Encontrei esta... coisa na internet. Alguém consegue adivinhar o que é e para que serve, sem fazer a batota de espreitar a segunda imagem e a explicação a seguir?
Apresento-vos «The Body Back Buddy Trigger Point Massager», um aparelho para massajar as costas.
Seria certamente uma óptima aquisição para «objectos que é suposto não serem eróticos», uma das «sexões» da minha colecção de arte erótica que tem várias invenções do caralho...
06 abril 2013
05 abril 2013
Cartinha do Jorge Castro a propósito do bloqueio do meu acesso ao Facebook
O bloqueio foi «só» por 24 horas, mas antes de ser levantado já eu tinha esta mensagem na caixa de correio, que me dá ânimo para continuar:
"Notavelmente, os facebooks a que vamos aderindo porque sim, são a melhor prova viva da existência de mentecaptos que querem regular e mandar no mundo. Nenhuma nudez, explícita, implícita, solstícia ou cardinalícia tem pecado. É nudez. Ponto.
![]() |
| Imagem de diarioliberdade.org |
Nus! Assim devíamos estar todos nos momentos cruciais das nossas vidas. Nus, na Assembleia da República - já imaginaste os efeitos? Nus no 25 de Abril e no Natal. Nos vivas à República e no pagamento do IRS! No IMI como no restaurante! Nus, simplesmente, como a Godiva da fábula e nus numa nova Alice no País das Maravilhas...
Carais, estou tão farto destes merdas todas, minha cara! Da hipocrisia, da castração do sonho, do moralismo merdoso e bafiento do olha-para-o-que-eu-digo-não-olhes-para-o-que-eu-faço!
Queres saber uma coisa? Quando é que a malta se encontra, por aí, para dizer caralho em voz alta e confirmar que isso é coisa tão natural como o respirar?
Abraço."
Jorge Castro
O amor é tramado e parte
Tece uma trama que nos enreda, quase sem darmos por isso. Sabemos que
algo nos começa a toldar os movimentos e a razão. A embaraçar os
momentos e o coração. A entrelaçar os sentimentos e a emoção. Só nos
apercebemos quando é tarde. Quando estamos enredados. E nunca
entediados.
Por mais experientes que sejamos, somos surpreendidos pelo poder deste atropelamento. Que nos assalta. Que nos esmaga. Que nos arrebata. Por mais que tentemos manter os pés no chão. Por mais que queiramos resistir. Por mais que a razão nos tente dizer que não. Que não vai dar. Que não vai resultar. Que dá demasiado que pensar.
Pensamos ter o controlo. Pensamos conseguir superar. Pensamos que sim. Que já passou. Que já lá vai. Que o amor partiu. Para não voltar, não voltamos. Voltamos as costas. Voltamos a mudar de rumo. Rumamos a outro porto. Partimos, enquanto o próprio amor parte, deixando cacos à sua partida.
No entanto, parece que todos os caminhos vão dar a Roma. Num ou noutro sentido...
http://sodoperfido.blogspot.pt/2012/11/o-amor-e-tramado-e-parte.html
Por mais experientes que sejamos, somos surpreendidos pelo poder deste atropelamento. Que nos assalta. Que nos esmaga. Que nos arrebata. Por mais que tentemos manter os pés no chão. Por mais que queiramos resistir. Por mais que a razão nos tente dizer que não. Que não vai dar. Que não vai resultar. Que dá demasiado que pensar.
Pensamos ter o controlo. Pensamos conseguir superar. Pensamos que sim. Que já passou. Que já lá vai. Que o amor partiu. Para não voltar, não voltamos. Voltamos as costas. Voltamos a mudar de rumo. Rumamos a outro porto. Partimos, enquanto o próprio amor parte, deixando cacos à sua partida.
No entanto, parece que todos os caminhos vão dar a Roma. Num ou noutro sentido...
http://sodoperfido.blogspot.pt/2012/11/o-amor-e-tramado-e-parte.html
Prostituição - a minha história (VII)
Dos elefantes no peito
Que tudo me doa assim, intensamente. Antes
a dor que o cinzento em todas as coisas;
que mordam o ódio, a dor, a verdade, entredentes
e que possam sair na fúria cega das palavras.
Serena-me mas nunca me acalmes. Por mais que tentes
eu agarro a violência, a chama, a paixão e as lágrimas;
na selva do peito hão-de ecoar como centenas de elefantes
em corrida, o forte estrondo da liberdade pelas florestas.
