12 outubro 2012

Mais literatura histérica

Lembras-te deste tema da literatura histérica, quando o abordámos aqui? Mulheres lêem um livro, em voz alta, com um vibrador introduzido na vulva e ligado.

Experiência 4
Aprecia como se safa a Danielle a ler «Still Life With Woodpecker», de Tom Robbins:



Experiência 5
Esta senhora, Stormy Leather, nem consegue passar da segunda página de «American Psycho», de Bret Easton Ellis:

Impotência

A propriamente dita é a única que me falta experimentar.

Entre dunas


Em cada poro respiro-te o perfume marinho
que ondula pela tua encosta de pedra,
mas polida pelas mãos de espuma branca
desse corpo salgado e imenso
sob a claridade do dia
e a vigília prateada da lua...

Ergues-te entre as dunas de areia macia,
sorvendo-me o licor de mel
que se destila em cada uma das minhas concavidades
de veludo e seda...

E quando o vento refresca esse sol quente de Primavera
começa a chover sobre a nudez que nos tinge a pele...
Ardemos sob esta água fria!
Enlaço-te uma e outra vez entre a foz do meu rio
até me alimentares de sémen e saliva!

Lua Cósmica
http://luacosmica.blogspot.pt/

Comprando a felicidade



Meninas WTF

11 outubro 2012

Antecipação

Entreabro as minhas
coxas
no início dos teus beijos

imagino as tuas
pernas
guiadas pelo desejo

oiço o teu
gemido
calado pelos meus dentes

imagino a tua boca
rasgada
sobre o meu ventre


Maria Teresa Horta in As Palavras do Corpo

























blog A Pérola

«Vade retro Satana!» - Patife

A semana passada fui à ópera. Gosto muito de ir à ópera. Sobretudo sozinho. É daquelas coisas sublimes que considero serem essenciais na vida e que deviam ser elevadas a Património Universal do Engate. É que durante a ópera as mulheres ficam expostas a sucessivas síncopes cardíacas motivadas por uma coisa qualquer estranha que se chama emoções. Ou lá o que é. À primeira ária de ópera o impulsor dos sentimentos delas começa a pulular e à terceira ária já estão a fazer pocinha na cuequinha. Ficam com o coração em ponto de rebuçado. E quando o Patife está por perto acabam por ficar também com o corpo em ponto de abusado. Desta última visita ao São Carlos, do meu lado esquerdo uma valquíria qualquer estava a queixar-se por só ter conseguido arranjar bilhete para o último lugar da fila. Ela estava visivelmente apoquentada do espírito por isso tratei de a sossegar antes da ópera começar: Ficou com o último lugar da fila mas ainda pode ficar com o primeiro lugar da pila, ofereci eu, bondoso, enquanto olhava de soslaio para o Pacheco. Não me deu resposta, mas a ideia ficou a ganhar raízes subconscientes, certamente. A ópera começou e ela arrepanhava o peito com as mãos, soluçava da alma e cerrava os olhos com tal afinco que quando a ópera acabou, estando ela extasiada dos sentidos, comecei a falar-lhe de Puccini e da minha interpretação de La Rondine, a peça em três actos que tínhamos acabado de assistir. Sou capaz de jurar que até ouvi a pachacha dela a esvair-se languidamente. Como a coisa não estava de modas, segurei-a pela cintura e levei-a para um camarote já vazio. Assim que lhe mordo o pescoço e lhe meto a mão pelo vestido sentindo a intensidade húmida das suas cuecas, ela brada num daqueles gritos mudos: Vade retro Satana! (“Para trás, Satanás!”). E eu, obediente endiabrado, dei-lhe por trás.

Patife
Blog «fode, fode, patife»

A posta que Jesus saiu à mãe


A hipótese de Jesus (o Cristo, não o do Benfica) ter sido um homem casado, novamente ressuscitada a partir de um papiro descoberto por uma investigadora de Harvard, Karen King, continua a ser contestada pelo Vaticano.
De resto, a maioria dos entendidos parece privilegiar a hipótese de estarmos perante uma fraude, embora ainda não existam factos científicos consensuais que confirmem ou desmintam o pressuposto.
O Vaticano, tal como muitas "igrejas" empoleiradas na figura desse homem extraordinário da Nazaré (a do Médio Oriente, não a nossa), insiste em rejeitar toda e qualquer prova que possa atribuir a Jesus uma ligação íntima a fêmeas da espécie, revelação que embora não pudesse desmentir o brilhantismo da postura e da determinação desse homem único e mesmo a sua progenitura divina, poderia demolir muitos dos dogmas que baseiam a própria estrutura da Igreja Católica. 

Esta reacção urticária do Vaticano a qualquer espécie de humanização de Jesus, nomeadamente no que concerne a qualquer evidência capaz de beliscar a sua (com ésse maiúsculo, na grafia católica-apostólica-romana) imprescindível virgindade, constitui uma teimosia tão imbecil (pela motivação) quanto compreensível (pela motivação) porque uma versão mais terrena de Cristo deixaria em maus lençóis toda uma interpretação da coisa, mais puritana, menos carnal e sobretudo sem gajas no primeiro plano da hierarquia.
Para mim, falso católico porque baptizado à força antes sequer de saber falar, presumo que precisamente para evitar alguma contestação da minha parte ao ritual, um dos maiores pecados da Igreja Católica passa precisamente pelo mal que fizeram ao mundo quando decidiram afastar as mulheres do palco principal. Muito do que de mau acontece no nosso tempo e no nosso Ocidente cristão deriva da concepção nada imaculada desta construção de um Jesus à medida dos interesses de uns quantos gabirus.
Engolir uma mulher no cenário, mesmo santa, só mesmo com gravidez por obra e graça do Espírito Santo (o dos milagres, não o dos créditos à habitação) podia assumir algum tipo de protagonismo num tempo e num mundo para homens que se queriam à imagem e semelhança de um deus que toda a gente intui ter pila.

Dá-me jeito, admito, porque estou do lado certo da barricada num contexto de hierarquias entre os géneros tal como a Igreja Católica as define na essência e na dimensão prática da sua intervenção. No entanto, custa-me perceber a intrujice na génese desta forma de ver as coisas como me custa a aceitar as respectivas repercussões do ponto de vista menos religioso e mais social. Nesta religião como nas outras, que isto das gajas serem apenas figurantes numa película muito machona interessa imenso às pessoas com pila independentemente do nome pelo qual O chamam...
E por isso não estranho a reacção do Vaticano, a sua descrença veiculada por todos os crentes mais ilustres ao dispor no meio académico, ainda por cima tendo sido uma mulher a dar a cara pelo tal papiro que, sendo genuíno, desmentiria tantos pressupostos que poucas religiões conseguiriam evitar uma autêntica revolução nas suas estruturas.

Dou graças, embora sem saber a quem (com maiúscula, em havendo), por mais esta hipótese de desmistificação de uma importante fonte de bafio e até de injustiça para com o papel que as mulheres devem poder assumir na construção da Igreja que também é a sua.
E acima de tudo por imaginar este mundo livre da canga demoníaca que a relação homem/mulher e o sexo nela implícito têm merecido por parte de quem recusa entender que por detrás do sagrado papel de uma mãe existe o de uma mulher para assumir.

