14 outubro 2013

Questione

Coisas que não fazem sentido e que não farão são criadas por quê?



Quanto barulho, essa porra não faz nada? OHOHOHO

Capinaremos.com

13 outubro 2013

Missy Jubilee -«Primeiro orgasmo»


Missy Jubilee. 1st Orgasm from Missy Jubilee Films on Vimeo.

O Eleito


Aquele caramelo fez-me crer que me amava, seja lá isso o que for, ou mais coisa menos coisa é aquela sensação de uma atenção especial a que nos sentimos votados e na qual também embarquei, para tudo somado me sentir refrão do tema dos Heróis do Mar, dos longínquos anos oitenta, que apregoava que "com o amor não me mataste o desejo".

Razão tem um amigo meu que defende que as relações deviam ter prazos definidos, tal qual como as limitações de mandatos para cargos políticos dependentes de eleições. É que isto está tudo ligado porque quando esta gaja, perante a campanha empenhada do candidato o elegeu como mais que tudo do seu coração, cabeça e membros, esperava que ele não se afastasse gradualmente desta sua eleitora, que não se esquecesse de regularmente confirmar a sua atenção com aquelas coisas insignificantes como o pequeno nada de um sorriso em cada manhã e quiçá, a articulação de uma palavrinha, ou até com as ofertas triviais de canetas, isqueiritos ou qualquer plasticozinho que reforçassem a manifestação de interesse pelo conteúdo desta que nele votou .

Bem pode aquele marmanjo discursar que está aqui, como na canção do Abrunhosa, porque não me aquece nem me arrefece que os móveis também estão aqui e não me passa pela cabeça que eles me amem. Bem pode depositar o seu voto na minha urna, regularmente à mesma hora e na mesma cama que engolido assim à laia de prescrição médica, apenas me concede uma frigidez temporária.

É por isto que doravante vou passar a exigir um presta-contas semanal ou está impugnada a eleição e num estalar de dedos mudo o sentido de voto.



De arrepio

Adoro peles. Há magia nos momentos em que sentimos a de outrem como ainda mais nossa do que a propriamente dita.

Soutien «Sereia» da SRETSIS


12 outubro 2013

Homens, aprendam... a fazer pizza

«Fode-me João» - João

"Estávamos naquele quarto generoso, entre espelhos, madeira e alcatifa escura, com uma enorme cama ao centro, e tu acabada de sair de um duche, enrolada numa toalha, enquanto eu te observava encostado a uma divisória, à direita.
- E então, João? Conta-me lá o que me vais fazer.
- Hmm, vou atirar-te para cima da cama.
- Só isso? Assim? Atiras-me para cima da cama?
- Não. Vou deitar-me ao teu lado, enquanto te beijo os mamilos, e as minhas mãos passeiam por ti, sem limite de velocidade nem sentidos proibidos.
Começaste a morder o lábio, e eu prossegui.
- E depois vou virar-te de costas para mim, vou agarrar-te com firmeza, e puxar-te ora os braços, ora o cabelo, enquanto entro em ti. Umas vezes mais devagar, outras à bruta, até gemeres.
- Continua João, por favor…
- Vais apanhar umas palmadas nessas nádegas, e quando te apertar a cintura com força, puxando-te contra mim, vir-me-ei dentro de ti sem medo, porque te quero ver pingar de mim, quero ver-te escorrer entre as pernas, quero ver-te exausta, como eu.
- Vais fazer-me tudo isso João? És capaz? – e mordias de novo os lábios – não será só garganta? Marketing?
- Anda cá ver.
A tua toalha caiu, e o teu corpo foi atirado para cima da cama, e pouco depois sentias os teus pequenos lábios abrir-se, dando-me passagem, e ouvia-se baixinho «João, João, fode-me João…»."

João
Geografia das Curvas

Saleiro e recipiente que fazem um belo par

«Casal» em barro pintado que veio do Luxemburgo para a minha colecção, trazido pelo Carlos Martins.


Um sábado qualquer... - «Insónia»



Um sábado qualquer...

11 outubro 2013

Sem comentários, Facebook!



Holger - «Great Strings»


HOLGER Great Strings from Seb Caudron on Vimeo.

