08 julho 2014

Mulher amarrada

Estatueta em resina com 3 peças, da minha colecção, representando uma mulher amarrada segundo a arte do Shibari, a palavra japonesa para "bondage" ou ainda Kinbaku-bi que significa "o bondage bonito". Kinbaku (ou Sokubaku) é um estilo japonês de amarração sexual ou BDSM que envolve desde técnicas simples até as mais complicadas de nós, geralmente com várias peças de cordas (em geral de 6mm ou 8mm) e que podem ser de materiais diferentes, sendo a tradicional corda japonesa utilizada para o Shibari, a de cânhamo. A palavra Shibari tornou-se comum no ocidente em meados dos anos 1990 para denominar a arte de amarração chamada Kinbaku.

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07 julho 2014

STYLR - «Moda porno»

Luís Gaspar lê «Dá a surpresa de ser» de Fernando Pessoa


Dá a surpresa de ser. É alta,
de um louro escuro. Faz
bem só pensar em ver Seu
corpo meio maduro.

Seus seios altos parecem (Se ela
estivesse deitada) Dois
montinhos que amanhecem Sem
ter que haver madrugada.

E a mão do seu braço branco
Assenta em palmo espalhado
Sobre a saliência do flanco Do
seu relevo tapado.

Apetece como um barco. Tem
qualquer coisa de gomo. Meu Deus,
quando é que eu embarco? Ó fome,
quando é que eu como?

Fernando Pessoa
Ouçam este texto na voz d'ouro de Luís Gaspar, no Estúdio Raposa

«respostas a perguntas inexistentes (273)» - bagaço amarelo

Os desgostos de Amor são óptimos, ao contrário do que a maior parte das pessoas pensa. Aliás, no que se refere ao Amor só há uma coisa melhor: os gostos de Amor. Tudo o que não é um gosto nem um desgosto, é estar ausente da vida. É mau.
Os desgostos de Amor, aliás, são mais difíceis de esquecer do que os gostos. Um gosto de Amor, que já o foi mas já não é, gastou-se. A sua memória é idêntica à duma fotografia na parede. Está morta, apesar de sabermos que já viveu. Pelo contrário, um desgosto de Amor torna-se saudade assim que nasce. É também assim que se mantém durante muito tempo, talvez até para sempre. Está vivo.
Quem se considera vítima por ter um desgosto de Amor é porque nunca teve um gosto de Amor a sério. Não faz mal. De um gosto de Amor a sério nunca desistimos. Vale a pena continuar a tentar.


bagaço amarelo
Blog «Não compreendo as mulheres»

Melhores Amigos

Melhores amigos e suas piadas internas sujas que só eles entendem.


Sport?!

Capinaremos.com

06 julho 2014

James Williamson and Lisa Kekaula - «I got a right»

É obsceno!


Paraíso das mamas


Quando era miúda as lojas mais populares incluíam no seu nome a palavra paraíso , como o paraíso do calçado ou o paraíso da moda apelando ao cliente mais afoito através do seu potencial de satisfação tal como as clínicas dermoestéticas de agora se estabelecem como paraíso das mamas, à escolha por catálogo e à medida.

E como quem não se sente não é filho de boa gente também eu não me cansava de lhe publicitar como seria um bom investimento para lhe encher as mãos. É que se ele nunca mostrara enfado pelas minhas 36 também é certo que nunca deixara de reparar nas mais avantajadas e de as elogiar. Mas o raio do gajo não se comovia argumentando com os tempos de crise e que as mamas estavam muito bem assim pois que as grandes são mais fetiche de garganta de gajo sem o qual até se passa bem e que era moda passageira. Lembrei-lhe que as clínicas especializadas provém de países desenvolvidos e que não podemos estar sempre na cepa torta. E acrescentei que a moda é de nível europeu ou até mundial e eu não era ninguém para a contrariar.

Ele levantou-me a camisola para prantar ambas as mãos nas minhas mamas, uma em cada uma, a sopesá-las como quem avalia laranjas, a mexê-las circularmente com as palmas, a fazer tesourinhas de dedos nos mamilos e acabar por me dizer que se eu não tinha poder de decisão sobre o meu paraíso de mamas fazia delas já ali uma república das bananas.

É, o mundo é cruel!



Renan Lima
Dentro da Caveira

05 julho 2014

À procura...