"I just called to say I love you"



Via fecskelaszlo

10 outubro 2012

«Touch your boobies»

«conversa 1919» - bagaço amarelo

(no café)

Ela - A que é que os homens chamam normalmente uma mulher boazona?
Eu - A uma mulher fisicamente atraente.
Ela - A que é que os homens chamam uma mulher boazinha?
Eu - Acho que é a... uma mulher com boas intenções, que não faz mal a ninguém e assim...
Ela - Estás a ver?
Eu - Estou a ver o quê?
Ela- Os homens aplicam o aumentativo para definir o corpo duma mulher e o diminutivo para definir a maneira de ser...
Eu - E o que é que isso tem?
Ela - No seu subconsciente, dão mais importância ao corpo do que à maneira de ser.
Eu - E o que é que isso tem?
Ela - Tem que és um chato e daqui a bocado mando-te com esta garrafa de água tónica à cabeça.
Eu - Isso quereria dizer que não és boazinha.
Ela - E boazona, sou?
Eu - Não interessa, tu nem dás importância a isso.


bagaço amarelo
Blog «Não compreendo as mulheres»

5 postalinhos dos moliceiros de Aveiro

"Fotos dos moliceiros que tirei hoje!
Abraço,
Alfredo"






Quem dá mais?

O sexo está totalmente mercantilizado, é algo puramente banal hoje em dia. O sexo virou um produto, um serviço, algo a ser comercializado, e em todos os sentidos.

Pagar para ter uma relação sexual com mulheres, ou seja, a profissão de prostituta, é uma cultura antiga, desde a antiguidade, e na sociedade capitalista é a coisa mais comum. Contudo, o que tem chamado a minha atenção foi a criação de um site para leiloar a virgindade de um casal. O último lance que eu vi era de 155 mil dólares para desbravar a brasileirinha Catarina. Interessante que os primeiros lances foram dados por brasileiros e girava em torno de 72 a 800 dólares, até os lances começarem a subir estrondosamente. Por enquanto a prenda está indo para um estadunidense.

Mas a proposta chega a beirar o ridículo. Para que o candidato possa dar o lance, ele precisa se cadastrar e, caso seja o comprador da castidade, terá de seguir uma série de regras descritas no site: "tem que dar garantias médicas e também certificado de antecedentes criminais para garantir que é uma 'pessoa normal'. Entre as outras normas estão 'não beijar o virgem', 'não ter nenhum tipo de fantasia', 'não usar brinquedos sexuais', 'não gravar a relação', 'não colocar outra pessoa na relação sexual' e nem 'estar drogado'.", ou seja, não pode fazer quase nada, a não ser enfiar a piroca e romper o cabacinho da menina.
Há também um rapaz leiloando a sua virgindade, mas o lance até o momento é de $ 1,2 mil. A questão é saber como o cara vai provar que é virgem.

Fonte: Tech Tudo

Obscenatório

09 outubro 2012

Campanha «Trabalho sexual é trabalho» foi lançada hoje na Pensão Amor

Finalmente, uma campanha anti-discriminação sobre trabalho sexual em Portugal!
Foi concebida por associações e pessoas que trabalham na chamada indústria do sexo.
Recomendo uma visita à página «Trabalhadores do sexo», onde explicam esta campanha, que pretende contribuir para contrariar o estigma que recai sobre quem faz trabalho sexual. Porque o estigma tem um impacto negativo nas condições de trabalho, na saúde, na segurança. É também preciso que quem trabalha na indústria do sexo deixe de ser visto como vítima. Há, no universo de pessoas que fazem trabalho sexual, muitas que seguem o seu livre arbítrio, sem estarem sujeitas a coacção.
A situação de exclusão social que estas pessoas enfrentam dificulta o normal acesso ao sistema judicial e à segurança, à saúde, à protecção social - e acaba também por aumentar a sua vulnerabilidade ao crime organizado, a exploração e à clandestinidade.
É, sem dúvida, uma causa pela qual vale a pena lutar!



Algumas fontes:
Diário Digital
Público
e a página dos
Trabalhadores do Sexo

«escreve poemas nas coxas da noite» - Susana Duarte

escreve poemas nas coxas da noite
e dela, faz nascer aves coloridas e
noites de paixão. das aves que tens
nas pernas, faz um canto de sal e dor
para, depois, transformares a dor
no suave suor de um sorriso trémulo

ante a visão do ser amado. sê. ousa.

vive nos olhos azuis da primavera
dos teus seios. e transforma-os na
nascente de todas as águas do mundo.

Susana Duarte
Blog Terra de Encanto

Eva portuguesa - «Cheguei»

Cheguei a Lisboa, ao meu cantinho do amor....
Cheguei à cidade com que tanto me identifico, cujas ruas conheço, cujos cheiros me são familiares...
Cheguei ao Apartamento que respira carinho, solidão, esperança, ilusão, meiguice, alegria, risos, lágrimas e sexo...
Cheguei ao local onde tenho conhecido amores fugidios, romances fugazes, homens maravilhosos, sensações devastadoras... o local onde tantas vezes me dou e recebo aqueles que me visitam... o local onde tantas conversas são tidas, tanto suor derramado, gemidos sussurrados, gritos abafados, orgasmos vendidos e comprados...
Cheguei ao quarto onde diariamente ofereço um pouco de mim e recebo felicidade em troca... felicidade traduzida em desejos saciados, em sorrisos partilhados, em papel-moeda amavelmente oferecido...
Vejo as velas, oiço a música, cheiro os lençóis lavados e tudo me leva a mim e àqueles que me procuram...
Passo a mão pela cama, onde já fiz tantos homens felizes e eles a mim...
Olho para o meu mealheiro, que me sorri, agradecido por aqueles que o ajudam a engordar... e pede-me mais...
Sinto esta energia familiar e saudável do trabalho honesto, do prazer vivido, do dever cumprido...
Abro a gaveta onde guardo a minha lingerie mais sexy e apelativa, que me chama, pedindo para ser usada e exibida...
Cheguei ao lugar onde me sinto mais mulher e também mais puta... mais desejada e desejável... mais meiga e também mais selvagem... mais livre mas também mais presa a um mundo paralelo...
Cheguei ao meu mundo... aquele em que eu e a Eva se misturam, se fundem e se tornam uma só... aquele onde a lei é agradar, onde o respeito é obrigatório, onde o prazer é consumado...
E é tão bom... sabe tão bem poder dizer que cheguei!...


Eva
blog Eva portuguesa - porque o prazer não é pecado

Mas alguém lhes perguntou alguma coisa?


Para meu horror, o Centro de Pesquisa Fred Hutchinson acaba de anunciar a descoberta da presença de ADN masculino em cerca de dois terços das mulheres.
(Mas tenho fé de que possa ser só um boato ou assim...)

«Quem sabe» - sistema de dobragem com malandrice

O Lourencinho ofereceu-me, no meu aniversário, esta folhinha malandreca para a minha colecção.
À partida, uma imagem normalíssima de um homem e uma mulher que se encontram na rua, com os seus cãezinhos:


Dobrando a folha ao meio...


... e passando assim uma das imagens para baixo da outra...


