Claude Nicholas Ledoux foi um arquitecto utopista e visionário que viveu em França na transição do século XVIII para o século XIX, sendo considerado um dos primeiros expoentes do neoclassicismo por terras gaulesas.
Verdadeiramente revolucionário e claramente à frente do seu tempo, é possível encontrar trabalhos de Ledoux em vários locais desse país, embora muitos deles não tenham chegado a ser construídos.
Nas minhas viagens por França, tive ocasião de visitar várias vezes aquela que é a obra mais emblemática de Ledoux: as Salinas Reais de Arc-et-Senans (clicar aqui para saber mais) que hoje, classificadas como Património da Humanidade pela UNESCO, funcionam como centro cultural, sendo palco de espectáculos musicais, exposições permanentes e temporárias, festivais temáticos, entre outros.
Acabei até por encontrar obras deste arquitecto em locais verdadeiramente inesperados, na forma de reconstruções numa área de serviço de uma auto-estrada (ver aqui), onde também estão patentes exposições temporárias. É verdadeiramente estranha esta ideia de uma área de serviço que não se limita a vender sandes de panado e café junto a instalações sanitárias e a um posto de abastecimento de combustível mas, verdade seja dita, quem consegue compreender o que vai na cabeça dos franceses?
Eis por exemplo o Pavilhão dos Círculos na dita área de serviço, contendo na altura uma exposição dedicada à Volta à França:
Ledoux era também apologista da ideia de que a estética dos edifícios deveria também traduzir a natureza da sua utilização. Na exposição permanente dedicada a Ledoux nas Salinas Reais, encontrei alguns exemplos disso mesmo.
Ledoux era também apologista da ideia de que a estética dos edifícios deveria também traduzir a natureza da sua utilização. Na exposição permanente dedicada a Ledoux nas Salinas Reais, encontrei alguns exemplos disso mesmo.
Entre maquetes várias, descobri o projecto do OIKEMA, a "Casa do Prazer". Este projecto (nunca passou disso, vá-se lá saber porquê) propunha uma solução para a construção de um bordel, tendo sido desenhado por volta do ano de 1800.
Se a fachada principal só por si dá uma ideia de imponência...
Se o Ledoux fosse hoje vivo, para além de ser um grande amigo do nosso Cutileiro, seria sem sombra de dúvida um adepto fervoroso d'A Funda São!
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