18 setembro 2012

MMMNNNRRRG

Não, não tenho as mamas em cima do teclado!
MMMNNNRRRG é uma editora portuguesa onde fiz umas comprinhas recentemente, para a minha colecção:


Rapsódia Erótica de autoria do Grupo Empíreo, Sociedade Anónima de Recreio e Prazer. Uma das frases: "a melhor pornografia é a que nós fazemos".


Segundo número da rapsódia erótica AcontorcionistA, intitulado Calendário, "o qual se apresenta como um instrumento devidamente preparado para assinalar de maneira condigna, e ao longo de várias décadas, os mais emocionantes compromissos relacionados com os prazeres carnais".


Livro de banda desenhada. Francisco tem uma maldição de uma bruxa ciumenta... o seu pénis mata as mulheres com quem fizer "o amor".


Segundo livro de Max Tilmann em Portugal. Pintor e dramaturgo, nascido a 4 de Abril de 1955 em Oldenburg (Alemanha). Contrapõe imagens de pornografia (terrorismo, guerras, fome, refugiados, escravatura sexual, etc.) a imagens eróticas de sexo. Como eu faço quando defendo certas causas.

17 setembro 2012

O laço impenetrável do silêncio

É já no próximo sábado que será apresentado o meu mais recente livro de poemas, «o laço impenetrável do silêncio», Chiado Editora.

Apresentação do prefaciador e poemas lidos pelo Jorge Castro e pelo Manuel Branco.

Do prefácio de João Videira Santos saliento: "despida de medos, nua de preconceitos, esta é uma poesia que se come no apetite da leitura, no delírio da intimidade, no parir da originalidade".


The Waste Language



Obscenatório

«pensamentos catatónicos (273)» - bagaço amarelo

azeitonas

Eu podia escrever um livro apenas sobre as mulheres que, estando à minha frente na fila do supermercado, saíram para ir buscar mais qualquer coisa de que se esqueceram. Normalmente são simpáticas, essas mulheres, até pedem desculpa quando deixam as coisas as compras a marcar lugar. Mas atrasam tudo e todos.
Hoje aconteceu-me mais uma vez. Eu só tinha um molho de agriões, um frasco de azeitonas recheadas e uma alface no cesto dum supermercado que só tinha duas caixas abertas. Escolhi uma delas à sorte e tive azar. Ou sorte, depende do ponto de vista.
A cliente que estava à minha frente, quando o rapaz da caixa já tinha lido praticamente todos os códigos de barras dos seus produtos, lembrou-se que também queria comprar alhos. Lá foi ela aos saltinhos, prometendo ser rápida, buscar os alhos. Demorou mais do que seria expectável. Quando voltou trazia um chocolate, um conjunto de três copos para vinho e uma embalagem de bolachas. Não trazia alhos.
O rapaz ia fechar a conta quando ela me perguntou se as azeitonas que eu tinha eram boas. Que sim, respondi. Diga-me só onde estão para eu não demorar muito a ir buscá-las, pediu-me fazendo também sinal ao rapaz para aguardar um pouco. Dei-lhe o meu frasco, mais por achar que as pessoas que estavam atrás de mim iam explodir do que por me sentir atrasado.
Depois de fazer as compras ela chamou-me. Tinha pedido um café num balcão ali perto da caixa mesmo sem saber se eu queria de facto bebê-lo. Mas bebi-o, enquanto mantive uma conversa animada sobre a razão de não ter posto açúcar, como é que costumo comer aquelas azeitonas, e fiquei também a saber que ela conduz sem ter carta de condução.
Ofereceu-se para me levar a casa. Não é preciso, respondi. A minha namorada vive aqui perto, conclui. E ela lá foi, com um estranho sorriso que nunca lhe saiu da cara durante este tempo todo. Não cheguei a perceber se fui propositadamente gozado ou não.


bagaço amarelo
Blog «Não compreendo as mulheres»

Lambidelas em grande



Via EclecticaErotica

A inocência dos brinquedos

Andy cresceu, amigos.



Todos adolescentes rolam os dados no colo.

