23 abril 2014

«conversa 2065» - bagaço amarelo

Ela - O meu marido foi namorado daquela que é, actualmente, a minha melhor amiga.
Eu - Não me parece que isso seja um problema.
Ela - E não é... mas às vezes tenho ciúmes dela, admito.
Eu - Ciúmes porquê? Ele agora até é teu namorado. Não é dela.
Ela - Mas ela é que esteve com ele quando ele era novo. Agora eu levo com um velhote de quarenta anos...
Eu - Obrigado por pores isso assim. Eu tenho quarenta e dois...
Ela - Eu gosto dele, percebes? Mas há uma parte dele que eu nunca vou ter e aquela sacana teve.
Eu - Aquela sacana é a tua melhor amiga?
Ela - Sim. Chamo-lhe sacana porque, ainda por cima, conta-me tudo sobre eles os dois sempre que estamos juntas.
Eu - Nunca lhe pediste para não falar disso?! Explica-lhe que o tema te incomoda...
Ela - Estás maluco?! Para ela ficar a saber que eu tenho ciúmes do passado?!


bagaço amarelo
Blog «Não compreendo as mulheres»

22 abril 2014

a funda são mora na filosofia [VI]



O poliamor. Todo um sururu nas redes sociais em torno da reportagem da SIC Notícias. Muito se escreveu sobre isto. Em vários canais de comunicação. Usam-se termos como mononormalidade, paternalista, sexista, feminista, activista. Fala-se de amor e destila-se ódio. Another day in Paradise, certo?

Confesso que não apreciei o tom da reportagem: aquela cena de braços abertos à beira Tejo e as tentações de Santo Antão a servir de pano de fundo são profundamente discutíveis. Esqueçamos a forma e dediquemo-nos ao conteúdo.

O próprio conceito de poliamor também é discutível - para quem mora na Filosofia, tudo pode ser a base de uma boa troca de conversa e de argumentos. Há algum tempo que me pergunto - e pergunto aos outros - se a monogamia não será um mito. Se não será, antes de mais, uma convenção social, como aquela coisa de termos todos que ir para a faculdade, comprar um carro, a casa - depois arranjar um homem simpático para casar e ter filhos para garantir que o nome da família se perpetua. E esta é uma pergunta abstracta, mas baseada em estórias de vida: pessoas que assumem uma relação socialmente e depois têm outra(s) às escondidas, pessoas que gostam de ter vários parceiros sexuais - e desconhecem o significado da palavra namorado. Pessoas que simplesmente assumem uma perspectiva de vida que vai AO encontro daquilo que sentem. E, como diria um amigo, eu respeito isso.

Respeito sobretudo se falarmos de uma relação poliamorosa, cuja base é o consentimento informado de todas as partes. O discurso dos poliamorosos da reportagem pareceu-me muito seguro e inteligível. Se gostei de os ver aos beijos no metro? Já tenho visto coisas no metro que são mais chocantes: pessoas que não usam desodorizante há pelos menos 2 dias, gente que quer entrar na carruagem sem deixar que os outros dela saiam... isso sim, é chocante.

E lembrem-se: quando estamos apaixonados, sentimos borboletas na barriga. BorboletaS. No plural. Mais do que uma.

Vejam a entrevista AQUI. E leiam cenas ALI e ACOLI.  Reflictam e partilhem os vossos pensamentos na caixa de comentários.

