21 fevereiro 2013

«Diário do Patife III» - Patife

Nesta rubrica, um dia do diário de notas do Patife é aqui transcrito todos os meses sem censuras.

2 de Agosto

Acabei de conhecer uma belga. Sendo eu fã das bolachas, pergunto-me qual será a sua reacção quando sugerir que a quero untar de chocolate antes de a comer.

Começa a ser socialmente complicado não conseguir ficar calado sempre que uma mulher tosse insistentemente perto de mim. “Anda cá que eu já te digo o que é bom para a tosse” nunca é levado a sério. É que eu tenho mesmo uma cura milagrosa para a tosse e acham sempre que eu estou a ser ordinário. Por acaso a cura é mesmo mamarem-me o Pacheco, mas não o digo por ordinarice. É por pura bondade.

Acabei de comer a belga. A páginas tantas dei-lhe uma mordidela, mas ela pareceu ser compreensiva.

Foda-se. Tudo bem que lhe dei uma trancada à boa maneira Patifeira mas isto é demais: Estou com uma nódoa negra no nabo. É que a moça tinha umas guelras vaginais profundamente apertadas. Bem… É uma ferida de guelra.

Olho para o soalho e reparo no estado lastimável do preservativo. Recordo-me de um apontamento de humor de uma série qualquer, daquelas que vejo a meio de uma insónia: “Com ele a queca é tão intensa que o preservativo mais parece uma película aderente a tentar proteger uma travessa de comida no epicentro de um tornado”.


Patife
Blog «fode, fode, patife»

Estórias de um passado-presente


Preâmbulo:

Depois de um desafio lançado por uma amiga querida, decidi, também eu, partilhar pedaços - porque é isso que a minha memória permite que faça fielmente - da minha experiência como acompanhante. Pese embora me gabe desbragadamente da minha memória de elefante, existem lapsos temporais que não recordo claramente. Será pois, por isso, uma colecção de textos que reúnem as minhas experiências sem uma linha temporal rectilínea e progressiva.

Porquê? Porque talvez hoje, mais que nunca, quem se depara com esta escolha deve ter a liberdade de a fazer em posse de toda a informação possível. Porque embora eu não tenha um circo de horrores (porque comigo assim não foi) para contar, também não tenho memória de um mar de rosas. Porque sei que é fácil acreditar que é uma porta que se cruza sem nome, sem morada e sem passado, mas também sei que o caminho inverso faz-se transportando uma bagagem - que não cabe a mim qualificar enquanto narradora. Porque quando escolhi talvez o tivesse não feito se tivesse tido acesso à crueza que se impõe nestes assuntos - já que o fiz no "boom" dos "testemunhos" fabulados nos média e na internet. Porque, sim, sei que talvez seja catártico olhar para mim com a distância que o tempo permite e tirar conclusões dos quês e porquês.

Porque o meu passado define o que sou no presente. Porque ainda não fechei a porta com medo de imaginar - em vez de ver - o que está do lado de lá.

Mimi
blog «Sometimes It Happens...»

«Bestiality» - por Luis Quiles




"A veces es dificil encontrar temas que ofendan la moralidad y el puritanismo de la clase media. Por suerte aún hay ciertos temas tabú que hieren la sensibilidad sin el mas mínimo esfuerzo."

Luis Quiles

20 fevereiro 2013

Difícil conjugação

Eu decepcionei-te
Tu decepcionas-me
Ele decepcionar-te-á
Nós decepcionar-nos-íamos
Vós decepcionaste-vos
Eles decepcionam

«respostas a perguntas inexistentes (223)» - bagaço amarelo

jackpot

Existem uma bolachas negras com um creme branco no meio, tipo sanduíche, a que as crianças costumam lamber o creme primeiro e comer as bolachas depois. Sim, passe a publicidade, são as Oreo, embora também haja algumas marcas brancas a imitar, mais baratas e parecidas.
Eu estava no computador a tentar trabalhar quando um dos meus enteados surgiu na sala totalmente excitado com uma dessas bolachas. Abriu-a e mostrou-ma com um brilho anormal nos olhos.