Capinaremos.com

16 setembro 2012

Medida anti-troika: restaurante espanhol cria menu de 8 euros com stripper à sobremesa

Salvo melhor opinião



Cruzei a perna que não fora à toa que trouxera saia justa e meias de liga e o plágio da Sharon Stone tem efeito garantido. Reparei que ele mexeu a sua cadeira ligeiramente para trás para conseguir um melhor enquadramento visual da minha profundidade. Já quando para ler em conjunto a notícia que me indicara me debruçara sobre o seu jornal percebera os seus olhos a escorrerem pelo meu decote até me ensoparem o soutien.

E parecia-me certo que a traquitana do Hi5 para encontros pingava gajos que alinhavam frases escritas e uma meia dúzia de conversas à cata de substituir a insuflável de qualquer loja da especialidade por uma de carne e osso que era um objectivo similar ao que me trouxera aquele cafézinho para não gastar o meu tempinho a fantasiar um gajo de carnes rijinhas ávido por me lamber enquanto lhe tricotava caracóis nos cabelos e depois em soluços de pénis se introduzia em mim até descarrilar como se eu fosse a linha do Tua.

Com os dedos a dar a trigésima quinta volta ao papel do pacote de açúcar ele comentou a falta que fazia um elixir do amor que poupasse tempo e um monte de sarilhos às nossas vidas agitadas e retorqui-lhe que era uma pena não me conseguir embebedar. E perante a sua interrogativa mão direita a acolchoar-se ao fecho das calças precisei que as minhas hormonas me conduziam naturalmente ao sexo puro e duro salvo se ele ali presente visse inconveniente nisso.

Grandes males, grandes remédios




Via Dick Art

Osmar (IX)



Ricardo - Vida e obra de mim mesmo
(crica na imagem para abrir aumentada numa nova janela)

15 setembro 2012

A palavra de ordem de hoje


Webcedário no Facebook

Para quem não saiu à rua, pode saber aqui do que estamos a falar.

Homens, aprendam a reparar um buraco numa parede de pladur

«piano» - bagaço amarelo

Estou numa casa que não é minha. Não sei de quem é, para ser sincero. Sei que tem um piano e que entrei aqui com uma mulher que acompanhei desde um restaurante na baixa da cidade, enquanto os candeeiros das ruas cochichavam em segredo sobre nós. É natural que o fizessem. Eles têm-me visto todas as noites por aí, sozinho que nem um cão, à deriva pelas ruas labirínticas de Aveiro.
Convidou-me a entrar. Aceitei na condição de ter dois copos e uma garrafa de vinho, como que a dizer-lhe que esperava sentar-me com ela a conversar antes de irmos para a cama. Se é que vamos para cama, pergunto-me em silêncio. Ela estende-me um copo generosamente servido com um vinho que diz ser do Douro. Reparo nos dedos dela, que de tão finos me espantam por conseguirem segurar um copo tão grande e cheio. O piano deve ser dela. A pianista deve ser ela. Talvez a casa seja dela também.
Dou o primeiro gole e sento-me num sofá de um só lugar que me parece demasiado limpo para a roupa que trago vestida desde manhã. Ela puxa uma cadeira de madeira e senta-se perto de mim, talvez para evitar que as paredes ouçam a nossa conversa. Sou eu quem está mais desconfortável, apesar de tudo. Começo a sentir-me um monstro na casa duma bela qualquer. É a primeira vez que me apetece beijá-la.
Nada lhe falha nos gestos, como se os tivesse ensaiado uma vida inteira. Já eu, a pousar o copo na mesa de vidro da sala tenho que fazer três tentativas para não entornar vinho. O som do vidro com vidro parece-me uma bomba a atingir o solo. Fico nitidamente em desvantagem. Estou inseguro, intimidado. Ela não.
As mesas do restaurante estavam todas ocupadas. Ela chegou sozinha e perguntou-me se podia sentar-se. Foi o empregado que moderou o nosso encontro, assim que nos viu juntos. Pelos vistos somos os dois clientes habituais do mesmo sítio, apesar de eu nunca a ter visto na minha vida. Não sabia que eram amigos, disse ele. Eu também não, respondi. Ela sorriu. A conversa entre nós continuou a partir daí, do simples facto de estarmos juntos por uma casualidade. Jantámos, bebemos, saímos dali.
Pego no copo de novo. As marcas redondas que foi deixando na mesa de vidro fazem o símbolo dos Jogos Olímpicos. Costumo fazer isso várias vezes, pousar o copo de forma a fazer um desenho qualquer. Talvez, afinal, eu não esteja assim tão nervoso.É a primeira vez que me recosto para trás. Sinto o veludo do sofá a segredar-me coragem enquanto ganho ângulo suficiente para lhe ver o corpo quase todo. É bonita. Não sei bem de quem é esta casa, mas uma conversa com um bom copo de vinho é a melhor forma de o descobrir. Tocas Piano? E ela sorri.