A FODA COMO ELA É - (I) Ir à aventura

Este pobre diabo viu suas preces atendidas. Via-se e desejava-se há que tempos para se encafuar numa estrangeira, nórdica de preferência, por mera tara. Numa confluência cósmica de circunstâncias favoráveis, travou conhecimento e acertou a berlaitada com um exemplar recendendo cio. O rapaz estava nos jardins do éden, delirando num vórtice de anexos, adendas e outros acrescentos à listagem do Kama Sutra. A valquíria revelava dotes de extraordinária horizontal, aplicando-se na satisfação sucessiva de todas as fantasias estrangeiristas do meu desgraçado amigo. A perfeição era completa - até os peidos de cona pareciam ter a sonoridade de insondáveis runas, recitando violentíssimas sagas islandesas em versão original. O combate de judo em pelota com aquela Heidi pornográfica espraiava-se madrugada fora e o ácido láctico já se fazia sentir, quando decidiu o mancebo pedir uma trégua para reposição de energias. Não tardou a regressar da cozinha, ligeiro e enlevado, genitália badalando, enquanto equilibrava duas tostas mistas numa mão e duas minis na outra. Vai a sentar-se na beira da cama quando a fulana, arvorando um sorriso maquiavélico, subrepticiamente lhe põe debaixo o pé em riste, de tal sorte que o polegarzão escandinavo arrombou a ventosa do cu ao meu companheiro. A platinada calçava um doloroso quarenta e dois.

Ainda hoje, enquanto relata este episódio da sua vida, o Armindo oscila a cabeça em transe, para diante e para trás, ao jeito dos judeus que oram no Muro das Lamentações. E não pode ver uma cabeleira loira sem rebentar a chorar, enquanto se cose de costas à parede mais próxima.

Carta de Aurora Snow, actriz porno, ao seu filho que ainda não nasceu

"Meu filho,

Enquanto escrevo isto, tu ainda não chegaste ao mundo e não deves nascer até meados de Dezembro. No momento em que leres esta carta, terás idade suficiente para usares a internet, para gostares de raparigas e para conheceres o nome “Aurora Snow”. Temo esse dia há muitos anos e a minha esperança é que tu encontres esta carta antes de acidentalmente te deparares com qualquer foto ou vídeo que mostre a tua mãe de uma forma que ela nunca desejou que tu visses. Deixa-me explicar.
A tua mãe cresceu muito, muito pobre. No começo da década de 2000, eu frequentava a Universidade da Califórnia, em Irvine, e embora eu fosse uma aluna do quadro de honra, com pontuações altas nos testes e tenha gasto semanas atrás de semanas a preencher dados em formulários de candidaturas, continuava mergulhada em empréstimos para pagar os meus estudos. Frustrada e a sentir as minhas hipóteses de ter uma educação superior a escapar-se, respondi a um anúncio no jornal «Orange County Register».
O título grande, a negrito, cativou o meu olhar: Modelos de Nudez Feminina – ganhe $2.000 por dia.
Eu não sentia vergonha e precisava do dinheiro. Eu tinha a certeza de que nunca iria querer ter uma família. Foi numa idade anterior a todos e tudo estarem online e eu realmente achava que podia esconder isso da minha mãe, pai e irmãos. O que tinha eu a perder? Planeei andar nisso durante um ano, pagar as minhas dívidas estudantis e deixar aquilo sem olhar para trás. Não aconteceu bem assim.
A atenção fez-me sentir bem. O dinheiro era incrível. Mas mesmo com a atenção, nunca me senti bonita. Eu achava que a qualquer momento eles perceberiam que cometeram um erro e me pediriam para voltar para casa e trariam alguma garota bonita para o estúdio. Eles nunca fizeram isso. E aquele trabalho de modelo cedo levou alguém a perguntar-me se eu faria sexo na frente da câmara por dinheiro. Ainda mais dinheiro. Eu disse sim e aquela escolha levou-me ao agitado e colorido mundo dos filmes adultos.
Por razões além da minha compreensão, eles continuaram a pedir-me para fazer filmes. De repente eu estava em capas, posteres e até mesmo em alguns programas de televisão generalistas. A tua bisavó foi a primeira a descobrir a profissão secreta da tua mãe (ela viu-me numa fita VHS na casa de um amigo dela) e rapidamente informou a tua avó e os tios. Apesar de terem ficado desapontados com as minhas escolhas, eles nunca deixaram de me amar.
A tua avó achou que eu deveria fazer algo com a minha mente, não com o meu corpo. Ela preocupou-se bastante comigo e sempre teve esperança de que eu encontrasse o meu caminho de saída. Acho que eu nunca falei sobre o assunto directamente com os teus tios, pois isso sempre foi "um elefante na sala" [evidente mas ignorado]. O teu avô estava a viver num outro estado e descobriu o que eu estava a fazer quando me viu no programa de TV do Howard Stern. Recordo-me que eu estava bastante agradecida por ter sido uma das poucas raparigas no programa do Stern a manter as roupas no corpo. Sempre mantive um sentido de modéstia quando não estava a filmar.