Girl loses Boy
Depois do primeiro encontro, o Boy desapareceu. Completamente. Sem telefonar, sem responder a mensagens, sem ir ao bar. Como se um disco voador o tivesse levado.
A Girl nem queria acreditar, tão típico tinha sido. Não era a primeira vez que lhe acontecia, o que pensava não ser um “one-night-stand” que se transformava num. Mas desta vez não estava mesmo à espera.
“Fuck, just plain fuck!”, praguejava para si mesma.
Durante semanas, não ouviu falar do Boy. Foi por essa altura que teve que viajar em trabalho até à Dinamarca e conheceu, no regresso, Marti, o dinamarquês de longos, finos e hábeis dedos. Marti foi um oásis delicioso mas temporário na vida da Girl, enquanto lá no fundo, a memória do Boy permanecia.
Marti ficou uma semana em Portugal, uma semana em que a Girl aproveitou para dar a conhecer ao seu salvador temporário alguns dos locais onde já tinha sido feliz.
Na véspera de Marti voltar para a Dinamarca, ambos sabiam que o que havia entre eles era o suficiente para recordarem com saudade aquela semana, mas não para que a Girl apanhasse o próximo avião para Oslo, ou que o rapaz dos longos dedos deixasse partir o dele e se estabelecesse por cá.
Ainda assim, quiseram dar um ao outro uma última noite inolvidável. Os dedos de Marti continuavam a fazer magia e a sua resistência parecia a de um corredor de longa distância. A Girl ouviu-se a si própria gemer, sentiu o corpo tremer em vagas de prazer até que o prazer se transformou em dor de tanta intensidade. Marti era um mestre na arte de induzir orgasmos nela.
A Girl pediu-lhe:
“I want you to give me something to remind me of this night for a long, long time.”
Marti olhou para ela com o ar de abandono de que ela tanto gostava e disse-lhe:
“You can keep some of my hair.”
Ela assentiu, pegou na tesoura, cortou-lhe uma madeixa loura e guardou-a. Marti ficou com uma falha de cabelo, como se tivesse ido a um péssimo cabeleireiro. A Girl pegou num espelho, mostrou-o a Marti e ambos riram com a cumplicidade de dois adolescentes que tivessem acabado de fazer uma grande partida.
E quando a Girl em seguida ofereceu a Marti o seu último êxtase em conjunto, sentiu que lhe estava a entregar também um pouco do coração. Não, não amava Marti. O feitiço do Boy ainda estava presente, mesmo depois das semanas de ausência e sem saber se alguma vez ele regressaria.
Mas Marti tinha significado o seu regresso à vida, tinha despertado os seus sentidos como poucos amantes o haviam feito no passado e ia partir. Na urgência do orgasmo final, julgou antever uma lágrima nos olhos de Marti.
E nesse momento, apenas nesse momento, pensou em deixar tudo para trás e ir com ele. Mas não foi por aí que a história continuou e Marti viajou sózinho, para Oslo, na manhã seguinte.
Ela ficou apenas com o cabelo dele e as marcas da última noite em conjunto, que continuou a sentir no corpo e na alma durante muitos dias.
Sempre termina igual
Esse post é dedicado a todos leitores delicados.

Opa, rolou um apertão no peitinho...
Capinaremos.com
Opa, rolou um apertão no peitinho...
Capinaremos.com
04 abril 2013
«Adeus» - Patife

Já gastámos as palavras todas, meus amores,
e o que nos ficou não chega
para afastar o cio destas quatro paredes.
Gastámos tudo menos o silêncio.
Gastámos os olhos com o riso das lágrimas,
gastámos as mãos na ânsia de nos escrevermos,
gastámos o relógio e o século dos dias
com palavras que nos suspendiam.
Meto as mãos nas algibeiras e não encontro nada.
Antigamente tinha tanto para vos dar,
era como se todas as coisas fossem minhas:
quanto mais vos dava mais tinha para vos dar.
Mas isso era no tempo dos grandes enredos,
era no tempo em que as palavras refulgiam,
era no tempo em que os meus olhos
vos guiavam para um mundo onírico.
Hoje são apenas uns olhos.
É pouco, mas é verdade,
uns olhos como todos os outros.
Já gastámos as palavras.
Quando agora digo: meus amores,
já se não passa absolutamente nada.
E no entanto, antes das palavras gastas,
tenho a certeza
que todas as chonas estremeciam
só de murmurar o meu nome
no silêncio da sua emoção.
Não tenho já nada para dar.
Dentro de mim
nada há para continuar.