... basta colocar a folha em contraluz e...

08 outubro 2012

A devassa que é muito pudica

Assim que a marca Devassa lançou o seu comercial “Qual o seu lado Devassa” em que a Sandy diz que todo mundo tem um lado Devassa e aparece dançando Conga Conga Conga, da Gretchen, fui logo twittar criticando à marca, e afirmei que havia cometido um grande erro, pois a Sandy não tinha o perfil.


Um tempo se passou eu comecei a ver que a Devassa não errou com a sua publicidade. Ao contrário, a Sandy era a figura ideal para a cerveja.  Eu havia criticado pois a cervejaria, em parceria com a Azougue Editorial, lançou em 2007 – creio que tenha sido neste ano, se não me engano – a Coleção Devassa, uma coletânea de obras da literatura erótica. Publicaram três volumes:  Patty Diphusa, de Pedro Almodóvar, Manual de boas Maneiras para Meninas, de Pierre Louÿs, e Eu Sou uma Lésbica, de Cassandra Rios. Ou seja, uma coleção perfeita com títulos fodásticos.  Não sei bem o que aconteceu, mas não vi divulgação dessa campanha, assim como não entendi o motivo de não ter outros volumes lançados, já que parece que a idéia seria dar uma continuidade na promoção da literatura erótica. E aí, só depois fui sacar que a escolha da Sandy para o comercial tinha sido uma forma de deixar a Devassa uma cerveja Casta. Afinal, jamais poderia imaginar a angelical cantora seguir o manuel de Pierre Louÿs: “Se lhe perguntarem o que você bebe nas refeições, não diga que só bebe porra” ou “Não desenhe a boceta da professora no quadro negro, sobretudo se ela a tiver mostrado a você em caráter confidencial” ou ainda “Se você não se masturbou o bastante de manhã, não termine na missa”.
Agora as puritanas podem dizer que bebem cerveja.
Mas erro mesmo foi ter ligado a marca Devassa à Playboy. Ora, se a idéia era atrair um novo público, aquele que não tem o hábito de beber, ou melhor, aquele que não tem cara de que bebe cerveja, a campanha com a Playboy foi uma tentativa de atrair novamente as pessoas que realmente gostam de beber? Então, Devassa, dê continuidade à sua coleção de literatura erótica!
E aí, é obsceno pra você?
Obscenatório

«conversa 1917» - bagaço amarelo

Ela - Quero apresentar-te um novo amigo meu um dia destes...
Eu - O.k. Quando quiseres.
Ela - É um amigo muito importante para mim, por isso é que quero que o conheças.
Eu - Mas é amigo ou namorado?
Ela - Descobri uma nova forma de Amar.
Eu - Mas é amigo ou namorado?
Ela - Descobri uma nova forma de Amar.
Eu - Está bem, descobriste uma nova forma de Amar. Mas é amigo ou namorado?
Ela - A minha nova forma de Amar é que os amigos também podem dar excelentes amantes.


bagaço amarelo
Blog «Não compreendo as mulheres»

Pontos de luz


Um dia decidiu avançar com a proposta. Disse-lhe que a achava incrível e que se acreditava capaz de a fotografar de uma forma que a imortalizaria. Ela começou por torcer o nariz, mas a expressão dele acabou por fazê-la sorrir. Nua? – perguntou. Ou não. – respondeu ele, de forma sincera e olhar livre de hesitações.
E ela ficou de pensar no assunto e depois dizer alguma coisa.

Não pensou demais. Ligou-lhe nesse mesmo dia e por ela seria quanto mais depressa melhor, para aproveitar a adrenalina de tal decisão. E ele marcou para o dia seguinte, para ter algum tempo para preparar o espaço e o equipamento necessários.

Ela apareceu e trazia uma expressão divertida, entre a preocupação legítima e a excitação que a sessão fotográfica lhe provocava.
Ele tentou pô-la à vontade, explicou-lhe de forma resumida o cenário, panos pretos ou brancos de fundo e uns quantos projectores, mais o que o motivara a propor-lhe a iniciativa. Detalhou tudo quanto o fascinou na figura daquela pessoa com a qual se cruzava nas ruas e pouco mais. E ela ouviu em silêncio enquanto parecia debater-se com uma decisão complicada e gostou do que ouviu e a blusa foi a primeira coisa que despiu até não restar roupa alguma.

Depois foi aceitando as instruções do homem por detrás da objectiva, empenhado em levá-la a exibir o melhor em si, tratando-a como uma diva, visivelmente entusiasmado com o que via e queria tanto registar.
O gelo acabaria por derreter poucas horas depois e os constrangimentos iniciais desapareceram. Pararam um pouco para conversar e ele notou algo de diferente no olhar e no tom de voz que ela lhe dirigia. Escassos segundos de silêncio bastariam para ambos sentirem a tensão no ar e ele sentiu-se obrigado a respeitar um código de conduta qualquer e propôs retomarem a sessão.

Mas ela parecia ter tomado mais uma decisão entretanto e ele por detrás da câmara percebia a diferença no olhar e nas expressões e sentia a tentação que prometera a si próprio renegar mas não conseguia. Tudo aquilo que via, cada instante mágico que ela proporcionava era um passo acima que ele se permitia na atracção que se revelava cada vez mais inequívoca e ele a tremer por dentro pelo receio de uma má interpretação de alguns sinais.
Ela, intuitiva, já procedera à libertação de amarras artificiais e estava decidida a levar ao limite a experiência que a agradava como nunca imaginara. E o fogo que ele entretanto acendera quase sem querer começava já a arder nas imagens que ele capturava na cabeça também.

Pousou a máquina e perguntou-lhe, olhos nos olhos, se podia humedecer-lhe os mamilos para obter um efeito diferente, um brilho especial num pequeno ponto de luz.
Ela, sentada no chão, agarrou a janela de oportunidade e estendeu uma mão começou a passear os dedos no cabelo do fotógrafo amador que se deixou ficar ajoelhado, bem perto do corpo que já quase conhecia como as palmas das suas mãos, cartografado na memória em cada pormenor.
Quando ela começou a puxá-lo para si sem pressas ele traçou a rota para os lábios que ela mordia a si própria.
Só a meio do caminho percebeu que ela preferia um atalho e foi para o seu peito generoso que encaminhou o beijo que lhe consentiu.

E esse seria apenas o primeiro ponto de luz no corpo inteiro que ele humedeceu.

Não solte a franga

E tem gente que vai se identificar, aposto.



Eta Deus forte!

Capinaremos.com

07 outubro 2012

Porta-Curtas - «Zéfiro Explícito»

Documentário
Directores: Gabriela Temer, Sergio Duran
Elenco: Gil Caminha, Juca Kfouri, Nilton Bahlis, Otacílio D'Assunção, Otacílio D'Assunção, Paulo Cesar Pereio
Duração: 15 min Ano: 2012
Sinopse: Sob o pseudônimo de Carlos Zéfiro, o funcionário público Alcides de Aguiar Caminha publicou centenas de quadrinhos eróticos que influenciaram gerações. Alcides também foi compositor de sambas, em parceria com grandes nomes como Nelson Cavaquinho e Guilherme de Brito. Esta é história de sua descoberta.

