eu nunca invento nada de brilhante) é a correlativa necessidade de tomar decisões. De optar. De escolher um caminho em vez de outro, sejam quais forem os motivos que subjazem à escolha. Como nunca sabemos o que nos espera (embora, por vezes, calculemos), tentamos ser previdentes ou audazes, cautelosos ou destemperados, conforme as consequências que nos sintamos com capacidade para acarretar.
E às vezes, só às vezes, uma ansiedade traçada de náusea vem lembrar-nos que talvez tenhamos dado um passo maior do que a perna.
Merda!

Cavaco sabe do que está a falar

"Portugal não está de mão estendida."

O Shark está em condições de provar que o Presidente da República tem razão, pelo menos em parte:



Foto: Shark

Poética sexual

Vigília

Um dia dormes. Nesse dia sonharás. Até agora tudo foi vigília que até à Estrela d'Alva te mostrou o que havia a ser mostrado. Nesse dia notarás a diferença e também tu libertarás asas negras, querida filha do Rei. Se hoje acordas sem saber que acordas, é porque em vigília terás que permanecer até que o sonho distinga a realidade. Nesse dia dormirás, e até à Estrela d'Alva irás repousar. Um dia dormes e quando souberes acordar, a Luz da Janela brilhará de felicidade como até agora não te foi deixado observar. Um dia ajudar-te-ei a dormir.

As legítimas havaianas


Alexandre Affonso - nadaver.com

14 novembro 2010

Poema não eu não meu

O meu poema não é meu,
foi uma musa quem lhe deu
parte musa, parte olhos, parte eu,
para ele poder ser fora de mim
coisas que pensam e nem sou.
O meu poema nem tem fim,
em cada peito que lhe tocou
o poema foi outro, renasceu;
o meu poema não é meu,
é pó de mim, areia de quem leu,
na musa aninham-se e eu assim
já nem sei de que forma estou.
O meu poema não é meu
viaja por tantas mãos que, enfim,
eu já nem sei onde é que vou.
O meu poema não é meu,
é vosso e da musa que mo devolveu
bem mais que eu, bem mais que o meu.


«O lenço bordado» - por Rui Felício

Como tantas vezes sucedia, fomos uns quantos a um baile no Clube de Vendas do Ceira que os organizava com relativa frequência. Lembro-me do Munhoz e, salvo erro, do Eloi que comigo e outros ali se deslocaram palmilhando o alcatrão da Estrada da Beira desde o bairro até Ceira.
Os Ases do Ritmo abrilhantavam a festa e era ao som das suas músicas que os pares rodopiavam, que os corpos roçagavam, que as mentes sonhavam...
Ao ritmo do tango, música sensual por excelência, os sonhos aproximavam-se do auge, as pálpebras semicerravam-se, todos imaginando serem transportados para longínquas e idílicas paragens, onde os inconfessados desejos se consumassem.
Foi neste ambiente tépido e sonhador que caiu, como um balde de água fria, a voz tonitruante de um director do Clube que mandou interromper a música, proclamando em voz bem alta:
- Meus Senhores e minhas Senhoras! Foi incontrado na retrete das Damas um lenço vordado que entregarásse a quem lhe probar pertencer!
De imediato uma moçoila, do meio da sala, gritou:
- Deve ser o meu. Fui eu co perdi!
E o director do Clube:
- Diga lá como é que é o lenço.
E ela:
- O lenço é branco, tem um pesponto omarelado à bolta, e tamém tem um passarinho e as letras do meu nome bordadas.
Nova pergunta do director:
- Como é ca menina se chama? E que letras são essas?
A moça desfez todas as dúvidas:
- Chamo-me Orora Obuquerque. As letras bordadas no lenço são O.O.
- Confere! , rematou o director, entregando-lhe o lenço e fazendo sinal aos músicos para retomarem a sua actuação.

Rui Felício
Blog Encontro de Gerações

Fuckmachines

Via Mr Steed, cheguei à surpreendente descoberta de que na época vitoriana era comum oferecer vibradores, fossem eles eléctricos ou até a vapor.
Eram também recomendados medicamente para vários problemas de saúde.

Vem aí o Natal, encham esses sapatinhos de piçalhos e alegrem as damas da família, da filha à sogra, passando pela mulher e pela tia Gertrudes.

