08 dezembro 2012

Postalinho lá da Terra Ingla

"Não são São Rosas... mas são Só Rosas!
Beijo"
Daisy


«conversa 1932» - bagaço amarelo

Ela - Se quiseres jantar aqui em casa, eu posso fazer um jantarinho.
Eu - Vou tentar, então. Posso confirmar até às cinco da tarde?
Ela - Podes. Eu estou sem nada que fazer. Acho que vou dar um passeiozinho...
Eu - Porque é que estás sempre a usar diminutivos? Jantarzinho, passeiozinho...
Ela - Incomoda-te?
Eu - Não... mas já tinha reparado nisso...
Ela - Desde que te vi uma vez na praia de nudistas, achei melhor começar a falar assim contigo.
Eu - Ei! Onde é que tu queres chegar?
Ela - Ih! Ih! Os homens reagem todos a esta provocação. São tão... crianças.


bagaço amarelo
Blog «Não compreendo as mulheres»

Tapete ergonómico para rato de computador

Já tinha na minha colecção um tapete de rato com umas mamocas em relevo. Este vai fazer-lhe uma excelente companhia.




Um sábado qualquer... - «Continuando a remendar»



Um sábado qualquer...

07 dezembro 2012

18:34

– Provavelmente já não te direi mais nada. – Gonçalo desapoiou o queixo da mão direita, passou os dedos em volta da boca e continuou: – Não sei o que mais te podia dizer. – Fez uma nova pausa e concluiu: – Não sei o que te dizer, Inês, não sei mesmo.

Gonçalo respirou fundo e engoliu em seco, sentia uma tristeza que lhe pesava fisicamente. Olhou em volta sem ver nada, sem a ver, atento só aos primeiros acordes da música lenta e desconsolada que parecia envolver todo o espaço. “Codex”, reconheceu. Não os podia ouvir muito tempo, sabia disso. Por exemplo, adorava “Kid A” mas quando chegava ao fim ficava normalmente num estado lastimoso, como se o mundo não tivesse solução nem a vida qualquer sentido. Ouviu os mais de quatro minutos da música em silêncio e sem se mexer.
– Eu sei que fiz tudo mal, Inês – Gonçalo recomeçou a falar num fio de voz mas como se não se tivesse chegado a calar. – Devia ter insistido. Devia ter-te dito que te queria. Eu queria-te, Inês. – Gostava de ouvir o nome dela. Precisava de dizer o nome dela. – Eu quero-te, Inês. A ausência de nomes nas conversas, magoavam-no. Percebia que as pessoas não fizessem por mal. Sabia que ele próprio era capaz de falar horas sem dizer um nome mas sabia, sabia tão bem, que, no fim, lhe ia custar perceber que não nomeara com quem falava. Que falara com aquela pessoa como se falasse com outra pessoa qualquer. – Provavelmente… – riu. – Provavelmente… – repetiu em tom sarcástico, acenando com a cabeça, censurando-se. – Quem eu é que eu quero enganar com estes provavelmentes? As coisas são o que são e os provavelmentes são pontos de fuga que arranjamos para não assumir todas as culpas. Todas as responsabilidades. A probabilidade de uma coisa não ser o que nós fizemos que ela fosse não é da nossa responsabilidade. Se, contra todas as probabilidades, um acto ou um conjunto de actos não tem o fim que devia mas sim um melhor do que o esperado, isso não se deve a quem os praticou, pelo contrário, aconteceu apesar da nossa culpa. – Gonçalo calou-se e concentrou-se na música mas não a reconheceu. Não lhe sabia o nome. Ainda eram os Radiohead e estavam a fazer-lhe mal. Isso sabia. Começou outra música. – Provavelmente – riu-se da repetição da palavra que, no entanto, julgava ser acertada nesta frase. – Provavelmente, esta não é a melhor banda sonora, Inês. – Levantou os olhos e viu-lhe a face inexpressiva e inescrutável. Fez uma careta para si próprio e, então, suspirou, sem querer mas sem o conseguir conter. – Desculpa – murmurou, sentindo o suspiro como uma falha. Levantou-se da cadeira e foi até ao leitor de mp3 que alimentava as colunas de onde saía a música. “Give up the ghost”, leu e sorriu. Tornou a ler e o sorriso abriu-se mais. Virou-se para ela. – Acho que ias achar piada a esta – disse. – À situação – riu. – É um bocadinho macabro e demasiado negro mas give up the ghost é, dirias tu se não estivesses aí, se não fosses tu o ghost, a banda sonora ideal para animar as visitas.
Gonçalo aproximou-se da cama onde jazia o corpo de Inês, tocou-lhe na mão, que o surpreendia sempre pelo calor que emanava e pela maciez, beijou-a levemente no rosto e despediu-se. – Até amanhã, Inês.
 – Ah! – Gonçalo encostou a porta que já abrira para sair. – Hoje vou pedir ao teu irmão que acrescente os Smiths ao mp3. – Riu como se risse com ela. – Claro, Inês, o que é que havia de ser? E saiu a trautear: – "Girlfriend in a coma, i know, i know, it's serious."

Casais pagam 150 libras a hora para consultor sexual


Fonte: The Sun

Em Nova York, casais frustados sexualmente contratam o terapeuta do sexo Eric Amaranth por £150 a hora para que ele possa vê-los transando. Ele observa as técnicas do casal e oferece dicas e orientações para ajudá-los na vida amorosa.

A atriz Aniela McGuinness e seu marido Jordan procuraram pelos serviços de Eric. O terapeuta assistiu à transa do casal sentado em uma cadeira, no canto de um quarto de hotel, enquanto ele oferecia diversos brinquedos eróticos e passava instruções.

Se os casais com problemas sexuais pagarem tão bem aqui no Brasil essa será a minha nova profissão.

Obscenatório
http://obscenatorio.wordpress.com/

Menino pobre



Sigo-te menino errante de cara escura...
A noite lava-te a alma com as estrelas e a lua,
expurga-te da fome e do frio,
enquanto te aconchega debaixo do seu manto
feito de sonhos entrelaçados em fitas de arco-íris!

O dia estala-te no rosto magro e anémico
mas nem o sol intenso de Verão devolve o bronzeado de outrora,
quando corrias de pé descalço à beira-mar,
saltando a espuma das ondas e pontapeando a água salgada...
Tinhas o mundo pela frente e a esperança dava-te asas:
parecias uma ave de rapina, astuta e determinada!
Mas roubaram-te esse dom que te guiava
quando caíste na armadilha da idade adulta
e percebeste que afinal não somos todos iguais...