Postalinho de Alfama

"Mural do fado vadio, em Alfama.
Reparem no olhar da Maria Severa, que está a dirigir-se para a sardinha no prato. Mas... já prestaram atenção à sardinha?"
Foto de Tó Q.



O cara de...

Os meus amigos conseguem ser muitas vezes mais tarados do que eu (não, não é uma missão impossível!).
Num passeio que fizeram ao Gerês, o Rafaelito perguntou a um artesão se tinha alguma peça de cariz erótico:
- Ai, não, que a minha mulher não iria deixar!
Mas o Rafaelito descobriu esta peça esculpida num ramo de árvore e explicou ao artesão que viria para a colecção de arte erótica «a funda São» (mais propriamente, para a «sexão» do que não era suposto ser erótico).
Obrigada, Rafaelito!


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Círculo virtuoso

Crica para veres toda a história
Progressão


1 página

04 julho 2014

«A primeira chapada entre dois estranhos»

«ManoZutra» - o KamaSutra da mão

Monólogo do Pênis

Olás...

Os Monólogos da Vagina, espetáculo teatral da norte-americana Eve Ensler, também teve a sua versão no Brasil, cuja peça  foi um estrondoso sucesso.

Mas fiquei pensando: E a minha versão, como seria, se nunca assisti ao espetáculo para poder adaptar? Como seria o meu "O Monólogo do Pênis?".  

Aí a cabeça  começou a variar (a minha cabeça, claro!).  As ideias se aglomeravam enquanto eu (não) tentava  dormir. Porque índia que se alimenta de produtos afrodisíacos naturais tem mais facilidade de ter a mente fértil para pensar em bobagens. Foi assim que comecei a imaginar como seria isso de um pênis falar com ele mesmo. Uma versão (nada)  adaptada de "Os Monólogos da Vagina".

O monólogo, um deles, seria assim:

- Hoje vou trabalhar. Se puder -  e me apetecer  - , vou visitar muitas " grutas" e "cavernas".
-Êpa! Mas preciso também ter cuidado. Se entrar em qualquer caverna ou gruta que não conheço posso sair machucado.
- Mas melhor sair machucado e ter experimentado o perigo, do que me arrepender de não ter entrado nesses lugares atraentes para o perigo,  misturado com o prazer.
- Ali tem uma caverna. Vou  puxar conversa:
- Oi, estás toda úmida. Mesmo assim vou entrar aí. E nem tenta proibir que já estou dentro.

Horas depois....

- Foi um sufoco, mas bem satisfeito com o que vi. Gruta apertada, quase me enforquei, mas foi demais!
- Acho que visitarei essa gruta  mais vezes!
- Ali uma outra. Estranho, parece estar  aqui há séculos! Vou entrar.

Segundos depois... 

- Muito larga essa gruta. Caberiam muitos de mim dentro dela. Respirei com tanta facilidade, que sequer senti o gosto de ser sufocado.
- Uau! Que delícia deve ser a  gruta que agora vejo! Uau!
- Nem dou chance para pensar se vou lá ou não. Eu vou...!

Minutos depois (minutos do tipo 60  minutos) ...

- Saí hoje para visitar todas as  grutas e cavernas. Então, as surpresas também fazem parte! Tudo bem que não era bem uma caverna, tampouco gruta, mas o  buraco estava no meio do caminho e fui entrando. 
- Pelo menos experimentei. E, na falta de uma caverna/gruta para  visitar, contentar-me-ei com um  buraco para  explorar. Aventura é isso.
- Aquela  ali  vale a pena! 
- Posso entrar nessa caverna?

1 hora  depois...

- Tudo bem que estava chovendo, mas por que colocar essa camisinha de plástico na  minha cabeça? Eu não estava com frio. Nem deu para sentir direito a sensação de estar em uma caverna. Gosto de liberdade!

Muitos e muitos  anos  depois...

- Porra de impotência! Droga de incontinência urinária! 
- Alguém pode me trazer uma pomada para assaduras? 
- Tanto faz se quem vai trazer a droga dessa pomada é homem, mulher jovem ou velha... Podem mexer à vontade comigo,  porque aqui só um guincho me levanta.
- Mas estou satisfeito! Passei bom tempo da vida trabalhando...
- Só não entendo o  porquê desses homens que trabalham em cavernas reclamarem tanto...!

