28 setembro 2012

E se o tal peixe da pila na tola fosse uma pescadinha?

Desde a descoberta do peixe com o órgão sexual na carola as passarinhas não me têm largado a braguilha com a inevitável paródia. Não essa que estão a pensar mas a do humor propriamente dito, todas malukas com o potencial de uma localização alternativa para uma pila.
O tema é recorrente nos nossos papos entre genitais, até pela variedade de alternativas para meu aconchego nas coisas agarradas às passarinhas. Porém, sempre que tento imaginar-me noutros pontos da anatomia do coiso agarrado a mim a imagem soa-me ridícula.
Das várias ocasiões em que o assunto incidiu nas coordenadas ideais para uma pila, tentámos debater com seriedade e pragmatismo. Foi por isso consensual a eliminação à priori de qualquer ponto nas traseiras do coiso agarrado a nós, pois parece que o contacto visual pode ser importante para muitos deles.
De seguida deixámos de fora também os membros inferiores e superiores, pelo afastamento físico que implicavam, tal como eliminámos o tronco por manifesta falta de mobilidade e porque há coisos agarrados a nós com um peso tão elevado que tornava perigosa essa opção.
Claro, sobra a cabeça… (que o resto é pescoço).
A questão que aí se colocava era a mais pertinente: em que ponto da cabeça dos coisos se instalariam as pilas?
A esmagadora maioria apontou de imediato para a testa, era de caras. Outros, como eu, ficaram com cara de caralho, em silêncio, a matutar naquilo sem grandes certezas. De resto qualquer pila com alguma quilometragem percebe logo que as pencas dos coisos agarrados a nós iriam sempre constituir um problema, qualquer que fosse o ângulo da abordagem, pois se avançamos em rotação de 180º esborracham, no meio do entusiasmo, o nariz contra o clítoris e se formos no sentido convencional ficam com o bico entalado entre as nalgas, narinas emparelhadas com o olho do cu.
Teria que ser uma passarinha, lá está, a aplicar a sua visão prática e a avançar com a melhor argumentação possível na defesa dos interesses do seu género e do trabalho de equipa entre nós, instrumentos de prazer: o único sítio capaz de constituir uma alternativa viável e até muito apelativa para o penduricalho seria o queixo.
Espero não precisar de explicar a alguns de vocês o porquê…

«The Incredibelle Tease Show - Portugal»

1º Festival Burlesco Vaudeville Fetish em Portugal
4/5/6 Outubro 2012 - Coimbra

"Século XXI - as palavras Burlesco, Vintage, Swing, Bordel, Fetish, Retro e Kinky estabeleceram um lugar cativo no dicionário dos Portugueses (principalmente dos mais boémios). Uma onda que atraiu (e continua a atrair) os bons vivants para um imaginário de sedução, glamour, fantasia e humor, para um culto de prazer assumidamente festivo e excêntrico.
A introdução do Neo-Burlesque e de interpretações revisitadas de Artes Performativas (como é o caso do Striptease, Vaudeville e do Cabaret), veio causar um doce burburinho em redor do movimento Retro, que se descentralizou do cliché de sex symbol de sessão fotográfica e/ou cinematográfica (leia-se Pin Up) e se espalhou pelos palcos nas mais variadas vertentes artisticas como a Música, Teatro, Dança, Circo, Ginástica Acrobática entre outras.
Marcando a diferença e revisitando clássicos, oferecendo novas roupagens às formas de arte ancestrais, The Incredibelle Tease Show surge como uma extravagância estranha e maravilhosa, numa combinação fantástica de arte, música e entretenimento.
Para a primeira edição do The Incredibelle Tease Show, apresentamos o que consideramos ser um espectáculo repleto de brilho e cor ao mesmo tempo que mostra uma faceta dark e mística. Um pouco como a Vida e a Morte, bastante ao estilo Yin / Yang, da Bela e o Monstro, do Tigre e do Dragão ou do Sol e a Lua (consoante o ponto de vista)."
The Incredibelle Tease Show
Programa

Creusa da depressão



Meninas WTF

27 setembro 2012

Red Hot


(Blood Sugar Sex Magik - 1992)


Yeah, oh yeah
Yeah, oh yeah
Hit me

Should have been, could have been
Would have been dead
If I didn't get a message
Goin' thru' my head
I am what I am
Most motherfuckers
Don't give a damn
Aw baby think you can
Be my girl, I'll be your man

Someone full of fun
Do me 'till I'm well done
Little Bo peep
Cumin' from my stun gun
Beware... take care
Most motherfuckers
Have a cold ass stare
Aw baby please be there
Suck my kiss cut me my share

Hit me you can't hurt me
Suck my kiss
Kiss me please pervert me
Stick with this
Is she talking dirty
Give to me sweet sacred bliss
Your mouth was made to suck my kiss

Look at me can't you see
All I really want to be
Is free from a world
That hurts me
I need relief
Do you want me girl
To be your thief
Aw baby just for you
I'd steal anything that you want me to

K - I - S - S - I - N - G
Chicka chicka dee
Do me like a banshee
Low brow is how
Swimming in the sound
Of bow wow wow
Aw baby do me now
Do me here I do allow

Hit me you can't hurt me
Suck my kiss
Kiss me please pervert me
Stick with this
Is she gonna curtsy?
Give to me sweet sacred bliss
That mouth was made to...