O passado é tão bonito como um papo.
Mas já vos disse: as palavras estão gastas.
Adeus.
Patife
Blog «fode, fode, patife»
«Neste mundo só não fode quem não pode» - cartinha da Teresa B.
A propósito do meu lenço dos namorados, recebi esta cartinha:
"Dizem que quem não tem que fazer faz colheres... eu resolvi passar a limpo estes versos malcriadões mas muito ingénuos, que andavam escondidos num álbum de fotografias há uns 30 e tal anos, imagina!
Aqueles esconderijos que arranjamos quando os filhos são pequenitos e não queremos que vejam certas coisas...
Se não me desse na telha de hoje tirar uma foto para mudar o facebook, lá ficaria a folha até ao juízo final...
Uma beijoca"
Teresa B.
Neste mundo só não fode quem não pode
I
Nesta vida o foder
É forma e condição
E são tantos os que fodem
Como os que fodidos são
II
No grande mundo da foda
A natureza faz lei
E a cona é a rainha
Da qual o caralho é rei
III
Fode-se aqui e ali
Acolá e em toda a parte
Fode-se de mil maneiras
À bruta e até com arte
IV
A ordem do dia é foder
Fode-se por aí a rodo
E se eu não tiver com quem…
Eu até me fodo todo
V
Fode-se a rir e a sério
Devagar e de repente
O foder na vida é tudo
Pois do foder nasce a gente
VI
Noutras coisas não se fala:
Foder e sempre foder
Qualquer um por uma foda
Até deixa de comer
VII
Fode-se à luz e às escuras
À sombra, ao sol e acordado
Com custo e até com ternura
E também de rabo alçado
VIII
Com camisa ou sem camisa
Seja vestido ou nu,
O que a gente quer é vir-se
Seja na cona ou no cu
IX
O general, o Major,
O capitão, o tenente,
O Furriel e o cabo,
Tudo fode, minha gente…
X
Fode o patrão e a criada,
Fode a senhora também;
Sem caralho, cona ou cu
É que não fode ninguém
XI
Fode aquele, fode aquela,
Fodes tu e fodo eu
Quem não fode está fodido,
Não tem vida, já morreu
XII
Fode o gago, fode o coxo
Fode o careca e o peludo
Fode o surdo e o marreco,
O foder na vida é tudo
XIII
Fode o rico, fode o pobre
Fode o escravo e o senhor
Fode o branco, fode o preto,
Seja de que raça for
XIV
Fodeu Adão e Camões
Colombo e Vasco da Gama
Fode-se em pé ou deitado,
Seja no chão ou na cama
XV
Fode o esperto e o palerma
Fode o nobre e o plebeu
Neste mundo tudo fode
Se o tesão não perdeu
XVI
Fode o cavalo e o burro
Fode qualquer animal
Fode o pato, fode a mosca,
Todos fodem bem ou mal
XVII
Fode o gato e a gata,
O pardal e o peru
A galinha não tem cona,
Mas sabe levar no cu
XVIII
Fode o padre e o bispo
O cardeal e o sacristão
Até o papa nos fode
E esse sem ter tesão
XIX
Fode qualquer protestante,
Fode o cristão e o ateu
A religião fode-nos hoje
Como sempre nos fodeu
XX
Quando Cristo subiu ao Céu
Disse a todos os mortais
Fodam-se vocês na terra
Que a mim não fodem mais
XXI
A musa assim me inspirou
Num momento de tesão
Peguei na pena e escrevi
Os versos que aqui estão
XXII
À rapaziada da foda,
Descrevê-la fica bem
Já que todos aí fodem,
Fodam-se vocês também.
(autor anónimo)
"Dizem que quem não tem que fazer faz colheres... eu resolvi passar a limpo estes versos malcriadões mas muito ingénuos, que andavam escondidos num álbum de fotografias há uns 30 e tal anos, imagina!
Aqueles esconderijos que arranjamos quando os filhos são pequenitos e não queremos que vejam certas coisas...
Se não me desse na telha de hoje tirar uma foto para mudar o facebook, lá ficaria a folha até ao juízo final...
Uma beijoca"
Teresa B.