bagaço amarelo
Blog «Não compreendo as mulheres»

Amor na carroça

Taça em bronze dos anos 20 do séc. XX, com 12,5 x 11 x 2 cm.
Em relevo, estão um soldado a abraçar uma senhora com chapéu de chuva, em cima de uma carroça puxada por um burro, observados por um cão e um gato. Em segundo plano , vê-se um homem em pé (a fazer o quê?) e outro sentado.
Esta carroça já chegou à minha colecção.

Um sábado qualquer... - «Criações»



Um sábado qualquer...

14 setembro 2012

Durex dá instruções antes do voo

«Isto não é um bico qualquer» - João

"Corremos todos. Uns na direcção certa, outros errantes, mas todos corremos. De manhã para a estrada a caminho do trabalho. Durante o dia, para cumprir um prazo qualquer, ao final da tarde de regresso a casa e o pouco tempo que sobra divide-se entre a vida doméstica, as pessoas que partilham a vida connosco, não raras vezes com mais trabalho que veio atrás de nós – o que é amplamente facilitado pela multiplicidade de gadgets a que hoje temos acesso -, e mesmo a mais fervorosa pessoa, seja homem ou mulher, provavelmente chega à cama e tem vontade de dormir. Não quer enrolar-se em sedução, não quer esmagar-se na humidade do sexo, quer dormir. Esta poderá ser uma das razões que leva ao desencontro entre as pessoas, a correria que mesmo quando não as afasta fisicamente, afasta-lhes as vontades. Sabendo nós que o sexo é um ingrediente importante para a vida conjunta, e que os homens – não só, mas eu que sou homem, falo do que melhor conheço – gostam muito de sexo, é fácil deduzir que quando falta o sexo, a insatisfação instala-se, e os casais divergem. E o que mais se vê, hoje, é a divergência.

Digo às mulheres que conheço, muitas, muitas vezes, que a maneira mais simples de manter um homem feliz é fazer-lhe um bico. Sinto que não me levam a sério. Mais que isso, sinto que não entendem porque o digo, e porque razão um bico – eufemismo para fellatio, bem entendido – pode ser tão poderoso. Bom, desde logo, porque os homens gostam de bicos. Ainda estou para conhecer algum homem que diga que não aprecia. Admito que a excepção exista, mas julgo, ainda assim, razoavelmente seguro generalizar e dizer que todos os homens gostam de fellatios.

Um fellatio, por muito banalizado que pareça ser nestes tempos de relativização e liberdades, não o é tanto assim. Julgo que continua a encerrar um certo sentimento de transgressão. Por um lado, porque desafia a sacrossanta regra do frango assado – i.e., o coito na posição do missionário -, por outro, talvez, porque as mulheres se esquecem de o fazer com o tempo que passa (e será justo dizer-se, eventualmente, que os homens também se esquecem do cunnilingus) o que devolve o fellatio ao domínio das doces memórias que se querem recuperar. Notem, ainda, que o homem, motivado como é, muito mais que a mulher, pela imagem, pelo estímulo visual, cresceu e tornou-se adulto, muito provavelmente, inspirado pelas cenas da pornografia convencional em que as mulheres se atiram, quase literalmente, aos pénis, lambendo-os e fazendo-os desaparecer nas suas profundas goelas como se não houvesse amanhã, como se aquele pénis fosse delicioso, e como se aquilo fosse o ápice do seu prazer sexual. Atenção homens, fomos enganados! Não me parece que seja assim. Tenho, para mim, que as mulheres – bom, muitas mulheres, há excepções -, genericamente, não gostam assim tanto de abocanhar pénis. Se achamos que a nossa vida vai ser uma pornografia em todo o seu esplendor, com as mulheres a tentar sorrir e declamar poesia de boca cheia, estamos redondamente enganados. As coisas não são assim.