A posta que ela está a olhar para ti

A felicidade é frágil. Essa é a sua única debilidade, o defeito que podemos apontar para a livrar da ameaça da perfeição. As coisas perfeitas são como equipa que ganha e a felicidade precisa ser mexida, cultivada, regada como uma flor no canteiro que é a beleza que podemos e devemos nutrir para que sobreviva, feliz.
A felicidade é um bem raro e precioso porque depende de factores externos, cruzamentos de caminhos, sorte nos destinos, mas também da capacidade intrínseca para alguém a sentir e sobretudo para conseguir preservá-la das permanentes agressões a que se vê submetida, em alguns casos apenas por existir e com isso incomodar quem não a consiga experimentar. E a felicidade é sensível, até a inveja ou o ciúme a beliscam porque uma felicidade a sério não consegue entender essas coisas, más vontades deliberadas ou mesmo as situações azaradas que a afastam do sítio onde gosta de estar, perceptível, omnipresente em cada sopro de vida de quem a possa albergar.
A felicidade precisa de se sentir defendida, reclamada a todo o tempo por quem com ela tenha trocado um olhar. É frágil, desprotegida perante tudo quanto acontece para a perturbar, mais a ignorância ou a distracção de quem nem a consegue distinguir por entre as cortinas de fumo do que mesmo sendo acessório atinge as pessoas como essencial.
A felicidade é possessiva e não gosta de ver a pessoa distraída com as outras, as emoções negativas que são proibidas numa felicidade como deve ser. Ela queria ser a única mas exige mesmo é ser a principal, a rainha plenipotenciária da atenção dos seus súbditos felizardos por inerência, quer que todos aceitem o seu cariz indispensável para uma existência como todos dizem querer, saudável e feliz.
É a própria felicidade quem o diz, quase o grita, quando por entre os medos de uma pessoa aflita, por entre a tristeza temporária, passageira, que tolera apenas por ser um bom termo de comparação consigo mesma, favorece o seu esplendor de fonte de sensações positivas e clareza de raciocínio no aproveitar do melhor que uma vida nos dá, afirma-se indispensável para as coisas correrem melhor.
A felicidade é generosa pela influência do amor na sua forma de estar. O amor gosta imenso de dar e a felicidade respeita essa vontade e até fica satisfeita com o resultado obtido pela sua intervenção, aquilo que recebe de volta quase não conta porque amar já quase basta para se ser completamente feliz.

E a pessoa acredita, por ser a própria felicidade quem o diz.

Está longe de existir liberdade de expressão em algum lugar do mundo

O Comitê de Ética da Coréia do Sul censurou a entrada do livro 120 Dias de Sodoma, obra do Marquês de Sade. Já é algo terrível saber que o livro somente agora chegou ao país, e ainda mais escroto por haver sido proibido. O livro foi considerado como altamente obsceno e cruel, devido aos relatos de sadismo, incesto e outras "imoralidades".

Fonte: Revista Cult

E aí, é obsceno pra você?

Obscenatório
http://obscenatorio.wordpress.com

A Grande Igreja



Ricardo - Vida e obra de mim mesmo
(crica na imagem para abrir aumentada numa nova janela)

06 outubro 2012

Skrillex & Wolfgang Gartner - «The Devil's Den»


SKRILLEX & WOLFGANG GARTNER - THE DEVIL'S DEN (Unofficial Music Video) from Spy Films on Vimeo.

«tão sozinha e tão contigo» - bagaço amarelo

As cidades despovoadas fazem-se sempre confusão. Fico a olhar para os prédios silenciosos e não percebo onde é que se meteram as pessoas. Não parece que estejam nas suas casas, nas ruas também não estão. São três da tarde e aponto para o que parece ser um café aberto ao fundo da rua. Talvez ali possa beber uma cerveja fresca e comer qualquer coisa, enfim, recuperar as forças. A Sofia quer sorrir, mas já não consegue. Dou-lhe uma pequena e indelével palmada no ombro, como se assim a pudesse ajudar a andar. Não posso.
Dez minutos depois penetro numa imensa sombra ameaçada pelo calor exterior. Sinto o pescoço a arder por causa do Sol e ouço apenas algumas moscas esvoaçantes. De vez em quando há uma que é electrocutada numa lâmpada roxa. Não há ninguém a atender e eu não tenho forças para chamar. Sinto-me cansado e o suor que lacrimeja por todo o meu corpo faz-me sentir desconfortável. Sento-me numa mesa com a sensação de que acabei de escalar o Everest. A Sofia ficou à porta, depois de deixar cair o saco que trazia aos ombros, como se estivesse à espera da morte.
Decidimos percorrer Trás-Os-Montes à boleia na noite em que nos conhecemos. Não tens coragem, disse ela. Pode ser já para a semana, respondi eu. E assim foi. Agora estamos os dois aqui, perdidos numa cidade na qual começava a ter dúvidas que existisse vida, não fosse uma mulher com um rosto esculpido pelos anos surgir duma porta aberta que parece abrigar a escuridão. Peço uma caneca de cerveja e um pacote de cones com sabor a queijo, ela pede um sumo natural de laranja lançando-me simultaneamente um olhar de censura. Não sei por que motivo pedi os cones com sabor a queijo, digo. De repente apeteceu-me, explico-lhe. Ela ri-se. É a primeira vez que se ri em muitas horas. O saco dela continua abandonado na porta.
Ganha cor enquanto bebe o sumo. Ganha vida. Fico a pensar na noite em que a conheci e como a achei logo tão bonita quanto acho agora. Estava aflita para ir à casa de banho num bar e a das mulheres estava ocupada, por isso pediu-me para ficar à porta da dos homens e que não deixasse ninguém entrar. Os homens partem sempre as fechaduras das casas de banho, disse ela quando saiu. Depois convidou-me para um copo.
Gosto de álcool como gosto de música. Emociono-me com ambos, não sei porquê. Foi o que eu lhe disse quando pedi um uísque duplo e ela um cocktail qualquer. Falámos sobre lugares, viagens e sonhos, acabando na promessa sofrida que faríamos esta viagem à boleia. No fim abraçámo-nos algum tempo e senti-a chorar para dentro. Disse-me que os abraços a fazem sentir-se só, embora os adore e precise deles para viver. Os abraços dela são os meus uísques, pensei.
Não gosto nada de ter dúvidas sobre o Amor, mas neste momento tenho. Não sei se a Amo ou não. Sei que só a tenho a ela e que nesta cidade esse sentimento é ainda mais intenso.Não preciso explicar-lhe nada do que sinto. Por qualquer motivo sei que ela sabe de tudo. Faço silêncio e acabo a cerveja. Procuro a senhora para pedir outra mas ela já não está. Provavelmente foi engolida pela porta da escuridão. Como os últimos cones de queijo e lambo os dedos. São bons.
O que é que estás a sentir? Pergunta. E eu nem sei. As cidades despovoadas fazem-me sempre confusão. Fico a olhar para os prédios silenciosos e não percebo onde é que se meteram as pessoas. É como se todos me tivessem abandonado e partido para um lugar incerto. Ao mesmo tempo ser abandonado e tê-la ali ao meu lado sabe-me bem. Os dois sozinhos no mundo, mais uma mulher que aparece e desaparece engolida pela noite, apenas para nos servir cerveja, sumos e cones com sabor a queijo. Sinto-me só, concluo.
É assim que eu me sinto quando me abraças, diz ela. Tão sozinha e tão contigo.


bagaço amarelo
Blog «Não compreendo as mulheres»

Quem é que tem uma amiga que traz um pacote de café desde Miami (Florida - EUA) para a minha colecção? Quem é? Quem é?

