12 fevereiro 2012

Gripe das emoções

"Levanta-te e anda" é um milagre, mas quotidiano.
Er63

(imagem daqui)

Não sei porque me acordaste, como se nem tivesses visto a Branca de Neve do João César Monteiro, arrogando o direito de me fazer encarar a luz do dia quando já sabias que muitos são aqueles em que me sinto esgotada, auto plagiando os meus gestos de fazer o mesmo filme de me sustentar de pé.

Essa tua caridade em que me emprestas o corpo para dissolvente das nódoas do quotidiano é um filme série-B, com as cenas eróticas coladas com cuspo às do resto da vida, tão fugazes e deprimentes como uma película de domingo à tarde na televisão. Apesar de cada dia vermos os telemóveis a crescerem e multiplicarem-se, sofremos desta gripe que entope a intensidade das emoções e até na cama só despimos água e sal em gotas de suor, contaminados pelos juízos securitários de vivermos amorfos e protegidos em redomas como os condomínios fechados. Estamos como os alcoólicos no passinho de uma foda de cada vez que o futuro como orgasmo já não é objectivo.

E só posso retribuir essa caridade optimizando a relação com outra virose da moda: agilizamos procedimentos e um de nós despede-se para se contratar substituto.

Victoria's Secret Swim 2012

Mata-leão retórico


Ricardo - Vida e obra de mim mesmo
(crica na imagem para abrir aumentada numa nova janela)

10 fevereiro 2012

«3 years of Geekography» (video e fotos)

«Geekography» é um projecto da autoria do russo Exey Panteleev que aplica códigos de programação como CSS, HTML e outros termos técnicos... no corpo feminino.


3 years of Geekography, backstage from Exey Panteleev on Vimeo.

Algumas imagens deste projecto:



«a última sessão» - bagaço amarelo

Começo por lhe ver a mão. Treme de frio enquanto segura a chávena quente com chá verde fumegante, e eu finjo que não reparo. Dou-lhe dois beijos curvando-me o mais possível para ela não ter que se levantar da frágil cadeira do café. Tenho dificuldade em reconhecer a menina a quem há vinte anos atrás eu convidava disfarçadamente para ir à última sessão comigo. Hoje está um filme muito bom no Oita, dizia eu. E ela perguntava o nome. E eu, que nunca sabia, contornava a mentira dizendo que um amigo me tinha dito que o argumento era bom. Ela acreditava sempre. Ou não.
Os seus olhos demonstram alguma dificuldade em sair das covas que o tempo lhe escavou nos ossos da face. Enfrento-os. Houve uma noite em que o filme era tão mau que eu não tive como me desculpar. Enfrentei-a e ela a mim. Sorrimos um para o outro como se o nosso silêncio se explicasse a si mesmo. E o nosso Amor, já agora. Aquele filme mau tinha demonstrado que eu inventava as idas ao cinema só para estar com ela. Foi a primeira vez que nos beijámos.
Os lábios dela parecem uma represa de palavras e de beijos. Estão pintados com a mesma cor de sempre, como se o tempo tivesse conservado o batom propositadamente para um dia qualquer. Este dia, em que a torno a ver quase como que por acaso, quase como dois planetas que se tornam a cruzar depois de uma longa volta à sua estrela. Vejo-a pelo meu lado que anoitece. Pergunto-lhe se quer ir à última sessão. Ela ri-se engolindo o som do riso. Pergunta-me qual é o filme. Que não sei, respondo. Ela sacode os ombros como se quisesse enxotar os anos que passaram.
Por falar em ombros, são tão pequenos e frágeis, os dela. Não percebo como é que eu pousava ali a minha cabeça enquanto ela me abraçava. Talvez nunca a tenha pousado literalmente e ficasse sempre em esforço para não a magoar. Era mesmo isso, já me lembro. Foi dali, do ombro esquerdo dela, que os meus olhos lhe contemplaram pela primeira vez os seios, margens dum decote que corria como um rio em maré alta. Foi dali que mergulhei e me afoguei tantas vezes quantas pude, até ela me socorrer e salvar a vida numa lenta respiração boca a boca.
Não me mentiste, disse ela. O quê? E ela diz que eu não fingi que sabia que filme queria ir ver, nem fingi que um amigo me dissera que o argumento é bom. Não fingi porque já não a Amo, diz ela. Nem ela a mim, sublinho. É a nossa última sessão, este chá quente que nos provoca calafrios. É, não é? É. Sorri engolindo de novo o som do riso.

bagaço amarelo
Blog «Não compreendo as mulheres»

Vamos lá combater o frio


Foto: Shark

Nem ele agradou todo mundo, né?