Nesta fase da tua vida, espero que eu já te tenha falado sobre a importância da honestidade. Por isso, serei honesta contigo. Eu fiz tudo o que é imaginável na minha carreira adulta e, se procurares o suficiente, vais encontrar coisas que deves achar bastante terríveis. Posso dizer honestamente que eu encarei fazer filmes adultos como um trabalho e, como em qualquer trabalho que já tive, achei importante fazer o meu melhor. Algumas vezes, fazer o meu trabalho bem significava fazer coisas bastante grosseiras. Espero que tu nunca vejas isso.
Algo de realmente transformador aconteceu em 20 de Fevereiro de 2009. O teu tio Keith sofreu um acidente de moto terrível, partiu o pescoço e os seus dois filhos ficaram ao meu cuidado. Eu não tinha a menor ideia do que fazer com crianças, mas fui forçada a aprender enquanto tomei conta dos teus primos durante dois anos, enquanto o Keith se recuperava. Durante esse tempo, alguma coisa mudou. Eu sentia que algo poderoso estava a acontecer dentro de mim, quando um dos meus sobrinhos colocava os seus braços à minha volta, confiando a mim a sua vida e dando-me o seu amor incondicional. De repente eu percebi: «merda, eu quero ter a minha própria família».
Nunca acreditei no amor e morria de medo de qualquer coisa ou qualquer um que me pudesse prender. Eu era um espírito livre que podia ir e vir a qualquer momento, mas esse sentimento desapareceu quando percebi o que estava a perder.
As minhas prioridades mudaram. Eu já não era a rapariga que queria fazer qualquer coisa. Pelo contrário, tornei-me uma mulher com um objectivo: eu queria uma família, mas primeiro tinha que encontrar alguém com quem pudesse criar essa família. Não era uma tarefa fácil. Um amigo muito querido apresentou-me a um bonito rapaz do campo que por acaso também trabalhava na indústria de entretenimento, criando programas de televisão. Ele era caloroso, charmoso e muito orientado para a família.
Mesmo que eu quisesse bastante, é difícil mudar depois de dedicar uma década da nossa vida a uma carreira, não importa qual seja essa carreira. O teu pai reconheceu o círculo vicioso em que eu estava presa e disse: «Aperta o botão de ejectar». Era um conselho que eu finalmente estava pronta para ouvir. Pela primeira vez eu tinha tanto a coragem quanto a motivação para deixar o emprego.
Filho, eu espero que esta carta te ajude a compreender e te impeça de clicar nos links dos meus vídeos de sexo. As escolhas que nós fazemos podem mudar o nosso caminho para sempre de uma forma que talvez não compreendamos no momento. Eu fiz escolhas que me levaram a um caminho que muitos desaprovam. Apesar do que pensava na altura, estas são escolhas que eu agora estou a explicar ao meu próprio filho. Tudo se resume a escolhas. Se eu soubesse que um dia mudaria de ideias e desejaria ter a minha própria família, teria feito escolhas completamente diferentes. Não posso dizer que seriam melhores, porque cada escolha que fiz me trouxe a este ponto e eu não voltaria atrás. Quando tu tens 18 anos, é fácil veres o futuro e saberes exactamente o que queres e o que não queres mas, apenas dez anos depois, essa clareza toda desaparece.
Então, lembra-te que, quando estiveres a fazer grandes escolhas na vida, pensa longe no futuro e pergunta a ti mesmo: «Posso viver com isso?» 
A minha resposta a essa pergunta é esta carta, que eu espero que fale por si própria.