Eva portuguesa - «Desistir»

Apetece-me desistir. Se ao menos pudesse...
Apetecia-me virar costas e esquecer tudo. Ir embora. Fugir. Começar de novo.
Quero a minha segunda oportunidade.Aquela a que, dizem, todos temos direito.
Quero apagar a minha vida e começar tudo de novo. Uma nova página. Um novo livro.
Nada de folhas de rascunho já usadas, mil vezes emendadas. Um livro novo. Com páginas em branco para eu poder reescrever a história da minha vida. Para inventar uma nova história, uma nova vida.
Sei que cada amanhecer é uma nova oportunidade para sermos felizes. Pelo menos leio isto constantemente.
Mas para mim não. Para mim é o recomeçar desta embrulhada a que chamo vida. É a procura de mais remendos para tapar os inúmeros buracos que a minha história tem. É o recomeçar da luta, desigual, diga-se de passagem, contra o destino e os erros; o passado e o futuro.É a tentativa de aceitar o presente, não deixando apagar a réstia de esperança de que o amanhã será melhor.
Mas regra geral não é...
Nadar para me manter à tona, assim tem sido a minha vida desde que, no início da adolescência, perdi todos os que me amavam e me faziam sentir segura e em paz.
Quaresma? Sim,estou lá. Sacrifício? Conheço, meu companheiro de vida. Morte? De todos os que não deviam ter ido e podiam fazer a diferença. Ressurreição? Diariamente. Porque não posso desistir...


Eva
blog Eva portuguesa - porque o prazer não é pecado

«Espraiamento» - Susana Duarte

Não quero ir para além do mar… Quero ficar na areia, onde posso dormir.
Não posso desviar-me do caminho da praia. Encontro, nela, asas perdidas.

Sabes de mim? Resido nos olhos da areia que se descola da ave.
Resido nos seixos que se escondem na rebentação das ondas.

Descubro caminhos erguidos nas dunas.
E nelas enceto viagens de mim em mim.
________De mim em ti._____________

Derreto pedras no calor das costas.

Mostras-me o caminho das areias…

Movo-me nos teus braços.

Navego-te, nas tuas pernas.

Deito-me.

Algaço.

Susana Duarte
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Pescadores de Fosforescências
Alphabetum Edições Literárias

Postalinho de John & John

Já há muito tempo que não tinha notícias dos amigos John & John (da autoria do meu amigo holandês d!o).
Pois a lady.Bug enviou-me este postalinho em que eles aparecem nas suas sete... digo duas (mais que suficientes) quintas:


Se alguém estiver interessado em esta ou outra t-shirt d'a funda São, ainda tenho alguns exemplares de cada modelo. Em breve, só haverá um exemplar de cada... na minha colecção.

20 abril 2014

«Acabem com o pesadelo: escravatura sexual»

«Na noite em que as estrelas caíram no Mondego» - Alfredo Moreirinhas

Estávamos no início de Agosto de 1966. O dia estava quente e calmo! Não prometia nada de extraordinário. Engano meu! Por volta das 7 horas da noite temos a notícia que tinha chegado à Larbelo um grupo de 15 rapariguinhas inglesas, com idades entre os 20 e os 30 aninhos.
Há que reunir as tropas para as convidar para ouvir fados no Rochedo. Muito a custo, o Amílcar (Mikito) lá conseguiu convencer o Silva (seu tio e dono da Larbelo) a ceder o Rochedo para as miúdas ouvirem uns fados.
O Silva não gostava muito destes grupos, porque já sabia que não haveria despesas no bar, mas cedeu-nos as instalações. Depois de jantar, lá aparecemos uns 10 ou 12 gandulos e eu armado de viola e voz preparada.
Houve fados (the typical Portuguese song) e de seguida uns discos com música adequada para dançar. Lá fomos escolhendo os pares e depois de alguns passinhos de dança, há que convidar a miúda para vir até ao jardim, ver Coimbra by night.
Estava eu virado para o Mondego a explicar no meu melhor inglês que "over there you can see the Mondego river crossing Coimbra City", quando, atónito, sinto que a cintura das minhas calças já tinha descido para o nível dos joelhos!
Incrédulo, ainda perguntei: "Can you see it?", mas a garota já não respondeu, tão ocupada que estava!
Eu gemia, ela não dizia nada! Nunca na minha vida tinha visto o céu tão estrelado e continuava a gemer! De tal maneira gemia que alguém me perguntou se eu estava bem! "Ó Alfredo, estás bem? Parece que vais morrer"!
Só fui capaz de responder com voz arrastada: "Se é a morte a chegar, deixa-me morrer!".
Ainda hoje recordo aquele céu todo estrelado e tenho a certeza absoluta que algumas das estrelas caíram nas águas do Mondego!