Há mais razões que podemos apontar para o facto de os homens apreciarem os fellatios. Embora seja uma coisa que fragiliza, porque nos coloca à mercê de dentes e maxilares capazes de exercer várias toneladas de força, o que nos causaria dificuldades em caso de desentendimento com a feladora, não deixa, também, de ser uma situação de exercício de poder. Diria que o homem se sente poderoso quando uma mulher o abocanha. Sente-se desejado, e talvez leia algumas das mais típicas posições para o fellatio como demonstrativas da sua ascendência sobre a mulher, que se ajoelha perante ele de forma submissa. Nada mais errado, tanto quanto o sexo forte é efectivamente o feminino, como os mais informados homens certamente reconhecerão.

Regressamos assim à ideia original: a maneira mais simples de manter um homem feliz (leia-se, com isto, também, a maneira mais simples de manter um homem feliz e fiel) é fazer-lhe um fellatio regular. Porque o defendo? Simples. O coito dá mais trabalho. As pessoas estão cansadas, e precisam dispôr-se a, durante alguns minutos (mais ou menos conforme a vontade e o local) despir-se em graus variáveis, deitar-se ou recostar-se ou coisa que o valha, entregar-se a exercícios frenéticos, suar, eventualmente fingir um orgasmo (ao que parece as mulheres são boas nisso) e depois limpar-se, vestir-se, e fazer tudo o resto que há para fazer. Lamento a frieza da descrição, mas as nossas vidas não têm glamour na maioria dos dias. Oiço tanta mulher dizer-me que não tem pachorra para viver esta sequência de eventos, e que só querem é dormir, que perante isto um bico é mais simples. É descer as calças ao candidato, lamber-lhe o marsápio como se não houvesse amanhã – e nem precisam despir-se, vejam bem – e o resultado é garantido. Em poucos minutos têm um homem feliz e pronto para tudo o que quiserem, sem que tenham sequer suado muito. E, se usarem os vossos dotes interpretativos, podem fazer com que o fellatio pareça realmente desejado, feito com determinação, com enlevo. O enlevo é fundamental, porque na pornografia que nos acompanhou no crescimento, o enlevo estava lá, ainda que falso. E que não seja tímido. Um fellatio que tranquiliza um homem e lhe dá uma boa noite de sono, é um fellatio arrojado."

João
Geografia das Curvas

Postalinho de Guimarães - gárgula da igreja de Nossa Senhora da Oliveira

Os meus amigos já me tinham dito: quando fosse a Guimarães, teria que reparar numa das gárgulas da igreja de Nossa Senhora da Oliveira, virada para a Praça da Oliveira, bem no centro histórico da cidade.
Eu lá fui espreitar e... e... o que é aquilo?


É! É! É um autobroche (ou autofelatio, para quem quiser armar-se aos cágados com Latim)!