I
Nesta vida o foder
É forma e condição
E são tantos os que fodem
Como os que fodidos são
II
No grande mundo da foda
A natureza faz lei
E a cona é a rainha
Da qual o caralho é rei
III
Fode-se aqui e ali
Acolá e em toda a parte
Fode-se de mil maneiras
À bruta e até com arte
IV
A ordem do dia é foder
Fode-se por aí a rodo
E se eu não tiver com quem…
Eu até me fodo todo
V
Fode-se a rir e a sério
Devagar e de repente
O foder na vida é tudo
Pois do foder nasce a gente
VI
Noutras coisas não se fala:
Foder e sempre foder
Qualquer um por uma foda
Até deixa de comer
VII
Fode-se à luz e às escuras
À sombra, ao sol e acordado
Com custo e até com ternura
E também de rabo alçado
VIII
Com camisa ou sem camisa
Seja vestido ou nu,
O que a gente quer é vir-se
Seja na cona ou no cu
IX
O general, o Major,
O capitão, o tenente,
O Furriel e o cabo,
Tudo fode, minha gente…
X
Fode o patrão e a criada,
Fode a senhora também;
Sem caralho, cona ou cu
É que não fode ninguém
XI
Fode aquele, fode aquela,
Fodes tu e fodo eu
Quem não fode está fodido,
Não tem vida, já morreu
XII
Fode o gago, fode o coxo
Fode o careca e o peludo
Fode o surdo e o marreco,
O foder na vida é tudo
XIII
Fode o rico, fode o pobre
Fode o escravo e o senhor
Fode o branco, fode o preto,
Seja de que raça for
XIV
Fodeu Adão e Camões
Colombo e Vasco da Gama
Fode-se em pé ou deitado,
Seja no chão ou na cama
XV
Fode o esperto e o palerma
Fode o nobre e o plebeu
Neste mundo tudo fode
Se o tesão não perdeu
XVI
Fode o cavalo e o burro
Fode qualquer animal
Fode o pato, fode a mosca,
Todos fodem bem ou mal
XVII
Fode o gato e a gata,
O pardal e o peru
A galinha não tem cona,
Mas sabe levar no cu
XVIII
Fode o padre e o bispo
O cardeal e o sacristão
Até o papa nos fode
E esse sem ter tesão
XIX
Fode qualquer protestante,
Fode o cristão e o ateu
A religião fode-nos hoje
Como sempre nos fodeu
XX
Quando Cristo subiu ao Céu
Disse a todos os mortais
Fodam-se vocês na terra
Que a mim não fodem mais
XXI
A musa assim me inspirou
Num momento de tesão
Peguei na pena e escrevi
Os versos que aqui estão
XXII
À rapaziada da foda,
Descrevê-la fica bem
Já que todos aí fodem,
Fodam-se vocês também.
(autor anónimo)
« Bizarre» - por Luis Quiles

"El ser humano es capaz de hacer cosas realmente absurdas y a la vez inspiradoras."
Luis Quiles
03 abril 2013
Postalinho de Pinhal de Frades (Seixal)
"A minha amiga Sandra, que mora em Pinhal de Frades (Seixal), descobriu que já deram o teu nome a uma rua.
Aos poucos, aos poucos, a fama vai chegando e o reconhecimento também!"
madr
Aos poucos, aos poucos, a fama vai chegando e o reconhecimento também!"
madr
A minha página no Facebook está bloqueada por 24 horas
Ontem à noite tive a informação que a minha página no facebook estará bloqueada durante um dia (até às 20h00 de hoje). E o Facebook informou o motivo, que foi eu ter publicado um link para um artigo da Playboy brasileira: «10 atrizes pornôs mais inteligentes que você».
É verdade que os «donos» do Facebook avisam:
Para "que o Facebook seja um ambiente seguro e respeitoso", "não é permitido conteúdo com nudez ou outro conteúdo sexualmente explícito". "As imagens não podem ter um conteúdo demasiado sexual, sugerir nudez, mostrar áreas do corpo ou decotes em excesso, ou focarem-se, sem necessidade, em partes do corpo".
"Removemos tudo o que viole os Termos do Facebook (p. ex. pornografia, discursos que incentivem o ódio, ameaças, violência gráfica, conteúdo agressivo e spam). Se vires algo no Facebook que viole os nossos termos, utiliza a ligação de denúncia que se encontra ao lado do conteúdo em questão para enviar uma denúncia."
