... mas esta menina, uma estatueta em bronze com 70 cm de comprimento, foi já capa da revista «C», a propósito do artigo «Coimbra pode perder museu do sexo», sobre a colecção de arte erótica «a funda São».
E Coimbra perde mesmo esta colecção, pois ela vai ter um espaço de exposição permanente em Lisboa, na Pensão Amor (no Cais do Sodré). E, se tudo correr bem, esse espaço abrirá até ao final deste ano de 2014.
Entretanto, o cadastro total de peças (3.000) e livros (1.700) está praticamente completo. Um destes próximos dias ficará disponível on-line.
28 janeiro 2014
27 janeiro 2014
«conversa 2045» - bagaço amarelo

Eu - Não sei...
Ela - Não sabes?! Foram assim tantas?
Eu - Não, não é isso. Não sei e pronto. Se calhar até foi só uma, mas mesmo assim não sei. Não me lembro...
Ela - A mim disseram-me vinte e oito vezes.
bagaço amarelo
Blog «Não compreendo as mulheres»
26 janeiro 2014
«Télescopages 2010» - Céleste Boursier-Mougenot e Enna Chaton
Film realizado por ocasião da exposição «l’Estuaire» em Nantes (2009), com pessoas seleccionadas através de anúncios classificados.
Fonte: Bernard Perroud
E.Chaton & C.Boursier-Mougenot _ Télescopages 2010 from Enna Chaton on Vimeo.
Fonte: Bernard Perroud
E.Chaton & C.Boursier-Mougenot _ Télescopages 2010 from Enna Chaton on Vimeo.
«Intruso» - por Rui Felício
Ela dormia e parecia em paz, depois de uns minutos antes ter sussurrado durante o sono, o nome do Paulo, o homem que amara e com quem vivera durante muito tempo.
Tinham-se separado há uns anos mas ela nunca deixou de o amar. Mesmo em sonhos, a imagem dele, a recordação dos bons momentos que viveram juntos, estava sempre viva, como uma melancólica obsessão, no rosto lindo da Fernanda.
O Carlos, agora ali deitado ao seu lado, sentia-se um estranho, um intruso, na intimidade que não lhe pertencia, que ainda era só dela e do Paulo.
Se fizesse o que a vontade lhe dizia e beijasse aqueles lábios entreabertos, na esperança de que ela acordasse com o mesmo desejo que a invadia quando dormia com o Paulo, como poderia adivinhar qual seria a sua reacção?
Se afastasse os lençóis e lhe beijasse o corpo, como iria saber se na cabeça da Fernanda isso não surgiria como gesto de outro homem, daquele afinal que ela nunca esquecera?
E, se em vez disso, ele a acordasse mesmo e, simplesmente, lhe confessasse o enorme desejo que estava a sentir, como se sentiriam ambos se ela lhe dissesse que não, que não tinha vontade?
Acariciou-lhe o cabelo, primeiro ao de leve, depois com maior firmeza, percorrendo com o polegar o rebordo da orelha, a seguir o pescoço, o ombro, as costas.
Tocou com os lábios na sua testa, deixou-os lá, e com um sopro cálido afastou-lhe os cabelos que lhe caíam em desalinho sobre os olhos fechados.
Fazia-lhe pequenas festas no rosto com uma das mãos e com a outra acariciou-lhe a anca.
Ela dormia ainda, mas ele sentiu o seu corpo mexer-se, contrair-se...
Beijou-lhe o lábio inferior e disse-lhe baixinho que queria amá-la.
- Hummm, ainda não estou bem acordada, disse ela.
- Esse Hummm quer dizer apenas que não queres que te acorde, ou significa que seria bom para ti?, perguntou ele.
- Quer dizer que será muito bom, respondeu ela.
Beijaram-se longamente, ela pegou-lhe na mão e fê-la deslizar da anca para a barriga.
Durante muito tempo foram cavalgando o desejo com mais desejo, crescendo incontrolado até ao êxtase.
Por fim, serenaram saciados, ofegantes.
Feliz, o Carlos tentava, contudo, adivinhar se o Paulo tinha estado ali entre eles.
Rui Felício
Blog Encontro de Gerações
Blog Escrito e Lido
Tinham-se separado há uns anos mas ela nunca deixou de o amar. Mesmo em sonhos, a imagem dele, a recordação dos bons momentos que viveram juntos, estava sempre viva, como uma melancólica obsessão, no rosto lindo da Fernanda.
O Carlos, agora ali deitado ao seu lado, sentia-se um estranho, um intruso, na intimidade que não lhe pertencia, que ainda era só dela e do Paulo.
Se fizesse o que a vontade lhe dizia e beijasse aqueles lábios entreabertos, na esperança de que ela acordasse com o mesmo desejo que a invadia quando dormia com o Paulo, como poderia adivinhar qual seria a sua reacção?
Se afastasse os lençóis e lhe beijasse o corpo, como iria saber se na cabeça da Fernanda isso não surgiria como gesto de outro homem, daquele afinal que ela nunca esquecera?
E, se em vez disso, ele a acordasse mesmo e, simplesmente, lhe confessasse o enorme desejo que estava a sentir, como se sentiriam ambos se ela lhe dissesse que não, que não tinha vontade?
Acariciou-lhe o cabelo, primeiro ao de leve, depois com maior firmeza, percorrendo com o polegar o rebordo da orelha, a seguir o pescoço, o ombro, as costas.
Tocou com os lábios na sua testa, deixou-os lá, e com um sopro cálido afastou-lhe os cabelos que lhe caíam em desalinho sobre os olhos fechados.
Fazia-lhe pequenas festas no rosto com uma das mãos e com a outra acariciou-lhe a anca.
Ela dormia ainda, mas ele sentiu o seu corpo mexer-se, contrair-se...
Beijou-lhe o lábio inferior e disse-lhe baixinho que queria amá-la.
- Hummm, ainda não estou bem acordada, disse ela.
- Esse Hummm quer dizer apenas que não queres que te acorde, ou significa que seria bom para ti?, perguntou ele.
- Quer dizer que será muito bom, respondeu ela.
Beijaram-se longamente, ela pegou-lhe na mão e fê-la deslizar da anca para a barriga.
Durante muito tempo foram cavalgando o desejo com mais desejo, crescendo incontrolado até ao êxtase.
Por fim, serenaram saciados, ofegantes.
Feliz, o Carlos tentava, contudo, adivinhar se o Paulo tinha estado ali entre eles.
Rui Felício
Blog Encontro de Gerações
Blog Escrito e Lido
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| Paul Himmel, The Cage B, c. 1952 |
Acelerar no novo ano
Como a maioria de nós ele tinha uma licença de porte de arma passada pela Direcção Geral de Viação e insistiu em ser o motorista de ambos os casais para a festa de final de ano. Cabia-me o lugar do morto e entre travagens e acelerações apimentadas com curvas apertadinhas invejei os Tena Lady da minha avó que não colocariam o meu fino vestido acetinado em risco. Valia-nos a chauffage para ter algum conforto que se encontro o estilista que lançou a moda de as senhoras se vestirem como papel de bombons para o réveillon embrulho-o em papel celofane e coloco-o no ponto mais alto da Serra da Estrela.