Nasceste pobre e serás sempre pobre!

Lua Cósmica
http://luacosmica.blogspot.pt/

As fantasias e os fetiches mais bizarros do mundo



Via Sweetlicious

06 dezembro 2012

bad santa


Raim on Facebook

Decameron: O Frade e a Regra

Um frade viu uma jovem lindíssima, filha, talvez , de algum dos lavradores da região . A jovem apanhava algumas ervas nos campos. Assim que o frade a viu, sentiu-se acometido pelo interesse carnal . Por esta razão, acercou-se mais da jovem e travou conversa com ela. E tanto saltou de uma palavra a outra, que terminou por firmar um acordo com ela . Por esse acordo firmado, levou-a à sua cela , sem que ninguém o percebesse. Instigado por um desejo excessivo, brincou com ela , e de um modo menos cauteloso do que seria conveniente .

Sucedeu que o abade do mosteiro, deixando a sua cama , onde dormira, e passando, sem fazer ruído , em frente à cela do tal frade, escutou o barulho que ele e a moça faziam. Para identificar mais precisamente as vozes o abade aproximou-se da porta da cela. Notou sem nenhuma dúvida, que havia uma mulher lá dentro. Sentiu-se tentado a ordenar que se abrisse a porta. Entretanto, pouco depois, julgou que seria mais conveniente agir de outro modo, em semelhante caso. Retornou ao seu quarto e aguardou que o frade deixasse a cela.

Apesar de ocupado com a jovem, e ainda que gozasse de enorme prazer, o frade não deixou de desconfiar de algo; a certa altura , tivera a impressão de ouvir um arrastar de pés , pela ala dos quartos de dormir. Por essa razão, olhou através do pequeno orifício e viu que o abade ali estava à escuta. Entendeu, perfeitamente, que o abade devia saber que a jovem estava na sua companhia. Reconhecendo que, por essa razão, seria punido com grave castigo, mostrou-se profundamente aborrecido . Contudo, sem deixar que a moça percebesse a sua contrariedade, buscou na sua mente algo que o auxiliasse a escapulir daquela enrascada. Finalmente, ocorreu-lhe uma artimanha, que calhava bem a esse fim. Então, fingindo já ter ficado o suficiente em companhia da jovem, disse-lhe:

– Quero achar uma maneira de sairdes daqui de dentro sem que vos vejam; assim sendo, ficai aqui mesmo, calmamente, até que eu regresse.

Deixou a cela e trancou a porta com a chave. Encaminhou-se diretamente para a cela do abade, dando-lhe a chave, conforme a tradição, quando se ausentava do mosteiro. Disse, então, com expressão tranquila e amiga:

– Senhor abade, não pude, esta manhã, ordenar que trouxessem ao mosteiro toda a lenha que pude arranjar; por esta razão, com sua permissão, desejo ir ao bosque, para mandar que a tragam.

O abade, desejando informar-se por completo em relação à falta praticada pelo frade, ficou satisfeito com o seu modo de agir. Recebeu a chave e deu ao frade permissão para ir ao bosque. Ficou convencido, como se percebe, de que o frade nada sabia do facto de ele, abade , ter ficado à escuta da porta de sua própria cela .

Bastou o frade retirar-se, o abade procurou resolver o que seria mais certo fazer, primeiramente: abrir-lhe a cela, na presença de todos os frades do mosteiro, para que ninguém pudesse apresentar razões de queixa contra ele, no momento em que pela sua autoridade castigasse o frade pecador, ou escutar, primeiro, da jovem mesma, a sós, como se passara o caso. Cogitando, entretanto, que a jovem pudesse ser esposa ou filha de algum homem que ele não gostaria de fazer passar por essa vergonha, decidiu que o melhor seria tratar, primeiramente, de saber quem era aquela moça para depois resolver o que faria.

Silenciosamente, dirigiu-se para a cela do frade; abriu a porta; entrou e fechou-a por dentro, naturalmente. Vendo entrar o abade, a moça ficou desconcertada. Cheia de vergonha e de medo, pôs-se a chorar. O senhor abade olhou-a por muito tempo ; vendo-a tão bela e sensual , sentiu inesperadamente , ainda que um tanto idoso , os apelos da carne . Eram apelos não menos ardentes do que aqueles que sentiram o jovem frade. E a si mesmo começou a dizer:

– Enfim, que razão há para que eu deixe de desfrutar um prazer, quando posso desfrutá-lo, se, por outro lado , os aborrecimentos e os tédios estão sempre preparados para que eu os prove, queira ou não? Aí está uma bela moça, sem que nenhuma pessoa, no mundo, saiba disso. Se posso fazer com que me proporcione os prazeres pelos quais anseio, não existe nenhuma razão para que eu não a induza. Quem é que virá, a saber, disto? Ninguém nunca o saberá! Pecado oculto é pecado meio perdoado. Um acaso destes quiçá jamais venha a se verificar de novo. Julgo ser conduta acertada colher o bem que Deus Nosso Senhor nos envia.

Assim reflectindo, e tendo modificado inteiramente o propósito pelo qual fora até ali, acercou-se mais da moça . Com voz melíflua, pôs-se a confortá-la e a pedir, com instância , que não chorasse. Palavra puxa palavra, até que ele chegou ao ponto de poder evidenciar à moça o seu desejo . A jovem, que não era de ferro nem de diamante, atendeu, muito cómoda e amavelmente aos prazeres do abade. O padre abraçou-a, beijou-a muitas vezes, seguidamente, atirou-se com ela para a cama do frade. Seja por enorme consideração, ou ao venerável peso de sua própria dignidade, ou pela idade tenra da jovem – seja, então por recear causar-lhe mal, pelo seu excessivo peso –, o abade não se pôs sobre o peito da moça. Antes, colocou-a sobre o seu próprio peito. E, durante muito tempo, entreteve-se com ela.

Giacinto Gaudenzi

O frade, que havia fingido ir ao bosque, mas que, na verdade, escondera-se na ala dos dormitórios, viu quando o abade entrou ena sua cela. Assim, completamente tranquilo, compreendeu que seu plano dera resultado, ao perceber que o abade trancara a porta por dentro. Deixando o seu esconderijo, silenciosamente, foi até o orifício da fechadura, através do qual viu e ouviu o que o abade fez e disse.