- Que foi? - perguntei.
- Esta bolacha tem muito mais creme do que o normal! - respondeu.

De repente senti um nó no estômago. Não sei quando é que perdi esta capacidade de ficar feliz com pouco, mas sei que, sem dar por ela, a deixei algures. Talvez numa notícia de televisão sobre uma guerra qualquer, talvez na morte dum amigo, talvez num Amor terminado. Já não me lembro. Talvez em vários sítios, um bocadinho de cada vez.
O miúdo ainda ali estava, a segurar a bolacha na minha direcção, à espera dum sinal qualquer que confirmasse a sorte grande que lhe tinha saído.

- Espectacular! - disse.

Vi-o a sair novamente da sala, aos saltos, numa corrida louca em direcção ao quarto. Estava a escrever um conto para crianças e parei, fechei o computador e os olhos. Procurei com urgência, nas memórias dos meus últimos dias, algo que me pudesse fazer assim feliz. O quotidiano desfilou à minha frente como se estivesse a jogar na máquina dum casino qualquer. Tomar café, beber uísque, pôr-me à janela, ver um filme, ler um livro, ouvir música ou comer chocolate. Nada me faz ter aquele brilho nos olhos.
Depois veio um beijo da Raquel, uma mão que lhe dou enquanto passeamos, um abraço quando chegamos a casa ao fim da tarde. Três lembranças em linha. Saiu-me o jackpot.


bagaço amarelo
Blog «Não compreendo as mulheres»

Roçar a bunda no pênis não é coisa de funkeira brasileira


Isso também acontece em show de rap nos EUA:



Obscenatório
http://obscenatorio.blogspot.com.br/

«Multicare»... pelo menos em dois sítios

A página internet da empresa de seguros Fidelidade Mundial...


... mostra uma grande atenção pelo bem estar das mulheres:

19 fevereiro 2013

A linha


Foto: Claas-Michalik


As mãos. São sempre as mãos que começam o frenesim incessante percorrendo o corpo. Não param. Umas vezes mais suaves, outras mais firmes e enérgicas parecem querer aquecer e fazer fluir o sangue. Os olhos passeiam pelas pálpebras cerradas. O cabelo sente o toque profundo dos dedos. Segue-se o arrepio na pele. Todo o corpo reage sempre daquela mesma forma. O apelo ouve-se em todas as células. Depois vêm os lábios. Tão quentes e húmidos a emoldurar uma língua ávida de sussurros. Os beijos moram no pescoço, nos ombros, nos seios e na cintura. Toda a pele reclama aquele gesto. Lábios nos lábios trocam beijos, segredos, afetos e desejo. Tudo se mistura até que os olhos se abrem e entram na alma um do outro vagueando e navegando por todos os cantos. Cada olhar é uma descoberta. Uma dádiva. Os lençóis moldam-se aos corpos banhados em fluidos que se confundem mas que se distinguem nas pontas dos dedos. A luz muda e emudece o mundo. O tempo habita onde os paralelos se cruzam. Bem para além do horizonte. A linha que, cúmplice, lhes serve de leito.

Namorados todos os dias do ano

Notícias da Academia de Vénus ... O que fazer mesmo depois do dia dos Namorados? Nós temos ideias!


Vermelha e Nua

No Sketchbook Boudoir 0 artista Janus cria obras exóticas e encantadoras.

Poison Ivy  mixed media  on toned paper 8.5"x11"

Wine mixed media on toned paper 8.5" x11"

Eva portuguesa - «Para o H.»