Muitos de nós clamamos para ele voltar mas... e se ele voltasse?




Capinaremos.com

09 fevereiro 2012

«Lesbians are a boy's best friend» - Hong Kong Dong

"Olá!
Queria partilhar uma música contigo. Não sei se já conheces. A banda chama-se Hong Kong Dong.
Como pelo Facebook não dá, decidi enviar-te um e-mail.
E, já agora, aqui fica também o myspace da banda - http://www.myspace.com/thehongkongdong - quando tiveres tempo, dá uma espreitadela. Parece-me interessante ;)
Bárbara João"

«Comer com os folhos» - Patife

Fui ontem surpreendido por um telefonema do caralho. Aposto que as mentes mais porcalhoto-ordinaronas imaginaram de pronto o meu nabo a esgueirar-se pela janela até ao telefone público mais próximo, desenrolando-se como uma mangueira de carro de bombeiros, para me telefonar. Mas não. Podia perfeitamente desenrolar-se até ao telefone da esquina, até aqui tudo plausível, mas não consegue segurar o telefone. Recebi foi um telefonema inesperado e caricato de uma condessa cuja chona quase amarfanhei há meia dúzia de anos numa festa privada. O mesmo anfitrião organizou nova festa e a condessa ligou-me a saber se eu ia, a matreira. Na altura ela era recém-condessa e tinha receio que lhe conspurcasse o título com o meu bacamarte porcalhão e a minha conversa desprovida de verniz sexual. Conversa puxa conversa e solta um convidativo Continuo casada e bem casada, mas se me olhares como da última vez não vou conseguir resistir. Gosto muito quando as culpas das infidelidades alheias recaem no meu olhar. É certo que a comi com os olhos, mas sei que em pensamento ela me comeu com os folhos, por isso acho que estamos de contas saldadas. Ultimamente tenho andado é de conas salgadas, mas isso não vem agora ao caso. Como nunca mais lhe respondia se ia à festa ou não e ela já devia estar possessa da pachacha sem saber se me ia montar como uma amazona selvagem enquanto eu lhe espetava o indicador direito na bufa para marcar o compasso do ritmo fodengo ela insistiu: Mas diz lá… é desta que te ponho a vista em cima? A resposta não tardou: Depende, condessa. É desta que te ponho a picha em cima?

Patife
Blog «fode, fode, patife»

Bonsai macho

"Olá, São Rosas
Este é um bonsai que está numa loja em Lisboa, no Parque das Nações.
Nelson"


O importante é que falem

Crica para veres toda a história
Proeza


1 página

oglaf.com

08 fevereiro 2012

Minas e armadilhas

Algumas paixões não passam de chispas efémeras que acendem um rastilho para a sua própria implosão cujo fragor resulta da diferença entre a intensidade aparente das emoções e a realidade nua e crua desse factor de ignição, acabando por redimensionar à sua verdadeira escala as proporções da carga que se expectava, por excesso, muito explosiva.

«conversa 1870» - bagaço amarelo

Ela - O meu marido nunca percebeu muito bem o que eu queria realmente dizer quando lhe dizia que o Amava.
Eu - E querias dizer o quê? Não era que o Amavas?
Ela - Não, claro que não.
Eu - Ui! Então era o quê?
Ela - Que naquela altura me sabia bem estar com ele.
Eu - Não me digas, por favor, que as mulheres são todas como tu.
Ela - A maior parte são, acho eu.

bagaço amarelo
Blog «Não compreendo as mulheres»

Fruta 71 - Encosta a cabecinha, encosta!

Photobucket


[nettotal, 2011, Ivan Silva]

O mau exemplo



HenriCartoon

Frases do Ricardo Esteves - dedos ágeis



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07 fevereiro 2012

Como pescar um americano



O que farei com esta espada (1975) de João César Monteiro

Eva portuguesa - «Dia não...»