Mamãe Coruja

Postalinho de brocharia

"Olá, São
Sempre que aqui venho lembro-me de ti.
Beijos desde Aix-en-Provence"
Jorge Prendas

03 julho 2014

«A família Whittington e a história de Ryland»

Postalinho da TUSA

"As coisas que se encontram no campus da Universidade"
Lady.bug

T.U.S.A. - Tuna Universitas Scientiarium Agrariarum (da Universidade dos Açores)

Uma mascote sempre altiva

Na feira de artesanato da Mealhada deste ano, a Suzana Redondo comprou ao Sr. José Santos («Art & Pau»), das Covas Altas (Porto de Mós), especialmente para oferecer para a colecção de arte erótica «a funda São», duas peças: uma bengala que já vos mostrei e esta estatueta esculpida em tronco de zambujeiro (uma oliveira brava que existe na serra de Aire).
Digam lá que não apetece fazer-lhe festinhas...
É um luxo ter amigos que se lembram de nós, mesmo quando estão longe.
Mais uma vez obrigada, Suzana Redondo!



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Desvios do olhar


02 julho 2014

Reptile Youth - «It's Easy To Lose Yourself»


Reptile Youth: It's Easy To Lose Yourself (official video) from hfn music on Vimeo.

«coisas que fascinam (168)» - bagaço amarelo

Nunca devemos desprezar um Amor de baixa intensidade. Foi a tua mão que me ensinou isto.
Na verdade, à distância de alguns anos, é da tua mão que me lembro tantas vezes. A tua mão que me agarrou numa rua qualquer de Lisboa, como se fosse uma bóia salva-vidas atirada a um náufrago. Era tão fina quanto forte e às vezes suava. É do que me lembro. É da tua mão. Da textura e do suor.

- Não largues! - disseste.

Não larguei.
Já não me lembro muito bem de ti, para ser sincero. Nem tu de mim, estou certo. O que eu queria era que te lembrasses da minha mão da mesma forma que eu me lembro da tua. As mãos são a prova dos nove de um Amor de baixa intensidade ou, como se diz às vezes, de uma paixoneta. Quem não se Ama nem um bocadinho, não dá as mãos durante mais do que alguns segundos. E nós demos.


bagaço amarelo
Blog «Não compreendo as mulheres»

A Nu



Mar

Foto: Virginia Galvéz
 
As luzes riscadas na janela revelam tecido imenso que se torna mar quando os sonhos entram. Depois vem a brisa entrelaçada nos cabelos molhados. Os teus dedos sedentos de mim beijam-me a pele arrepiada pelo calor da noite. A noite. A noite que me traz sempre tudo o que peço. Os paralelos de onde nasce a linha do horizonte que tudo une, o mar e a terra, a carne e o prazer, o amor e a paixão, a saudade e o desejo, a luz e a noite. Ali, no canto da lua, brinco com as tuas mãos e fazendo delas conchas encontro em cada recanto de mim pérolas que só tu me revelas. De mar nos envolvemos aconchegando o espírito e o corpo até que o dia nos acorda. 

«Quero tudo» - João

"Quero fazer tudo contigo, percebes? Empurras-me contra a parede, seguras-me os colarinhos e repetes firme, determinada, quero fazer tudo contigo! Encostas o teu corpo ainda mais ao meu, colocas a tua mão na minha face e já de boca próxima ao meu ouvido afirmas, sem pudor, com todas as letras, aquilo ao que ias. Eu quero o teu caralho na minha boca, quero chupar-to e lamber-to, quero o teu caralho no meu cú, quero que me fodas, que me segures por trás, que entres em mim, que te apertes em mim, quero o teu caralho na minha cona, muitas vezes, todas as vezes, eu quero fazer tudo contigo, e quero começar quanto antes, percebes?