Perguntaste por que nunca tinha escrito sobre ti, sobre nós.
Como te disse, achei que o que tínhamos era demasiado íntimo e especial para ser exposto aqui. Afinal, há muito que deixáramos de ser a Eva e o H. Há muito que tinhamos ultrapassado, de forma irreversivel, a relação cliente/acompanhante.
Tornámo-nos um para o outro, um do outro.
Mas agora, que as lágrimas me toldam a visão, faço-te a vontade e deixo um testemunho da tua existência em mim, para mim.
Agora já nada tenho a perder. Já não há intimidade, amizade ou algo que valha a pena ser preservado. Continua, pelo menos da minha parte, a existir este amor enorme, imutável e intenso, que me faz sentir o teu cheiro mesmo quando estás a milhares de Kms de mim, que me faz sentir a tua boca quando outro me beija, que não me deixa esquecer o toque doce e aveludado da tua pele...
Mas este amor, único, estéril e inesquecível, apenas veio abalar o meu mundo, fazendo-me crer no que eu sabia ser impossível, iludindo-me apenas para me deitar ao chão e me fazer ver a realidade.
Não sei se fui feliz contigo. Os nossos momentos eram sempre tão frágeis e delicados... como se nos encontrássemos numa corda bamba. Pois bem, fui eu quem caiu! Mas essa queda não derrubou o sentimento, apenas lhe acrescentou dor e sofrimento.
Agora olho para trás, para o pouco e ao mesmo tempo tanto que vivemos e partilhámos, e sei que tirar-te de mim vai ser como tentar apagar a tatuagem com o teu nome que gravei na minha pele: impossível! Posso fazer outra tatuagem por cima, mas o teu nome ficará para sempre em mim. Assim como posso tentar arranjar outro que te substitua, mas apenas me estarei a enganar, pois não és tu.
Sussurraste-me que estavas perdidamente apaixonado por mim, algo que agora questiono. Afinal, como se desiste tão facilmente de quem amamos?!...
Mas o amor é assim mesmo: sacrificar a nossa felicidade por quem amamos. Como não tiveste coragem para me deixares, afasto-me eu, libertando-te das amarras que te ligavam a mim. Não mais deixarás de estar bem por minha causa, não mais terás que adiar o que seja por mim e, sobretudo, não mais serei uma dor de cabeça para ti.
Deixo-te livre para poderes ser feliz com a vida que escolheste longe de mim e sem mim. E espero realmente que sejas feliz. Para que a minha dor faça sentido, para que as minhas lágrimas não caiam em vão.
Desde o início que soube que não devia permitir que a nossa relação fosse além da profissional, mas... viciei-me em ti... viciei-me no teu cheiro doce, indecifrável e que me fazia sentir segura... viciei-me na tua meiguice e integridade... viciei-me no teu abraço quente e reconfortante...
Deixei que a minha insegurança, necessidade de amor e de "colo" toldasse o meu raciocínio.
Abri a minha vida, a minha história e a minha alma para ti... e deixei-te entrar... e deixei-te instalares-te. Mostrei-te o meu melhor e o meu pior... despi-me para ti...
E agora tu, como prenda que se dá nos anos, mostras-me a realidade, trazes-me de volta ao mundo, pões-me no meu lugar, tiras-me a importância exacerbada que eu julgava ter para ti, e reduzes-me àquilo que afinal eu sou: uma prostituta...


Eva
blog Eva portuguesa - porque o prazer não é pecado

«Na clara manhã do silêncio» - Susana Duarte

___desenhei, no azul, a expectativa e o caminho
onde, de asa em asa, as pernas se transformaram
em escamas, e as escamas, na estrada marinha
percorrida. Sob as tuas mãos, a pele desnuda
da noite e, na noite, a sombra caída dos dias___

Reinventaste a noite. Na noite, a ausência da solidão.

O desenho da tua mão espalma-se na minha boca.

A tua mão redesenha o meu grito.

Silêncio.

Na clara manhã do silêncio, o beijo.



Susana Duarte
Blog Terra de Encanto

Uma nova loja online... com artesanato erótico das Caldas da Rainha

Os meus confrades da Confraria do Príapo apresentam e recomendam a loja on-line «CaldasGiftShop»:
"Sendo uma criação do Casal da Eira Branca - Turismo Rural, a loja on-line «CaldasGiftShop» destina-se à promoção e venda de artigos regionais e dá uma especial relevância à tradição fálica caldense. No fundo, é mais uma porta aberta para divulgar a nossa tradição e ajudar a vender os produtos dos nossos artistas e artesãos.
A peça simbólica da Confraria do Príapo, o “Falo sempre em pé”, já lá está à venda".
E, acrescento eu, um exemplar do Falo em Pé está já a caminho da minha colecção.


Caldas Gift Shop