Quando pareceu ao abade que já se demorara o bastante em companhia da jovem, deixou-a trancada na cela, e retornou ao seu quarto. Passado algum tempo, ouvindo que o frade chegava, e pensando que ele regressasse do bosque, decidiu censurá-lo e mandar que o prendessem no cárcere; assim procedendo, pretendia ficar sozinho na posse da presa conquistada. Ordenou, portanto, que o frade viesse à sua presença. Com o rosto severo e com graves palavras, censurou-o, mandando que fosse conduzido ao cárcere. O frade, sem nenhuma hesitação, retrucou:

– Senhor abade, não estou, ainda, há tempo bastante na Ordem de São Bento para conhecer todas as singularidades de sua disciplina. O senhor não me mostrara ainda que os frades precisam fazer-se mortificar pelas mulheres, assim como devem fazê-lo com jejuns e vigílias; agora, contudo, que o senhor acaba de mo demonstrar, prometo-lhe, se me conceder o perdão por esta vez, que nunca mais pecarei desta forma; ao contrário, procederei sempre como vi o senhor fazer.

O abade, como homem astuto que era, reconheceu logo que o frade não só conseguira saber a seu respeito muito além do que o suposto, mas ainda ver o quanto ele fizera. Por esta razão, sentiu remorsos pela sua própria culpa; e ficou vexado de aplicar ao frade o castigo que ele, tanto quanto o seu subordinado, merecera. Deu-lhe o perdão, mas impôs-lhe silêncio sobre tudo o que vira. Depois, levaram ambos a moça para fora do mosteiro; e, mais tarde, como é fácil de presumir, inúmeras vezes a fizeram retornar ali.

Boccacio, Decameron  (Quarta Novela da Primeira Jornada)

blog A Pérola

«Peeping Tom XI» - Patife

Os meses de verão foram um regabofe para os internautas em busca de chona, para as internautas com sede de pincel e para as alminhas que usam os motores de busca para encontrar respostas para as suas dúvidas sexuais. 90% destes vêm dar, invariavelmente, ao Fode Fode Patife. Aqui ficam as pérolas pesquisadeiras mais bizarras dos meses de verão que vieram dar com as sábias e nobres palavras do vosso amigo Patife:

Se eu soubesse que levar na cona era tão bom – Termina lá o raciocínio. A sério. Estou curioso. Já andavas a apanhar na senisga há mais tempo? Passavas todo o santo segundo a ser arrefinfada na patareca? Já te tinhas tornado numa devassa fodilhona antes?

Porque só penso em foder de manhã à noite? –Palpita-me que seja porque és um taradão de primeira água.

Mulheres com qualidade de A a Z Patife – Já expliquei uma vez mas volto a explicar: Há é mulheres com qualidades de A & Z. Ou seja, são perfeitas para o que se quer: Aviar & Zarpar

Os patifes fazem no por trás – E pela frente. E pela calada. E de lado. E em andamento. E a fazer o pino. Mas isso já é matéria avançada.

Cona grande como um avião – Até te faz a picha levantar voo.

Cona picha foda – Simples. Directo. Conciso. Espero que não sejas assim a pinar. Bem, ou isso ou tens síndrome de tourette nos dedos.

Desapertar soutiens – Consigo fazê-lo com a mente. E também já ensinei o Pacheco a desapertar soutiens sozinho. É sempre um bom desbloqueador de conversa.

Expressão popular que é Pacheco – É popular, sim, mas não é bem uma expressão. Diria mais que o seu tamanho mete é impressão.

Fode-me! Os homens gostam de ouvir? – Se fores toda boa, sem dúvida que sim.

Foder com gosto não cansa – Então é porque estás a fazer tudo mal.

Navo na cona – Ai queres levar com o navo na cona? E com a vanana na bulba? E que tal com o vacamarte na pachacha, ó cuaralho?


Patife
Blog «fode, fode, patife»

Preservativos Zero Zero Four - «Feel Everything»

«T-shirts Moloko 3» - por Luis Quiles


"Aquí os dejo unos cuantos diseños que tambien podreis encontrar en nuestra tienda de camisetas Moloko . En este caso se trata de (...) un diseño sobre el Bukkake. Antigua tradición del Japón feudal que con el paso de los años se ha transformado en una practica absurda del cine porno actual."

Luis Quiles

05 dezembro 2012

A posta numa relação Google Translator


Olá Queridos,
Como você está hoje? e como é que as coisas se movendo com você? espero bem e você está
em nome de health.My bom é Miss cicilia, eu estou procurando um muito bom
pessoa de amor, carinho, sincero, vai fácil, amadureceu, e
compreender, depois de passar pelo seu perfil agora.
  i pegar interesse em você, então eu gosto de você para me escrever
através do meu endereço de e-mail que é a seguinte ("cicilia.fredxx@yahoo.co.uk") para
que eu vou dar-lhe a minha imagem para uma discussão mais aprofundada, porque eu sou
realmente ansioso para uma amizade séria com você,
Cicilia seu novo amigo.

Diabos me carreguem se este não foi o couro mais bizarro que já me bateram. Pelo menos entre os couros batidos por email.

«pensamentos catatónicos (279)» - bagaço amarelo

vinho

A Sílvia não me foi receber à porta, como é normal nela. Estava deitada no sofá, sem ligar nada às imagens que iam passando no enorme televisor sem som. Limpei, fazendo propositadamente mais barulho do que o normal, os sapatos no tapete da entrada, e então ouvi-a mandar-me entrar.
- Entra!
É-me difícil explicar o que a Sílvia significa para mim, talvez por significar tudo e nada ao mesmo tempo. Não somos propriamente amigos íntimos. Conheci-a, há já muitos anos, num jantar de aniversário de uma amiga comum. Depois acabámos por sair algumas vezes os dois. Íamos ao cinema, beber um copo a um bar qualquer ou, muito simplesmente, tomar café depois do jantar. Nunca, em vez alguma, senti um prazer especial pela sua companhia. Tenho a certeza que ela também nunca o sentiu pela minha. Mesmo assim, por qualquer motivo que nunca consegui explicar a mim mesmo, insistimos sempre em manter contacto um com o outro.
Já me senti totalmente apaixonado por algumas mulheres por quem, a partir de determinado momento, a coisa esfriou de tal forma que nunca mais as vi nem tive vontade de ver. Com a Sílvia, digamos assim, nunca tive uma relação quente, mas a verdade é que também nunca congelou. De vez em quando, sem nenhum motivo aparente, um de nós acaba por telefonar ao outro. Sem ser uma amiga do peito, é uma certeza da minha vida, e já tive momentos em que pensei que isso é mais importante do que qualquer outra coisa.
Foi assim que acabei por ir, mais uma vez, a casa dela. Tinha-me telefonado e dito, da mesma forma pragmática do costume, que sentia fome e não tinha vontade de cozinhar. Propus-me a passar em casa dela com uma garrafa de vinho, um frango de churrasco picante e uma salada de alface com tomate.
- Então, o que é que se passa? - perguntei enquanto abria a garrafa de vinho a custo, com uma imitação barata de um canivete suíço.
- Sinto fome. Não sinto mais nada. - respondeu ela ainda deitada no sofá.
- Mais nada?
- Mais nada. Não me sinto triste nem feliz, não me sinto apaixonada nem com vontade de me apaixonar. Tudo o que sinto tem estritamente a ver com as necessidades prementes do meu corpo: fome.

