21 fevereiro 2019

«Valsa» - Áurea Justo

O vestido castanho, cobre, inspirado na opulência da época, mostrava todo o seu "glamour".
A saia de seda drapeada era bastante larga com uma abertura na frente, mostrava outra saia por baixo, em tom laranja. As mangas iam até aos cotovelos e o decote em U revelava os fartos seios.
O tecido era ornado com contas brilhantes e flores bordadas que faziam Amélia sentir-se uma princesa.
Toda a volta, o vestido tinha debruado uma tira dourada que combinava com a máscara que levava colocada e que lhe cobria o rosto até ao queixo. A máscara estava presa no cabelo que fora penteado ao alto, armado, ornamentado também com flores pequeninas que faziam jus ao seu cabelo loiro.
As plumas eram dum tom Laranja e davam-lhe um ar majestoso.
A finalizar, as luvas de tom cru brilhante, acetinado, moldavam-lhe, os finos dedos (...)
Bento trazia um chapéu preto, debruado a doirado com plumas laranjas.
Se não soubesse, Amélia diria que tinham combinado os dois usarem as mesmas cores.
(...)
Ele conduzia a valsa de um modo sensual e Amélia sentia-se seduzida descaradamente. Embriagado neste cenário, Bento sentia que tudo à sua volta desaparecia e que só estavam os dois no enorme salão. Deslizou uma mão pelas costas da jovem e ela soltou um pequeno gemido, ficando rija de repente.
(...)

In Até À Eternidade Amélia

Áurea Justo
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