Entretanto, descobri várias referências a este... fenómeno de Guimarães:
Guimarães Hip! - «As Gárgulas: um pequeno “detalhe”»
Estudo «Contributos para o estudo das gárgulas medievais em Portugal: desvios e transgressões discursivas?» de Catarina Fernandes Barreira, UCP
Neste estudo, a autora refere esta gárgula na página 190:
"Na torre da igreja de Nossa Sr.ª da Oliveira, Guimarães (séc. XVI), podemos observar uma gárgula, posicionada à esquina, inserida no primeiro registo, que representa uma figura masculina a protagonizar uma cena de felatio a si própria, numa estranha posição, de rabo virado para o exterior. E a sua representação é bem explícita, pois é bastante visível para o observador o falo erecto, que o artífice enfatizou exagerando a sua escala. Reportamo-nos mais uma vez ao estudo realizado por Maria Manuela Braga, já aqui citado e a um tema relacionado: o de “tocar gaita” ou “tocar gaita-de-foles”, com conotações sexuais relacionadas com a masturbação, comuns em alguns cadeirais. Em relação ao tema da nossa gárgula, a historiadora já havia detectado uma cena de felatio entre dois putti no portal da Sé de Lamego. Em última instância, estes temas reportam também ao pecado da luxúria, mas no masculino, a um aspecto mais escabroso e grotesco da sexualidade masculina. Mattoso afi‡rma que “podemos conhecer alguma coisa acerca do que os portugueses da Idade Média diziam da sexualidade, mas pouco ou nada ficamos a saber acerca do que eles realmente faziam”. Ao que nós acrescentamos que, embora possamos conhecer algumas representações plásticas da sexualidade, também não podemos tomar ilações conclusivas, pois parece-nos que este tipo de representação nas gárgulas não são facetas do quotidiano pelo seu carácter excêntrico e mesmo extravagante."

Foto de autor desconhecido


aos governantes...

o meu desabafo... político.
Raim on Facebook

Insinuação



Meninas WTF

13 setembro 2012

Eu vi uma pentelheira

Eu vi uma pentelheira
No corpo daquela dona
Que quase caí pra trás
Era pentelho de ruma
Que não acabava mais
Era uma mata profunda
Que começava no imbigo
E terminava na bunda.

Pra descobrir o priquito
Por detrás daquela mata
Fiz um esforço tão grande
O coração quase me mata
Os pentelhos da mulher
Era uma mata de cipó
Tudo muito emaranhado
Cheio de trança e de nó.

Me fiz de bom caçador
Na frente do cipoal
E rompi aquela mata
Com a força do meu pau.

Chico Doido de Caicó (1922-1991)


Demi Moore
´























blog A Pérola

«Diário do Patife II» - Patife

O mês passado deu-se início à rubrica “Diário do Patife”. Todos os meses, um dia do diário do Patife passa a ser aqui transcrito sem censuras:

9 de maio
Hoje acordei com vontade de comer cachupa mas acabei por comer uma cachopa. Faltava sal.

Estou a treinar o Pacheco para desapertar soutiens. Isto promete.

Acabei de andar dez andares num elevador com uma gaja com um grande par de mamas. Achei que era um desafio demasiado grande mandar o nabo desapertar um soutien daqueles. Vou continuar à procura.

Encontrei as mamas perfeitas. Mas estavam acopladas a uma gótica com ar de doente. Uma autêntica clamídia adams. Vou jantar.

Estou a comer um bife com esparregado no restaurante e a empregada tem um decote insinuante. Sempre que me serve o vinho eu tenho uma erecção. Se me descuido ainda o bife fica acompanhado de esporregado.

Trouxe a empregada para casa e o Pacheco conseguiu desapertar-lhe o soutien à primeira e com elevada destreza fálica. Perante tal performance até as guelras da pachacha da moça bateram palmas.


Patife
Blog «fode, fode, patife»

Postalinho de Guimarães - monte da Penha

No topo do Monte da Penha, em Guimarães, há penedos enormes em granito, com formas curiosas, formando grutas, miradouros, desfiladeiros e labirintos.
Muitos deles estão identificados ("penedo que abana", "penedo do susto",...). Este, onde instalaram uma antena que julgo ser de televisão, creio que não está baptizado mas é para mim o mais bonito.

- É uma cabeça de caralho!
- Não é nada! É um rabo e pernas abertas!


- Vejam o penedo invertido. É uma vulva!


A cultura e o turismo são coisas muito lindas, foda-se.
Ou, como dizia um senhor muito calmamente mas em voz bem alta, ao telemóvel, no passeio de uma rua no centro da cidade de Guimarães:
"Não vou nada! Não vou nada para o caralho! E você também não vai, pois não? Você não vai e eu também não vou."

... pacote para 2013

Raim on Facebook

Encontro Romântico


Alexandre Affonso - nadaver.com

12 setembro 2012

Ventos da mudança

O poliamor já faz jurisprudência.