Hoje estou em dia não!...
É um daqueles dias que já devia ter passado...
Estou no apartamento desde as 10.30h e ainda nem uma marcação, um cliente, nada!...
Estou a dar em doida!...
Sobretudo porque tenho nova sessão de fotos no site Momentos de Prazer (onde sou a Mariana Portuguesa), estou em destaque e... nada!
Só me apetece ir para o shopping fazer compras mas sem dinheiro... impossível!
A outra menina cá de casa está na mesma, coitada... mas sempre tem muito menos despesas que eu...
E a outra (somos 3) tem atendido que nem uma doida! Quando eu cheguei já estava a trabalhar e ainda não parou nem para almoçar!... E ainda por cima é a que cobra mais caro!...
Confesso que estou verde de inveja! Não naquele sentido mau de que devia ser eu e não ela, mas a pensar porque não pode acontecer assim comigo também...
Aqui fechada, sem ter ninguém com quem falar, sem sexo, sem dinheiro... ahhhhhh!
E amanhã é dia de pagar a renda de casa! Mas não tenho que chegue...
Hoje, amanhã e sábado tinha pensado em ficar a trabalhar até à 1h da manhã, mas para quê?!
A outra menina não stressa como eu. Diz que, se não for hoje, amanhã corre melhor... mas eu não sou capaz de me sentir assim!...
Não quero estar aqui sempre a queixar-me mas, afinal,este é o meu cantinho, o meu diário, o sítio para mandar tudo cá para fora, como se estivesse apenas a falar comigo...
E o mais engraçado é que ando há uns tempos a pensar ir fazer uma cirurgia correctiva e endireitar as minhas maminhas... a maternidade deixou-as um pouco em baixo (literalmente... LOL).
E queria fazê-lo por e para mim, mas também para os meus clientes, que merecem que essa parte da minha anatomia seja melhorada e não existe outra forma de o fazer.
Mas, claro, dias como os de hoje (e que infelizmente têm sido os mais comuns) deixam essa perspectiva como um sonho e não uma realidade a concretizar em breve...
Que merda!
É nestas alturas que me pergunto se vale a pena ser Acompanhante de luxo, quando não existe trabalho nem dinheiro para o básico, quanto mais para luxos!...
Para ter esta vida abdiquei de ter uma vida pessoal, de ter um companheiro, de ter mais filhos... e hoje não tenho nada: nem amor, nem dinheiro e a minha sanidade mental está por pouco!...
Não liguem...
Eu até costumo ser uma pessoa optimista e bem disposta mas hoje, decididamente, estou em dia não...

Eva
blog Eva portuguesa - porque o prazer não é pecado

O treino no jardim

Os médicos não dizem que temos que andar?
Pois hoje fomos fazer isso mesmo. Fatinho de treino à maneira. Acreditam que ela tem um fato de treino côr de rosa? Como é que é possível? Bom, foquemo-nos.
Pois fartámo-nos de andar. Devíamos estar a andar há uma hora quando ela me disse:
- Tenho mesmo que me sentar. Já não posso com uma gata pelo rabo.
O jardim é grande e ao domingo de manhã costuma ter algumas pessoas. Ela foi sentar-se ao pé de uma árvore. Pensei, o fato côr de rosa vai ficar com o traseiro cheio de terra. Mas ela pareceu não estar muito preocupada com isso.
Sentei-me ao lado dela. Eu estava a armar em forte, mas a verdade é que já estava cansado. A barriguinha da prosperidade já faz das suas.
De repente sinto algo nas calças. Olhei para baixo e, de facto, lá estava a mãozinha. Depois olhei para a cara dela e continuava a olhar em frente, como se nada fosse.
O Ambrósio deu sinal de si. Eu ia olhando para a movimentação. Até que o Ambrósio começou a dar indicações claras de que algo estava para acontecer.
Indicações muito claras.
Indicações muitíssimo claras.
Eu disse-lhe apenas:
- Olha que...
E ela fez-se desentendida. Como se nada fosse com ela.
Pronto. O Ambrósio não é de ferro, certo?
Quando acabou e voltei a perceber em que sítio é que isto estava a acontecer olhei para ela. Tinha tirado a mão e passado disfarçadamente pela erva.
Depois levantou-se e disse-me:
- Olha, que bom. Já estou menos cansada.Vamos continuar o treino?
E eu lá fui. Ainda bem que ninguém me viu naquele momento. Acho que não saberia explicar muito bem porque é que estava a andar como se fosse um dos patos do jardim.