Sou eu! Sou eu!
Obrigada, Suzana R.!


Um sábado qualquer... - «No princípio»




Um sábado qualquer...

05 outubro 2012

«Dobrar o Bojador» - João

"O Cabo Bojador é um marco importante para nós, Portugueses. Devemos a Gil Eanes, que o dobrou em 1434, a astúcia de contrariar a prática da época, de navegar com a costa à vista, e afastar-se para o mar alto onde encontrou ventos mais favoráveis para progredir para Sul. Abriu, dessa forma, o caminho à nossa navegação, que viria a tornar-nos Império. Lamentavelmente, somos hoje pálida amostra. O Bojador havia clamado inúmeras embarcações, por causa de ventos variáveis e uma plataforma continental a muito pouca profundidade. Dobrá-lo, deixá-lo para trás, dar-nos-ia a satisfação de um novo mar aberto a descobertas. Os monstros marinhos que puxavam os homens para as águas, davam lugar a sereias.

A ideia de dobrar o Cabo Bojador continua a ser importante. Para muitas coisas. É uma belíssima metáfora de que nos podemos socorrer sempre que queremos transmitir a alguém a necessidade de abrir novos caminhos, de ultrapassar uma dificuldade, vencer um desafio. E há um desafio que temos dentro das nossas casas e dentro das nossas cabeças, que nos obriga a dobrar, uma e outra vez, todos os Bojadores que se nos apresentam. O desafio de manter as chamas acesas. Já antes aludi às vontades evadidas que resultam dos dias preenchidos que temos. Já não nos sentimos obrigados a viver os dias governados pela luz do Sol. Não vamos para dentro quando a luz desaparece, deixámos de nos deitar com as galinhas, prolongamos as nossas actividades profissionais muito para lá daquilo que se pode considerar compatível com uma vida pessoal, particular, plena, e dessa forma recuamos para as nossas casas num estado de cansaço – quando não também de apatia – que é muito pouco convidativo ao aconchego, que juntando pele com pele, dando espaço às feromonas para fazer a sua magia, envolve as pessoas num suor de algo que lhes deu prazer e depois disso, mesmo que cansadas, felizes.

Entra aqui o Cabo Bojador. Assim como Gil Eanes se afastou da costa, indo além do que era a prática comum, também nós temos de vencer, nas nossas casas, a tentação de ceder ao cansaço, de não iniciar um carinho, um gesto, só porque tudo quanto nos apetece é sentar, deitar, desligar. Depois de dobrarmos o Bojador, tudo se abre à nossa frente. Vemos que valeu a pena, que ganhámos um novo ânimo para derivar em conjunto, em vez de derivarmos sós. Os monstros marinhos, ao largo do actual Sahara Ocidental, não existiam. Os nossos existem, não são marinhos, estão dentro de nós, e cabe-nos dominá-los, para que não nos afundem."

João
Geografia das Curvas

Você comeria num restaurante chamado Fukyu?


Sempre ouço discursos dos pró-capitalistas afirmando que os países desenvolvidos possuem liberdade de expressão (ou como dizem na língua inglesa: freedom of speech).

Uma falácia, como qualquer pessoa esclarecida sabe. Não existe liberdade de expressão para os meros mortais do povo. E não precisamos adentrar em questões mais complexas da política para demonstrar que isso realmente acontece.

No Canadá, um país considerado exemplo de liberdade e bem estar social, a justiça ordenou que um restaurante japonês alterasse o seu nome, pois era ofensivo. O empreendimento, que tinha o nome de "Fukyu", que em japonês refere-se ao nome de um estilo de karateca, um nome reduzido de fukyugata, teve que ser o nome trocado por ter semelhança com a palavra inglesa "Fuck You" (foda-se). As palavras apenas se assemelham na escrita, pois a pronúncia é diferente. Ainda assim, a democracia liberal canadense exigiu a mudança do nome e o restaurante agora se chamará "Kabuki".

É bem provável que não seja permitido sair do restaurante dizendo que ficou satisfeito ou que já está bem comido.



Obscenatório

Ai não?

Porque reclamas amor eterno se defendes que a um amor a sério não se podem impor quaisquer condições?

Post machista



Meninas WTF

04 outubro 2012

Nádegas

Entre as duas nádegas
o pávido sulco
tem aroma de áfricas 

e de uvas de outubro

Dirias que fora
um silvo de morte 

a penetrar toda
a nocturna flora
até hoje intacta
que ainda aí tinhas

Respira
Não fales
Murmura
Não grites

Que travo
de amoras
Que túnel escuro
Que paz no que sofres
por mais uns minutos

o pescoço vergas 

submissa e frágil
tal o de uma
égua 
que vai beber
água
mas encontra a
lua 


E junto da cama
a rosa viúva
com lágrimas brancas
já pede os meus dedos
sacudido apoio
para a viuvez
em que a deixo hoje

Muito mais a
norte 
os queixumes
calas
E nem gemes
Gozas
enquanto te invade
o suco da vara 

vertido no sulco
Vê como foi fácil
Respira mais
fundo.


David Mourão-Ferreira























blog A Pérola

«Diz-me a tua profissão, dir-te-ei como montas o sardão» - Patife

Ao longo dos anos tenho feito um esforço hercúleo, traduzido no elevado número de pinadas, para conseguir traçar rapidamente o perfil sexual de uma mulher. Da mesma forma que já apresentei os resultados dos estudos empíricos “Diz-me que café bebes, dir-te-ei como pinas”; “Diz-me o que comes, dir-te-ei como fodes”; e “Diz-me a tua cor de cuecas, dir-te-ei como quecas”, estou neste momento em condições de apresentar os resultados, há muito prometidos, sobre a minha mais recente pesquisa. Esta teoria estabelece uma correlação directa, e altamente fiável, entre a profissão que as mulheres têm e a forma como gostam de fornicar. O estudo foi feito com base em 517 inquéritos pachecais, realizados presencialmente por via nabal. O grau de confiança é quase tão grande como o meu nabo. Eis as principais conclusões da teoria “Diz-me a tua profissão, dir-te-ei como montas o sardão”:

Recém licenciadas em Direito: Gostam de malhar a direito por pichas tortas. Fazem tudo para subir na vida e na picha. Acção recomendada: Pinar.

Advogadas e Juízas: Regradas no tribunal, desregradas na cama. É uma espécie de compensação. São a Foda-Rainha do desregramento. Adoram ouvir nomes na cama. Acção Recomendada: Pinar.

Engenheiras Químicas: São de combustão fácil. São muito fáceis de levar para a cama e atingem o orgasmo em menos de nada. Acção recomendada: A escolha perfeita para quem gosta de rapidinhas.