Alfredo

Foto original (sem chuva de estrelas) - Tonito (António Dias), 2011, blog Encontro de Gerações

O sexo e a hortaliça




O sexo e a hortaliça é uma forma adequada para definir a mentalidade portuguesa em matéria erótica, profundamente arreigada à dieta mediterrânica e da qual se deduz que não vale a pena sermos manteigueiros.

Repare-se que para denominar os órgãos sexuais masculinos em geral se usa hortaliça e, para o zezinho em particular, é tradicional chamá-lo como alho, alho porro, cenoura, maçaroca, nabo, pepino e rabanete.

E sem deixar os legumes convém fazer uma ligação ao cozido à portuguesa já que todos os enchidos servem para dar nome ao pénis seja o chouriço, a farinheira, a linguiça, a morcela, o salame ou a salsicha. São a chicha que acompanha as couves. Tal como quando se chama tora à pilinha que é a rodela de chouriço que se usa no caldo verde.

Para completar a dieta mediterrânica falta só o pãozinho em que o costume é usar o cacete.

No que toca aos frutos, diz-se no geral que o homem tem fruta, sendo que a sua bananageleia.

Já para os testículos são pouco os termos com que os presenteiam já que para além dos conhecidos tomates, também podem ser feijões, grãos ou favas. Isto questiona-nos sobre que interpretação dar às expressões são favas contadas e vai a fava.

Para a zezinha, o povo português atulhado de séculos de descobertas e de ligação ao mar prefere os nomes de ameijoa, berbigão, bacalhau, besugo, mexilhão ou ostra mas não obstante também lhe chama azeitona e grelo, para além de usar a expressão aquecer a sopa para os preliminares que lhe dedica.

Finalmente, para as mamas, deixando de lado o elevado teor de colestrol dos ovos estrelados, opta por designá-las como abóboras, laranjas, limões, melões ou marmelos, consoante o tamanho das ditas.




[Bibliografia usada: Dicionário Língua Portuguesa On Line da Priberam; José João Almeida,Dicionário aberto de calão e expressões idiomáticas, 12 Dezembro de 2007; Afonso Praça, Novo Dicionário de Calão, Círculo de Leitores: 2001]

Postalinho da Pateira de Fermentelos

"Elas «andem» por todo o lado!"
Vicentezão


18 abril 2014

Um video inspirado pela «Ave Maria» de Schubert cantada por Maria Callas


Ave Maria - (Schubert) from Motti on Vimeo.

underneath your clothes

hoje ouvi esta música e levou-me no tempo, a alguns anos atrás
quando a ouvia e pensava em ti, no teu corpo perfeito
no quanto te queria e te amava
no quanto gostava da tua pele macia

fecho os olhos e volto atrás no tempo
aos meus lábios nos teus
ao teu corpo no meu...

e percorro de novo caminhos
com a boca, com a língua
no teu corpo perfeito...



Corpos e Almas

Bendita maldição!...

Crica para veres toda a história
O império das maldições


1 página

17 abril 2014

SOD - «Let's Get Fight» (versão interessante)

Casal de deuses (?)

Moldura com imagem hindu em metal com relevo, com um casal de deuses (ou um monstro com uma mulher).
Como explica o Charlie, "a cópula entre deusas e animais é muito comum aparecer representada nas gravuras da Antiguidade. São tendencialmente serpentiformes, sublimações fálicas e surgem ligadas ao elemento água. Um arquétipo que continua presente nas representações de Nossa Senhora, herdeira das antigas deusas, onde ela surge sobre a nuvem / água estando a serpente a seus pés. Símbolo de fertilidade e vida eterna".