E como se não bastasse o frio do caraças que rapámos à saída do veículo encontrámos uma sala cheia de rostos frios para aprendermos a não chegar antes do aquecimento dos corpos por diversas produções vinícolas e algumas contorções dos músculos embaladas na música para activar a circulação sanguínea.
Está bom de ver que depois das doze badaladas e doze passas e todos aqueles rituais de subir a cadeiras e dar gritinhos e fazer das esguias taças de champanhe carrinhos de choque e chupar beijos como se de um fôlego se absorvesse o ano inteiro e doravante pudéssemos controlar as nossas vidinhas por todos os poros, ele era mais uma passa mirradita encharcada em vapores etílicos e pronta a ressonar em vale de lençóis. Mesmo sem dotes de cartomancia ou astrologia para me socorrer consegui prever que neste novo ano as suas artes de condução na estrada se equivaliam na cama.
E como se não bastasse o frio do caraças que rapámos à saída do veículo encontrámos uma sala cheia de rostos frios para aprendermos a não chegar antes do aquecimento dos corpos por diversas produções vinícolas e algumas contorções dos músculos embaladas na música para activar a circulação sanguínea.
Está bom de ver que depois das doze badaladas e doze passas e todos aqueles rituais de subir a cadeiras e dar gritinhos e fazer das esguias taças de champanhe carrinhos de choque e chupar beijos como se de um fôlego se absorvesse o ano inteiro e doravante pudéssemos controlar as nossas vidinhas por todos os poros, ele era mais uma passa mirradita encharcada em vapores etílicos e pronta a ressonar em vale de lençóis. Mesmo sem dotes de cartomancia ou astrologia para me socorrer consegui prever que neste novo ano as suas artes de condução na estrada se equivaliam na cama.
25 janeiro 2014
«Fala-me com o corpo» - João
"Fala-me com o corpo, porque o corpo não mente. A linguagem é fodida. Os verbos são fodidos. Até as imagens são fodidas. Prestam-se a más interpretações. Mas o corpo não mente. Enrola-te em mim, beija a minha pele, agarra as minhas mãos. Não ligues a palavras incompletas, não tentes encontrar sentido nas frases baralhadas de quem pensa mais depressa do que fala, de quem ensaia um discurso que sai torto. Não leias fotografias cujas cores não têm legenda, nem vídeos de aparente normalidade. Tudo isto são fontes de engano, e o que conta é o que se sente, e o que o corpo conta, no escuro da noite ou na sombra ao abrigo do Sol.
Fala-me com o corpo, cola-o a mim, arrepia-te, arrepia-me. Segura-me com força, aperta-me até partir, gasta-me como gelo que derrete, aquece-me a carne. Desliza em mim, faz-me deslizar em ti. Encaixar, arranhar, doer. As palavras são sempre curtas. As palavras são sempre poucas. Talvez por isso não gostes de perguntas. Não só por isso. Mas talvez também por isso. Talvez também por isso eu também não as aprecie. Embora existam. Muitas. Há sempre perguntas, há sempre coisas que queremos saber, entender, conhecer. Nem sempre uma pergunta que se cala é um interesse que não existe. Por vezes é apenas isso, uma pergunta que se cala, por um qualquer bem que julgamos maior, naquele momento. Nem sempre uma ausência é uma ausência. Às vezes é só a aparência de uma ausência."
João
Geografia das Curvas
Fala-me com o corpo, cola-o a mim, arrepia-te, arrepia-me. Segura-me com força, aperta-me até partir, gasta-me como gelo que derrete, aquece-me a carne. Desliza em mim, faz-me deslizar em ti. Encaixar, arranhar, doer. As palavras são sempre curtas. As palavras são sempre poucas. Talvez por isso não gostes de perguntas. Não só por isso. Mas talvez também por isso. Talvez também por isso eu também não as aprecie. Embora existam. Muitas. Há sempre perguntas, há sempre coisas que queremos saber, entender, conhecer. Nem sempre uma pergunta que se cala é um interesse que não existe. Por vezes é apenas isso, uma pergunta que se cala, por um qualquer bem que julgamos maior, naquele momento. Nem sempre uma ausência é uma ausência. Às vezes é só a aparência de uma ausência."
João
Geografia das Curvas
Postalinhos do Musée de l'érotisme (Museu do Erotismo) de Paris

"O Museu do Erotismo é bem interessante. Conheces?
Envio-te estas fotografias para te ajudar a organizar o teu Museu.
Beijinho da
Daisy"
24 janeiro 2014
a funda são mora na filosofia [III]
Circulou há dias um vídeo, um TED, com uma speaker de seu nome Lizzie Velasquez, considerada por muitos como "a mulher mais feia do mundo" (a maioria das entradas do google com o seu nome referem este facto; mas a Lizzie está tão a borrifar-se para isto…). Nesse vídeo podemos ouvir a sua história de vida: portadora de uma doença rara que não lhe permite ganhar peso (INVEJA!), lutou desde o primeiro dia de vida contra os preconceitos - até dos médicos que a ajudaram a nascer - e por uma vida digna. Para além da doença rara, teve a sorte de ter uns pais ainda mais raros que nunca baixaram os braços e a amaram incondicionalmente.
Num outro registo de vídeo, também num TED, Maysoon Zayid, outra mulher rara, com uma paralisia fruto de um parto mal assistido, conta-nos como foi a sua vida, também ela de luta contra o preconceito dos médicos que, à partida, lhe eliminavam do horizonte de vida a possibilidade de andar, de ir à escola… de fazer tudo aquilo que nós gostamos de fazer.
Duas mulheres, raras.
Digam a verdade: estas mulheres dificilmente seriam tidas pelos nossos leitores como objectos de desejo, como mulheres atraentes - mas se e só se elas ficarem imóveis e coladas ao chão, sem abrir a boca. Se a sua imagem, por si, não causa arrebatamento… esperem até as ouvir falar. Esperem até à sua energia ser traduzida por palavras, carregadas de emoções, de estórias vividas na primeira pessoa, que nos fazem rir, que nos fazem chorar. E sentir uma beleza que, diria Saint Exupéry, é essencial e invisível aos olhos.
Numa era em que a imagem é (quase) tudo para todos (confessem… quantos filtros tem a vossa fotografia de perfil do facebook? thank god for instagram!) há que tirar o chapéu a mulheres como Lizzie e Maysoon que se assumem tal como são, ultrapassando preconceitos e arregaçando as mangas para xurdir (entenda-se, fazer pela vida). A sua vida é, diria Leibniz, a melhor das vidas possível.
Quanto a nós, resta-nos desejar ter, um dia, metade da coragem (sim, estas miúdas têm os ditos cujos no sítio, oh se têm), para enfrentar o mundo.
They are the beauty… e quem disser o contrário, esses são the beasts!
Eva portuguesa - «O ponto G»
Tenho saudades tuas.
Isto dito assim parece a declaração culposa de um enamorado. Mas não é.
Não neste caso. Não da forma tradicional.
Tenho saudades das tuas visitas, da forma descarada como pretendes ensinar-me a ter prazer com um cliente.
Da forma atrevida e quase grosseira como me lembras que sou a Eva mas sem com isso me ofenderes ou rebaixares.