Com amor,
Mãe"

Carta de Aurora Snow (que participou em 386 filmes pornográficos entre 1999 e 2012), publicada no «The Daily Beast» em 30 de Setembro de 2013, traduzida para Brasilês por Luciano Ribeiro e para Português de Portugal por mim, São Rosas, uma vossa criada

As invejosas



Notícia aqui: «Miley Cyrus recebe um milhão de dólares para entrar em filme pornográfico»

HenriCartoon

"... depois a urina fica fria e arrependemo-nos de tudo!"

Crica para veres toda a história
Vaginesco


1 página

10 outubro 2013

Debaixo de água...


Alexander Melnik - Underwater girl model from Alexander Melnik on Vimeo.

Revistas da colecção - 8

E com este lote termina (por agora) a apresentação das mais de 700 revistas da minha colecção.

Revista pornográfica Playsex Tridimensional  Revista 3D com óculos 1
Revista Visão em Relevo Revista 3D com óculos 1
Lote de revistas pornográficas internacionais dos anos 90 13
Lote de revistas eróticas internacionais dos anos 70 e 80 5
Lote de 3 revistas portuguesas de humor com imagens e anedotas eróticas, dos anos 70 Puflas!, Supositório e Miúda Sexy 3






«Pila bilingue» - Patife

No outro dia pus-me a sacar uma série. Poucos minutos depois achei que deveria era estar na rua a sacar gajas. Em boa hora o fiz. Há um fenómeno raro que ocorre na cidade de Lisboa de tempos a tempos. É à espera desse momento que me levanto todas as manhãs cheio de ânimo. Ou pelo menos ajuda. E há noites em que saio à rua, entro num espaço nocturno lisboeta e para onde quer que me vire só vejo gajas com ar esfomeado, daquelas que a qualquer momento te podem saltar com a boca à trombeta. Sem sequer pedir licença. É um movimento cabril que enche as ruas de desejo não deixando espaço para mais nada. A não ser para o Pacheco em goela alheia. Nesses dias nem homens se vêem na rua. Quero crer que já foram todos afiambrados por uma digna representante desta manada caprina toda libidinosa da pachacha. Mas nesse dia o fenómeno ocorreu a uma escala inimaginável. Mal tinha espaço para caminhar. Tudo em volta eram probabilidades infalíveis de espetanço. Tanta e tanta cabra brocheira em potência que aquilo mais parecia um filme à medida da minha longa metragem fálica. Até faziam fila para entrelaçar o olhar de engate com o meu. Acabei por levar duas para casa, pois não podia levar todas. Mamaram a bom mamar, as safardanas. Pareciam as ninfas gémeas do chupalhanço da corneta. Já eu, enquanto elas se entretinham a sugar-me o besugo em simultâneo, ensaiei uma pose triunfal para o orgasmo enquanto gritava de janela aberta: “Tenho uma pila bilingue!”.

Patife
Blog «fode, fode, patife»

O que a malta consegue fazer com o Photoshop!...

Descubram a diferença



Desta vez a vítima foi Shawn Jonhson, ex-ginasta norte-americana que competiu entre 2005 e 2012.

09 outubro 2013

«Quando parece que é só sexo…» - João

"É fácil pensar-se que é tudo sexo. Que é só sexo. Quem me leia poderá ficar com essa ideia. Ou eu de outras pessoas, que também tenho lido muito boa coisa, e muita dela com muito sexo lá dentro. Sei que isso acontece porque o sexo é uma parte integrante da vida (mais da dos outros, vá) com a qual é fácil identificar-mo-nos. Eu poderei escrever sobre um almoço de amigos em que preparas uma tosta para mim, ou de um beijo dado antes de uma fotografia, de calçada portuguesa e lojas de bairro. Posso escrever sobre tudo isso, e isso terá, para mim, um significado muito, muito superior a qualquer sexo que o mundo me ofereça. Mas é muito meu. Não explode num texto. Não ajuda a entender.

Mas o sexo? Se escrever sobre sexo tudo fica mais claro. É uma maneira fácil de assinalar a falta, o encaixe, a sintonia. Que por si, em si mesma, vale pouco sem o resto, sem a tosta, o beijo, a calçada ou as lojas. Vale pouco. Mas mostra bem como é este querer, e como é fácil, tão fácil, sentir, encaixar, habitar a mesma crista e a mesma cava, o mesmo comprimento de onda. No meu bolo falta uma fatia. E não tenho sequer as migalhas."