Médica de família

crica para visitares a página John & John de d!o

13 novembro 2010

“Conas light” ou “Os violinos de Chupan”

A cada vez que algum homem me diz que mulheres com pêlos na cona lhe tiram o tesão, fico atrapalhada. Como? Mulheres com pêlos na cona? Se me dissessem que lhes não agradam mulheres com pêlos nas costas, pêlos nas coxas, pêlos na venta… ainda vá… faz algum sentido… Mas pêlos na cona?? Escusado será dizer que tais afirmações são sempre tidas do lado de cá com grande desconfiança… além de acompanhadas de quedas súbitas de temperatura. Porque se há mesmo coisa que me tira o tesão à velocidade da luz, é o fundamentalismo. Sou profundamente fundamentalista anti-fundamentalismo!

Sob o efeito do espanto, dou por mim a pensar: “Porra! Isto assim não deve ser fácil! Perder o tesão com conas com pêlos? Ora, raios! Deve ser complicado encontrar uma mulher adulta sem pêlos na cona!" Depois, também me causa uma grande estranheza que se limite a atracção sexual a um determinado “corte de cabelo”, esteja ele ou não na moda.

Não sei porquê estas coisas fazem-me lembrar de um tempo em que eu e uma amiga nos sentávamos num cantinho recôndito da escola a ver as revistas pornográficas que ela surripiava ao tio… bons tempos! Ríamos muito daquelas badalhoquices todas, e às gargalhadas púnhamo-nos a imaginar as pessoas mais respeitáveis que conhecíamos em tais preparos, ou que medidas extremas de higiene seriam necessárias para que fossemos capazes de aproximar as nossas bocas daqueles estranhos prolongamentos carnudos, ainda mais se pareciam sempre prontos a cuspir algum líquido de aspecto e sabor duvidosos! E hoje ainda mais me rio das nossas gargalhadas e da profusão das nossas certezas!

Um falo veio entretanto a converter-se em algo de muito limpo e de muito belo. Claro que também os há sujos… se não tomarem banho ou se os seus donos forem badalhocos! E na beleza, tal como os rostos, uns serão belíssimos, outros mais ou menos, outros, por certo, muito feios, também dependendo dos olhos que os vêem (embora os das “revistas” tenham quase sempre um ar simpático…). O mesmo sucede com as conas, e não há cortes de cabelo que lhes valham se acaso não se lavam ou o nariz lhes sai muito torto ou as orelhas fora do lugar! Quanto à higiene, não vejo razão para que se considere mais limpa uma cabeça careca que outra com cabeleira. O que não significa que não se deva cortar o cabelo, ou rapa-lo, ou penteá-lo da forma que a cada um pareça melhor.

Os pêlos púbicos, tal como os das axilas, possuem glândulas, as glândulas apócrinas, responsáveis pelo odor corporal, sendo que este pode ser controlado pelo corte dos pêlos. Cada caso é um caso: se há pessoas naturalmente “fedorentas”, também as há “cheirosas” ou bastante inodoras. A mim tudo isto me parece uma questão de elementar bom senso. De onde me ocorra também que impor um odor corporal muito intenso a outra criatura, sobretudo num primeiro encontro, não seja nada simpático, ou, no mínimo, tenda a ser uma manobra arriscada… Por outro lado, não cheirar a nada, também pode não ter graça...

Quanto ao restante, desenganem-se cavalheiros! Isso de “conas light” é uma ilusão! Independentemente do número do pente de corte, uma cona será sempre uma coisa esquisita cheia de peles e de dobras e de flora muito complexa! Ou bem que agrada, ou não há corte de cabelo que a salve!

(Eu não disse? Cá estão! “Os violinos de Chupan”… Perdão! Chopin!)

Silêncio - Tudo

Silêncio teu que me diz mais que palavras, gritos em ti – trocadas por mim, interpretações roubadas e observações...
Mirante... Silêncio dado, silencio visto – vês?
Traduz a felicidade em silêncio – não se sente pelas palavras...
Onde está o objectivo? Em silêncio te disse claramente, vibraste em palavras surdas que me confirmaram.
Tremores, medo... Não tremores de medo. Medo da palavra mal recebida – contenção, devagar... em silêncio e palavras brincadas, espera.
Os fios, curtos, emaranhados? Puxões consentidos, empurro e puxo para ajeitar, para afagar, para observar...
Diz. Se não desta maneira, da outra. E assim? E se duas voltas se derem até ao enrolado final? Pronto, não digas... interessante.
E assim... Tudo.