Quero que me arranques roupa à dentada, quero que me rasgues cuecas à força, quero que me agridas a favor da minha vontade, quero que me torças e contorças, me deixes num farrapo, me puxes, me rodopies, quero que me partas em pedaços, que me faças perder o equilíbrio, cair redonda num sofá. Fode-me a cabeça, usa a minha boca, usa o meu corpo, é todo teu, só para ti. Estilhaça-me em constelações de desejo, entra em mim à bruta, faz os meus ossos bater na parede enquanto me fazes doer por dentro, me esticas o corpo para lá do limite, puxa-me os cabelos, chama-me puta, tua puta, quero tudo a que tenho direito, e quero mais, vou pedir mais, vais ter de dar e dar e voltar a dar, vou saltar-te em cima, vou sentar-me em cima da tua boca, vais lamber-me a cona como se com isso terminasses uma greve de fome, vais beber da minha cona como se estivesses à deriva sem nada senão água salgada, vou rebentar contigo, uma vez, duas vezes, muitas vezes. Quero fazer tudo contigo. Tudo. Como eu sei que também queres."

João
Geografia das Curvas

01 julho 2014

«(...) veio um anjo e matou-a (...)»

Há um livro medieval inglês de literatura fantástica (séc XIV) que, numa das histórias, relata que uma cidade foi invadida por cavaleiros maléficos que violaram e mataram toda a gente do castelo. Entretanto, quando o chefe dos invasores se preparava para violar a dama nobre do castelo, veio um anjo e matou-a. Reparem bem: 'matou-a' e não matou o perverso cavaleiro. Porquê? perguntamos incrédulos. A resposta está no mesmo texto: para a poupar de cometer pecado.
Mutatis mutandis, neste século XXI temos assistido a algo similar sobre a honra feminina, geralmente noutros quadrantes da geografia, onde se lapida uma mulher ou se condena à morte porque engravidou de uma violação. 700 anos se passaram, mas a estupidez humana continua a mesma.
Antonino Silva

Eva portuguesa - «Esta noite»

Esta noite quero que venhas. Que venhas com vontade de mim. Com fome de mim. Com sede de prazer.
Quero que me encostes à parede e, sem dares tempo para me despir, comeces a percorrer o meu corpo com as tuas mãos. Levemente...
Quero sentir a tua vontade, o teu desejo... a tua boca na minha como se me tirasses e desses vida.O teu cheiro a hipnotizar-me. O teu toque a causar-me arrepios de prazer e expectativa...
Esta noite quero-te sentir como nunca o fiz. As tuas mãos a despirem-me devagar, enquanto mergulhas os teus olhos nos meus. As tuas mãos a afagarem o meu corpo, percorrendo-o, deixando um rasto que a tua boca vai seguir. Segues o caminho anteriormente demarcado com os teus lábios macios, com a tua língua atrevida; ora mais ao de leve, ora com mais premência. Detens-te demoradamente no meu sexo, acariciando-o, mordiscando, lambendo, chupando. E ofereces-me o teu para que eu possa retribuir. Algo que eu faço prontamente. Com urgência, vontade e sofreguidão. E quando te sinto pronto para pores fim a esta deliciosa tortura, surpreendes-me novamente, virando-me de barriga para baixo. Sinto o teu membro duro encostado no meu traseiro. Sinto a tua respiração arfante no meu pescoço. Deixas-me desarmada com as tuas carícias nas minhas costas... e rendo-me totalmente quando me afastas as nádegas e me lambes e penetras com a língua nesse sítio tão proibido e pouco acessível. E após essa lubrificação natural, quando os nossos gemidos já não conseguem ser contidos, entras então em mim, com meiguice para não me magoares e, depois, com a urgência de um1 desespero que já não pode ser ignorado. Sinto o teu suor misturar-se com o meu. O teu cheiro a invadir o meu. O teu sabor a sobrepor-se ao meu. E quando tudo está prestes a terminar, quando começo a sentir os teus espasmos de libertação, sais repentinamente de mim e sinto o teu líquido quente a inundar-me as costas. 

Esta noite... esta noite...

Eva
blog Eva portuguesa - porque o prazer não é pecado

«imagem: tu» - Susana Duarte

o sonho fez-se, de luz e beijos, claros que eram os desejos,
luminosa que era a noite fria onde dormiam os braços e as carícias e as mãos
e as delícias dos abraços. interrompidos, intempestivos, rarefeitos,
quando o amor se construía apenas com as vozes, os abraços
fizeram-se carne, em sonhos etéreos; em imagens e em sóis de antes.

não passou de um sonho. nada foi, senão a antevisão das nozes do corpo
que as luzes não tornaram real. obstinado, ficaste aí. onde as mãos
nada são. não serão nada, senão a miragem. uma foto. uma imagem. tu.