João
Geografia das Curvas

Em Nova York, aprovado ritual ultraortodoxo do 'boquete' judaico



Um polêmico milenar ritual religioso praticado por judeus ultraortodoxos foi aprovado recentemente na cidade de Nova York. Rabinos ganharam o direito de sugar - ou seja, dar uma bela chupada - o pênis dos bebês circuncidados. A circuncisão faz parte de uma tradicional cerimônia na cultura judaica. A chupada, que na verdade é uma sucção onde foi feito o corte, serve para limpar a ferida e ajudá-la a cicatrizar.

No entanto, o grande problema na cerimônia não é o simples fato de chupar a piroquinha dos recém-nascidos, mas, muito pior do que o ato, são as consequências que acarretam em muitos casos. Mais de 13 casos de Herpes foram descobertos em bebês que receberam o "boquete". Sendo em dois casos ocorrido morte e danos cerebrais em outros dois, de acordo com notícia do Daily Mail.

O ritual é chamado de brit milah e deve ser praticado por um mohel, rabino treinado para realizar a sucção.




Obscenatório
http://obscenatorio.blogspot.com.br/

«conversa 2021» - bagaço amarelo

Ela - Pode ser que agora, no Verão, arranje um namorado decente.
Eu - Então e o teu?
Ela - Acabámos a semana passada.
Eu - E já estás a pensar no seguinte.
Ela - Para esquecer um Amor, nada como levar um gajo para a cama.
Eu - Hum...
Ela - Como dizem os brasileiros, há mais gente na fila.


bagaço amarelo
Blog «Não compreendo as mulheres»

Será a Dele?


Foto: Shark

08 outubro 2013

«Amor Sacro Amor Profano» - Luca Maria Piccolo


Amor Sacro Amor Profano from Luca Maria Piccolo on Vimeo.

Farfalheiras Cunilíngues

Decidi recentemente deixar crescer e cultivar um bonito cavanhaque. Foi, no entanto, necessário acautelar certas vicissitudes da pilosidade facial, que muito afectam tecnicamente o folguedo cunilíngue. Assim, comecei por receber um queixume veemente, em que as sensações recebidas eram comparadas às de um ouriço-cacheiro que houvesse por bem transformar o clito em saco de boxe. Não tardou muito até que a regular aplicação de unguentos e o normal crescimento piloso transformassem o cavanhaque num indispensável coadjuvante no regabofe lambuzão, fonte de mil carícias para os arrabaldes do venus monti. É sabido que Hercule Poirot, no célebre «Poirot joga ao pingue-pongue em Banguequoque» satisfez simultaneamente três massagistas indígenas, à pala da sua língua e usando as extremidades do seu hirsuto bigode. O hábito, usado pela nobreza do Antigo Egipto, de cevar uma pêra em forma de maçaroca, reforçada com aplicações gesso e papas de sarrabulho, facultava a penetração de um dildo queixoso enquanto o Ramsés de serviço amassava a golpes de língua a rosácea da crica. O problema era o torcicolo - experimentem coordenar as duas componentes do exercício e depois me dirão!

Será que nos furtamos a conceder insondáveis prazeres, rendendo-nos às pressões da moda, que não estão para práticas de pelo na venta? Aí fica a caixa de comentários, para que se venham de vossa justiça.

«de olhos fechados» - Susana Duarte

percorro-te caminhos situados nas nervuras das veias
e subo montanhas onde os poros se revelam aves soltas

as montanhas são heras trepadeiras que voam rumo
a lugares que não sei. deusas conspiram para que as asas

quebrem

e a queda sobre as ervas madrugadoras seja a realidade
imposta às sonoridades dos meus olhos. os olhos

não te vêem e,

na queda das águas da manhã, não seguram a tristeza.
amar-te é a queda das folhas sobre gotas orvalhadas
de uma montanha longínqua. e as sobras das neves.
percorro-te. sonho-te. sinto-te onde não te vejo. estranho

as auroras

pálidas do desejo de ser água. percorro-te. sonho-te.
sinto-te onde não te vejo. as danças pagãs pararam

nas portas das montanhas cobertas de gotas orvalhadas

pela tua longa ausência. sei-te onde não estás. percorro-te
marés e encontro-te nas portas da noite. de olhos fechados.