É isto que é estranho na Sílvia. Ela diz-me o que se passa com ela, de forma sucinta e resumida, e eu percebo-a tão clara e imediatamente que chega a ser assustador. Às vezes acho que é por sermos os dois tão parecidos que a nossa relação nunca aqueceu. Nunca discutimos, nunca discordamos. A vida a dois seria uma seca.
Fui à cozinha buscar dois pratos, dois garfos, duas facas e dois copos. Distribuí tudo na mesa da sala onde já estava uma toalha usada e com alguma nódoas antigas. Comecei por servir-lhe um copo de vinho que adivinhei ser necessário para que ela se conseguisse levantar e, finalmente, sentei-me à espera.
- Sentes-te só? - Perguntei adivinhando a resposta.
- Tenho-me sentido, mas apenas quando estou entre pessoas. No emprego ou na rua, por exemplo.
Ela levantou-se e veio para a mesa. Já tinha o copo vazio e servi-lhe outro. Vi-a sorrir pela primeira vez.
- Podemos jantar em silêncio, sem conversar? - Perguntou.
- Podemos.


bagaço amarelo
Blog «Não compreendo as mulheres»

Política de exclusão de fotos do Facebook é controversa



A foto acima foi um teste realizado pelo Tumblr Theories of the deep understanding of things, testando a política de exclusão de fotos do facebook. Confundindo os cotovelos apoiados na banheira com seios, o sistema de identificação de conteúdo obsceno do facebook excluiu a foto e retornou com a famosa mensagem de remoção de imagem. Nunca um cotovelo foi tão obsceno, imundo e depravado quanto a um seio.

O poeta Claudio Willer é um dos que têm combatido com veemência em seu blog a política de exclusão do Facebook em relação à imagens artísticas que apresentam nudez.

Obscenatório
http://obscenatorio.wordpress.com/

Homem prevenido...

Crica para veres toda a história
Consumação


1 página

oglaf.com

04 dezembro 2012

«a noite do nada» - Susana Duarte

os sonhos são tão longos,
quanto desnecessários

nados-mortos da existência,
sublimes momentos de não-verdade

abomináveis momentos de ocultas asas
e de obscuros beijos
silenciados

os sonhos são etéreos corpos
que não existem nas mãos
nem nos corpos,
nem nos ventres,

apenas estrelas ocultas,
desnecessárias e belas

raízes de Nada

Susana Duarte
Blog Terra de Encanto

Eva portuguesa - «Desabafo»

Sabem quando eu refiro que são os meus clientes que me pagam as contas? Evidentemente isto não é bem assim. Ninguém chega e paga as minhas contas e eu só tenho que agradecer (infelizmente). Eu tenho que dar o corpo e em troca recebo o dinheiro para pagar as minhas coisas. O € que eu tenho é fruto do meu trabalho! E não de caridade alheia...
Os clientes entram nesta equação pois, como em qualquer outro negócio, se não os tiver, não ganho dinheiro.
Mas ninguém me dá nada só por dar. Pagam um serviço...
Sei que há pessoas que não ficaram satisfeitas com o meu trabalho e lamento por isso. Gostava de poder deixar todos aqueles que me visitam felizes e satisfeitos. Mas tal é impossível. Ninguém agrada a toda a gente. E não é justo por isso virem "cobrar" que são eles que me pagam as contas. Até porque não é verdade. Porque, se assim fosse, então seria o seu patrão que paga as deles. Agora experimentem faltar ao trabalho para ver se isso acontece! É exactamente a mesma coisa comigo.
Também fui criticada por oferecer café e chocolates. Ora bem, não o faço para me pagarem por isso. Sou prostituta e a minha função é dar prazer a quem me procura. Nem sempre o consigo, é certo, mas não é porque não o queira. Simplesmente às vezes as coisas não funcionam como deviam. E os chocolates e o café são apenas um miminho, uma forma de vos dizer: Bem vindos ao meu ninho! Não pretendem, de todo, substituir a minha obrigação sexual.
Aliás, se pensarem bem, são um custo acrescido que tenho mas que ofereço com muito gosto. Lamento aqueles que não conseguem ver e apreciar isso...
Tenho dias bons e dias maus, como toda a gente. Claro que o cliente não tem culpa disto nem tem que ser prejudicado. Mas eu sou apenas humana. Muitas vezes, mesmo tentando evitar, as coisas transparecem... e por isso, sim, faço um mea culpa. E por isso peço desculpa. E, por isso, prometo tentar melhorar.
É muito importante para mim, sob todos os pontos de vista, manter os meus clientes habituais satisfeitos e garantir que o mesmo acontece aos novos.
Eu tento, sabem...
Posso não conseguir sempre mas tento...
E por vezes a envolvência é tanta e tão "instantânea" que nem é preciso tentar... as coisas acontecem naturalmente muito bem.
Outras vezes é preciso estar com uma pessoa mais que uma vez para nascer um à vontade que faça com que tudo corra bem.
Outras vezes não corre...
Gostava de ser a melhor.
Gostava de ser a mais requisitada.
Gostava de ser inesquecível.
Gostava de ser viciante.
Gostava de ser perfeita.
Mas não sou...
Tenho tentado melhorar em todos os aspectos mas, pelos vistos, terei que me esforçar mais. Assim o farei. Esta é a minha resolução de final de Ano.
Sei que adoro "os meus homens", que quero acima de tudo agradar-lhes.
Tudo farei para o conseguir.
Preciso deles.
Muito.
Em muitos aspectos.
Sem eles não consigo ser feliz.
Prometo tentar fazer-vos felizes. Prometem-me o mesmo?