"Nudez e pornografia - O Facebook tem uma política rigorosa que proíbe a partilha de conteúdo pornográfico e qualquer conteúdo sexualmente explícito onde esteja envolvido um menor. Também impomos limites à nudez. Pretendemos respeitar o direito que as pessoas têm de partilhar conteúdo pessoal importante, quer se trate de fotos de uma escultura como o David de Michelangelo ou fotos de família de uma mãe a amamentar". Como se isto presta a malandrices e já deu muita polémica, eles tratam de esclarecer: "O Facebook permite fotos de mães a amamentar? Sim. Concordamos que a amamentação é um ato natural e belo e gostamos de saber que é importante para as mães partilhar as suas experiências com outros no Facebook. A grande maioria destas fotos cumprem as nossas políticas e não tomaremos quaisquer medidas". Mas cuidado! "As fotos que mostram um seio completamente exposto em que um bebé não está ativamente a mamar violam a Declaração de Direitos e Responsabilidades do Facebook. Estas políticas baseiam-se nos mesmos padrões que se aplicam à televisão e imprensa escrita".
Um... um... "um seio completamente exposto em que um bebé não está ativamente a mamar"?! Os tipos que escreveram estas normas são uns tarados!
E tentam lavar as mãos: "É importante ter em conta que as fotos sobre as quais agimos são quase exclusivamente apontadas por outros utilizadores que reclamam sobre a partilha destas no Facebook."
Alertam ainda que "as imagens dirigidas a utilizadores com menos de 18 anos têm de ser adequadas para essa faixa etária". Ora, a minha página no facebook está - e sempre esteve - reservada a maiores de 18 anos:
A cruzada contra o que pode pôr em causa a segurança e o respeito do Facebook, segundo os próprios, leva-os a distinguir o que é aceitável ou não, em alguns casos com exemplos de imagens. Um exemplo do que consideram aceitável são os "anúncios e histórias patrocinadas que promovem produtos ou serviços de saúde sexual, como contraceptivos, lubrificantes, gel ou recursos de saúde sexual", os quais "podem ser permitidos e devem estar direcionados a usuários com idade superior ao permitido para atividade sexual na região de destino ou, se aplicável, com idade para avaliar os serviços de saúde sexual nesta região". Exemplos? Eles dão-nos:
Aceitáveis:
«Camisinhas grátis no centro de saúde estudantil local.»
«Pratique sexo seguro com nossa marca de camisinhas.»
Inaceitáveis:
«Camisinhas melhoram seu prazer.»
Perceberam a diferença? O prazer põe em causa a segurança do Facebook e o respeito que se pretende para quem por lá anda.
Mas quem tem conta no Facebook tem que se reger pelas suas regras, dirão. É verdade. E então preparem-se para, por exemplo, as vossas mensagens privadas serem também controladas e violadas, sendo que os seus conteúdos podem também ser apagados. Um exemplo? A Maria Jesus Trindade, que também tem a conta bloqueada, enviou-me numa mensagem privada no Facebook esta foto, que circula por todo o lado, da Angela Merkel quando era jovem, com duas amigas:
Independentemente de eu considerar esta foto perfeitamente natural e respeitosa (para com a chanceler da Alemanha e para nós próprios, pois até não assusta), preferi não a divulgar na minha página no facebook, precisamente por saber as normas da casa e o risco que correria.
Pois ontem, quando fui ver a mensagem, a imagem tinha sido apagada, por violar os princípios do Facebook.
Violação não é erótico, senhores do Facebook. E vocês é que violaram a minha privacidade.
É verdade que os «donos» do Facebook avisam:
Para "que o Facebook seja um ambiente seguro e respeitoso", "não é permitido conteúdo com nudez ou outro conteúdo sexualmente explícito". "As imagens não podem ter um conteúdo demasiado sexual, sugerir nudez, mostrar áreas do corpo ou decotes em excesso, ou focarem-se, sem necessidade, em partes do corpo".
"Removemos tudo o que viole os Termos do Facebook (p. ex. pornografia, discursos que incentivem o ódio, ameaças, violência gráfica, conteúdo agressivo e spam). Se vires algo no Facebook que viole os nossos termos, utiliza a ligação de denúncia que se encontra ao lado do conteúdo em questão para enviar uma denúncia."
"Nudez e pornografia - O Facebook tem uma política rigorosa que proíbe a partilha de conteúdo pornográfico e qualquer conteúdo sexualmente explícito onde esteja envolvido um menor. Também impomos limites à nudez. Pretendemos respeitar o direito que as pessoas têm de partilhar conteúdo pessoal importante, quer se trate de fotos de uma escultura como o David de Michelangelo ou fotos de família de uma mãe a amamentar". Como se isto presta a malandrices e já deu muita polémica, eles tratam de esclarecer: "O Facebook permite fotos de mães a amamentar? Sim. Concordamos que a amamentação é um ato natural e belo e gostamos de saber que é importante para as mães partilhar as suas experiências com outros no Facebook. A grande maioria destas fotos cumprem as nossas políticas e não tomaremos quaisquer medidas". Mas cuidado! "As fotos que mostram um seio completamente exposto em que um bebé não está ativamente a mamar violam a Declaração de Direitos e Responsabilidades do Facebook. Estas políticas baseiam-se nos mesmos padrões que se aplicam à televisão e imprensa escrita".