«conversa 1911» - bagaço amarelo

Ela - O meu marido fica todo roído de ciúmes quando lhe conto algumas coisas que se passam no meu escritório.
Eu - Porquê?
Ela - Porque sim. Se eu lhe digo, por exemplo, que um colega meu me convidou para almoçar, ele muda logo de cara. Não diz nada, mas eu noto que ele fica doente.
Eu - Não faças isso.
Ela - Faço porque quero que ele saiba que ainda há homens que se interessam por mim.
Eu - Se ele gosta mesmo de ti, acha que todos os homens no mundo se podem interessar por ti. Afinal de contas, ele é homem e interessa-se. Tu andares a provocar-lhe ciúmes dessa maneira, só pode fazer com que ele te ganhe alguma raiva e vá gostando cada vez menos de ti.
Ela - Tens a certeza?
Eu - Tenho.
Ela - Então hoje digo-lhe que é tudo a brincar.
Eu - Não digas nada. Está calada que chega.
Ela - Olha que esta. E eu lá sei estar calada?! Tenho que estar sempre a dizer qualquer coisa.


bagaço amarelo
Blog «Não compreendo as mulheres»

Postalinho de Guimarães - Paço dos Duques

Num passeio a Guimarães, fui visitar o Paço Ducal.
O bilhete tinha um logótipo que achei muito... curioso. E é o que aparece na página internet do Paço dos Duques:


Os designers são muito malandrecos, a gente já sabe. Mas aonde foram eles buscar a ideia de uma glande para um logótipo de um palácio?!


Vamos à visita e... o que é aquilo em cima dos telhados, em grande número e com comprimentos variáveis?!


Ah, pois são! Está explicado o logótipo!


A mística do macho

Crica para veres toda a história
Machótica


2 páginas (cricar em "next page")

oglaf.com

11 setembro 2012

Agenda Kinky

Já está disponível o número de Setembro da Agenda Kinky - Setembro 2012

Eva portuguesa - «Hoje»

Comecei o dia cedo. Eram 7h da manhã já o meu filhote me estava a acordar, juntamente com a cadela e, entre beijos de um e lambidelas de outra, lá me levantei. Enquanto preparo o pequeno almoço, o pequenito leva a cadelinha à rua. Vestir, comer, lavar dentes e ala que se faz tarde! Deixo a criança meio nervosa, meio ansiosa, pois é o primeiro dia de colégio depois das férias grandes. Entro com ele, fico um pouco e já bem mais à vontade e na conversa com outros meninos vem-se despedir de mim. 
Sigo rumo ao ginásio, pronta para a minha já habitual guerra contra as gordurinhas e a flacidez. A idade é lixada!
Passado 1,30h meto-me no carro em direcção ao apartamento, mais leve e também mais dorida.
Preparo tudo primeiro :velas, música, lençol, toalhas, creme de massagem, preservativos...
Ligo a máquina de café e sirvo-me de um.
Dispo-me e preparo a lingerie para hoje: um conjunto novo que vou estrear.
Quando estou para me enfiar na banheira, toca o telefone."Olha,quanto é que levas para foder?" - pergunta uma voz de miúdo. Disse-lhe para ir f*der a mãe dele!
Isto não está a começar bem!...
O dia continuou mais ou menos neste tom...
Tive apenas um cliente de meia hora, que me veio recomendado por outro.
São quase 22h, estou aqui fechada desde as 11h e não se passa nada...

Tenho o site, anúncio no D.N., anúncio nos 2 fóruns, estou a fazer promoção e mesmo assim nada...

E eu aqui linda, cheirosa, gulosa e carente...
Enfim... hoje... não foi um dia bom...


Eva
blog Eva portuguesa - porque o prazer não é pecado

Passatempo: Se fosses ciclista, qual preferias disputar?


A Vuelta?


Ou a VOLTA?
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Nota da ediSão - não querendo tirar mérito à análise... sociológica do Shark à coisa, fiquem-se com esta foto da comemoração da vitória na Vuelta de Alberto Contador. Depois, voltem a responder à pergunta do Shark...