Eva
blog Eva portuguesa - porque o prazer não é pecado

Uma entrevista com a malta do Webcedário, que me deixa molhadinha...

Uma das várias publicações das letrinhas neste blog.
Para verem tudo,  é pesquisarem pela etiqueta
"Webcedário" (tem lógica, não tem?)
A página i-Tech publicou uma entrevista com a malta amiga do Webcedário. Se quiserem ver uma foto com as carinhas larocas dos quatro Dários, é irem .
Deixo-vos alguns excertos... que me deixam ensopadinha:
"É um dos grandes fenómenos dos últimos anos da Internet. O Webcedário começou de forma discreta, com João Cóias e Miguel Velhinho em 2005 mas passado algum tempo começou a avalanche de visitas. O Webcedário teve o apoio de outros blogues amigos (Blogotinha e A Funda São) e chegou ao topo. A realidade escrita por letras com personalidade caiu no goto nos cibernautas e o Facebook só veio dar ainda mais dimensão a esta sopa de letras virtual (...).
iTech: Quantas visitas é que tiveram quando o Webcedário esteve no Blogspot?
ABC Dário: Com o apoio de dois blogs de topo: ‘Blogotinha’ e ‘A Funda São’, começámos a ser visitados e linkados por uma grande maioria, atingindo em Maio de 2005 várias centenas por dia e nos dias do All Day Party – em que convidávamos os leitores a partilharem connosco a sua criatividade – 1500 pessoas, mais ou menos.
iTech: Com a popularidade do Facebook, esta é a plataforma ideal para manter vivo o Webcedário? Ou seja, com as possibilidades que a rede social oferece, justifica-se manter um site ou um blog com a mesma informação?
ABC Dário: O formato do Webcedário adapta-se bem ao Facebook. A ideia era continuarmos a atingir um número alargado de leitores. Com a perda de audiência dos blogs e o crescimento do Facebook, a transição foi um passo natural.
iTech: Há um ano lançaram o livro na Amazon, para Kindle. Qual é o balanço que fazem desta experiência?
ABC Dário: Muito positiva, foi a forma de chegar a uma audiência mais vasta e internacionalizar o conceito Webcedário. E está praticamente pronto o segundo volume, a lançar também pela mesma via.
O livro Webcedario está disponível apenas em formato digital e tem um preço de 3,44 euros na Amazon.
iTech: Além de português, o livro tem uma versão em inglês. Como foi a recepção do público estrangeiro?
ABC Dário: Há dois livros distintos. O que nasceu primeiro foi o livro em Português, em papel (as letrinhas também têm gostos mais clássicos e uma letra escrita em papel será sempre uma letra escrita em papel), que editámos com a Bizâncio. Na Amazon, lançamos um “best of” dos nossos cartoons, traduzidos para Inglês. A recepção foi muito boa.
iTech: Têm algumas novas ideias para acrescentar ao vosso projecto nos próximos tempos?
ABC Dário: Sim, claro! Ideias novas surgem todos os dias e para além dos cartoons que vão surgindo diariamente no Facebook, estão em preparação novos livros em papel e digital, para o mercado nacional, para o Brasil e em Inglês. Aliás, o segundo volume em Inglês para lançar na Amazon está praticamente terminado. Estamos também a pensar fazer uma versão em alemão, para agradar à sra. Merkel (e assim estaríamos a fazer a nossa parte na tentativa de ajudar Portugal).
Mas não só. Sempre achámos que as letras poderiam fazer mais do que falar umas com as outras. Por exemplo, olhando para elas não parece… mas nós somos capazes de jurar que elas podem mexer-se. Num ecrã de computador, de smartphone ou tablet, por exemplo.
Ou até em objectos do dia-a-dia, que usamos no nosso quotidiano e/ou levamos para todo o lado. O universo das letrinhas permite pensar em tanta coisa para além dos cartoons… ou seja, desde a animação até ao merchandising, e com outras tantas coisas pelo meio, quase tudo é possível."
A entrevista completa está nesta página da i-Tech.

A boa irmã

Quando trabalhei nas Caldas da Rainha, um colega meu trouxe-me de França este prato em cerâmica pintada, especialmente para a minha colecção.



03 dezembro 2012

Viva «Le Slip Français»!

«conversa 1930» - bagaço amarelo

Ela - Ser solteira aos quarenta tem uma enorme desvantagem.
Eu - Qual?
Ela - Todos os homens nessa idade são casados ou comprometidos.
Eu - Isso não é verdade. Tenho vários amigos da minha faixa etária que estão sozinhos.
Ela - Todos os homens interessantes, digo eu. Um homem que aos quarenta está sozinho, é porque é um bocó.
Eu - E tu não és uma bocó por estares sozinha aos quarenta?
Ela - Não. Eu só estou sozinha porque os homens da minha idade que também o estão é que são bocós.
Eu - Ainda bem que estás a brincar.
Ela - Pois estou, só não sei até que ponto.


bagaço amarelo
Blog «Não compreendo as mulheres»

Já pensou em trabalhar como um pênis?


(foto do jornalista Marcelo Alves – fonte: Page Not Found)

O que acha desta profissão? Não parece ser uma tarefa fácil, parece?

Obscenatório
http://obscenatorio.wordpress.com/

Uma fábula masculina



Via Testosterona

02 dezembro 2012

Momento vibrante

A arte sinusal


As artistas russa Victoria Romanova e americana Kira Ayn Varszegi chamam atenção no mundo das artes por pintarem seus quadros de uma forma incomum. As duas usam os seios como pincéis para dar vida às suas telas.
Em 2010, Victoria contou que decidiu usar a técnica após um sonho. “Eu tive um sonho que estava fazendo isso e resolvi experimentar de verdade. Eu não deixei ninguém me ver, mas fiquei orgulhosa dos resultados”, afirmou ela.
Kira, que mora no estado do Connecticut (EUA), destacou que gosta de trabalhar com novas formas de pintura. “Minha intenção é provocar emoção através da minha arte e fazer as pessoas sorrirem”, afirmou ela.