Susana Duarte
Blog Terra de Encanto

A isto é que se pode chamar, com propriedade, uma bengala do caralho!

Em 2012, quando passei pela feira de artesanato da Mealhada, comprei duas peças esculpidas em troncos de zambujeiro, uma oliveira brava que existe na serra de Aire, pelo sr. José Santos («Art & Pau»), das Covas Altas (Porto de Mós).
Agora, na feira deste ano, a Suzana Redondo comprou ao Sr. José Santos, especialmente para oferecer para a colecção de arte erótica «a funda São», mais duas peças (além de outras que já tinha oferecido). Uma delas é esta bengala. Quem a usar tem que saber manter a pega rijinha, pois caso contrário... cai.
Obrigada, Suzana Redondo!





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30 junho 2014

Publicidade do MoSex (museu do sexo de New York)









Luís Gaspar lê «Madrigal melancólico» de Manuel Bandeira


O que eu adoro em ti,
Não é a tua beleza.
A beleza, é em nós que ela existe.
A beleza é um conceito.
E a beleza é triste.
Não é triste em si,
Mas pelo que há nela de fragilidade e de incerteza.

O que eu adoro em ti,
Não é a tua inteligência.
Não é o teu espírito subtil,
Tão ágil, tão luminoso,
- Ave solta no céu matinal da montanha.
Nem é a tua ciência
Do coração dos homens e das coisas.

O que eu adoro em ti,
Não é a tua graça musical,
Sucessiva e renovada a cada momento,
Graça aérea como o teu próprio pensamento,
Graça que perturba e que satisfaz.

O que eu adoro em ti, Não é a
mãe que já perdi. Não é a
irmã que já perdi. E meu pai.

O que eu adoro em tua natureza, Não é o
profundo instinto maternal Em teu flanco
aberto como uma ferida.

Nem a tua pureza. Nem a tua impureza.
O que eu adoro em ti – lastima-me e consola-me!
O que eu adoro em ti, é a vida.

11 de Julho de 1920
Manuel Bandeira

Ouçam este texto na voz d'ouro de Luís Gaspar, no Estúdio Raposa

«conversa 2085» - bagaço amarelo





Ela - Para mim o sexo é noventa por cento da relação.
Eu - Noventa por cento?!
Ela - Sim, mas não faças essa cara. Só estou com o meu namorado cerca de duras horas por semana. Uma vez ao sábado, outra ao Domingo.


bagaço amarelo
Blog «Não compreendo as mulheres»

Quadrilha


a putinha é a única feliz

Capinaremos.com

29 junho 2014

Rosinha - «Eu seguro no pincel»

«O amor é universal» - por Rui Felício

Tinham-se conhecido numa fábrica de Ermesinde, namoravam e vieram ambos trabalhar para Lisboa.
Arranjaram emprego num restaurante da baixa onde apareciam clientes de todo o género.
Ela queixava-se ao namorado que alguns, muito bem postos, fingindo-se delicados e com ar alheado, lhe passavam disfarçadamente as mãos pela alva pele lavada e cheirosa, nem reparando no arrepio que lhe causavam e a que ela se furtava enojada.
Os mais boçais e descuidados eram bruscos e, uma vez por outra, chegavam a derramar sobre ela o vinho que desajeitadamente entornavam. E até restos de comida! Ela bem se esquivava, mas às vezes não conseguia evitar o desaforo e, ainda por cima, tinha de afivelar um sorriso condescendente.
Porque, dizia o patrão, o cliente tem sempre razão.
O seu namorado, ciumento, enraivecia-se em silêncio, desejando que não tivessem que trabalhar no restaurante. Mas era preciso ganhar a vida...
Como ele ansiava pelos dias de folga em que ambos, sossegados, almoçavam em sua casa...
Ele afagava-a com doçura, alisava-lhe a pele com ternura e o arrepio que ela sentia era de prazer, de amor, nada que se comparasse ao nojo que os clientes do restaurante lhe provocavam.
Ele sentia-se confortado pela proximidade da namorada, pelo calor do seu envolvimento.
Ia às nuvens quando ela o puxava para si, o sentava no colo ou passava os lábios suavemente por ele.
Eram felizes, à sua maneira, no aconchego do lar.
A toalha e o guardanapo eram o casal perfeito.