Queres que eu me aceite como Eva e que consiga realizar-me como mulher vestindo esta personagem.
Queres ensinar-me a aceitar-me e a desfrutar de todo o gozo que a Eva me pode dar.
E a verdade é que, se não desaparecesses de vez em quando, conseguirias!
Mostraste-me algo em que eu não acreditava: a existência do ponto G.
Tentaste lá chegar tantas vezes e eu nunca me libertava o suficiente. Até que um dia o fiz. E tive o maior e mais sentido orgasmo que alguma vez tivera. E vi o que era a ejaculação feminina. E descobri o meu ponto G. Graças a ti.
Eu, Eva. Porque eu, pessoa, nunca o consegui. Porque na minha vida íntima pessoal não consigo (e isto pode parecer um paradoxo) libertar-me totalmente. Eu... não consigo ser a puta na cama que todos os homens gostam. Quando é para ser puta, só o consigo através da Eva. Assim, não sei onde é o meu ponto G.... apenas o da Eva...
E isto faz toda a diferença, pois o sexo não está entre as pernas mas sim na mente.
E tu apenas te queres mostrar à Eva. Apenas a queres ensinar a ela. Sem pudores, nem críticas mas de uma forma realmente honesta, simples e cruel. Cruel devido à sua simplicidade.
Mas sim, graças a ti a Eva gozou como a... nunca o fez.
Graças a ti, quer uma quer outra acreditam agora num ponto da anatomia feminina que julgavam ser um mito. E se apenas uma o experimentou, a outra anseia pelas tuas próximas visitas para que, mesmo discretamente, possa aprender a lá chegar...
Ensinas-me?....
Eva
blog Eva portuguesa - porque o prazer não é pecado
Isto dito assim parece a declaração culposa de um enamorado. Mas não é.
Não neste caso. Não da forma tradicional.
Tenho saudades das tuas visitas, da forma descarada como pretendes ensinar-me a ter prazer com um cliente.
Da forma atrevida e quase grosseira como me lembras que sou a Eva mas sem com isso me ofenderes ou rebaixares.
Queres que eu me aceite como Eva e que consiga realizar-me como mulher vestindo esta personagem.
Queres ensinar-me a aceitar-me e a desfrutar de todo o gozo que a Eva me pode dar.
E a verdade é que, se não desaparecesses de vez em quando, conseguirias!
Mostraste-me algo em que eu não acreditava: a existência do ponto G.
Tentaste lá chegar tantas vezes e eu nunca me libertava o suficiente. Até que um dia o fiz. E tive o maior e mais sentido orgasmo que alguma vez tivera. E vi o que era a ejaculação feminina. E descobri o meu ponto G. Graças a ti.
Eu, Eva. Porque eu, pessoa, nunca o consegui. Porque na minha vida íntima pessoal não consigo (e isto pode parecer um paradoxo) libertar-me totalmente. Eu... não consigo ser a puta na cama que todos os homens gostam. Quando é para ser puta, só o consigo através da Eva. Assim, não sei onde é o meu ponto G.... apenas o da Eva...
E isto faz toda a diferença, pois o sexo não está entre as pernas mas sim na mente.
E tu apenas te queres mostrar à Eva. Apenas a queres ensinar a ela. Sem pudores, nem críticas mas de uma forma realmente honesta, simples e cruel. Cruel devido à sua simplicidade.
Mas sim, graças a ti a Eva gozou como a... nunca o fez.
Graças a ti, quer uma quer outra acreditam agora num ponto da anatomia feminina que julgavam ser um mito. E se apenas uma o experimentou, a outra anseia pelas tuas próximas visitas para que, mesmo discretamente, possa aprender a lá chegar...
Ensinas-me?....
Eva
blog Eva portuguesa - porque o prazer não é pecado
23 janeiro 2014
«Pista de enterragem» - Patife

Patife
Blog «fode, fode, patife»
«Espanca» - por CM
"Teu rosto faz uma careta de dor quando minha mão direita te toca nas tuas nádegas nuas, a dor lancinante intensifica o prazer sexual pulsante através de cada terminação nervosa do teu corpo... Minha mão toca-te uma segunda vez... Teus mamilos alongam-se como fossem sugados... . Uma terceira... Então uma quarta vez... Teus gritos abafados recorrem a berros de cabra «Belo... belo... sim Senhor!» tu choras, «Leva-me... Eu sou a tua submissa, TUA! Faz comigo o que quiseres...» ... Uma coloração vermelha quente irradia de tuas nádegas nuas como que descesses da Torre até Gouveia contra o alcatrão, gemendo de êxtase..."
CM
CM
22 janeiro 2014
«Gerúndio» - João
"Atiro-te para cima da cama. Não precisamos dela e na verdade somos bem mais criativos, mas para o momento, dá jeito. Ficas deitada de barriga para baixo enquanto te prendo firmemente os pulsos com corda. Uma outra, mais comprida, dobro ao meio para puxar os teus pulsos, passando-a por cima do meu ombro e segurando-a do outro lado com a mão. Consigo, com a inclinação do meu tronco, puxar-te os braços atrás das costas, movimento que contrarias empinando o teu rabo, esse maravilhoso rabo. Estamos no limite da dor. Trabalhamos sempre no limite da dor, naquele cinzento muito estreito onde o prazer começa a ganhar vida, a escassos milímetros de se tornar penoso. Entalo a corda que te puxa por baixo do meu joelho para ganhar liberdade nas duas mãos. Lanço mão ao gel e a um buttplug que te introduzo devagar, rodando. Pedes-me que te castigue. Sorrio ao ver um contorno difuso dos meus dedos na tua nádega. Seguro um vibrador com o qual castigo a tua cona, até que me dizes assim não. Não me quero vir assim, quero vir-me contigo dentro de mim. Enquanto te seguro os cabelos, aproximo os lábios do teu ouvido e pergunto-te se és a minha puta. E tu dizes que sim. Sou a tua puta. E pergunto-te se me amas. E tu dizes-me que sim, que me amas. Amo-te tanto. E enquanto respiro, dizendo que te amo, deixo-me deslizar para dentro de ti, minha puta, meu doce, e vamo-nos vindo."
João
Geografia das Curvas
João
Geografia das Curvas
«conversa 2042» - bagaço amarelo

Eu - Mas querias?!
Ela - Eu queria ter uma relação a sério, mas nunca funciona.
Eu - Hum, hum...
Ela - Eu sou uma mulher bonita, não sou?
Eu - És.
Ela - Não sou burra nenhuma, pois não?
Eu - Não.
Ela - E até sou afável, não sou?
Eu - És.
Ela - Lá está.
Eu - Lá está o quê?
Ela - A culpa é sempre dos homens.
bagaço amarelo
Blog «Não compreendo as mulheres»
21 janeiro 2014
A FODA COMO ELA É (X) - Alegria no condomínio
![]() |
| A-a-a-a-ssim... está a ver, sr. Adérito? Porque o descanso dos outros é sagrado. |
Na qualidade de administrador do condomínio, declaro aberta a presente reunião, assim como a vulva da D. Estrelícia, do 2ºA. Passo, então, à leitura da ordem de trabalhos:
- Situação da cave: renova-se, ou não, o stock de anões acorrentados e liberta-se a virgem raptada no ano passado;
- É preciso lidar com a fuga de cona no 4ºD, o piso da estudantada;
- Infiltrações de chuva doirada no 3º, orçamentos para tratar da canalização à inquilina;
- Escolha entre elevador, ou instalar um peep-show;
- Escolha entre elevador, ou instalar um peep-show;
- Aprovação do orçamento e eleição da nova administração para o ano de 1969.