[Momentos Sublimes - As aventuras picantes de um casal bem humorado]

O embrião da colecção - ampolas de vidro da Marinha Grande

Em 1984, quando JP cumpria o serviço militar em Coimbra, no aquartelamento de Santana (em frente à Penitenciária), uma funcionária administrativa mostrou-lhe, um dia, uma pequena ampola de vidro com um casal no seu interior, numa posição sexual. Explicou-lhe que era feita na Marinha Grande, por um vidreiro com um domínio técnico enorme da arte de manusear o vidro, nos seus tempos livres, havendo seis ampolas com casais em diferentes posições.
JP pediu-lhe para comprar essas seis ampolas… e assim começou a sua colecção.
Curiosamente, passados alguns anos JP tentou comprar ampolas idênticas mas disseram-lhe que o senhor que as fazia tinha falecido “e ninguém tem a habilidade que ele tinha para fazer um trabalho tão minucioso. Agora, o que fazem são ampolas maiores, que são mais fáceis de executar e menos perfeitinhas”.

As ampolas originais, compradas em 1984:


As ampolas "idênticas" que se encontravam à venda, passados alguns anos:

06 fevereiro 2012

O grito do Tarzan

As coisas que o Fin descobre...

«coisas que fascinam (137)» - bagaço amarelo

Está tudo bem. Encho um copo de água e encosto-me ao parapeito da janela de onde, dissimulado por um cortinado amarelecido, vejo a minha paisagem de todos os dias como se fosse a primeira vez. É que há dias assim, em que todas as mulheres que passam são o que nós imaginamos. É a vantagem de lhes perceber apenas o vulto que a distância dum quinto andar permite. E eu imago-te a ti em todas elas.
A passagem dum ano é a mesma coisa que a passagem doutro dia qualquer. Vem a noite e depois a manhã outra vez. A única diferença é que por qualquer motivo há mais pessoas a fazer promessas a si mesmas. A partir de agora não bebo mais, a partir de agora vou correr para o jardim da cidade, a partir de agora vou ser feliz ou a partir de agora outra coisa qualquer. Eu prometi que a partir de agora vou olhar para ti todos os dias como se fosse a primeira vez.
Está tudo bem. O copo de água vai a meio e ouço-te entrar. Bateste a porta com mais força do que o habitual e eu sei que foi para avisar que chegaste. Sei também que até te encontrar tenho que passar pelo corredor comprido que liga o quarto à entrada. São cerca de três ou quatro segundos, o suficiente para amarrotar todas as preocupações que tenho como se fossem folhas finas e mandá-las para um escondido escaninho da minha memória. É assim que te vejo pela primeira vez todos os dias, é assim que me percebo apaixonado por ti. É assim que te desejo bom ano.

bagaço amarelo
Blog «Não compreendo as mulheres»

Fruta 70 - A canção do bandido

Photobucket

Pense rápido…

Querida, o que está acontecendo?





Talvez ela só estivesse sonhando, meu amigo... ou não...

Capinaremos.com

05 fevereiro 2012

Semana especial LGBT no Porta Curtas - «Sargento Garcia»

Ficção de Tutti Gregianin - 2000 - 16 min

Baseado no conto homónimo de Caio Fernando Abreu, narra o encontro de um jovem e um sargento na década de 70.



Link directo para o filme aqui.

Fogo!...



Via Special Nudes

Osso Vaidoso - «Poligamia»



"Hei-de fazer minha filha muito rica
dar-lhe um palácio de cada cor
Hão-de chamar à cidade Dona Chica
cada cidadão será feito com amor
Haverá Deus p'ra todos como em saldo
virá brinde em qualquer produto
estará a cada instante o mundo salvo
será o tempo eterno e sempre puto
Hei-de fazer minha filha muito rica
dar-lhe um namorado de cada cor
Hão-de amá-la desde a alma até à crica
e casar todos em grupo com fervor
E se não houver padre que os case
e se não houver compaixão
que se lixe a cerimónia, o rimel o baton e a base
celebra-se à bruta pelo chão
Senhor padre case o povo tão vencido
p'ra sempre unido
senhor padre é tão novo
venha também p'ra marido"
valter hugo mãe

Mulher, o negro do mundo


Ricardo - Vida e obra de mim mesmo
(crica na imagem para abrir aumentada numa nova janela)

04 fevereiro 2012

«Pleasure» - quadro de Vigor Calma

O que estará ele a cantar? E ela?...