Susana Duarte
Foto: I. Cetta
Blog Terra de Encanto

Revistas da colecção - 7

E mais revistas da minha colecção.

Lote de revistas de José Vilhena de 1975 a 2005 Gaiola Aberta, Grande Enciclopédia Vilhena (fascículos 1, 2, 3, 4 e 6) e o Moralista 15
Lote de revistas de humor portuguesas dos anos 70 e 80 Exemplares de Cara Alegre, Olho Vivo, Can Can, Selecções Ri-te Ri-te, Ginjinha com Caroço!, etc. 32
Lote de revistas eróticas portuguesas dos anos 70 e 80 Exemplares de Amor e Sexo e Sexy Festival 3








07 outubro 2013

Notícias fresquinhas do espaço de exposição da minha colecção

Ponto de situação feito hoje pelos meus parceiros:

"Neste momento estamos a planear e deve arrancar em menos de 1 mês a primeira fase do projecto, de avaliação e conservação estrutural e reparação de infra-estruturas."

Podes seguir as novidades da colecção e do espaço de exposição, aqui no blog ou na página «a funda São» no Facebook.
Para outros assuntos (complementares ao blog), tenho a minha página pessoal («São Rosas») no Facebook onde, tal como no blog, colabora muita malta que publica sempre novidades.

«Kul-Kul» - zona rural de Bali (Indonésia)
Instrumento para envio de sinais batendo com o falo (destacável) no corpo (vaginal?)
Colecção de arte erótica «a funda São»

«Eurobest Creative Competition» - Portugal também sabe!

«conversa 2017» - bagaço amarelo

(ao telefone)

Ela - Queres ir tomar café comigo hoje à tarde?
Eu - Pode ser...
Ela - Eu passo aí em tua casa às três. Pode ser?
Eu - Pode...
Ela - Não leves aliança mas, para variar, vê se te penteias e vestes com algum cuidado.
Eu - Eu não uso aliança. O que é que raio se passa?
Ela - Vamos a um café que eu cá sei, onde trabalha um gajo giríssimo, e tu vais-te mostrar muito interessado em mim enquanto eu te dou ao desprezo. Está bem?
Eu - Mas o que é que tu pensas que eu sou?!
Ela - És meu amigo e os amigos servem para isso mesmo. Um dia, se precisares, faço o mesmo por ti...


bagaço amarelo
Blog «Não compreendo as mulheres»

Luís Gaspar lê «Na tua boca» de Maria do Rosário Pedreira

Na tua boca cantou subitamente uma voz. E, ao dizeres
o meu nome na rede de um abraço, o rio que outrora
bordava o campo emudeceu com as suas pedras lisas.
Então, foi possível

ouvir o vento soprar nas asas das borboletas e os
lagartos recolherem-se nos veios dos muros e o sol
ferir-se nos espinhos das roseiras.

Sobre a colina quente passou uma nuvem

e uma ave poisou, perplexa, no fio do horizonte
-
por um instante, o dia mostrou as suas pálpebras tristes;

e, na brancura cega desse entardecer, a tua mão
escorregou pela inclinação do sol e veio contar as
sombras no meu decote.

São assim as mais pequenas histórias do mundo.

(de O Canto do Vento nos Ciprestes)

Maria do Rosário Pedreira
(Lisboa, 1959) é editora e escritora. Desempenha actualmente funções de editora na QuidNovi, depois de ter passado pela Temas & Debates e pela Gradiva. Licenciada em Línguas e Literaturas Modernas, na variante de Estudos Franceses e Ingleses, pela Universidade de Lisboa em 1981, foi professora de Português e Francês durante cinco anos.

Ouçam este poema na voz d'ouro de Luís Gaspar, no Estúdio Raposa

Velhas mentiras do quotidiano

Que devem ser ditas de qualquer maneira.



Coitado do nosso menino de madeira.

Capinaremos.com

06 outubro 2013

"Cobra"


SNAKE from Gabriele Rigon on Vimeo.

