02 abril 2018

Como fisgar o Patife

A preguiça é a mãe de todos os vícios. Mas mãe é mãe e é preciso respeitá-la. Como acordei cheio de preguiça, na mesma proporção que vontade de pinar, liguei o computador para ver se alguma das minhas amigas do Skype estava disponível para uma sessão voyeur. Por isso vesti-me, penteei-me e aprontei-me, pois sou um cavalheiro do digital. Quando estava pronto para a festa rija exibicionista, apercebo-me que já estou vestido e arranjado, por isso decidi ir antes engatar para o Chiado. Nem dois quarteirões tinha andado quando a encontrei. Tinha um ar de foliona sexual que não deixava ninguém indiferente e meia hora depois já estava toda embeiçada. Levei-a para casa a pensar naquelas beiças de volta do meu pincel, mas a estouvada da moça colocou-se logo na posição de cavaleira, pronta a montar-me como um puro sangue lusitano. Sempre que uma moça assume a posição de cavaleira tenho há anos na cabeceira da cama uma ventoinha que me apresso a ligar na direcção da rapariga, para dar um efeito visual mais cinematográfico. É maravilhoso vê-la a montar selvaticamente, com os cabelos a esvoaçar. Parece mesmo que está a galope. Mas após a galopada, a magana ousou dizer que queria “enroscar”. Só me apeteceu responder-lhe: "Ó filha, acabaste de me moer a rosca toda, não chega?”. Como nasci desprovido de um sistema de censura verbal, disse-o na mesma, porém, num tom simpático. Ficou logo azeda e pouco demorou a ir-se embora. Depois... estendo o meu corpo sobre a cama e entro em profundos dilemas morais e pensamentos de grande intensidade emocional e pergunto-me se alguma mulher me conseguirá verdadeiramente fisgar. Talvez. Com uma cona de pesca.

Patife
@FF_Patife no Twitter

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