Visita a página da colecção no Facebook (e, já agora, também a minha página pessoal)

Ocultai o pardaléu!

Por algum motivo o erotismo resulta melhor quando as moças não têm a serigaita ao léu nas fotografias.

16 abril 2014

Arte corporal - Slava Adam


Body Art - Slava Adam from Tim Slovin on Vimeo.

«Os três amigos do homem» - João

"Gosto de vibradores. Enquanto navegava na maionese, escrevendo este texto, dei por mim a pensar em como muitos homens temem os vibradores. Não vejo porque razão um homem os deva temer, e ainda assim sei de muitos que os temem. Temem que as mulheres os prefiram, porque não sujam a casa, não desarrumam, não trazem lixo nas solas dos sapatos, não ressonam, não acreditam no cesto mágico (aquele que recebe a roupa suja e a transforma em roupa lavada, passada e dobrada) e não dizem coisas. O único inconveniente dos vibradores, o que os separa da perfeição, é precisarem de pilhas ou de carga. Se o vibrador fosse auto-suficiente, talvez as mulheres os preferissem. E se assim o escrevo, bem sei que brinco com o assunto, pois embora os vibradores sejam bons sozinhos, dizem-me que as mulheres os preferem acompanhados dos seus homens. Um vibrador é um dos melhores amigos do homem. Nos dias em que estamos imparáveis, os vibradores podem ser aquele pedacinho que garante que uma mulher se atira ao ar, toda esgaçada (andava há muito à procura de um pretexto para escrever algo em torno do verbo esgaçar), e nos dias em que o sexo não faz parte do nosso nome, o vibrador é aquele amigo que faz parte do trabalho por nós e nos deixa ganhar fôlego para outros circos com leões, onde vamos de novo brilhar, com ou sem o amigo das pilhas. E nos outros dias, naqueles normais, em que não estamos imparáveis mas também não estamos definhados, o vibrador é um adicional nas imaginações da gente doida, da gente que não existe.

Disse que o vibrador é um dos melhores amigos do homem. São três. Além do vibrador, há o cão, e o Google. Por razões diferentes, e desejavelmente em separado (embora cada um saiba de si…)."

João
Geografia das Curvas

«conversa 2062» - bagaço amarelo

(no café)

Ela - Estás a ver aquela gaja ali sozinha, que está a beber um café com natas?
Eu - Sim...
Ela - Achas que é bonita?
Eu - É bonita, sim.
Ela - Ainda bem.
Eu - Ainda bem porquê?
Ela - É a namorada do meu ex-marido. Não queria nada ter sido trocada por uma gaja feia.
Eu (risos) - Não te preocupes. Ela é bem gira.
Ela - Também não exageres. "Bonita" chega.
Eu - Pronto...
Ela - Mas é mais bonita do que eu?
Eu - Hum...
Ela - Pronto, hesitaste. A gaja é mais bonita do que eu.
Eu - Não é isso. As coisas não são assim tão lineares.
Ela - São, são. Deixa-te lá de merdas.
Eu - Tu e ela são diferentes. Não dá para comparar.
Ela - Se fossemos iguais é que não dava para comparar, pá.
Eu - Perguntaste-me se ela era bonita e eu disse que sim, porque é. Entre ti e ela já não sei dizer assim tão facilmente, percebes?
Ela - Percebo que a conversa do meu ex sobre o fim do nosso casamento, de como havia um cansaço natural entre nós e mais não sei o quê era tudo peta. Ele encontrou foi uma gaja melhor.
Eu - Não sei que te diga.
Ela - É melhor não dizeres nada. Quanto mais falas, pior a coisa fica.


bagaço amarelo
Blog «Não compreendo as mulheres»

15 abril 2014

Kid Bengala no «Game Show mais Difícil do Mundo»

Eva portuguesa - «Quero»