Puxador de porta

Já tenho este puxador de porta, que veio dos E.U.A., há bastantes anos. Mas acho que nunca vo-lo tinha mostrado aqui.
Que tal?



10 setembro 2012

As estantes das livrarias estão vazias de erotismo

     Para aqueles que gostam de literatura erótica é um pouco complicado buscar por uma leitura do erotismo nas livrarias. Se não temos já em mãos o livro que buscamos, como encontrarmos algo que ainda desconhecemos?
     Nas estantes dividem as obras por Literatura Estrangeira, Literatura Nacional, Literatura Juvenil e Infanto-Juvenil. Mas não há uma "Literatura Adulta" (prefiro que chamem de literatura erótica). Mas não creio que seja por desorganização dos livreiros. Muito mais provável é a tese de que ainda não há um público bem formado para este tipo de leitura. Digo isto porque tive algumas experiências que mostraram que as pessoas ainda se sentem incomodadas com o assunto sexo. Parece que só é permissível falar de sacanagem quando estamos trancados no quarto, ou no bar com os amigos, ou nos programas de humor. Em outro ambiente as pessoas se demonstram reprimidas. Nos lançamentos do meu livro na Erotika Fair 2012 e Bienal do Livro (ambos em São Paulo) percebi que o público se envergonhava ao ler "Coma de 4", título do meu livro. Mesmo numa feira erótica homens e mulheres se encolhiam e saiam de fininho quando chamados a conhecer o trabalho. Na Bienal do Livro foi ainda pior, quando percebiam que foram flagradas expiando a capa do livro, desviavam os olhares para o nada, e então saiam.
     O público não busca apenas auto-ajuda. O público também quer erotismo, apenas tem vergonha, vergonha de ser visto lendo um livro erótico, por um amigo, familiar e até mesmo por desconhecidos. O moralismo é ainda muito forte em nossa sociedade. E para que a literatura erótica seja lida ela precisa ser difundida e estimulada. Acredito que é isto que falta para que nas livrarias surja uma estante só para o gênero.



Obscenatório

«porreiro, pá!» - bagaço amarelo

Em Portugal somos todos uns porreiros. Aliás, acho que o adjectivo "porreiro" e todo o seu alcance semântico deviam ser património nacional. Neste país crescemos a aprender que somos todos porreiros independentemente daquilo que verdadeiramente somos.
O único senão da coisa é que ser porreiro é muito pouco, principalmente quando comparado com a importância que se lhe quer dar. Ser porreiro, em abono da verdade, não é muito mais do que conseguir manter uma conversa de café sem dar um tiro no interlocutor. Conhece-se alguém à mesa do café, enquanto se bebe uma cerveja gelada e se fala de futebol, e pronto, já está: mais uma pessoa porreira que se conheceu.
É isso que é o porreirismo nacional, uma forma de esconder o que verdadeiramente somos. Qualquer sacana cobardolas que bate na mulher em casa, a tortura física e psicologicamente, se quiser passar da besta que verdadeiramente é a um gajo porreiro em menos de cinco minutos, só tem que ir ao café beber um copo com um amigo e já está. Entra uma besta e sai de lá um gajo porreiro.
As reacções à violência doméstica, aliás, não passam muito do espanto porreirinho. Afinal de contas ele até é um gajo porreiro, portanto ela deve ter feito alguma coisa. Talvez por isso haja cada vez mais gajos porreiros a agredir as mulheres em Portugal. Aliás, já há tantos que em menos de vinte e quatro horas foram assassinadas três. Duas a tiro, em Boticas e em Gaia, outra estrangulada em Olhão.
A Polícia de Segurança Pública tem, na sua página oficial, um aviso sobre violência doméstica que assume a forma de pedido, porque estamos a falar de um crime público e que portanto depende da queixa de qualquer cidadão. Não apenas da vítima. Se os cidadãos não se queixarem, a polícia fica de mãos atadas. Eu queixo-me. Para acabar com o nacional porreirismo.


bagaço amarelo
Blog «Não compreendo as mulheres»

Os japoneses lembram-se de cada cena...