Algumas recomendações:
- Sr. Adérito, fazia o favor de ajustar melhor a bola à boca de sua esposa nas quintas-feiras de fist fucking anal, porque a D. Quitéria não consegue concentrar-se com a gritaria e vir-se, enquanto o caniche lhe lambe o grelo.
- Alguém vem dando sumiço às palmeirinhas que a minha mulher põe nas escadas. Não quero acusar ninguém, mas, ou a senhora da limpeza é arraçada de pavão, ou eram folhas de palmeira que lhe saíam do cu no outro dia...
Vá... tem a palavra quem tiver a boca desocupada.
«Considerações sobre o Amor» - Susana Duarte
Não sei se saberia definir o amor.
Mas sei que é algo que se me afigura como dádiva preciosa e imensa.
Sei que o amor por um filho, quando esse filho é e sabe ser amado, é o mais eterno dos amores.
Mesmo que, tantas vezes, seja um amor frágil. Mesmo que, tantas outras, seja um elo ténue com a vida.
Se tudo correr bem, se tudo tiver sido como se espera que seja, é o amor maior e mais profundo.
Mas também sei que não é universal, e igual para todos. Há quem ame profundamente os seus pais, sem amar do mesmo modo os seus filhos. Quem ame profundamente os animais, quase desprezando as pessoas. Quem ame um filho tanto, que tenha medo de não conseguir amar um segundo filho. Quem aja como se não amasse ninguém, tentando esconder que, afinal, na verdade, nunca se sentiu amado, e por isso se defende, num eterno faz-de-conta que só faz mal a quem protagoniza o teatro que escreveu para si próprio......e há o amor que une duas pessoas sem laços de sangue.
O que sabemos dele?
Provavelmente, pouco. Quando amamos, somos como pequenas crianças, em pleno egocentrismo, desejando ser o único objeto de amor da pessoa a quem endereçámos o nosso afeto. E quando assim é, dizem, é porque não será amor-amor. Será o preenchimento de um vazio, porque, dizem, o amor - amor não exige. É. Contenta-se em existir e em dar. Será?
Isso pode soar a submissão. E eis o pântano pior: o dos conceitos. O do significado das palavras, e a consequente medição da intensidade do amor.
Muitas vezes os casais sentem que um ama mais. Mas é mensurável, o amor?
Amar talvez seja aceitar viver bordejando, sobrevoando a linha costeira, com medo de atravessar marés ou enfrentar a força dos ventos. Amar poderá ser a aceitação de todos os defeitos, tudo o que sobra das lâminas das folhas da paixão. Amar poderá ser a eterna paixão e o nunca se sentir satisfeito. Mas amar será, sobretudo, creio....o sentir que se pertence a algo maior do que nós próprios. O rever-se em olhos que não são nossos, mas nos conhecem melhor do que nós. E aceitar esse sentimento de ser Um, apenas porque a inevitabilidade desse sentimento é maior do que todas as somas de todos os defeitos e de todas as dificuldades.
Assim te escrevo.....porque, provavelmente, pouco sei do amor, e todas as palavras que deixo no papel poderão ser, apenas, as recordações que referes, de algo que foi, que talvez possa ser, ou de todos os encontros que falhei. Porque todas elas serão, talvez, a busca. A eterna demanda do sonho. Afinal....talvez a aceitação do amor seja a aceitação da inevitabilidade do destino, de que te falava antes....ou aceitar que a nossa condição natural é amar...ou aceitar que quem nos toca o fundo da alma, ficará para sempre, como uma impressão digital gravada no peito. Afinal....por vezes, o que foi ainda pode ser, e se tivermos sorte, aquele a quem devotamos a nossa paixão, sente a mesma sede de infinito quando pensa em nós.

Um abraço profundo. Cheio de sorrisos.
Susana Duarte
Texto e foto
Blog Terra de Encanto
Mas sei que é algo que se me afigura como dádiva preciosa e imensa.
Sei que o amor por um filho, quando esse filho é e sabe ser amado, é o mais eterno dos amores.
Mesmo que, tantas vezes, seja um amor frágil. Mesmo que, tantas outras, seja um elo ténue com a vida.
Se tudo correr bem, se tudo tiver sido como se espera que seja, é o amor maior e mais profundo.
Mas também sei que não é universal, e igual para todos. Há quem ame profundamente os seus pais, sem amar do mesmo modo os seus filhos. Quem ame profundamente os animais, quase desprezando as pessoas. Quem ame um filho tanto, que tenha medo de não conseguir amar um segundo filho. Quem aja como se não amasse ninguém, tentando esconder que, afinal, na verdade, nunca se sentiu amado, e por isso se defende, num eterno faz-de-conta que só faz mal a quem protagoniza o teatro que escreveu para si próprio......e há o amor que une duas pessoas sem laços de sangue.
O que sabemos dele?
Provavelmente, pouco. Quando amamos, somos como pequenas crianças, em pleno egocentrismo, desejando ser o único objeto de amor da pessoa a quem endereçámos o nosso afeto. E quando assim é, dizem, é porque não será amor-amor. Será o preenchimento de um vazio, porque, dizem, o amor - amor não exige. É. Contenta-se em existir e em dar. Será?
Isso pode soar a submissão. E eis o pântano pior: o dos conceitos. O do significado das palavras, e a consequente medição da intensidade do amor.
Muitas vezes os casais sentem que um ama mais. Mas é mensurável, o amor?
Amar talvez seja aceitar viver bordejando, sobrevoando a linha costeira, com medo de atravessar marés ou enfrentar a força dos ventos. Amar poderá ser a aceitação de todos os defeitos, tudo o que sobra das lâminas das folhas da paixão. Amar poderá ser a eterna paixão e o nunca se sentir satisfeito. Mas amar será, sobretudo, creio....o sentir que se pertence a algo maior do que nós próprios. O rever-se em olhos que não são nossos, mas nos conhecem melhor do que nós. E aceitar esse sentimento de ser Um, apenas porque a inevitabilidade desse sentimento é maior do que todas as somas de todos os defeitos e de todas as dificuldades.
Assim te escrevo.....porque, provavelmente, pouco sei do amor, e todas as palavras que deixo no papel poderão ser, apenas, as recordações que referes, de algo que foi, que talvez possa ser, ou de todos os encontros que falhei. Porque todas elas serão, talvez, a busca. A eterna demanda do sonho. Afinal....talvez a aceitação do amor seja a aceitação da inevitabilidade do destino, de que te falava antes....ou aceitar que a nossa condição natural é amar...ou aceitar que quem nos toca o fundo da alma, ficará para sempre, como uma impressão digital gravada no peito. Afinal....por vezes, o que foi ainda pode ser, e se tivermos sorte, aquele a quem devotamos a nossa paixão, sente a mesma sede de infinito quando pensa em nós.
Um abraço profundo. Cheio de sorrisos.