Um... um... "um seio completamente exposto em que um bebé não está ativamente a mamar"?! Os tipos que escreveram estas normas são uns tarados!
E tentam lavar as mãos: "É importante ter em conta que as fotos sobre as quais agimos são quase exclusivamente apontadas por outros utilizadores que reclamam sobre a partilha destas no Facebook."
Alertam ainda que "as imagens dirigidas a utilizadores com menos de 18 anos têm de ser adequadas para essa faixa etária". Ora, a minha página no facebook está - e sempre esteve - reservada a maiores de 18 anos:

A cruzada contra o que pode pôr em causa a segurança e o respeito do Facebook, segundo os próprios, leva-os a distinguir o que é aceitável ou não, em alguns casos com exemplos de imagens. Um exemplo do que consideram aceitável são os "anúncios e histórias patrocinadas que promovem produtos ou serviços de saúde sexual, como contraceptivos, lubrificantes, gel ou recursos de saúde sexual", os quais "podem ser permitidos e devem estar direcionados a usuários com idade superior ao permitido para atividade sexual na região de destino ou, se aplicável, com idade para avaliar os serviços de saúde sexual nesta região". Exemplos? Eles dão-nos:
Aceitáveis:
«Camisinhas grátis no centro de saúde estudantil local.»
«Pratique sexo seguro com nossa marca de camisinhas.»
Inaceitáveis:
«Camisinhas melhoram seu prazer.»
Perceberam a diferença? O prazer põe em causa a segurança do Facebook e o respeito que se pretende para quem por lá anda.
Mas quem tem conta no Facebook tem que se reger pelas suas regras, dirão. É verdade. E então preparem-se para, por exemplo, as vossas mensagens privadas serem também controladas e violadas, sendo que os seus conteúdos podem também ser apagados. Um exemplo? A Maria Jesus Trindade, que também tem a conta bloqueada, enviou-me numa mensagem privada no Facebook esta foto, que circula por todo o lado, da Angela Merkel quando era jovem, com duas amigas:

Independentemente de eu considerar esta foto perfeitamente natural e respeitosa (para com a chanceler da Alemanha e para nós próprios, pois até não assusta), preferi não a divulgar na minha página no facebook, precisamente por saber as normas da casa e o risco que correria.
Pois ontem, quando fui ver a mensagem, a imagem tinha sido apagada, por violar os princípios do Facebook.
Violação não é erótico, senhores do Facebook. E vocês é que violaram a minha privacidade.
«um mundo de palhaços» - bagaço amarelo


Que me lembre, usei gravata duas vezes na vida. A primeira foi quando me casei e, entretanto, já estou divorciado. A segunda foi quando fui a um jantar duma grande empresa para a qual ia começar a trabalhar e, entretanto, já estou desempregado.
Nunca me dei bem com gravatas, é verdade, nem sequer com camisas, que são essenciais para poder andar de gravata. Dá tudo demasiado trabalho a passar a ferro e, além do mais, a gravata não serve para nada. Pelo menos era o que eu pensava, até ver este anúncio dos anos 70 da Van Heusen.
Afinal, as gravatas servem para mostrar às mulheres que este mundo é dos homens (show her it's a man's world) e que elas se devem ajoelhar perante eles mesmo quando lhes levam o pequeno-almoço à cama.
Às vezes a publicidade não pensa nem um bocadinho nos efeitos que pode ter, e tem de facto, na sociedade. Este é um caso gritante, até porque a gravata da Van Heusen é tão foleirona que podia ser usada por um palhaço de circo, com calças curtas, sapatos grandes e nariz vermelho. Ninguém estranharia e, nesse caso, poderíamos dizer que este é um mundo de palhaços. Talvez seja verdade.
bagaço amarelo
Blog «Não compreendo as mulheres»
Mulher, já lavou a minha cueca hoje?
Se você acha correto que o seu lugar de mulher é se submetendo ao marido, fazendo as tarefas domésticas, que o seu lugar é cuidar do lar, então, você tem que conhecer as Mulheres Diante do Trono, este movimento cristão bizarro que condena a mulher libertária.