Rui Felício
Blog Encontro de Gerações
Blog Escrito e Lido

Mulher em frente da polícia de choque no Brasil

Vamos ver quanto tempo este video se aguenta sem censura no YouTube...

Crise da libido



Pensamento de um penetra


27 junho 2014

«Delirium Constructions» - quadro final


Delirium Constructions Film - Culminating Tableau (4-min Performance Excerpt) from The Delirium Constructions on Vimeo.

Jardim do carai...

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Já somos 1.530 na página da São Rosas (com a divulgação de tudo o que é publicado no blog e muitas outras publicações só feitas lá) e 368 na página «a funda São» (com a divulgação de tudo o que diz respeito à minha colecção de arte erótica).

O Alívio

Costumava vê-la sem ligar muito.
O aspecto era pouco atractivo, digamos sem eufemismos, até repulsivo, coisas da natureza de que lhe não cabia ser ou não culpada.
Pertencente a uma etnia nómada, tinha enviuvado cedo, rixas, e ficado por aí.
O único filho que a graça divina lhe tinha oferecido padecia de uma doença mental ligeira, o que não o impedia de ter crescido um belo mariola, digamos, um patife.
O Orelha Ratada, ao que parece tinha sido à sorrelfa de uma noite, ainda muito pequeno, a dormir no chão da barraca.
- “Ai, ele não é bom” dizia a mãe quando alguém o repreendia. A jeitos de pedido de desculpa.
- “ Dê qualquer coisinha senhor” continuava no seu apelo à solidariedade
Foi quando me enrolei com a filha de uma merceeira, dessas que dantes havia nas aldeias e cidades, de caixotes de legumes e fruta à porta, que comecei a reparar mais nela.
-“Dê qualquer coisa, senhora” despertei eu do choco no primeiro andar e a mãe da conversa com uma freguesa,- que o rapaz é engenheiro,- filtrada por entre as tábuas do sobrado.
Desmontado de uma e montado na promoção rápida, saltei suavemente da cama e fui espreitar pela cortina.
Lá estava diante da porta da mercearia, de maçã acabada de achar num dos caixotes expostos à entrada, a provar a saliva e dentes por entre as palavras de rotina.
-“Uma coisinha senhora…..” e mastigava.
- “Não te dou nada! Desaparece!”
-“Ai que mulher tão má…” dizia enquanto a outra repetia que não lhe dava nada. Que já tinha tirado fruta das caixas, e que se calhar já levava nos bolsos mais meia dúzia de peças, e fora daqui!
-“Ai o caraças!” reparei eu para o chão do quarto para onde uma pinga tinha escorrido da glande.
-“Não faz mal Carlos- riu-se também já levantada e encostada a mim-, vou buscar um bocado de papel. Mas olha lá para baixo. A minha mãe corre sempre com ela e sabes o que ela faz?”
Abanei a minha ignorância. .“ se calhar tira umas coisas das caixas…”
-“Não. Isso é o normal. Mas olha lá bem para ela”
-“ Um bolinho pá criança, senhora. Tá doente lá na barraca….”
-“Já não é nenhuma criança, vá mas é que tem bom corpo para trabalhar….”
Estava de pernas afastadas, de saia escura até aos pés, roendo a maçã achada, enquanto a merceeira continuava as anti-delícias.
-“Já sabes que eu não te dou nada, não, porque é que insistes?!”

Um bom meio minuto depois afastou-se deixando uma mancha que devagar se alastrava no sítio onde estivera.
-“Não usa cuecas”
-“Pois, e onde está é sempre o sítio certo para o alívio” rimo-nos, meio divertidos.
-“Tu também não tens”
-“Olha quem fala, mas isso não é sempre…”
-“ A minha mãe fica fula, e quando o Orelha vem, ainda fica pior, mexe em tudo”
Afastou-se rogando uma praga, e eu aproveitei o intervalo para sair e comprar cigarros.
Foi no regresso que me cruzei com ela outra vez, melhor, ia tropeçando.
Voltou-se  de rosto em expressão de desagrado que a sua infeliz condição ainda mais enfatizava.
-“Ai,... é das maçãs… Não prestam”
E afastou-se do local empestado pelo alívio da súbita indisposição intestinal…

Postalinho de Londres - 2

"KuKlub - um nome bem adequado para um bar gay!"
J&M