Via Sweetlicious


ejamart: "Ela canta o «fado da enrabadinha» ou a «foda da canzaninha» (não se consegue ouvir bem...); Ele parece que está a cantar aquela música do filme do Walt Disney - «a Bronca de Neve e os sete Matulões»: "Eu vou, eu vou, para aquela peida eu vou...!" ou então a letra é: "Eu vou, eu vou, para aquela rata eu vou...!", já que não se consegue ouvir bem..."
São Rosas: "Pois olha, eu penso que estão cantar ambos "passarinhos a bailar..." (ou passarinhas que, como tu alertaste e bem, não se entende o caralho da letra)."

Fruta 69 - Fruta espanhola

Um sábado qualquer... - «Criações» (por Carlos Ruas)

Banda desenhada do brasileiro Carlos Ruas, que recomendo. Aqui, Deus cria... o sexo:




Um sábado qualquer...

03 fevereiro 2012

SEXLAB procura...


...voluntários e ainda paga 30€.

«Culo by Mazzucco» - o 1.684º livro da minha colecção


«Culo by Mazzucco» é um livro de fotografias de Raphael Mazzucco em homenagem ao rabo feminino, com modelos de todo o mundo.

«batatas fritas» - bagaço amarelo

Costumava ver-me ao espelho antes de pensar em matar-me. E digo costumava porque o fazia todos os dias, ver-me ao espelho e pensar em matar-me. Também desistia todos os dias da segunda acção. Acho que o fazia porque era confortável não me matar sabendo que o podia fazer. Acabar, duma vez por todas, com aquilo que via ao espelho.
É que não havia muito mais para além disso, uma mulher que nunca se tinha achado bonita, nunca tinha Amado ninguém nem sequer tinha vontade o fazer. Pior, não sei se algum homem alguma vez na vida tinha tido vontade de me Amar a mim. Um dia troquei tudo por cigarros uns atrás dos outros, que é como quem diz, troquei uma morte rápida por uma lenta mas com algum prazer.
A minha mãe costuma dizer-me que eu nunca devia ter deixado o Bruno. Que ele era bom partido e até já tinha casa paga. E eu lembro-me sempre dele sair da minha cama com o pénis ainda erecto e sujo de esperma, a correr para a sala para tentar ver o final dum jogo de futebol qualquer. Não conseguiu e voltou frustrado. Para a próxima temos que ser mais rápidos, disse. Eu calei-me e fumei um cigarro, destes que ainda fumo agora, com uma vontade enorme que ele saísse dali.
Depois desse dia aprendi que a solidão e a fome são irmãs chegadas, que ambas precisam de ser saciadas rapidamente. O problema é que, numa e noutra, quando se come depressa demais há o risco duma mulher se engasgar. Engasguei-me com ele da mesma forma que já me engasguei com batatas fritas. Sei que todos os homens que vieram a seguir ao Bruno me pareceram iguais. Alguns bons à vista mas todos sem sabor. Nunca comi nenhum.
À minha mãe comecei a inventar casos amorosos, só para ela ficar descansada. Fui criando homens que se mostravam interessados por mim mas que, por um acaso qualquer da vida, acabavam por se afastar. Depois comecei a inventá-los também para mim, principalmente nas noites em que não conseguia dormir. Acreditei em todos, pelo menos até hoje. Cruzei-me com o Bruno numa avenida qualquer da cidade e ele abraçou-me. Os abraços são como as batatas fritas. Saciam. Já me tinha esquecido disso.
Vejo-me ao espelho agora sem pensar em mais nada. Sabe-me bem não querer matar aquilo que está do outro lado, mesmo que não consiga responder ao meu sorriso forçado. Ele perguntou-me se eu estava bem e respondi que sim. Trocámos os novos números de telemóvel e prometeu que me telefonava hoje. Estou à espera. Dum abraço.

bagaço amarelo
Blog «Não compreendo as mulheres»

Ah, frutinha boa!...