Susana Duarte
Texto e foto
Blog Terra de Encanto
Lote de 6 gravatas eróticas
1 com padrão de preservativos,
2 com mulher nua no forro,
1 com padrão de porcos a acasalar,
1 com imagem de um torso feminino e
1 com forma de pénis
Com estas gravatas, qualquer reunião é um sucesso.
2 com mulher nua no forro,
1 com padrão de porcos a acasalar,
1 com imagem de um torso feminino e
1 com forma de pénis
Com estas gravatas, qualquer reunião é um sucesso.
20 janeiro 2014
«conversa 2041» - bagaço amarelo

Eu - Por causa da chuva?!
Ela - Sim. Na ânsia de apanhar a roupa que estava a secar, puxei-a com demasiada força e foi toda lá para dentro.
Eu - Ah! Então não deves ter estragado nada.
Ela - Não?
Eu - Não. Deve ser só preciso abrir aquilo e ir lá desenrolá-la. Depois é só um ou outro ajuste...
Ela - E tu sabes fazer isso?
Eu - Qualquer um sabe.
Ela - Queres jantar lá em casa este fim de semana?
bagaço amarelo
Blog «Não compreendo as mulheres»
Luís Gaspar lê «Aqui mereço-te» de António Ramos Rosa
O sabor do pão e da terra
e uma luva de orvalho na mão ligeira.
A flor fresca que respiro é branca.
E corto o ar como um pão enquanto caminho entre searas.
Pertenço em cada movimento a esta terra.
O meu suor tem o gosto das ervas e das pedras.
Sorvo o silêncio visível entre as árvores.
É aqui e agora o dilatado abraço das raízes claras do sono.
Sob as pálpebras transparentes deste dia
o ar é o suspiro dos próprios lábios.
Amar aqui é amar no mar,
mas com a resistência das paredes da terra.
A mão flui liberta tão livre como o olhar.
Aqui posso estar seguro e leve no silêncio
entre calmas formas, matérias densas, raízes lentas,
ao fogo esparso que alastra ao horizonte.
No meu corpo acende-se uma pequena lâmpada.
Tudo o que eu disser são os lábios da terra,
o leve martelar das línguas de água,
as feridas da seiva, o estalar das crostas
o murmúrio do ar e do fogo sobre a terra,
incessante alimento que percorre o meu corpo.
Aqui entre o poço e o muro,
as claras ervas, as pedras vivas, os pequenos animais,
os alimentos puros,
as espessas e nutritivas paredes do sono,
o teu corpo com todo o vagar da sua massa,
todo o peso das coisas e a ligeireza do ar.
Ao flexível volante trabalhado pelas seivas
a minha mão alia-se: bom dia, horizonte.
Uma saúde nova vai nascer destes ombros.
A lâmpada respira ao ritmo da terra.
Sei os caminhos da água pelas veredas,
as mãos das ervas finas embriagadas de ar,
o silêncio donde se ergue a torre do canto.
Abrem-se os novos lábios e eu mereço-te.
É este o reino de insectos e de jogos,
das carícias que sabem a uma sede feliz.
Aqui entre o poço e o muro,
neste pequeno espaço de pedra cai um silêncio antigo:
uma infância inextinguível se alimenta
de uma fábula que renasce em todas as idades.
É aqui, minha filha, que dança a fada do ar
com seu brilho sedoso de erva fina
e a sua abelha silenciosa sobre a fronte.
É aqui o eterno recanto onde a água diz
a pura praia da infância.
Aqui bebe e bebe longamente
o hálito da tristeza no silêncio da vida,
aqui, ó pátria de água calada e de pão doce,
da fundura do tempo, da lonjura permanente,
aqui, bom dia, minha filha.
António Ramos Rosa
António Victor Ramos Rosa (Faro, 17 de Outubro de 1924 - Lisboa, 23 de Setembro de 2013), poeta português, ainda reconhecido como desenhador. Fez parte do MUD Juvenil. O seu nome foi dado à Biblioteca Municipal de Faro.
Ouçam este texto na voz d'ouro de Luís Gaspar, no Estúdio Raposa
e uma luva de orvalho na mão ligeira.
A flor fresca que respiro é branca.
E corto o ar como um pão enquanto caminho entre searas.
Pertenço em cada movimento a esta terra.
O meu suor tem o gosto das ervas e das pedras.
Sorvo o silêncio visível entre as árvores.
É aqui e agora o dilatado abraço das raízes claras do sono.
Sob as pálpebras transparentes deste dia
o ar é o suspiro dos próprios lábios.
Amar aqui é amar no mar,
mas com a resistência das paredes da terra.
A mão flui liberta tão livre como o olhar.
Aqui posso estar seguro e leve no silêncio
entre calmas formas, matérias densas, raízes lentas,
ao fogo esparso que alastra ao horizonte.
No meu corpo acende-se uma pequena lâmpada.
Tudo o que eu disser são os lábios da terra,
o leve martelar das línguas de água,
as feridas da seiva, o estalar das crostas
o murmúrio do ar e do fogo sobre a terra,
incessante alimento que percorre o meu corpo.
Aqui entre o poço e o muro,
as claras ervas, as pedras vivas, os pequenos animais,
os alimentos puros,
as espessas e nutritivas paredes do sono,
o teu corpo com todo o vagar da sua massa,
todo o peso das coisas e a ligeireza do ar.
Ao flexível volante trabalhado pelas seivas
a minha mão alia-se: bom dia, horizonte.
Uma saúde nova vai nascer destes ombros.
A lâmpada respira ao ritmo da terra.
Sei os caminhos da água pelas veredas,
as mãos das ervas finas embriagadas de ar,
o silêncio donde se ergue a torre do canto.
Abrem-se os novos lábios e eu mereço-te.
É este o reino de insectos e de jogos,
das carícias que sabem a uma sede feliz.
Aqui entre o poço e o muro,
neste pequeno espaço de pedra cai um silêncio antigo:
uma infância inextinguível se alimenta
de uma fábula que renasce em todas as idades.
É aqui, minha filha, que dança a fada do ar
com seu brilho sedoso de erva fina
e a sua abelha silenciosa sobre a fronte.
É aqui o eterno recanto onde a água diz
a pura praia da infância.
Aqui bebe e bebe longamente
o hálito da tristeza no silêncio da vida,
aqui, ó pátria de água calada e de pão doce,
da fundura do tempo, da lonjura permanente,
aqui, bom dia, minha filha.
António Ramos Rosa
António Victor Ramos Rosa (Faro, 17 de Outubro de 1924 - Lisboa, 23 de Setembro de 2013), poeta português, ainda reconhecido como desenhador. Fez parte do MUD Juvenil. O seu nome foi dado à Biblioteca Municipal de Faro.
Ouçam este texto na voz d'ouro de Luís Gaspar, no Estúdio Raposa
19 janeiro 2014
«A minha companheira» - por Rui Felício

Depois de tomar banho, espelha a maior felicidade.
Gosta de ficar esparramada no sofá a ver TV, completamente nua, deliciada com o cheiro do banho acabado de tomar.
Já lhe disse várias vezes que ao menos podia vestir aquela saia curta, levezinha, que lhe comprei há tempos. Embora estivesse na intimidade do lar, escusava de ficar assim nua, descomposta , húmida e sujeita a apanhar uma constipação...