Fonte: Planeta Bizarro

Obscenatório
obscenatorio.wordpress.com

Teste vocacional


Não, Senhor Doutor, não fui para nenhum resort da Tailândia que me lembrei dos tsunamis e em boa verdade, nunca fui muito gaja de ir nas ondas. Não que faltasse motivo já que desde aí a pirâmide demográfica se inverteu e agora, há homens por todos os lados, tanto que até, vá se lá saber porque carga de água, continuam a viver de tenda armada.

Fiquei mesmo a comer o bacalhau natalício com toda a família à minha beira. E a matutar na pena que foi trocar a alegria e o convívio das fogueiras a céu aberto das festas do solstício de Inverno, para rapazes e raparigas se catrapiscarem, por uma mesa de Natal com jejum de carne, ali atracadinhos a um peixe seco que outrora era barato e fácil de conservar pela salga.

Mas já que assim é, até poderíamos aproveitar a ocasião para testar a heterossexualidade das futuras vocações já que o Vaticano parece empenhado nisso. É que a sensualidade de uma posta de bacalhau tem lá tudo. De faca em punho, penetra-se a posta para conseguir as lasquinhas de carne para mastigar demoradamente. O paladar salgado a entranhar-se em cada poro da língua. O fiozinho de azeite para lubrificar cada pedacinho e facilitar a absorção. As couves para dar uma outra textura mais pilosa no céu da boca. Não lhe parece, Senhor Doutor que quem comesse tudo já poderia cantar de galo?...



Conversar com uma mulher peituda é difícil demais



Via Testosterona

01 dezembro 2012

Homens, aprendam a desmontar e a limpar uma espingarda AR-15

«pensamentos catatónicos (278)» - bagaço amarelo

Balão

Uma criança de cerca de quatro anos de idade pisou-me hoje, no metro do porto, enquanto saltava sozinha num jogo qualquer próprio da infância. Ao seu lado ia a sua família, tão numerosa quanto silenciosa. O pai pegou-lhe delicadamente num dos braços e mandou-a pedir-me desculpa. A mãe gritou com o pai logo a seguir. "Não faças isso à menina", disse.
A criança ficou perdida, talvez com algum receio de vir pedir desculpa a um monstro de um metro e oitenta e quatro com um capacete de ciclista na cabeça. Olhava para mim de lado, com a mão pequena quase toda dentro da própria boca. Pisquei-lhe um olho. Ela voltou a sorrir.
Saíram algumas estações antes de mim e fiquei a vê-los pela vidraça. Lá fora as crianças dispersaram dentro dum certo limite, como se orbitassem num caos à volta dos dois adultos, que deram um beijo e se abraçaram num gesto notoriamente reconciliador.
Os gritos são sempre surpreendentes numa relação, porque o são entre quem supostamente se Ama. São, assim, uma contradição em si mesmos. Quando aqueles dois pais começaram a namorar, suponho que há muitos anos atrás, ela não gritava com ele assim. De certeza. No princípio de qualquer relação, o próprio Amor trata de afogar esse tipo de impulsos. É com o tempo que eles vão emergindo de novo e passam a boiar entre beijos, doces trocas de olhares, abraços e sexo.
Os gritos por impulso são como pregos nesse grande balão de hidrogénio que é o Amor entre duas pessoas. Às vezes o balão acaba por cair. Outras vezes não. Por qualquer motivo olhei para aquele pai e para aquela mãe e, só em pensamento, desejei-lhes sorte. Que o balão não caia.


bagaço amarelo
Blog «Não compreendo as mulheres»

Dois desenhos da Maria João Careto...

... desde 2006 na minha colecção.


Um sábado qualquer... - «Pescaria (1, 2 e 3)»









Um sábado qualquer...

30 novembro 2012

Postalinho automóvel

"Só com um Renault se pode fazer isto!"
Lourencinho


Quem não quer morrer num caixão desses?


A empresa polonesa Lindner vem com uma proposta ousada para vender seus caixões: um calendário sexy. A foto acima é de um dos meses do calendário. É bem possível que muita gente morra antes da hora.

Obscenatório
http://obscenatorio.wordpress.com/

Incendiários



Tudo o que resta são cinzas
que serpenteiam nas encostas das montanhas,
outrora verdejantes e abrigo de lobos e raposas...
Copas e ramos que escondiam ninhos de cucos e perdizes
são apenas fotografias do que o fogo já consumiu,
memórias esmagadas pelo horizonte queimado
e a cortina de fumo que nos enclausura
numa terra sem estrelas e lua.

Aqui as fontes secaram,
mas as lágrimas vão escorrendo lentamente lá em cima,
pelas encostas cada vez menos geladas da Gronelândia,
empurrando o mar que vai engolindo o cimento do litoral,
tomando de assalto o espaço roubado à Vida Natural!

Parecemos suicidas,
porque insistimos em destruir a nossa casa...
Ou seremos loucos masoquistas
que se regozijam com o sofrimento da incerteza?

Lua Cósmica
http://luacosmica.blogspot.pt/

Naturismo... natural... natureza...