Jornalistas: São as melhores sugadoras de cornetas do Universo, precisamente por terem prática diária a meter a boca no trombone. Acção recomendada: Leram a parte de “São as melhores sugadoras de cornetas do Universo”, não leram?

Hospedeiras de Bordo: Adoram ter o nabo hospedado nas bordas. São completamente loucas e estouvadas na cama, o que se explica pela constante falta de oxigenação em grandes altitudes. Acção recomendada: Fugir. Apesar de grandes fodas são capazes de furar os pneus do carro, esfaquear, injuriar, ameaçar e arquitectar grandes peixeiradas públicas.

Secretárias/assistentes pessoais: Dão quecas enfadonhas e gostam de ser chamadas de fofinha ou princesa durante o acto. Gostam de pinar com peluches na cama e têm a fantasia oculta de fazer um threesome com um gajo e com o bicho de pelúcia. O mesmo deve estar repleto de manchas de suco chonal pela quantidade de vezes que já lá se esfregaram. Acção recomendada: Run Forrest, run.

Professoras: Estão habituadas a grandes calhamaços. Se tens uma picha pequena serás gozado. Com uma picha grande podes ficar descansado que sabe manusear-te o calhamaço. Gostam de ir fazendo reparos à actuação. Acção recomendada: Se tens um sardão a partir de 22cm, pinar. Caso contrário, deixa isso para as pichas a sério.

Psicólogas/psicoterapeutas/psiquiatras: Fodem-te a cabeça toda. Mas também te fodem a cabeça toda do nabo. Gostam de fazer uma análise minuciosa após a queca, interpretando cada gemido, cada revirar de olhos, o tempo e ritmo da queca e a quantidade de meita produzida ao mililitro como grau do prazer alcançado. Acção Recomendada: Pinar se não tiveres nada a temer.

Actrizes: Gemem mais do que lhes seria exigido, estão sempre a mudar de posição e a fazer caras para todos os planos possíveis. Sentem que têm um holofote na sua direcção e são muito prestáveis para agradar. Aceitam correções de postura a meia-foda. Se quiserem que continue a brochar basta dizer que o take não ficou bem e ela repete, sem protestar. Acção recomendada: Pinar.

Enfermeiras: Esqueçam tudo o que sabem. Nunca fodem de bata e não andam de collants provocantes. São de alta manutenção pois estão tão fartas de tratar dos outros que só querem que tratem delas na cama. Acção recomendada: São perfeitas para quem gosta de dar mais do que de receber.

Arquitectas: São fodas de alta manutenção. Dão quecas invariavelmente demoradas, sem espaço para improvisos, devidamente projectadas nas suas cabeças e nós temos de nos ajustar a um plano pré-concebido. Assimetrias corporais e falta de sustentação nabal não são permitidas na queca com uma arquitecta. Acção recomendada: A escolha ideal para quem aprecia quecas longas e elaboradas.

Analfabetas: que como toda a gente sabe são virgens do anal. Acção recomendada: Analfabetizar!

Músicas: Dão-te música mas depois, na hora da verdade, armam-se em difíceis. Olham-te de lado se gemes fora do tom. Pinam ao ritmo de uma pauta musical à qual não tens acesso. Acção recomendada: Não vão na cantiga delas.

Polícias: O maior flop da história da fodenguice. São rígidas e gostam de dar ordens. Estão mortinhas para usar o cassetete como strap-on no pacote dum gajo. Acção recomendada: Fugir com o rabo à seringa.

Cabeleireiras: A tatuagem entre as costas e o rabo, também conhecida como tramp stamp, as unhas de gel, as raízes pretas nos cabelos louros ou a permanente não deixam grande espaço de manobra. Acção recomendada: Dão para um bom bico, à falta de algo melhor para fazer.


Patife
Blog «fode, fode, patife»

Proporção cara / cueca


Face to Panty Ratio (2011) from Richard Kern on Vimeo.

Lar doce lar


03 outubro 2012

poesia visual

V
I
B
R
M I G R A Ç Õ E S
D
O
R
E
S



Sodomia



Eis que entras fundo, feroz,
entre nádegas resistentes
e sensíveis,
de brancas carnes, ansiosas
pelo falo erguido
teu!

Eis que m’atormentas
(enlouqueço)
fustigas-me, atiças-me,
e entre o lamento e o rugido
solto o queixume
num gemido…

Eis que (te) vens, contorcido
entre êxtase e exaltado
completas a cópula
e insistes
sodomizas-me
eu gosto, tu resistes,
e ecoa o grito final…


Vera Sousa Silva
poema do livro "Bipolaridades", Lua de Marfim Editora, 2012
(Pedidos do livro para svera.silva@gmail.com)


«red light» - bagaço amarelo

A minha vida, tal como a de mais alguns milhões de portugueses, está a mudar. Estou em vias de perder o meu emprego num processo que se adivinha confuso e demorado. Na verdade, e por agora, nem me apetece muito falar sobre isso. Apetece-me é dizer que acredito que é nos momentos mais difíceis da vida que se encontram as melhores pessoas à nossa volta. Este fim de semana a Raquel, uma dessas pessoas mas que tem a singularidade de ser a minha namorada, pegou em mim e levou-me para a Holanda. O objectivo era desanuviar. Desanuviei.
Por vários motivos conhecidos e mais alguns desconhecidos, a Holanda é provavelmente o país mais diferente que podemos encontrar dentro da União Europeia. É possível fumar brocas em qualquer coffee shop sem ter a polícia a tomar conta da ocorrência, o comércio não aceita as moedas pretas de cêntimos em nenhuma situação, a bicicleta é um meio de transporte realmente popular, a paisagem é praticamente toda plana e,no centro de Amsterdão, as mulheres vendem o corpo em montras de lojas como se fossem carne no talho. E é desta última diferença que me apetece falar.
Em primeiro lugar, não pertenço ao grupo de líricos que acredita que a prostituição pode ter um fim. De resto, acho que é um direito de qualquer pessoa ganhar a vida a vender sexo, se for o que realmente lhe apetece fazer. O meu problema é que não acredito que a maior parte das mulheres que o faz, o faça por opção. Amsterdão, ao contrário do que se ouve de vez em quando, não é excepção.
A Red Light surgiu na cidade como uma barreira física para suster os ímpetos mais violentos dos marinheiros que atracavam no histórico porto da cidade e que, desta forma, não precisavam de entrar muito mais na cidade. As prostitutas de Amsterdão começaram por ser, assim, uma espécie de garantia de manutenção da paz urbana da urbe.
O negócio foi-se desenvolvendo e os interesses à sua volta também. Hoje em dia não é preciso ter muitas conversas com holandeses para perceber que a legalização da coisa não melhorou em muito a vida das prostitutas. É verdade que têm um seguro de saúde e pagam impostos, aspectos com os quais concordo, mas também é verdade que são exploradas por uma longa fila de interesses sem fim. Proxenetas e proprietários dos imóveis em primeiro lugar.
Além disso, e desculpem-me os adeptos da mulher na montra, eu acho que esta maneira de vender sexo é uma forma de humilhação pública, e só por aí não a considero uma alternativa política ao véu que se estende, por exemplo no nosso país sobre o negócio.
Tenho dito.