Quero dormir abraçada. Quero acordar com um beijo. Quero passear de mãos dadas. Quero rebolar na areia. Quero ver o pôr do sol e o luar contigo. Quero contar estrelas. Quero jantar com os amigos. Os meus. Os teus. Os nossos. Quero sofá contigo. Quero cama contigo. Quero mesa contigo. Quero um sms a meio do dia a dizer "amo-te", só porque te apeteceu. Quero provocar-te através de mensagens só porque me apeteces. Quero saber como foi o teu dia e que te interesses pelo meu. Quero colo. O teu colo. Quero oferecer-te o meu ombro para chorares. Quero que me abraces em silêncio. Porque é assim que mais dizes. Quero o teu lado de homem mau e a doçura de menino.
Quero-te a ti. E tu, o que queres?...


Eva
blog Eva portuguesa - porque o prazer não é pecado

«nascida das nuvens, renascida em ti» - Susana Duarte








nascida das nuvens, renascida em ti,
soçobro ante a visão das coisas. contigo, vivi
e soube das luzes da noite. nascida das chuvas
e das vidas vividas, renacida de ti, chão de uvas,
uvas-mosto de um setembro oculto, revivo na sombra,
a sombra etérea das gotas de chuva e a penumbra
dos olhos, iluminados pela cor cereja de uma vela.
nela, escondem-se os segredos dos amantes,
e dos dedos, e dos momentos delirantes
de milhares de segredos, inscritos
nos poros. inscritos em ti. nascida
das nuvens, renascida em ti, escrevo
diários de fumo na sofreguidão dos dias,
e na solidão dos dias, e na solidão fria
das noites. olho-te. fico em paz.
nasci das nuvens. renasci das tuas asas.
luz da minha sombra esquecida. vivo nas casas
onde existes. e morro na luz dos teus braços.

Susana Duarte

Espada e punhal com formatos fálicos

Numa feira medieval, assisti uma vez a um duelo entre alguns figurantes em que, num dado momento, desafiaram uma pessoa da assistência para ir também "combater". Mas a arma que lhe deram para a mão era pequena e pesadíssima, em ferro maciço. E com a forma de um pénis.
Desde esse dia, não descansei enquanto não encontrei um ferreiro que me fizesse estas duas peças, com desenho meu, para a minha colecção.

Visita a página da colecção no Facebook (e, já agora, também a minha página pessoal)

14 abril 2014

«Banc-bout - a primeira (r)evolução desde o Kamasutra


BANC-BOUT SINCE KAMASUTRA THE FIRST (R)EVOLUTION from Henry LINTIMOLOGUE on Vimeo.

Postalinho da Bimby

"Estou a ver mal ou tem uma receita de bolo de laranja com sémen?"
Tobias



«conversa 2060» - bagaço amarelo

(no café)

Ela - Achas que eu falo demais?
Eu - Não, mas porquê?
Ela - O meu marido está sempre a dizer-me que eu falo demais.
Eu - Que falas demais ou que falas muito? Uma coisa é falar demais, outra é falar muito.
Ela - Ele diz que falo demais...
Eu - Tens que lhe perguntar porquê, então. Falar demais tem a ver com qualquer coisa inconveniente que disseste.
Ela - Pois...

(cinco minutos depois)

Ela - Achas que falo muito?
Eu - Não, mas porquê?
Ela - Há bocado referiste que, em vez de eu falar demais, podia falar muito.
Eu - Foi só como termo comparativo.
Ela - Ah! Ainda bem. Não importo de falar demais, mas não queria que me dissessem que eu falo muito.
Eu - Bem... eu prefiro uma pessoa que fala muito a uma que fala demais.
Ela - Pois, mas o meu marido é mais importante do que tu e acho que ele não gosta de mulheres que falam muito.
Eu - Porque é que dizes isso?
Ela - Eu, às vezes, falo durante o sexo e ele está sempre a mandar-me calar. Às vezes até com palmadas no rabo.
Eu - Por exemplo, talvez isso seja falar demais.
Ela - Já não percebo nada.
Eu - Deixa lá. Esquece isso por agora.


bagaço amarelo
Blog «Não compreendo as mulheres»

As boas coisas da vida

Saber apreciar bons momentos requer sentidos apurados.