Dahhhh



Oh Senhor Doutor receite-me qualquer coisita para dormir que eu já não posso mais com a repetição diária daquele pesadelo nocturno.

Está a ver aquela esplanada próxima da pujante estátua do Cutileiro, não está?... Pois, começa sempre aí. Estamos sentados naquelas mesas pesadas de ferro com a esplanada a abarrotar de gente quando um enxame de meninas ciganas ou romenas, de alinhadas tranças loiras, nuazinhas e sem pêlos como nos postais eróticos do início do século XX, começa a distribuir beijinhos em troca de moedinhas reluzentes, zumbindo a valsa da Bela Adormecida.

Um dos meus afunilados sapatos cor de rosa salta em voo para o lago ao mesmo tempo que a respectiva perna se levanta para o pé tocar o fecho éclair fronteiro, subindo e descendo até a curva do pé se moldar perfeitamente na excrescência resultante. Os olhos dele sugam-me e reconstituo-me no seu colo , com a lycra das meias a rasgar pela fricção nas costas da cadeira e graças à discreta ajuda das mãos dele que engachadas nas minhas nádegas, as equilibram constantemente. Desço os meus lábios entreabertos, a pairar sobre os dele e como um camaleão apanho-lhe a ponta da língua que sorvo como a um bago de uva morangueira. Sinto a sua polpuda pele arroxeada bulir na minha como o volteio do vento numa folha. E enquanto o seu indicador esquerdo macera a minha bolota arrendondada, espremo-o, compassadamente, dentro de mim. Toda a gente está nua, apenas adornada de um filete preto como se resultássemos do risco de Crepax e copulam cadenciadamente exibindo a luminosidade dos corpos até que os empregados da casa, compostinhos nos seus laços sobre camisas engomadas aparecem diligentes a avisar que há fogo na cozinha e convém evacuar a área.

E aí acordo sobressaltada, Senhor Doutor e só me apetece dizer dahhhh... porque não é justo nunca ver o final do filme.

«Meteoro» - por Rui Felício


Corria o Natal de 1961, annus horribilis do Estado Novo, marcado pela perda de Goa uns dias antes, pela conspiração do quartel de Beja e pelos ataques dos angolanos em Luanda.
Os cientistas não tinham dúvidas!
A tenebrosa notícia era difundida ininterruptamente, entremeada com música clássica, pela televisão e pela rádio, fundamentada com cálculos matemáticos indiscutíveis. Salazar, com ar pungente, falou ao País, recomendando ao grande povo português que soubesse comportar-se com dignidade na hora da tragédia, porque a Pátria saberia renascer das cinzas, mesmo que ficasse orgulhosamente só no mundo, porque este era o castigo divino para aqueles que nos atacavam.
Um meteoro de enormes dimensões iria romper a atmosfera terrestre naquela noite. A energia do choque seria mais de um milhão de vezes superior à que libertara a bomba de Hiroshima! Sabia-se com exactidão o ponto onde ocorreria o impacto, perto do apeadeiro de São José, em Coimbra e era certa a destruição total do planeta Terra. Não havia forma de lhe escapar. Seria indiferente mudar de uma cidade para outra, de um país para outro. Era o apocalipse, o fim do mundo, tal como Nostradamus previra.
Interpretei o calor abafado que estranhamente me inundava o corpo naquela noite fria de Dezembro, como efeito da lenta aproximação incandescente do meteoro, depois da sua entrada elíptica nas altas camadas da atmosfera. A multidão em pânico olhava a bola luminosa que, a cada minuto, ia aumentando de diâmetro no breu da noite.

Ao meu lado, na rua, aquela bonita rapariga que eu só conhecia de uns fugazes encontros nos bailes do Clube Recreativo do Calhabé, tremia de medo sem saber o que fazer, tal como todos nós. Não havia mais do que um superficial conhecimento entre mim e a Ângela, por termos dançado duas ou três vezes, mas a aflição daquele momento aproximava-nos, impelia-nos um para o outro.
Olhámo-nos. Sem necessidade de quaisquer palavras, decidimos aproveitar os últimos momentos de vida. Beijámo-nos longamente, indiferentes aos gritos aterrorizados da multidão. À espera do fim próximo que o calor cada vez mais intenso prenunciava, queimando-nos os corpos, o beijo catalisava as profundezas de todos os sentidos...