bagaço amarelo
Blog «Não compreendo as mulheres»

Não é novidade: o amor existe e aprende-se a fazer-se acontecer

Amor aos primeiros minutos. Logo. Como o amor dum cão. Um cão vai logo ao primeiro que lhe faça uma festa. Vai logo atrás. E logo a seguir, aquele é “o dono” e pronto. Para sempre. Pelo cão será para sempre. Que capacidade de amar! Incrível! Ama logo à primeira. Eu também. Eu também amo logo à primeira (se quiser). Fui assim desde sempre, amo logo à primeira. E sempre amei muito. Tive um excelente mestre: a minha mãe. Especialista em amar. Aprendeu a amar em criança não sendo amada. Uma experiência terrível na origem de uma capacidade incrível de amar com qualidade. A minha mãe sabe mesmo amar. E a mim amou-me sempre muito. Só ela me amou a sério, mas sempre muito e muito bem, sempre o melhor. Ela aprendeu a amar não sendo amada, e eu prossegui com a sua experiência, aprendendo a amar sendo amada. Desde o começo sempre eu me dispus ao amor com toda a gente: pelo gosto que me é espontâneo de amar. E sofri… xi!! Como sofri entregue a este mar de egoísmo cego que por aí afora grassa…
… sucede que “por sorte”… O amor é tudo. É só o que importa. Jesus disse-o. Ninguém entendeu nada. Os Beatles insistiram (All you need is love). Ninguém entendeu nada. E eu, entendi agora (só agora), aos quarenta anos, porque fui catapultada por razões desconhecidas para um nível de entendimento diferente, de onde se avista de muito mais alto, mais longe e mais claro. Alcancei a metamorfose. Outra. Não fosse assim, também eu não entenderia nada apesar de tão simples. 
Sucede que eu sempre pratiquei o amor muito e o melhor que podia. Não o compreendia, mas sempre o pratiquei muito e o melhor que podia. O amor é tudo. A razão de existirmos. O que nos une ao Universo e à sabedoria reunida por todos. Existimos para amar. E é assim e só assim que aprendemos e evoluímos enquanto pessoas (seres) e isso é a única coisa que conta, que importa. E também é só assim que se cria algo de realmente bem feito, belo, intenso, perfeito: arte. Com amor. Grande, intenso, profundo. Só assim. Por amor a alguém ou a algo (um animal, uma planta, uma paisagem…) A amar para fora. Dando atenção, tempo, conhecendo o outro, a sua essência, o que ele é, a sua verdadeira natureza, conhecendo-o e compreendendo-o a fundo, sendo capaz de pensar com ele, pensar como ele através de uma experiência de vida diferente… (Aprende-se muito a fazer isto.) E depois, depois de o conhecer e tentar compreender (porque compreender a sério - ser capaz de pensar como o outro - é muito trabalhoso e demorado), determinar as suas necessidades e tentar ajudá-lo a obter aquilo de que ele precisa, ou mesmo fornecer-lhe aquilo de que ele precisa, uma palavra (às vezes uma só - só uma - faz a diferença), ou seja, agir no sentido da sua máxima felicidade. Amar é isto.
Aconchegar o outro quando ele tem frio, jardinar para ele as flores de que mais gosta, cozinhar para ele saudável, saboroso, bonito, abraçá-lo se está triste, tranquilizá-lo se está nervoso, pensar nele, estar disponível, escrever-lhe, apreciá-lo, dar-lhe o ombro para chorar, partilhar com ele experiências, estar atento aos seus movimentos, aos seus pensamentos, aos seus sentimentos, aos seus sonhos, às suas palavras, às suas necessidades, conhecê-lo, compreendê-lo, respeitá-lo, perceber os seus gostos, ajudá-lo a solucionar os seus problemas, observar as suas coisas com atenção, com olhos de ver a estética e a ética, conversar com ele, comunicar com ele, rir com ele, dar-lhe prazer… proporcionar-lhe uma experiência o mais positiva possível. Isto é que é amar (para fora). Ir além do egoísmo e do puro instinto animal, do “só eu, só meu”. É assim que o amor “acontece”. É assim a inteligência: ser-se capaz de, sem esforço, ir além do puro instinto animal, egoísta, possessivo, materialista, territorial. Ter a força e a vontade e a persistência necessária para abrir a porta a um novo significado para a existência. A sua razão maior: evoluir para a felicidade.
Aprender a fazer acontecer o verdadeiro amor é algo de extraordinário. Quando se faz isto, se intenta neste objectivo com este propósito, mesmo que seja só por cinco minutos, o amor acontece. Plint! Acontece! Em diferentes intensidades, mas acontece. Estava distraído o jovem da caixa de supermercado. Completamente ausente. Enquanto ensacava, aproveitando um momento mais favorável, fitei-o e disse-lhe com doçura: “Que grandes pestanas as suas, hein?” (foi sincero) Ele sorriu. Eu sorri. E os nossos olhos brilharam. Pronto. Aconteceu o amor (cinco segundos, mas aconteceu). Os olhos do outro brilham, os nossos também, é o amor que acontece. De parte a parte há um acréscimo de energia positiva. Em intensidades diferentes. Às vezes é muito forte, outras vezes menos. E daqui, se se quiser, se de parte a parte houver vontade, o resto se constrói com tempo e dedicação. Cada qual que decida a quem entregar a maior parte do seu escasso tempo de existência material…
Por amor fiz eu por tornar as minhas palavras mais claras e simples a respeito do mais profundo do meu ser, do mais essencial da minha experiência. E ao fazê-lo assim, por amor, de forma insistente e persistente e o melhor que podia, intentando sempre na perfeição, tentando sempre o mais essencial pelo menor número de palavras, acabei a fazê-lo melhor que nunca. Aprendi a conhecer-me a mim própria e aos outros melhor que nunca e assim, suponho, me foi dada esta graça de ver aquilo que antes, ainda que defronte aos meus olhos, nunca pude ver. Foi assim: em resultado de um insistente exercício de amor ao meu semelhante. 
A partir daqui já só me apetece amar de perto qualidade humana. 
Só (cozinho com amor para, faço as coisas o melhor que posso para, jardino ao gosto de, dedico palavras doces, mimo, penso na pessoa, penso em ajudá-la, em ser-lhe agradável, em compreendê-la, ouvi-la, nas suas necessidades, na sua saúde, em dar-lhe prazer sexual se for o caso, em dar-lhe o tempo de que necessite, fazê-la rir, apreciar o seu amor, ensinar-lhe coisas importantes para ela, partilhar com ela as melhores experiências, fazê-la sentir que para ela existe “todo o tempo do mundo” sempre, etc., etc., etc.) amo qualidade humana. Homo sapiens sapiens que tenham alcançado a proeza de sair do seu casulo de egoísmo. Que tenham ultrapassado a sua fase larvar. Que sejam capazes de ver (qualquer coisa, ao menos). De amar para fora. Quanto mais qualidade humana, mais intensamente (com mais tempo e dedicação) amarei. A partir daqui é critério único.
Só qualidade humana porque estes (atentos, de bom carácter, virados para fora, inteligentes, dedicados, simples, sinceros, generosos, sábios, entendidos em amor,…) também gostam de amar e sabem amar. Há pessoas a quem é um gosto amar. Gosto dessas. São estas a melhor e mais valiosa experiência de todas. Já fui muito mal amada. Muitas vezes. Quase todas. Sei o que é. Justamente, agora aprecio muito ser bem amada. Se não tiver qualidade humana recuso. Em mim o amor é espontâneo. Gosto de amar. Estou sempre pronta a ajudar, a compreender, a tentar agir no sentido do bem estar do outro (mesmo que o não conheça). Em mim é espontâneo. Comigo o amor acontece (com sexo ou sem sexo). E amando aprendo muito. Amar e ser amada faz-me muito feliz. É de tudo o que mais felicidade me dá. E agora, que sou capaz de reconhecer outros “malucos” como eu, a verdadeira qualidade humana, a maior parte do sofrimento está, desde já, ultrapassada. É fantástico!
Este “salto” na capacidade de ver a luz por entre as trevas foi uma dádiva divina. Dos restantes, dos “larvares”… amarei de perto um ou outro que me pareça mais promissor na aprendizagem de amar (para fora)… O que valer a pena (só). O tempo é escasso. Não se deve desperdiçar. 
Disse-me alguém um dia: “o que conta é a obra (material)”. Mas discordo. O que conta é a experiência. A obra fica (ou não, ou desmorona-se), a experiência prossegue. 
A experiência prossegue além da obra (material), e até, além desta existência corpórea. Quem não ama a sério (como deve ser), não aprende nada de nada que valha a pena. Não aproveita nada de relevante desta experiência de existir nesta forma. Zombies. Quase todos. Zombies cegos com a mania de que são espertos em incessante luta entre si por conta de “tralhas”. É assim que começam e é assim que na maioria dos casos acabam, infelizes e ignorantes e traídos e abandonados e atirados ao lixo pelos outros “larvares”, ao cabo de, por vezes, quase um século de existência inútil (ou por assim dizer inútil). Exércitos de mal amados e de infelizes dedicados à propagação da ignorância, do sofrimento, da imundície e da destruição da beleza. Que tragédia!
Sexo… para mim tanto faz sexo como sopa. Não gosto que me sirvam “uma merda qualquer”. Gosto de qualidade (em tudo). De amor. E qualidade é amor (de qualidade).
… de resto, para quem seja capaz de alcançar daqui, “parar de amar” quem não o mereça é só ir amar para outro lado que assim se estanca o sofrimento. Depois de começar, o amor já não acaba, mas o sofrimento sim, esse é desnecessário. Por mim, acho que atingi a quota. A partir daqui, de sofrimento é só o mínimo. Farei por isso. E amar muito, muito tempo com muita dedicação, só quem valer muito a pena. Só quem tenha muita qualidade. E de resto… a todos.