Sexy Fruits by Soft Paris: Sexiest commercial ever.
Carregado por lupo_wolfen. - Ver mais videos sexy. Cuidado - NSFW!

«Manual Introductorio a la Ginecología Natural»


Ginecología Natural
Pela capa, este livro promete...

02 fevereiro 2012

Ricardo Esteves - «Extra #4 - Ode do Amor (Poema de Óscar Alhinho)»




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«Eu dou-te a zona de conforto» - Patife

A semana passada, só para variar, marquei consulta com uma psicóloga nova. Por vezes faço isto, como quem marca visitas a casas para venda quando não estão a pensar mudar de casa. É uma espécie de hobbie. Eu faço isso com psicólogos. Volta e meia marco uma consulta de terapia. Normalmente até escolho psicólogas. E invariavelmente são giras. Ou boas. Ninguém costuma marcar visitas a casas feias e a cair de velhas, pois não? Então não me critiquem. Já que é para estar 50 minutos a olhar para uma pessoa ao menos que tenha capacidades para me arrebitar o salpicão. Divirto-me muito com as novas psicólogas cheias de chavões e clichés, que me olham como se fosse um caso de fácil resolução. Esta teve falta de criatividade suficiente para me dizer que eu preciso de sair da minha zona de conforto. Eu dou-te a zona de conforto. Não percebo a obsessão de sair da zona de conforto. É como estar um gajo esparramado ao sol das caraíbas, rodeado de mulheres em bikinis reduzidos e mandarem-nos para o mar alto nadar com os tubarões. Não percebo a lógica: “Estás aí bem, é? É confortável? Então sai lá daí, seu hedonista, e toca a ir para uma zona de agressão andar ao papel para veres o que é bom para a tosse”. É francamente estúpido. É abertamente imbecil. Por isso, assim que ouvi a expressão zona de conforto levantei-me e saí para ir a uma festa. Não sei se já vos disse mas gosto muito de festas de ânus. Sobretudo quando me deixam partir o bolo. Todo.

Patife
Blog «fode, fode, patife»

Porno na padaria





Pornos na padaria anteriores.

Blog Farinha Amparo

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Não fapem pra textos amigos a menos que sejam contos eróticos.

Capinaremos.com

01 fevereiro 2012

Corpos de água - uma aula de dança nua ao ar livre



Uma excelente sugestão do Clube Naturista do Centro.

«conversa 1869» - bagaço amarelo

(ao telefone)


Eu - Temos que beber um copo um dia destes.
Ela - Dizes sempre isso mas depois nunca convidas.
Eu - Por acaso tens razão, admito que sim...
Ela - Se não me telefonares para sair neste fim de semana, nunca mais falo contigo.
Eu - Não me digas que eras capaz de deixar de falar comigo só por eu não te telefonar este fim de semana.
Ela - Está bem.
Eu - Está bem o quê?
Ela - Não digo.

bagaço amarelo
Blog «Não compreendo as mulheres»

Fruta 68 - Bacalhau de molho

Photobucket
[Foto: Sylvie Blum]

Frases do Ricardo Esteves - tenho os pés tão frios...



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31 janeiro 2012

Axe - «The Cleaner» (a eliminação de provas)

Eva portuguesa - «A segunda fase da vida da Eva»