Ontem, mais uma vez, insisti que vestisse a roupa que lhe comprei.
Reagiu, agressiva, abocanhou a saia que eu lhe tentava enfiar, rasgou-a, e saiu para o quintal esbaforida a ladrar.
Rui Felício
Blog Encontro de Gerações
Blog Escrito e Lido

Teóricas e práticas

Ele era inexcedível quando se atracava a mim e subia uma mão por dentro da camisola até fazer saltar um seio do sutiã para os dedos titilarem o mamilo enquanto a outra se metia desvairadamente pelo cós das calças ou da saia, na ansiedade de um bando de pássaros migradores a bicarem cada milímetro das zonas húmidas.
A gaita, Senhor Doutor, era quando naquele período do aquecimento se empenhava em fazer do meio das minhas pernas o seu prato de leite que era uma pressa de schlep, schlep, tal e qual os gatos fazem com a língua. Eu bem sei que os filmes pornográficos são um fraco material de apoio para esta questão já que a maior parte das vezes são gajas com gajas e nenhum mânfio as vai copiar, não vá perder virilidade por isso e, quando são gajos na função, aquilo é mais estética para o plano que outra coisa qualquer.
O facto é que a falta de comunicação emitida em gemidos da minha parte o fez repensar a questão e a solução que encontrou foi pegar no popular passar o corredor a pano e, literalmente, fazer de mim chão de esfregona. Oh Senhor Doutor, eu nem queria acreditar, dada a sua idade cronológica que o sexo oral fosse para ele matéria virgem mas em boa verdade, ainda me irritava mais a sua contínua falta de espírito de investigação.
E assim, fartinha do trivial que era o que a minha avozinha chamava às refeições dos dias de semana, resolvi fazer-lhe um desenho e pespeguei uma imagem de um pénis e de um clítoris nas minhas nádegas que era o expositor que tinha ali mais à mão e paulatinamente, pedi-lhe que observasse bem as semelhanças que permitiam que as técnicas de sucção aplicadas num pudessem ser igualmente aplicadas no outro, tal como o contorno da língua no topo da elevação e que, de igual modo, as mãos colocadas na base permitiam a aceleração do estado de erupção.
Só não lhe disse mesmo que me parecia que o pénis era uma evolução natural da espécie clitoriana para não lhe criar um crise de identidade e consequente demissão de quaisquer funções.
18 janeiro 2014
«269 Chilli Pepper Single Hotel»
"O melhor hotel gay do Brasil. Localizado no Largo do Arouche, 610 - São Paulo"
269 Chilli Pepper Single Hotel from 269 Chilli Pepper Single Hotel on Vimeo.
269 Chilli Pepper Single Hotel from 269 Chilli Pepper Single Hotel on Vimeo.
«A tua cona é um santuário» - João
"Cinzento. Sabemos, ambos, que existe azul e Sol mais acima, mas aqui, visto de baixo, está cinzento. É a cor do céu, das caras das gentes, das instituições sombrias. Estamos agarrados. Apertados. Temos os braços emaranhados, e as pernas também. Insistes em encostar a cabeça ao meu peito e ouvir o bater do meu coração. Por razões que talvez nunca tenhas entendido, eu não lido muito bem com o bater do coração. Prefiro não ouvir. Não sentir. Mas gosto que tu encostes a tua cabeça ao meu peito. Gosto que oiças o meu coração bater. Se tu gostas, eu gosto. Convivo bem com isso e não tens porque evitá-lo. Estamos quentes. Temos uma manta que cobre os corpos, e o que o tecido não cobre, o amor preenche. Somos caprichosos. Esticamos o tempo o mais que podemos, ignoramos os relógios, ficamos apenas nós, a saborear o tempo da chuva, desinteressados do que se passa lá fora, do que fazem as outras pessoas, do que dizem. Borrifamo-nos. À grande. À nossa.
Rompo o silêncio com um pensamento tirado do fundo das minhas sinapses. Do meio do nada, exclamo, a tua cona é um santuário! Afastas a cabeça do meu peito por um instante e olhas-me com surpresa, enquanto me cravas as unhas junto às costelas. Como? Sim, é como disse. A tua cona é um santuário. O que lá se passa é inexplicável, a perfeição com que nos unimos, quando a visitamos, é just short of divine. De volta ao meu peito dizes que, se calhar, olhando às coisas que eu penso e em que acredito, sendo assim, não fodemos hoje. Só por respeito, talvez. Para manter a dignidade, vá. Talvez seja de ficarmos só assim, de corpos confundidos e quentes, e deixar os olhos repousar, caindo num sono profundo, partilhado, sem pressa, sem ninguém que me diga que acelere, sem gemidos a rebentar em nós. Talvez. Pergunta-me daqui a meia-hora. Talvez menos. Talvez um pouco mais. Connosco, nunca se sabe. Não. Disseste-o com clareza. Não! Connosco sabe-se sempre!"
João
Geografia das Curvas
Rompo o silêncio com um pensamento tirado do fundo das minhas sinapses. Do meio do nada, exclamo, a tua cona é um santuário! Afastas a cabeça do meu peito por um instante e olhas-me com surpresa, enquanto me cravas as unhas junto às costelas. Como? Sim, é como disse. A tua cona é um santuário. O que lá se passa é inexplicável, a perfeição com que nos unimos, quando a visitamos, é just short of divine. De volta ao meu peito dizes que, se calhar, olhando às coisas que eu penso e em que acredito, sendo assim, não fodemos hoje. Só por respeito, talvez. Para manter a dignidade, vá. Talvez seja de ficarmos só assim, de corpos confundidos e quentes, e deixar os olhos repousar, caindo num sono profundo, partilhado, sem pressa, sem ninguém que me diga que acelere, sem gemidos a rebentar em nós. Talvez. Pergunta-me daqui a meia-hora. Talvez menos. Talvez um pouco mais. Connosco, nunca se sabe. Não. Disseste-o com clareza. Não! Connosco sabe-se sempre!"
João
Geografia das Curvas
Trio a divertir-se
A peça mais fresquinha da minha colecção já aparenta ter uns anitos.
Esculpida à mão em jade negro, comprei-a em França mas desconheço a proveniência.
Alguém consegue dar um palpite? Mas sem incomodar o trio...
Esculpida à mão em jade negro, comprei-a em França mas desconheço a proveniência.
Alguém consegue dar um palpite? Mas sem incomodar o trio...
17 janeiro 2014
A funda São mora na filosofia [II]
Tenho ali numa estante um livro que se chama Os Filósofos e as Paixões, e que faz um percurso histórico sobre a forma como a paixão é encarada pelos vários filósofos, em diferentes contextos. É um livro necessário - até porque há uma espécie de regra implícita de que o filósofo tem que ser racional, frio, calculista - ok, talvez o Kant nos tenha dado um bocadinho de má fama. Ou então é angustiado até à 5ª casa - Schopenhauer, you did it again! O facto é que, bem vistas as coisas, a palavra filosofia contém amor/amizade (philia), sendo esses sentimentos projectados (de forma não violenta, vá!) face à sofia (à sabedoria).