Via Special Nudes

29 novembro 2012

Elevador


Jean François Gaté

[...] Às vezes pasmo, Melanie, com a exactidão com que estes momentos me vêm à memória. Estou a ver o elevador, é como se tivesse sido ontem. O portão de grades trabalhadas em cobre, o guarda-vento de vidros foscos com umas flores lavradas que pareciam jarros do oriente. E os espelhos aos lados? E o banquinho de veludo na parede do fundo, tão virginal, tão romântico? Oh, era uma cestinha de arcanjos, aquele elevador, todo em ouros e brancos esmaltados. Mas o inesquecível era a máscara do diabo que havia no tecto a olhar cá para baixo! Assustava e enternecia. Tinha uns corninhos de fauno, saídos do conjunto da figura que era em relevo dourado e com uma mascarilha vermelha. Tantas minúcias, eu bem digo…Não te parece estranho?
E todavia todo se passou fora do tempo e do espaço! Tudo, ma chèrie, Tudo! Ainda mal tínhamos fechado a porta já o Gaston-Philippe se colava a mim a percorrer-me desvairadamente com as mãos. Contornava-me, cingia-me com um braço e procurava-me as coxas e as nádegas por baixo da roupa. Eu própria levantei o vestido, colando-me mais a ele, e imagina a surpresa que o tomou quando sentiu nos dedos a verdade do meu ventre!
Sim, minha Melanie, eu estava nua por baixo do vestido! Não me perguntes porquê, mas no bar, por um impulso inexplicável, tinha ido ao toilette com esse propósito. Um presságio? Só sei que estava feliz com o meu instinto, felicíssima. O assombro e o deslumbramento do Gaston-Philippe por aquela surpresa não tiveram limites e eu sentia isso através da sua mão que era grata e ardente. E que hábil, que mão! Que imaginativa e que extensa, Melanie! Penetrava com tais segredos que me levava para lá da ascensão do próprio elevador e logo me esgotava e me fazia afundar à medida que voltávamos a descer.
Impossível calcular as vezes que percorremos para baixo e para cima aqueles cinco andares. Uma verdadeira escalada do paraíso! Subíamos e mergulhávamos, e tornávamos a subir…a nossa viagem parecia não ter fim, pois o Gaston-Philippe era daqueles amantes afortunados nos quais l’amour fou é servido por um talento prático ajustado às circunstâncias e, assim, manobrava o manípulo do elevador no momento exacto em que ele se ia a deter.
Mas entoncededor ainda foi que dei por ele de joelhos, abraçado às minhas pernas e abrindo-me toda ao mesmo tempo, nem sei, com o rosto mergulhado nas minhas coxas! Então senti-me trespassada por algo muito vivo e voraz, por uma espessura revolvente e arguta que me descobria por dentro e me dilatava, sugando-me. E eram mais coisas, minha querida, os dentes percorrendo os pelos e os músculos , o calor do rosto contra o meu ventre, as mãos explorando-me as nádegas, tanta coisa!
Eu, de pé, uma perna em cima do ombro dele, via-me ao espelho e não me reconhecia. Esquecida, esquecida, liberta pelo espaço…»

excerto de A Balada da Praia dos Cães, de José Cardoso Pires

blog A Pérola

«Há moura na posta» - Patife

Esta semana conheci uma moura. Era algarvia de gema e tinha sangue mourisco, o que me fez de pronto recordar as lendas das mouras encantadas. Estava eu sossegado a passear por Alfama quando a vi, tal e qual como reza a lenda das mouras encantadas, que as descreve como jovens donzelas de grande beleza, perigosamente sedutoras, que aparecem frequentemente cantando e penteando os seus longos cabelos, louros como o ouro ou negros como a noite, e prometem tesouros a quem as libertar do encanto. Assim que a ouvi cantarolar à janela rústica enquanto penteava os cabelos soube que tinha de descobrir onde ela guardava o tesouro, o que, numa lenda contemporânea, seria certamente na pachacha. Convidei-a para passear e ela acedeu. Íamos de eléctrico até ao Chiado quando outra sardanisca me liga a perguntar o que eu estava a fazer, certamente porque queria levar nas bimbas. Como a despachei a bom despachar, começou logo a urdir impropérios e terminou com um: para estares a despachar-me assim é porque há moura na costa. Apeteceu-me dizer-lhe que não, mas que em breve haveria uma moura na minha posta. Mas achei profundamente indelicado, por isso disse-o na mesma. Finalmente lá chego a casa e, oh céus, que a moça era uma cavaleira mourisca de alto gabarito, habituada a cavalgar sem sela nem freio. Montou-me como se não houvesse amanhã, e confesso que durante a cavalgada cheguei mesmo a desejar que não houvesse amanhã, para que aquele cavalganço pélvico nunca mais terminasse. Mas no final apercebi-me que aquela longa e enérgica pinada me tinha deixado uma cova mesmo no meio do colchão. O que foi uma chatice pois, dada a maratona com a moura, acabámos por adormecer e a meio da noite os corpos resvalaram das bordas do colchão para o meio, dando uma ilusão de queridice a todos os títulos de vomitar. Agora a minha cama parece uma pachacha gigante, com duas bordas de lado e uma grande cova no meio. É a minha versão da cova da moura.

Patife
Blog «fode, fode, patife»

Comprei uma máquina de lavar loiça

Já tem algum uso, mas está em perfeitas condições!


«T-shirts Moloko 2» - por Luis Quiles


"Aquí os dejo unos cuantos diseños que tambien podreis encontrar en nuestra tienda de camisetas Moloko . En este caso se trata de (...) hacer un homenaje al porno de los años 80, especialmente cutre y especialmente entrañable, como modelos he utilizado a Traci Lords y Ron Jeremy. Dos de los actores porno mas representativos de la época."

Luis Quiles

28 novembro 2012

5 maneiras de agradares à tua mulher na cama

«conversa 1929» - bagaço amarelo

Ela - As sogras, as mulheres e os maridos constituem uma cadeia alimentar.
Eu - Uma cadeia alimentar?!
Ela - Sim, pelo menos no meu caso quando jantamos os três juntos. A minha sogra dá-me na cabeça porque acha que eu já devia ter filhos e nunca mais engravido, eu dou na cabeça do meu marido porque acho que ele devia mandá-la calar e nunca manda.
Eu - Então o teu marido está no fundo da cadeia alimentar e não dá na cabeça de ninguém. É isso?
Ela - É. Ele cala-se e bebe vinho.


bagaço amarelo
Blog «Não compreendo as mulheres»

Casal gay de pinguins se reencontrará em breve


Pedro e Buddy, dois pinguins africanos machos, uma espécie em extinção, do zoológico de Toronto. Ambos tinham nascido em cativeiro, e são um casal homossexual, mas haviam sido separados para que pudessem reproduzir sua espécie. Mas o zoológico prometeu, após alguns protestos, que reuniria o casal novamente.

Obscenatório
http://obscenatorio.wordpress.com/

Até dói à vista!...

Crica para veres toda a história
Bolo arco-íris


1 página

oglaf.com

27 novembro 2012

«Passos» - Susana Duarte




revejo-te na luz silente da tua pele, e na noite ambígua
das tuas mãos. revejo os teus pés de romã e a língua rubra
de todas as manhãs. é na luz submersa do despertar
que sinto os teus passos, que não oiço, que não vejo.
são nebulosas, os teus passos. são passos ausentes,
os teus passos. são pássaros de fogo e eternidade
na luz débil das estrelas. são a água que escorre dos
meus braços e a língua de fogo do meu ventre escondido.
revejo-te silencioso, nas estórias que me conto e na memória
de uma noite sob a água e a chuva e a dança das mãos.
da tua pele, fiz uma manta de retalhos de sombras,
e com ela teci a obnibulada manhã do despertar dos ossos.
é com ela que me visto. é com ela que te visito.
é assim que te sei. manhã submersa de cada recanto
dos meus olhos. tecido estranho das vestes das noites.
visão ansiada das pálpebras da realidade. pés que caminham
sobre o chão que piso. geometria de tudo o que sei. pele.