Siga os dizeres da Pra. Ângela Valadão:
"Os pais estão criando suas filhas não para o lar, não para serem esposas, não para serem mães, mas criando pra sua carreira profissional. Então as mães se alegram 'ah, minha filha passou em primeiro lugar no vestibular; ah ela passou no concurso...' e a menina...eu já ouvi pais, pais maduros e irmãos nossos, líderes, dizendo assim: 'minha filha não vai namorar até formar, até terminar a faculdade'. Aí, o que acontece, passa a fase mais linda da menina, passa os momentos mais bonitos, a menina estuda, é excelente, mas não sabe cozinhar, não sabe pregar o botão numa camisa, não sabe passar uma camisa, não sabe organizar...nunca arrumou uma cozinha. Então, ela não está sendo preparada para o lar, ela está sendo preparada para competir com o homem no mercado..."
Confira o vídeo completo desse encontro de mulheres conservadoras cagando as palavras mais fedorentas sobre as mulheres:
Obscenatório (o retorno)
02 abril 2013
Excerto de «As Luzes de Leonor», de Maria Teresa Horta
Instintivamente acaricia o velo de cedro penumbroso, bosque arruivado a ensombrar-lhe o cimo das coxas; curva-se de novo e, admirada, vai tão longe quanto pode na abordagem tímida dos lábios de anil da molhada boca do seu ventre. A separá-los: penetrando, afagando-os, a sentir nos dedos uma humidade lenta, um orvalho dolente, uma resina turva.
Ali, onde há sucos e gosto sem ferida.
Ali onde há fenda, há céu, há mar.
Mato de se perder na busca da vertigem, no assombro da ousadia do acto; gosto e travo a rosa insatisfeita, odor de chuva, de cardo, de almíscar. Perfume de nardo a desatar-lhe os nervos, enquanto persegue o improvável mapa do delírio: mais acima a mina, e logo abaixo o poço.
Modorra de papoila a florescer no alto, a entumescer ao tacto.
Prazer diverso e gozo que a muda, e ela transgride, voa, cresce. E tanto no clítoris como na vulva, o bordado a cheio vai-se enredando, matizando, vai-se demorando nas caprichosas cores, nos desenhos, nas misteriosas linhas de agulha onde se enleia. Veia que o fogo entorna, toma e incendeia. Na procura do êxtase.
E Leonor ondeia.
Rola enovelada em cima do leito onde se distende, roda e cede a galgar o parapeito de si própria, deixando a razão apagada à cabeceira.
Rodopia.
Resvala.
Mãos descendo e subindo, indo e vindo, na descoberta dos desvãos, do topo, dos secretos recantos de segredo, em todos os lugares e tempos que o orgasmo guarda.
Entorna.
Grita e explode.
Gemendo sob o pulso que lhe amordaça a fala pelo próprio avesso. Assim leve, assim solta, assim livre, Leonor corre, voa, nada, desvenda.
E finalmente foge.
Consigo mesma."
in "As Luzes de Leonor", de Maria Teresa Horta
Eva portuguesa - «Partida»
[Janeiro de 2013]
Preparo tudo para ir embora: passaporte, malas, deixar as despesas pagas, ter quem me fique com a cadelinha e, mais importante que tudo, deixar o meu filho bem entregue.
Preparo as coisas práticas que, apesar do trabalho que envolvem, são bem mais fáceis de resolver que os assuntos do coração.
Vou para fora trabalhar durante quase um mês, na esperança de conseguir amealhar um pé de meia que me permita fazer face ao que me pode faltar ganhar cá.
Vou partir em busca de mais e melhor trabalho, com a consciência de que assim é preciso...
Parto com o coração pequenino de receio do que irei encontrar, de saudades e preocupação pelos que cá deixo.
Parto também com a esperança de uma realidade melhor... certamente que irei encontrá-la...
Ainda faltam quinze dias para a minha partida mas a ansiedade (boa e má) já é tanta que me tira o sono....
Sim, será apenas um mês ou menos, mas é em tudo uma situação nova, desconhecida e ousada para mim. Irá ser como espero?... Irei ser bem sucedida?... Valerá a pena o risco?...
Meu deus, ajuda-me a fazer o que devo!
Por um lado, agradeço a oportunidade e possibilidade de tentar encontrar noutro país aquilo que actualmente não consigo ter cá. Mas por outro, penso no sacrifício que é preciso fazer, eu e todos os que fazem parte do meu dia-a-dia, para conseguir um presente e uma perspectiva de futuro; para ter uma segurança de que nada me faltará nem ao meu filhote.