Subitamente, acordei sobressaltado, exausto, com o coração a bater desenfreado. Espreitei pelas persianas do meu quarto, e em vez do imaginado cenário de destruição, vi o verde das árvores dos quintais do bairro e a calmaria de um bonito sol de inverno, rebrilhando no orvalho das plantas e das flores . Afinal tudo não passara de um sonho!
Vesti-me à pressa, corri à Fonte da Cheira e bati à porta da Ângela que a abriu sorridente, pegando-me delicadamente na mão. Por algum efeito telepático, também ela, como eu, tinha sonhado com o hipotético meteoro. Também ela tinha sentido o mesmo calor abrasador que eu senti...

Rui Felício
Blog Encontro de Gerações
Blog Escrito e Lido

Postalinho do Vasco Berardo

"Especialmente para ti, fotografei estas duas obras do Vasco Berardo.
Sempre satírico, o Vasco, por vezes delicia-nos com estes pormenores.
A escultura esá no jardim e lembro-me que, quando do casamento do filho, a sogra teve o cuidado de a esconder, com arbustos!
Beijinho"
Daisy



05 outubro 2013

Homens, aprendam... a identificar os melhores disfarces do dia das bruxas, com empregadinhas francesas

«Chocolate» - João

"Dois anos volvidos desde que te disse que me ia vir dentro de ti, e de tu me teres pedido «por favor, por favor vem-te dentro de mim». Dois anos volvidos desde que me disseste um adeus sem o dizer, e eu coleccionando memórias e suspiros. Dias e dias, semanas seguidas, todos estes meses a pensar o que seria de ti. Se pensavas em mim. Se havia amor, se havia indiferença, se havia alguma coisa à qual se pudesse dar um nome e a partir dela criar uma ponte. E havia já desânimo. Uma tentativa forçada de aceitar que não te veria de novo, que o mundo seria para nós uma espécie de universos paralelos, onde apenas por acaso (feliz para mim) me cruzaria contigo. Onde só mesmo por acaso estaríamos no mesmo local a tomar um pequeno-almoço, ou de copo na mão num qualquer final de tarde.

E assim, de repente, sem aviso, entro no meu gabinete, dispo o casaco que penduro, e ao sentar-me encontro, perto do teclado, uma pequena caixa de encomenda postal. Sem remetente. Mas a letra fez-me endireitar em surpresa. Apressado, mas seguro, abri a caixa e encontrei no seu interior uma única coisa. Um chocolate. Um chocolate que apenas nós sabiamos o valor que tinha. E tu sempre me havias dito que quando me quisesses transmitir que estavas de coração aberto, que querias estar comigo, era esse o chocolate que eu veria, de algum modo, em algum sítio. E eu havia esperado tanto por ele. E achado que já não o veria. E agora estava ali, à minha frente. E fez-me recuar à ansiedade de teenager, quase à vontade de pular e gritar «ela quer! ela quer!».

Saltei em direcção ao bengaleiro. Voltei a vestir o casaco. E nem sequer tive tempo de ouvir a porta bater atrás de mim."

João
Geografia das Curvas

Revistas da colecção - 6

Mais revistas da minha colecção.

Lote de pequenas revistas portuguesas (formato de bolso) de banda desenhada pornográfica, dos anos 70 e 80 46
Lote de pequenas revistas de humor portuguesas (formato de bolso) com algumas anedotas e imagens eróticas, dos anos 70 e 80. Inclui diversos exemplares das revistas Bomba H, o Cara Alegre, Selecções Can Can, Riso Mundial, o Pacote, a Rata, etc. 28
Lote de pequenos livros de contos pornográficos portugueses dos anos 70 e 80 4





Genoveva, a rectoactiva

"Genoveva. É uma das irmãs desavindas da Família irReal (há mais para além dela... e há quem lhe chame doida-varrida mas ela nunca pegou numa vassoura). É politicamente esclarecida e economicamente conhecedora da realidade do país. Ouviu o Primeiro-Ministro no Parlamento dizer que não "coiso" (tipo... cortar) nas pensões e tal... E Genoveva decidiu dar a sua opinião (e não só) sobre o assunto."
Família irReal

Um sábado qualquer... - «Quem inventou o amor, me explica por favor 7»



Um sábado qualquer...