Decidi rapidamente que aquela casa não era para mim! Proxeneta, falta de higiene, falta de condições, clientes do mais baixo extracto social e afins, levaram-me a procurar algo melhor.
E assim fui parar a uma casa mesmo de luxo (tipo palacete), com empregada, quartos com jacuzzi, toalhas, lençóis e roupões realmente lavados para cada cliente e cuja dona era um amor de senhora que, desde que não se prejudicasse, olhava bem pelas "suas" meninas. Até segurança tínhamos!
Mas também aqui era metade/metade, se bem que os valores praticados eram o dobro.Aqui sim, conheci clientes de luxo...
Mas, para além do metade/metade, éramos 15 meninas, tínhamos que desfilar em frente a cada homem que chegava e ele escolhia quem queria, qual vacas na feira do Cartaxo...
Era demasiada exposição, rebaixávamo-nos com este "desfile" (só faltava mostrar os dentes!) e, com tanta menina, era difícil ganhar bem...
Mas foi nesse palacete,onde só estive um mês, que ganhei confiança, coragem e os conhecimentos que me faltavam para iniciar-me por minha conta.
Foi também aí que conheci uma colega (e amiga) que me indicou site onde anunciar, como fazê-lo, o tipo de resposta a dar ao telefone, valores, melhores horários, etc.
Inclusivamente ainda hoje partilhamos um apartamento de trabalho.
Confesso que estava ansiosa por este começo "a solo"...e com bastante receio. Estaria eu a um nível suficiente para isso?
Seria tão bonita como as fotos das outras que via nos sites (ainda não conhecia o photoshop)? Seria suficientemente apetecível? Seria assim tão boa f*da?...
Sim, hoje parece-me um pouco ridículo alguma vez ter posto estas questões... se bem que ainda haja momentos menos bons em que algumas delas me venham "visitar"...
Mas vocês têm que perceber uma coisa: o meu pai passou a minha pré puberdade a chamar-me gorda, feia e que nunca ninguém ia gostar de mim.Ora, isto ouvido repetidamente, sobretudo de alguém que se ama e se admira e que também nos ama, mata qualquer tipo de auto-estima! Para além disso, eu nunca fui uma menina popular no Colégio onde estudei. Não dava liberdade aos rapazes, não andava vestida na última moda, não tinha autorização para sair e era muito boa aluna...
Já mais tarde, vem um casamento com traições, um divórcio...
Tudo isto somado serviu para que a minha auto-confiança nunca fosse muito saudável... ou praticamente inexistente.
Apesar de ir ao ginásio, ter cuidado com a alimentação, ter um bom corpo e bem cuidado, e ter uma cara bonita (sobretudo os meus olhos verdes e o meu sorriso maroto), foi preciso tornar-me Acompanhante de Luxo para ganhar confiança em mim como mulher e para me desinibir na cama... Engraçado, não?!
Pois é, como eu já vos disse anteriormente, parece que tudo na minha vida começou ao contrário... até isto: primeiro torno-me acompanhante e isso é que me dá auto-estima!...

Eva
blog Eva portuguesa - porque o prazer não é pecado

Avozinho diz-me tu


Será a Heidi crescidinha?

Será que o Macário Correia não lamberia este cinzeiro?!

Talvez não... mas só porque o cinzeiro está fechado numa vitrina da minha colecção.

30 janeiro 2012

«a funda São» - blog erótico do ano 2011...

... de acordo com a votação feita no blog Aventar:

«pensamentos catatónicos (267)» - bagaço amarelo

Hoje, assim como quem não quer a coisa, comecei a fazer um desenho enquanto esperava pelo almoço, creio que uma árvore solitária junto a um caminho que desaguava na linha do horizonte. Mas acabei por fazer um gatafunho. Já não me lembro muito bem, mas acho que me desviei da ideia inicial quando me apercebi que a árvore estava a ficar desequilibrada. Pelo menos quando comparado com aquilo que eu queria. O gatafunho foi assim uma forma de eu não insistir mais num desenho que me estava a fugir da mão. Assumi o erro e aniquilei-o com uma bomba de tinta. Depois almocei calmamente.
O almoço, arroz com legumes e carne de aves, caiu-me bem. Acho que devia ter aprendido a fazer gatafunhos mais cedo na minha vida, ou melhor, devia ter tido a coragem de começar a fazer gatafunhos mais cedo. É que o Amor acaba por ser mais ou menos como um desenho a esferográfica. Não aceita emendas de ânimo leve. Quando as fazemos elas ficam lá para sempre. Notam-se, e mesmo que não queiramos, às vezes incomodam.
Depois da sobremesa tornei a olhar para o desenho e, em vez de do gatafunho, a minha primeira interpretação mental do desenho foi a de uma árvore. De novo. Não a árvore que eu queria, mas outra qualquer. Não interessa, afinal de contas era um desenho passado onde, tal como nos Amores passados, fica um bocadinho de nós, da nossa tinta e da nossa mão. Mas são para arrumar numa gaveta daquelas que não se abrem mais.
O desAmar é um processo tão legítimo como o de Amar. A única diferença é essa. A Amar desenhamos, a desAmar fazemos gatafunhos. Tentar desenhar enquanto se desAma é um erro. Pelo menos é um processo penoso. Acredita em mim.

bagaço amarelo
Blog «Não compreendo as mulheres»