Parece fácil concluir que a filosofia é uma actividade que encerra alguma promiscuidade em si mesma: somos todos amantes (diria amigos coloridos) da sabedoria e queremos muito, mas muito praticar o amor com ela. Sim, praticar. Experimentar. Ir para lá do amor platónico. Somos muitos a dormir com a sofia (a sabedoria, entenda-se), o que faz de mim lésbica (OMG, e agora? vou já escrever para a Hora do Sexo, e expor a situação ao Dr. Quintino!) e de tantos de vós gays. E felizes, que isto do saber está estreitamente relacionado com o sabor e o saborear (psshht onde é que essa mente perversa já ia? venha cá sachavore).
Tenho uma pessoa amiga que está a passar por uma relação à qual não consegue dar um nome. Não sabe "o que é aquilo". Para os filósofos, isto é um problema, pois gostamos de trabalhar com conceitos, definir o seu significado, para depois problematizar e aprofundar o mesmo. Assim sendo, resolvi ajudar a pessoa amiga. Perguntei-lhe algumas coisas, usando palavras como "namorado", "amigo colorido". Nada do que ela dizia sobre essa relação coincidia com esses conceitos.
"Não sei se estás preparada para isto" - disse-lhe, do alto da minha sapiência (NOT) - "mas o que tu tens é uma cena, com o rapaz." Nem é carne, nem é peixe - nem seitan ou tofu. É uma cena. Descansa, isso não é um problema de saúde pública (nem a virgindade aos 26 anos, sim, Dr. Q?). Tantas vezes vivemos e experimentamos coisas que não sabemos exactamente o que são (por exemplo, o tofu é um mistério para muitos) e ninguém morre por causa disso. Morre-se, sim, quando se recusa viver essas cenas, que nos dão alento (filosófico e não só). Quando se pressiona, demasiadas vezes, o cursor que nos faz recuar.
Talvez haja uma forma mais filosofódica de dizer isto. Ora bem. 'Xa cá ver:
Foda-se. Amai-vos uns aos outros, caralho!
16 janeiro 2014
«Lovelace» - só um filme e tantas questões que levanta!
Sinopse do filme «Lovelace»:
"Em 1972, muito antes da Internet e da explosão da indústria pornográfica, «Garganta Funda» torna-se um fenómeno. É o primeiro filme pornográfico com argumento a ser exibido nas salas de cinema, apresentando uma desconhecida e improvável estrela, Linda Lovelace.
Depois de escapar do ambiente rígido da sua família religiosa, Linda descobre a liberdade e a alta-sociedade quando se apaixona e casa com o carismático vigarista Chuck Traynor. Linda Lovelace torna-se numa sensação internacional, sobretudo por encarnar a fantasia da fascinante “vizinha do lado” com impressionantes dotes para o sexo oral. Vivendo profundamente a sua nova identidade, Linda acaba por se tornar numa entusiasta porta-voz pela liberdade sexual e pelo hedonismo desinibido.
Mas seis anos mais tarde, ela apresenta ao mundo uma outra narrativa de vida, totalmente contraditória com a personagem do ecrã, revelando-se sobrevivente duma história muito mais sombria."
Li recentemente dois artigos sobre este filme: "Eventualmente chocante", de Manuel Dias Coelho, no «Público» e "Sexo, violência e garganta funda" de Jorge Mourinha na «Ípsilon».
A minha sugestão é que leiam ambos os artigos e vejam as diferenças nas abordagens. Numa, aproveita-se para desancar na pornografia e na indústria pornográfica. Na outra, faz-se uma análise muito mais interessante e sem o fundamentalismo da primeira. Mas gostava de saber as vossas opiniões.
Let's look at the trailer:
"Em 1972, muito antes da Internet e da explosão da indústria pornográfica, «Garganta Funda» torna-se um fenómeno. É o primeiro filme pornográfico com argumento a ser exibido nas salas de cinema, apresentando uma desconhecida e improvável estrela, Linda Lovelace.
Depois de escapar do ambiente rígido da sua família religiosa, Linda descobre a liberdade e a alta-sociedade quando se apaixona e casa com o carismático vigarista Chuck Traynor. Linda Lovelace torna-se numa sensação internacional, sobretudo por encarnar a fantasia da fascinante “vizinha do lado” com impressionantes dotes para o sexo oral. Vivendo profundamente a sua nova identidade, Linda acaba por se tornar numa entusiasta porta-voz pela liberdade sexual e pelo hedonismo desinibido.
Mas seis anos mais tarde, ela apresenta ao mundo uma outra narrativa de vida, totalmente contraditória com a personagem do ecrã, revelando-se sobrevivente duma história muito mais sombria."
Li recentemente dois artigos sobre este filme: "Eventualmente chocante", de Manuel Dias Coelho, no «Público» e "Sexo, violência e garganta funda" de Jorge Mourinha na «Ípsilon».
A minha sugestão é que leiam ambos os artigos e vejam as diferenças nas abordagens. Numa, aproveita-se para desancar na pornografia e na indústria pornográfica. Na outra, faz-se uma análise muito mais interessante e sem o fundamentalismo da primeira. Mas gostava de saber as vossas opiniões.
Let's look at the trailer:
15 janeiro 2014
«Rotas errantes» - João
"Sentei-me naquele banco já o Sol começava a cair em direcção às águas. Não havia vento. Quase não havia brisa. As flores ondulavam muito devagar aqui e ali, por força das aves que batiam as asas. Livres dos homens e dos seus caprichos, voando com o que nos pareceriam rotas errantes, mas com sentido para elas. As aves não voam só porque sim. As energias poupam-se. Voam para ir a qualquer lado, e problema nosso se não lhes entendemos o vôo.
Na sombra daquela árvore, com algum porte e testemunha de muitas coisas ali passadas, aguento-me na passagem do tempo, com uma pressa enorme de te ver, mas a obrigação de ali ficar, sem me mover, aguardando apenas a tua chegada, e vendo as aves que voam, as flores que abanam, e as águas que correm ali perto.
Deixei os meus pensamentos voar com as aves. Bater asas com elas. Livre. Como se as minhas ideias também sentissem o ar e se afastassem do chão. Mais alto. E quase adormeci nesse pensamento. Olhando as aves pensava como quero paz. Como preciso de paz. E a paz veio com os teus passos. Não me dei conta. Senti as tuas mãos em mim. Uma, no ombro, a outra, na face. Chegaste por trás de mim. E ao mesmo tempo aproximaste a tua boca do meu ouvido e disseste-me Du riechst so gut. Amor, que saudades. E correste à volta do banco e sentaste-te ao meu colo, agarrando-me as mãos, e sorrindo, sorrindo muito, os dois, com lágrimas de alegria à mistura. Mudou alguma coisa? Disseste que não. Então vamos, disse-te, que quero fazer-te o jantar. Mimar-te. Amar-te. Sem tempo, sem prazo, sem pressa."
João
Geografia das Curvas
Na sombra daquela árvore, com algum porte e testemunha de muitas coisas ali passadas, aguento-me na passagem do tempo, com uma pressa enorme de te ver, mas a obrigação de ali ficar, sem me mover, aguardando apenas a tua chegada, e vendo as aves que voam, as flores que abanam, e as águas que correm ali perto.