E é com esta confusão de sentimentos e pensamentos que vou preparando a minha partida...
Parto no início do mês de Fevereiro, para ficar longe três semanas...
Parto para um sonho de uma vida melhor. Não é por isso que todos o fazem?...
E, quando regressar, espero vir com um sorriso iluminado e com uma rede de segurança que confirme que valeu a pena ter partido...
E, enquanto lá estiver, rezarei por mim lá longe, pela concretização do que me faz viajar e também rezarei por tudo e todos que cá deixo, para que continuem abençoados...
E agradeço aos que, por amizade e amor, tornam possível esta minha partida.
Eva
blog Eva portuguesa - porque o prazer não é pecado
Preparo tudo para ir embora: passaporte, malas, deixar as despesas pagas, ter quem me fique com a cadelinha e, mais importante que tudo, deixar o meu filho bem entregue.
Preparo as coisas práticas que, apesar do trabalho que envolvem, são bem mais fáceis de resolver que os assuntos do coração.
Vou para fora trabalhar durante quase um mês, na esperança de conseguir amealhar um pé de meia que me permita fazer face ao que me pode faltar ganhar cá.
Vou partir em busca de mais e melhor trabalho, com a consciência de que assim é preciso...
Parto com o coração pequenino de receio do que irei encontrar, de saudades e preocupação pelos que cá deixo.
Parto também com a esperança de uma realidade melhor... certamente que irei encontrá-la...
Ainda faltam quinze dias para a minha partida mas a ansiedade (boa e má) já é tanta que me tira o sono....
Sim, será apenas um mês ou menos, mas é em tudo uma situação nova, desconhecida e ousada para mim. Irá ser como espero?... Irei ser bem sucedida?... Valerá a pena o risco?...
Meu deus, ajuda-me a fazer o que devo!
Por um lado, agradeço a oportunidade e possibilidade de tentar encontrar noutro país aquilo que actualmente não consigo ter cá. Mas por outro, penso no sacrifício que é preciso fazer, eu e todos os que fazem parte do meu dia-a-dia, para conseguir um presente e uma perspectiva de futuro; para ter uma segurança de que nada me faltará nem ao meu filhote.
E é com esta confusão de sentimentos e pensamentos que vou preparando a minha partida...
Parto no início do mês de Fevereiro, para ficar longe três semanas...
Parto para um sonho de uma vida melhor. Não é por isso que todos o fazem?...
E, quando regressar, espero vir com um sorriso iluminado e com uma rede de segurança que confirme que valeu a pena ter partido...
E, enquanto lá estiver, rezarei por mim lá longe, pela concretização do que me faz viajar e também rezarei por tudo e todos que cá deixo, para que continuem abençoados...
E agradeço aos que, por amizade e amor, tornam possível esta minha partida.
Eva
blog Eva portuguesa - porque o prazer não é pecado
«Espraiamento» - Susana Duarte
Não quero ir para além do mar… Quero ficar na areia, onde posso dormir.
Não posso desviar-me do caminho da praia. Encontro, nela, asas perdidas.
Sabes de mim? Resido nos olhos da areia que se descola da ave.
Resido nos seixos que se escondem na rebentação das ondas.
Descubro caminhos erguidos nas dunas.
E nelas enceto viagens de mim em mim.
________De mim em ti._____________
Derreto pedras no calor das costas.
Mostras-me o caminho das areias…
Movo-me nos teus braços.
Navego-te, nas tuas pernas.
Deito-me.
Algaço.
Susana Duarte
"Pescadores de Fosforências"
ISBN: 978-989-8590-02-2
Edição: dezembro 2012
Editora: Alphabetum - Edições Literárias
Blog Terra de Encanto
Não posso desviar-me do caminho da praia. Encontro, nela, asas perdidas.
Sabes de mim? Resido nos olhos da areia que se descola da ave.
Resido nos seixos que se escondem na rebentação das ondas.
Descubro caminhos erguidos nas dunas.
E nelas enceto viagens de mim em mim.
________De mim em ti._____________
Derreto pedras no calor das costas.
Mostras-me o caminho das areias…
Movo-me nos teus braços.
Navego-te, nas tuas pernas.
Deito-me.
Algaço.
Susana Duarte
"Pescadores de Fosforências"
ISBN: 978-989-8590-02-2
Edição: dezembro 2012
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