O amor é assim: horas e horas e horas de sofrimento, anos e anos de esforço, de absoluta entrega, de meditação profunda, de dedicação extrema, de persistência neurótica, para desenhar esta meia dúzia de palavras de amor ao meu semelhante. Nunca desistir de amar.  
A única obra que importa é a da qualidade humana. É esta a experiência que prossegue.
E eis a metamorfose, o princípio de umas novas asas, de uma nova capacidade de voar, o começo de uma nova etapa. A experiência prossegue. Ainda não sei que nome darei à nova Libélula. Talvez Salomé. 

Topa uma pelada no fim de semana?


Alguns levaram ao pé da letra a idéia de fazer uma pelada. Foi numa partida promocional de rúgbi que ocorreu antes de iniciar o jogo entre a Nova Zelândia e a África do Sul.
A marcação homem-a-homem deve ser algo bem complicado. Mas a dúvida que eu tive é se a mão na bunda seria considerada ou não uma falta.

Obscenatório
http://obscenatorio.wordpress.com/

02 outubro 2012

«Escreve-me nas flores da tua alma» - Susana Duarte

Escreve-me nas flores da tua alma,

como escreves o azul
dos espaços
dos meus olhos.

.escreve-me nas janelas que abres,
e nos caminhos-de-ferro
que percorres nas tardes
em que as partidas

se transformam em corvos soturnos.

escreve-me na vida
das vidas que vivemos,
e nas orvalhadas em que acordamos
e nos sabemos sós,

eu em ti, tu em mim.

febre da chegada e do sabor
da flor
e da noz.

.escreve-me.

.serei o mapa dos trilhos que percorres.

Susana Duarte
Blog Terra de Encanto

Eva portuguesa - «As luzes do Porto»

Estou sentada na varanda, a apreciar uma vista magnífica sobre a Invicta.
Vejo a escuridão varrida por pequenas e brilhantes luzes, que fazem desta uma linda paisagem...
É impressionante como aqui as luzes parecem brilhar mais do que em Lisboa! Talvez porque as de Lisboa já conheça...
O Porto à noite é lindo! Pelo menos visto da varanda do meu mini-apartamento...
Desta vez vim sozinha... é mais solitário mas também tenho mais oportunidade para olhar com olhos de ver e analisar o que vou vendo, sentindo e vai acontecendo....
Estranhamente, as luzes do Porto fazem-me sentir simultaneamente mais só e mais acompanhada... Identifico-me com alguns destes pequenos pontos brilhantes, pois recusam-se a aceitar a escuridão. Por outro lado, alguns estão tão juntos e brilham tanto que me fazem sentir pequenina e deslocada...
Não há dúvida que o ditado "there´s no place like home" faz imenso sentido... sinto falta da minha cama, da minha casa, do meu ninho de amor, das ruas que tão bem conheço, da rotina....
Não ter com quem partilhar o meu dia a dia quando estou longe de casa torna-se penoso... Engraçado o que a distância, uma cidade desconhecida e o sentirmo-nos deslocados nos faz sentir... Parece que tudo tem proporções maiores do que as reais... a nossa casa torna-se mais acolhedora, a solidão torna-se mais devastadora, os medos aumentam...
Da outra vez que cá estive não senti isto... talvez por estar com aquela que na altura era minha colega de apartamento em Lisboa... uma cara familiar, uma voz conhecida, até um feitio já sobejamente reconhecido... E depois, apoiávamo-nos uma à outra. Quando eu estava mais em baixo, ela animava-me e vice versa... Chegávamos ao final de um dia de trabalho e comentávamos as nossas pequenas vitórias e os respectivos fracassos... ríamos do que antes tinha parecido um drama, preocupávamo-nos em conjunto, para em conjunto tentarmos achar uma solução...
É verdade que não reparei nas luzes do Porto...
E agora são elas a minha companhia...
Mas só o seu brilho não chega...


Eva
blog Eva portuguesa - porque o prazer não é pecado

Emoções ao rubro

Vais a conduzir o carro novo e até tens a noção de que vais muito perto do carro da frente mas a mulher no passeio à esquerda é simplesmente fabulosa e não resistes à tentação de te fiares na sorte e virares por segundos a cabeça para o lado mas o da frente trava a fundo e estampas-te à bruta na traseira do infeliz.
No lugar do pendura, ciente do que acaba de acontecer e porquê, está sentada a pessoa que escolheu o carro e que tanto gosto por ele demonstrou: a tua mulher.