Via fecskelaszlo

Google, seu desgraçado!

A culpa da procrastinação é toda dele.



Boa pergunta, Google, boa pergunta.

Capinaremos.com

09 setembro 2012

Vida há só uma



HenriCartoon

Naturismo - antes de mais, um estado de espírito


Le naturisme, un état d'esprit avant tout... por LCM

Teoria dos Três Cês


Oh Senhor Doutor, receite-me Prozac ou Xanax ou outra coisa qualquer, mas eu quero parar de sonhar com ele.

Acordo a meio da noite como se o odor dele guiasse a minha mão para descobrir os seus caracóis e um pénis que se avoluma para lá dos meus dedos e torna tão real a sensação das suas mãos dedilhando os meus mamilos. Aquela barba, crespa e negra, sorrindo de forma cúmplice, catapulta-me para as piadas diariamente trocadas entre cada vinte e cinco palavras escritas. E Senhor Doutor, até adivinho um pneuzito sob a camisola de malha grossa por onde me apetece escorregar a língua em linha recta, do umbigo até à nascente dos testículos. Imagem a imagem passam tantos emails trocados à razão de um humor comum, no intervalo de cada artigo. E depois surge o seu corpo todo, cara, pescoço, mamilos, braços, pernas e pés como um polvo colando as suas ventosas em todos os poros excitáveis de mim para acabar a deleitar-me nas metáforas usadas nos poemas que me mostrou junto à máquina de café. Pudesse eu saborear a fusão da sua glande a tocar o meu útero, contraindo ritmicamente as paredes de mim e certamente Senhor Doutor, não estaria aqui a suplicar-lhe químicos.

Pois é, Senhor Doutor, porque como praticante de solidariedade feminina, só me resta reconhecer, como dizemos entre amigas, que está tudo na Teoria dos Três Cês: os homens interessantes ou são casados ou comprometidos ou concorrentes.

Cauê



Ricardo - Vida e obra de mim mesmo
(crica na imagem para abrir aumentada numa nova janela)

08 setembro 2012

A amante caprichosa

Como eu sempre digo,
nem tudo o que nos fode é erótico!



HenriCartoon

Homens, aprendam a construir um painel curvo para estúdio fotográfico

«coisas que fascinam (145)» - bagaço amarelo

a galope

O símbolo dos correios era (acho que ainda é) um homem a cavalo com uma corneta. Fazia jus às cartas de Amor que se escreviam. Entre Aveiro e Setúbal, por exemplo, eram dois dias a cavalgar para lá e dois dias a cavalgar para cá. Escrevia-se uma carta e, quando se estava mais ansioso, escrevia-se outra ainda antes de ter recebido a resposta da anterior. Eram cartas que levavam tudo de quem as escrevia. Suores, nervos, medos e sobretudo saudade. Não admira que o cavaleiro fosse a abrir caminho e levasse uma corneta para anunciar a sua chegada.
As cartas de Amor encolheram-se com o tempo. Ficaram reduzidas a mensagens de telemóvel ou emails escritos à hora do almoço, naqueles dias em que se fica a comer uma sanduíche em frente ao computador do escritório. É uma pena. Uma carta de Amor era um investimento total numa paixão que se tinha, um sms é uma espécie de aposta no casino. Se der deu, se não der não deu. Gastou-se a moeda.
Eu decidi montar um cavalo e galopar de novo. Há uns dias, durante umas arrumações lá em casa, a Raquel mostrou-me uma pilha de cartas de Amor que recebeu durante a vida. Não as li, mas gostei de as ver ali arrumadinhas numa caixa colorida, como se alguém as tivesse deitado e ajustado o lençol para que dormissem bem. Não é possível guardar assim um email. Mesmo que se imprima, falta-lhe o cheiro, a cor, o nervo, a vida.
A galope, portanto.


bagaço amarelo
Blog «Não compreendo as mulheres»

Querem melhor imagem promocional para preservativos?

Com argumentos assim, até se põem preservativos às camadas!
Uma ideia genial, nesta caixinha que tive que comprar... para a minha colecção.