Should have been, could have been
Would have been dead
If I didn't get the message
Goin' thru my head
I am what I am
Most motherfuckers
Don't give a damn
Aw baby think you can
Be my girl, I'll be your man

Someone full of fun
Do me 'till I'm well done
Little Bo peep
Cummin' from my stun gun
Beware... take care
Most motherfuckers
Have a cold ass stare
Aw baby please be there
Suck my kiss cut me my share

Hit me you can't hurt me
Suck my kiss
Kiss me please pervert me
Stick with this
Is she talking dirty
Give to me sweet sacred bliss
That mouth was made to suck my kiss

blog A Pérola

«Diário de Bordas» - Patife

Os comandantes dos navios têm um Diário de Bordo. Pois eu cá, enquanto comandante de um bacamarte fodilhão, asseguro a escrita de um Diário de Bordas onde registo todas as bordas invadidas. São relatos variados de chonas cheirosas, ratas com capacidades de sucção inimagináveis, senisgas todo-o-terreno, guelras esvoaçantes, papos secos como pedreiras, conaças abundantemente molhadas, grelos peludos, pachachas rapadas, conas tatuadas e muitas outras bordas que foram superiormente papadas. Umas todas abertas. Outras fizeram o Pacheco sentir-se uma autêntica picareta. Mas houve uma que encheu o meu Diário de Bordas de criatividade. Era de uma gaja tão oferecida que me estendeu a carpete vermelha da chona. E não estou para aqui com metáforas. O tapete pentelheiro era semi-aparado e estava pintado de vermelho, dando a ilusão de ter uma carpete vermelha estendida na antecâmara da pachacha. E o Pacheco, todo pomposo, desfilou por ali fora até entrar por aquilo adentro, para mais uma actuação digna de Óscar.

Patife
Blog «fode, fode, patife»

Aumente o desempenho no sexo virtual

Saiba como aumentar o seu desempenho no sexo virtual

Sereia têxtil



Via Underwater Passion

26 setembro 2012

Stihl Box - «o jardineiro»

Anúncios de automóveis do «Diário de Coimbra» de hoje


«coisas que fascinam (148)» - bagaço amarelo

Resmungar baixinho com uma mulher é próprio dum homem que até pode saber o quer quer, mas não sabe certamente o que não quer. Resmunga-se o suficiente para afirmar uma opinião, mas baixinho para que não haja demasiado comprometimento com ela. É como atirar uma pedra e esconder a mão. Há muitos homens assim. Eu, por exemplo.
Ontem comprei umas alheiras de Mirandela, rúcula e duas garrafas de vinho branco para ver o jogo de futebol entre Portugal e a Alemanha. Já não costumo ver jogos de futebol, nem eu nem a Raquel, mas desta vez lá prometemos um a outro tentar. Dez minutos depois do início já bocejávamos os dois, e ela fez um pequeno zapping até parar numa série qualquer de que gosta muito. Eu resmunguei baixinho, mas ela disse que já tinha visto o fim, por isso só precisava de ver o princípio. Acabei por ser eu a pedir para ver tudo.
Hoje entrei numa loja de decoração no Porto onde, se não fosse acompanhado pela Raquel, nunca na minha vida entraria. Ela apressou o passo e disse que queria ir lá dentro ver umas coisas, eu resmunguei baixinho e lá a segui. Apetecia-me tudo menos estar ali. No fim ela não tinha comprado nada, eu sim.
Fiquei todo contente com um porta-guardanapos e uma placa retro para pendurar na minha cozinha.
Tenho a perfeita noção que vou resmungar baixinho com a Raquel mais não sei quantas vezes na vida com coisas que vou gostar de fazer. A resmungar baixinho, aliás, já conheci o norte de Itália, já fiz um desporto chamado canyoning, já passeei por diversas aldeias históricas de Portugal, já fiz campismo selvagem e já andei nalgumas das maiores montanhas russas do planeta. Gostei de tudo, mas resmunguei baixinho em todas elas.
Acho que é biológica, esta tendência para evitar a imprevisibilidade. Se estou no sofá a ler o jornal ou se tenho planeado fazer um percurso do ponto A ao ponto B, começo por resmungar assim que a Raquel me propõe qualquer alteração. No entanto, como já sei que ela tem sempre razão no que propõe, resmungo baixinho.


bagaço amarelo
Blog «Não compreendo as mulheres»

Dilema existencial

As duas mulheres mais deslumbrantes que viste em toda a tua existência cruzam em simultâneo o teu olhar.
Mas caminham em direcções opostas.

O momento em que a discriminação de género começou

Crica para veres toda a história
Fruto ácido


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oglaf.com

25 setembro 2012

«Nudez» - Susana Duarte

estou nua,
e o espelho, à minha frente.

oiço a passagem de uma borboleta azul
que se poisa no ombro onde, outrora,
habitou a suave flor de um beijo, e o sabor
das romãs, desocultadas da noite,
vencidas pelas manhãs cansadas
...
do amor e da seda
dos teus braços.

na nudez,
celebro as asas da noite.

a noite em que, nua, me desfiei sob o olhar
que me navegou e,
sonhada,
desviei os medos
e todos os anseios anteriores.

escondi-os num rio oculto,
onde fingia viver,

e nas tuas mãos,

através das tuas mãos,

descobri-me perseida
na nudez
dos teus braços.

Susana Duarte
Blog Terra de Encanto