Até o olfato.

Capinaremos.com

13 abril 2014

«Minha Filha Adolescente e Nudista» (documentário)

O documentário acompanha jovens ingleses que aderiram ao movimento nudista e que tentam desmistificar os preconceitos que envolvem essa prática.

«O amor resiste a tudo» - por Rui Felício


A Zélia foi me apresentada, na Pastelaria Ceuta, pelo Zé Luis Português Borges da Silva naqueles bons tempos de solteiros que passámos em Lisboa.
......................
Era uma miúda algarvia, divorciada, de olhos e sorriso lindos!
Tivemos uma relação durante quase um ano. Mas como em tudo na vida, ultrapassada a euforia inicial, as rotinas instalam-se e o entusiasmo arrefece. Nunca nos zangámos, mas as dúvidas apareceram e questionei-a se valia a pena prosseguir...
Disse-lhe que achava que ela já não gostava de mim. Ela negou, insistiu que cada vez gostava mais e que as minhas dúvidas não tinham razão de ser...
Mas eu sentia que era diferente...Que a paixão do principio tinha esmorecido, senão mesmo desaparecido por completo. Ela prontificou-se a fazer tudo o que eu quisesse, como teste do seu amor. Eu só tinha que escolher...
Perguntei-lhe se ela por mim seria capaz, por exemplo, como prova do seu amor, de ir a um restaurante mexicano que havia em Lisboa e comer aqueles pratos exóticos que eles lá tinham, tipo formigas, baratas, lagartixas, etc... Claro que lhe disse isto a brincar mas ela levou-o completamente a sério e respondeu-me que podia ser já no dia seguinte. Iríamos jantar ao tal restaurante mexicano e eu escolheria o prato que ela comeria de bom grado para me provar o seu amor.
Embora eu insistisse que tudo não passava de uma brincadeira minha, que foi uma parvoíce que me veio à cabeça, ela fez questão de fazer esse teste.
Ou esse ou outro qualquer era para ela indiferente!
Mesmo achando eu, ser um teste estúpido, combinámos então ir ao tal restaurante.
Escolhi, para mim, um bife com ovo a cavalo. Para ela, um prato designado por “baratas negras fritas no próprio molho, à moda de Zapata”
Observei a Zélia a trincar as baratas, agoniei-me ao ver, de vez em quando, um liquido amarelado que por vezes lhe escorria da boca e que ela pressurosa, enxugava com o guardanapo. O estalar da cascas a partirem-se entre os seus dentes provocava um ruído inquietante...
Pareceu-me ver os restos das patas das baratas, presas nos interstícios dos dentes da Zélia...
Um verdadeiro nojo!
......................
No fim de comer, fitou-me e disse-me:
- Odiei comer esta porcaria. Queres melhor prova do que esta? Ainda duvidas do meu amor por ti?
Não tive outro remédio senão reconhecer que a Zélia tinha levado ao extremo o seu teste e disse-lhe:
- Admito que me enganei Zélia. Não duvidarei mais de ti...
Feliz, a Zélia aproximou os seus lábios dos meus e pediu-me um beijo. Como paga do seu esforço...
Recusei beijá-la com a desculpa de que estávamos em local público...
Mas na realidade, o que eu não conseguia era esquecer aquelas patinhas de barata ainda entre os alvos dentes da Zélia.
Afinal era o meu amor por ela que já se tinha esvaído... Incapaz de resistir ao mais pequeno teste...
Rui Felício
Blog Encontro de Gerações
Blog Escrito e Lido

A miúda



A miúda que em há em mim costuma correr à socapa dos colegas adultos nos longos corredores daquele edifício que mais parece a casa de malucos dos 12 trabalhos de Astérix. Muitas vezes nas pontas dos pés para os saltos não a denunciarem.