Deixei os meus pensamentos voar com as aves. Bater asas com elas. Livre. Como se as minhas ideias também sentissem o ar e se afastassem do chão. Mais alto. E quase adormeci nesse pensamento. Olhando as aves pensava como quero paz. Como preciso de paz. E a paz veio com os teus passos. Não me dei conta. Senti as tuas mãos em mim. Uma, no ombro, a outra, na face. Chegaste por trás de mim. E ao mesmo tempo aproximaste a tua boca do meu ouvido e disseste-me Du riechst so gut. Amor, que saudades. E correste à volta do banco e sentaste-te ao meu colo, agarrando-me as mãos, e sorrindo, sorrindo muito, os dois, com lágrimas de alegria à mistura. Mudou alguma coisa? Disseste que não. Então vamos, disse-te, que quero fazer-te o jantar. Mimar-te. Amar-te. Sem tempo, sem prazo, sem pressa."
João
Geografia das Curvas
«conversa 2040» - bagaço amarelo

Eu - Porquê?
Ela - Porque, quando partem do pressuposto que não concordam uma com a outra, são incapazes de ouvir os argumentos do outro. No fundo já não querem ouvir o que o outro tem a dizer, mas sim defender a sua posição mesmo que ela já não seja defensável.
Eu - Passaste por alguma discussão assim, foi?
Ela - Sim, com o meu ex-marido. Sabes que eu trabalho longe de Aveiro... acho que era melhor levar o nosso filho comigo.
Eu - E ele não concorda contigo?
Ela - Não. Quer que o miúdo fique em Aveiro.
Eu - Quais são os argumentos dele?
Ela - Sei lá. Achas que eu ainda dou importância ao que ele diz?!
bagaço amarelo
Blog «Não compreendo as mulheres»
A origem do nome da cidade de Portimão
Puto - Estou apaixonado...
Mão - Por quem?
Puto - Por ti, mão!
(inspirado por um twit do @jafmac)_____________________________________
A malta gosta de afundar palpites:
A Gaby Taveira comentou na minha página no Google+ (e também podeis comentar na minha página pessoal e na página da colecção no Facebook):
"Tem lógica, também foi assim a origem do nome de Portugal, quando Afonso Henriques se apixonou por uma linda moira de nome Gal:
Afonso: Estou apaixonado
Gal: Por quem?
Afonso: Por tu, Gal!
Nota: Afonso tinha a voz muito grossa, não conseguia dizer «Ti», o «i» era muito fininho para a garganta dele, então dizia «tu»..."
CM:
"Conheço é a origem do nome de Cascais...
Uma Condessa era casada com um Conde, bruto e muito mau. Todos os dias malhava na condessa! Farta um dia virou-se pra ele e disse-lhe:
- Ó caralho, porque me Cascais tanto?! Drogais-vos?!"
O Charlie "ensina-nos" que "também o nome de Condeixa vem de um conde que era um engatatão do caralho, ou dizendo melhor, abusava da sua condição de nobreza correndo atrás de novas e velhas.
E dizia o povo;
- Conde, deixa a velha!
- Conde, deixa a nova!"
Ou seja, não era um Conde estável.
Mão - Por quem?
Puto - Por ti, mão!
(inspirado por um twit do @jafmac)
A malta gosta de afundar palpites:
A Gaby Taveira comentou na minha página no Google+ (e também podeis comentar na minha página pessoal e na página da colecção no Facebook):
"Tem lógica, também foi assim a origem do nome de Portugal, quando Afonso Henriques se apixonou por uma linda moira de nome Gal:
Afonso: Estou apaixonado
Gal: Por quem?
Afonso: Por tu, Gal!
Nota: Afonso tinha a voz muito grossa, não conseguia dizer «Ti», o «i» era muito fininho para a garganta dele, então dizia «tu»..."
CM:
"Conheço é a origem do nome de Cascais...
Uma Condessa era casada com um Conde, bruto e muito mau. Todos os dias malhava na condessa! Farta um dia virou-se pra ele e disse-lhe:
- Ó caralho, porque me Cascais tanto?! Drogais-vos?!"
O Charlie "ensina-nos" que "também o nome de Condeixa vem de um conde que era um engatatão do caralho, ou dizendo melhor, abusava da sua condição de nobreza correndo atrás de novas e velhas.
E dizia o povo;
- Conde, deixa a velha!
- Conde, deixa a nova!"
Ou seja, não era um Conde estável.
14 janeiro 2014
A FODA COMO ELA É (IX) - Pornográficos e sensíveis
Aprecio muito estas manifestações de pruridos sociais vindos de artistas porno, tentando desastradamente conferir uma aura de respeitabilidade àquilo que fazem: foder para todos os gostos, diante de uma câmara e por dinheiro.
Sim, quando vemos a Dona Fontes encafuando um ciclópico marsapo no esfíncter, somos imediatamente levados a reflectir na tolerância pela diferença no mundo porno, estabelecendo imediatamente um paralelo com o universo religioso... Não estará à altura dos esporranços punheto-filosóficos proporcionados por uma Christy Canyon, mas já permite alguma introspecção enquanto se arregaça a peúga diante de uns trechos de teatral sodomia.
Cara Erica: há várias coisas impossíveis no universo. Uma delas é mostrar-se voluntariamente ao mundo levando no cu de múltiplos caralhos, em planos apertados da zona de impacto, e pretender-se respeitável. É uma improbabilidade quântica, como a morte do gato de Schrödinger e essas merdas. O melhor que tem a fazer é cagar nisso - má escolha de palavras - e ser feliz no seu mister. Não se pode ter tudo, apesar de a sua anilha parecer demonstrar o contrário. Se fosse como a menina diz, o caos estalaria na Terra. Seríamos todos actores pornográficos. Esqueça o pão quentinho da manhã; o padeiro foi-se a uma rodagem com múltiplas escandinavas, toda a gente na vila achou normal, respeitável, e ainda será pago para isso.
Menos parvoíce e mais vaselina, vá.
Sim, quando vemos a Dona Fontes encafuando um ciclópico marsapo no esfíncter, somos imediatamente levados a reflectir na tolerância pela diferença no mundo porno, estabelecendo imediatamente um paralelo com o universo religioso... Não estará à altura dos esporranços punheto-filosóficos proporcionados por uma Christy Canyon, mas já permite alguma introspecção enquanto se arregaça a peúga diante de uns trechos de teatral sodomia.
Cara Erica: há várias coisas impossíveis no universo. Uma delas é mostrar-se voluntariamente ao mundo levando no cu de múltiplos caralhos, em planos apertados da zona de impacto, e pretender-se respeitável. É uma improbabilidade quântica, como a morte do gato de Schrödinger e essas merdas. O melhor que tem a fazer é cagar nisso - má escolha de palavras - e ser feliz no seu mister. Não se pode ter tudo, apesar de a sua anilha parecer demonstrar o contrário. Se fosse como a menina diz, o caos estalaria na Terra. Seríamos todos actores pornográficos. Esqueça o pão quentinho da manhã; o padeiro foi-se a uma rodagem com múltiplas escandinavas, toda a gente na vila achou normal, respeitável, e ainda será pago para isso.
Menos parvoíce e mais vaselina, vá.
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