(foto de Ivano Cetta)

Susana Duarte
Blog Terra de Encanto

Para perceber o Tantra... não é sexo, mas também é sexo

Tantra Loveway 

 Convite aos audazes :-)

Na Sessões de Grupo e Workshops exploramos várias dinâmicas: individuais, em casal ou a pares, Meditações Activas de OSHO e Meditações Tantricas, Dança e Movimento, Respiração, Terapias Corporais e de Desbloqueio Emocional.

Fazemos vários exercícios em que trabalhamos com Energia, com os Chakras e com Toque e Massagem do coração.



Site do Tantra LoveWay

Eva portuguesa - «O vestido vermelho»

Pediste-me para te receber vestida. Assim o fiz. Escolhi um vestido vermelho justinho, realçando ainda mais as formas de viola do meu corpo, com um decote que mais mostrava do que escondia dos meus seios (agora) grandes e firmes. Sapatos de salto agulha também vermelhos, a condizer. Por baixo, apenas uma cuequinha fio dental preta, a pedir para ser despida...
Abri-te a porta... e sustive a respiração. Olhei para o azul claro dos teus olhos e perdi-me neles. Fiquei sem saber o que dizer ou fazer...
Tu entras e dizes: "És uma mulher lindíssima!" e percebi que estavas tão nervoso como eu...
Beijei-te nos lábios doces que tens e senti a tua língua atravessar os meus e explorar a minha boca...
Foi um (ou vários?) beijo infinito, em que mergulhei na tua alma e tu na minha...
Arfávamos os dois de desejo e expectativa.
E ali mesmo, à entrada, soltaste os meus seios do pouco que os cobria e chupaste com avidez os meus mamilos erectos. Senti-te crescer e ficar duro na cumplicidade do nosso abraço...
Atabalhoadamente, tentei despir-te e ter livre acesso ao teu membro rijo que chamava por mim. Abocanhei-o, chupei e lambi até sentir que não irias aguentar muito mais.
Enquanto isso, percorrias o meu corpo com a tua boca e repetias: "és linda!"
Eu tentava não me entregar totalmente a ti.
Quem és tu?! - pensava eu para mim... - onde tens estado?!
E, olhando-me olhos nos olhos, entraste em mim de uma forma ao mesmo tempo carinhosa e brusca, meiga e bruta, como se te pertencesse, como se tu me pertencesses....
E naquele momento, olhando para o vestido vermelho caído no chão, percebi que já não era a Eva que estava contigo... e senti-te como há muito não sentia ninguém... e beijei-te, agarrei-te, amei-te numa entrega total... e quando saíste, pensei muito baixinho: será que me vou apaixonar?...


Eva
blog Eva portuguesa - porque o prazer não é pecado

Comentários de um casal fixe que visitou a minha colecção

"Olá, São Rosas
Queria desde já agradecer-te pela tua disponibilidade para me mostrares a colecção com todas as explicações.
Foram duas horas bem passadas e fiquei espantado com toda a documentação e objectos por ti coleccionados.
Obrigado e até um próximo encontro."
Fernando O.

"Felizmente, em tempos de crise há quem nos faça sorrir e nos lembre que nem só de pão vive o homem e que o sexo e o erotismo estão presentes no nosso dia-a-dia, trazendo colorido e apimentando as nossas vidas. Basta estar atento e gostar do tema, claro.
Um convite para conhecer a colecção de arte erótica da São Rosas aguçou-me a curiosidade e resolvi ir visitar. Foram duas horas bem passadas, por entre milhentos objetos de toda a espécie, livros, gravuras, postais, quadros, autênticas obras de arte, preciosidades criativas e artísticas que nos colocam um brilhozinho no olhar e um sorriso malicioso nos lábios.
Adorei ver e verifiquei como o ser humano é criativo num tema afinal tão presente nas nossas vidas. É caso para concluir:
O sexo comanda a vida e sempre que um homem «sexa» o Mundo pula e avança."
Teresa C. B.

26 novembro 2012

Um espectáculo a descer a plateia

«Parterre» - Festival Clandestin na Maison des Metallos (Março de 2009)

«respostas a perguntas inexistentes (217)» - bagaço amarelo

Éden

Nunca verbalizámos o Amor. A primeira vez que abri a boca para lhe dizer que a Amava ela tocou com o dedo indicador da mão esquerda nos meu lábios, encostando um ao outro como se os quisesse coser com um único ponto.

- Chiu!

Depois beijou-me e fizemos Amor.
A partir daí não precisou mais de usar os dedos. Quando eu falava em nós, tentando dar existência a essa primeira pessoa do plural, ela mudava de expressão. Passou a bastar-lhe o olhar para me silenciar.
Uma vez, por fim, explodi. Não com ela, mas com a situação. Foi como se as palavras que eu engolia há meses me tivessem provocado uma congestão. Vomitei-as, dizendo-lhe que a Amava. Só que o Amor nunca pode ser um vómito.
Depois beijei-a e não fizemos Amor.
Naquele tempo o corpo dela era o meu Éden, uma extensão de vales e montanhas perfumadas onde tudo, menos falar de Amor, me era permitido. E foi assim que fui expulso.


bagaço amarelo
Blog «Não compreendo as mulheres»

Professora do ensino médio de um colégio do Paraná será afastada por uso de “gestos e palavras obscenas”

Após a exibição de um vídeo gravado por um aluno, em que a professora utiliza de gestos e palavras que afronta a moral e os bons costumes, a Secretaria de Educação afastará a funcionária por tal conduta.


Essa é a nossa sociedade hipócrita. Como se a professora estivesse a cometer um crime. Lembro de minha época de escola, em que nós estudantes falávamos palavrões, zoneávamos a sala de aula, dávamos apelidos a professores e a outros alunos, víamos as meninas trocarem de roupa nos banheiros, tudo isso sem nada de ofensivo. Mas nossos políticos desviarem o dinheiro destinado a educação para seus bolsos, ahhh, isso não é nem um pouco obsceno.

Obscenatório
obscenatorio.wordpress.com