E não contente com isto, ainda se apaixona como se cada vez fosse a primeira com a inocência de quem tem tudo para descobrir no outro e em si. Concebe como momento mágico cada novo pénis que lhe assalta a vista como se deparasse com um gatinho acabado de nascer na parecença de ambos terem os olhinhos fechados.

E quase acredito que só cresce ao ritmo do emblema masculino que afaga nas mãos enquanto abandona as mamas aos sorvos e depenicadas da boca do outro. Porque assentar as nádegas nas coxas dele e soerguer-se um nadinha para se encaixar nele antes de um frenético vai e vem é um indubitável sintoma de maturidade.

John Currin









11 abril 2014

Penetra São! A bem da Nação!

Como eu sempre disse, os comentários são um blog dentro do blog

"Assédio sexual no trabalho?
Eu sempre digo: no lugar onde se ganha o pão... não se come a carne."

"E perder essa oportunidade de fazer uma bifana?"
Triangulo Felpudo

"Relação igual = nenhum sexo" - capa da Volkskrant Magazine


Les boules (III)


Uma das posições que por norma escolho para ter acesso aos testículos e regiões limítrofes é aquela que, por experiência, os homens preferem, creio que por se tornar menos “embaraçosa” ou menos incómoda, do que a de pernas levantadas, joelhos flectidos e seguros com as mãos.
Virado de costas, de nádegas ao dispor, encontra sempre modo de expor o que vai ser alvo da minha atenção. Tenho acesso quer aos testículos, quer ao períneo e ainda ao ânus que pode ser um excelente colaborador das minhas manobras, caso o homem não se decida a mostrar que é parvo. 
O pénis pode ir roçando o aveludado dos tecidos ou, caso queiramos, ser colocado na direcção oposta à que normalmente adquire erecto, sendo possível fazê-lo surgir por entre os testículos. A curvatura natural é contrariada e o prazer que a glande usufrui aumenta quando lhe tocamos com os dedos ou com a língua. 
Esta posição é favorável aos testículos que se podem incluir em qualquer grupo já descrito, mas tornam-se mais manobráveis os incluídos no nicho da “noz”. São testículos duros, com um volume agradável, sem exageradas dimensões e sem necessitar de cuidados acrescidos durante as “operações”. Os “pêra” são mais susceptíveis de se magoarem.
Se os aflorarmos levemente com a polpa dos dedos enquanto percorremos com a língua o períneo e a sutura medial; enquanto rodamos a palma da mão livre e lubrificada pelas nádegas do homem, preparando em simultâneo o ânus para um assomar dos nossos dedos, o homem erguerá as ancas permitindo-nos o acesso ao pénis que se torna fácil de agarrar e acariciar, voltando-o para nós de modo a que a ele cheguemos com a língua. Os testículos podem ser modelados com a palma da mão, rodados lentamente, banhados com saliva, lambidos, mordiscados e acariciados (mesmo com alguma rudeza) até os sentirmos contrair e quase desaparecer endurecidos e contraídos. Nesse instante, podemos virar o homem. Está pronto para outras manobras mais ousadas.
A L. gostava de "sapatear" com cuidado extremo os testículos “noz”!. Admito que nunca me ocorreu tocá-los dessa forma, contudo tenho de confessar que nunca deixei de ser adepta de umas ternurentas palmadinhas nos meninos que se tornam tão marotos.         

09 abril 2014

Um dia na vida de um selim

Quinze mil posts publicados...


«Sabes sempre tão bem» - João

"Noite. Tinha-se abatido sobre nós, e sobre todos, há já largos minutos. E frio. Na cidade encontrámo-nos nós, junto a portentosas fachadas, e tu da forma que eu gosto. Seria escusado descrevê-lo. Na verdade, é mesmo escusado, porque sabias sempre, como sempre sabes, o que gosto de ver no corpo de uma mulher. Desta feita, com tudo no sítio, a lingerie completa sem peças em falta. Tu sabias porquê, e eu também. Na fusão com o barulho ambiente questionei, depois de te olhar, tens o remoto?, e tu tinhas. Com um trejeito da boca, de certo modo trocista, lançaste a mão à mala e dela tiraste um pequeno objecto. Sorrimos.

Na longa mesa, de alva toalha, sentaste-te tu. E eu por perto, na tua diagonal. No meu bolso o pequeno controlo remoto. E melhor que isso, na tua cona o pequeno vibrador. Bem seguro, encaixado no teu calor e devidamente travado pela tua lingerie. Sentada nada havia a temer. Mas ainda havias de levantar-te e caminhar. Talvez de pernas bambas. Se conseguisses. Apanhei-te muitas vezes distraída enquanto procuravas manter uma conversa coerente com os demais convivas. Alguns terão achado que a sua conversa era a mais interessante do mundo, porque tinhas momentos de sorrir, mas também outros em que os talheres que tentavas manusear se cruzavam com estrépito, ou massacravam a comida, como se fosse ela a culpada de eu pressionar, de quando em vez e sem aviso, os botões que te faziam vibrar. Por mais que uma vez, olhei-te provocador e a seguir deste pequenos saltos na cadeira. Por mais que uma vez, senti a mesa tremer, quando os teus pés descalços (tiveras a prudência de deixar os saltos perto, mas desligados do teu corpo) lhe batiam. Imaginei-te a querer sair dali, desesperadamente. Os nossos olhares foram muitas vezes assim. Vamos embora daqui, por favor. Depressa. Quero ir embora contigo. Já. E eu de remoto na mão, e tu de vibrador na cona.

E a tua tortura não era maior que a minha. Era diferente. Eras tu no precipício do orgasmo, e eu a ler-te todos os movimentos, a tentar fazer-te caminhar entre a segurança e a queda, e torturado de tesão, de quem só queria arrebatar-te dali para fora e consumir-te num corpo agarrado com fome e roupas rasgadas. E quando dali finalmente nos subtraímos, preparámo-nos para fechar a noite, subindo a rua calmamente, ardendo por dentro, o teu braço dado no meu e os teus saltos navegando as pedras escorregadias e molhadas. Menos molhadas que tu, tristemente escorregadias comparadas com o teu corpo quente. E num ponto mais escuro da cidade, pediste-me emprestado o sobretudo que colocaste sobre os ombros, cobrindo-te um pouco abaixo dos joelhos, disseste espera um pouco, e com uma agilidade invejável, num movimento contínuo, ultrapassaste a saia e a lingerie, e retiraste o pequeno vibrador que te havia torturado toda a noite. Deste-mo para a mão e sabias o que eu ia fazer. Só podias saber o que eu ia fazer. Segurei-o com cuidado, que me deslizava nos dedos, e lambi-o, sôfrego, e disse que sabes bem, sabes sempre tão bem."

João
Geografia das Curvas

«conversa 2059» - bagaço amarelo

(nas escadas do meu prédio)

Eu - Vamos pelas escadas.
Ela - Porquê?
Eu - Eu vou sempre pelas escadas por uma questão de método. Faço mais exercício e poupo electricidade ao condomínio.
Ela - Eu tenho que ir de elevador por uma questão de método também. O teu elevador tem espelho e eu gosto de me ver ao espelho.


bagaço amarelo
Blog «Não compreendo as mulheres»

08 abril 2014

Postalinho de Los Angeles - da Daisy

"Olá, São Rosas
Já te mandei outra cópia desta escultura, em Veneza (o «Anjo da Cidadela», do Marino Marini).
Esta está no J. Paul Getty Museum at Getty Center, em LA.
Beijo"
Daisy