27 janeiro 2013

Femen - impressão de mamas para angariação de fundos

Escola de verão


Cativava-me aquele olhar e pele ameríndia. Quando o apito da fábrica dava o meio-dia para todas as aldeias em redor eu já estava a empurrar o portãozito da escola primária para me refugiar sob o alpendre. Ouvia o zunido da zundapp a aproximar-se e a parar a uns metros seguros da escola.

Ele chegava em silêncio e num beijo mergulhava em mim como se nessas pálpebras cerradas apagasse a imagem do pai nas festas das vilas vizinhas, no meio do intenso cheiro a chanfana, a distribuir cervejas pelos rapazes que aceitassem a troca de ele os transformar em gargalo de Super Bock.

Eu esgrimia aquela língua na utopia de absorver aqueles músculos construídos a baldes de cimento, no calor daquele verão onde a toda a hora despontavam os fogos aqui e além. Ele encostava-me literalmente à parede e escorria por mim até a sua cabeça se enfronhar debaixo da minha saia de flores até que os meus dedos puxassem os seus cabelos para trazer de volta a sua boca molhada à minha. Desapertava-lhe as calças reforçadas a pingos de tinta e ajoelhava-me para fazer levedar a massa na minha saliva. E como sempre, era nessa altura que me pegava ao colo até à velha mesa de lanches daquele alpendre e fazia dela a cama onde se estendia sobre mim, mimando o missionário. Sem palavras, rolava-me para cima dele e fazia-me rodar até os dedos dos meus pés tocarem as pontinhas dos seus cabelos escorridos, segurando-me as nádegas tal qual como a tigela onde bebia a sopa de manhã enquanto eu debicava o croissant empinadinho até atingir o creme de doce de ovos.

Está a ouvir Senhor Doutor?... Desculpe mas eu falava do último verão em que o toquei em carne e osso, em que nos beijámos com as bocas encharcadas, já que ele resolveu trocar a plantação do quintal que até a mãe achava que era linda pelos pózinhos que lhe deram a overdose logo no inverno. E quando soube apenas desejei que ele tivesse tido a sorte de antes experimentar uma queca completa.


[Foto © José Pedras, 2008, Mists of passion]

Retalhos

Bebe-me
que eu sirvo-te estremeções
que eu sirvo-te a dor
que eu sirvo-te rasgões
por uma gota de amor

A nudez dá audiência


Fonte: Daily Mail

Já postei aqui o caso da mulher que usou seus seios como espaço publicitário, porque a nudez dá audiência.
Recentemente, a britânica Aimi Jones publicou um anúncio no eBay da venda de um vestido seu. Porém, na foto tirada, no canto esquerdo havia um espelho, e a vendedora saiu na foto. Nela Aimi aparece de sutiã e sem calcinha. Será que alguém é ingênua de acreditar que ela não havia reparado?
Logo a imagem virou um viral e se espalhou pela internet. Com isso, sem dúvida, o vestido ganhou grande repercussão. Em seguida Aimi substitui a foto por outro, mas desta vez, aparecendo com um casaco mas com as pernas de fora. A ação foi tão efetiva que o vestido foi leiloado por um valor muito acima do esperado.


Obscenatório

26 janeiro 2013

«Fuck Me In The Ass Because I Love Jesus» (legendado) - Garfunkel and Oates

"Come o meu cu porque eu amo Jesus"



Estas duas meninas sabem divertir-se e divertir-nos. O canal delas no YouTube é aqui.

«respostas a perguntas inexistentes (221)» - bagaço amarelo

"Talvez eu tenha estado aqui em criança, num passeio de fim de semana com os meus pais". Foi a primeira coisa que eu lhe disse quando saímos do automóvel. Eu nunca tinha ido àquela terra, ou pelo menos era o que eu pensava, mas assim que respirei o ar da praça central reconheci qualquer coisa, sem saber muito bem o quê. A Raquel deu-me a mão e manteve-se em silêncio, como se esperasse que as minhas memórias daquele lugar viessem lentamente à tona.
Quando visitamos um lugar pela primeira vez na vida, essa primeira vez fica-nos gravada na mente como se fosse um carimbo. É por isso, aliás, que eu gosto de viajar com a Raquel. Nunca poderei voltar a algumas cidades, vilas ou aldeias sem me lembrar dela, porque foi com ela que as conheci.
O motor do automóvel ainda trabalhava, num esforço arfado para arrefecer debaixo do calor intenso, e eu acabei por desistir. "Vamos beber uma cerveja e comer qualquer coisa, ali naquele café". Pedi-lhe, num tom de quem desespera por estar em qualquer sitio com uma temperatura que dê algum conforto ao corpo.
Vieram duas sopas mornas e duas cervejas, fez-se silêncio sobre a refeição e sobre assunto. Entre cada colherada ou gole, fui espreitando pela janela para avivar a memória. Reconheci a localização dum pequeno parque infantil que entretanto já tinha sido modificado, e acabei por me lembrar de uma só cena: dois baloiços, um escorrega e uma roda com três cavalos de pau tinham ali estado há mais de trinta anos atrás.
Vi-me a subir apressadamente ao escorrega. Um rapaz qualquer, que vinha atrás de mim, empurrou-me no momento em que hesitei lançar-me rampa abaixo e caí descontrolado. Bati com um joelho no próprio queixo e comecei a chorar. De facto, não me lembro do abraço do meu pai nem da minha mãe, portanto eles não estavam lá. Lembro-me duma miúda se ter sentado ao meu lado depois de ter ralhado com o próprio irmão, me ter dito que aquilo ia passar, abraçar-me, dar-me um beijo na face e desaparecer a correr por entre as árvores que ainda ali estavam. Nunca mais a vi.
A Raquel perguntou-me se eu queria seguir já viagem ou dar uma volta à terra. "Vamos sentar-nos ali, debaixo daquela árvore junto ao parque para os putos", pedi-lhe. Pousei a cabeça na palma da minha mão direita assim que me sentei. Queria saber em que contexto e circunstâncias é que tinha ali estado em criança, provavelmente com cinco ou seis anos de idade, mas não conseguia. Até hoje, aliás, nunca consegui. A Raquel abraçou-me, deu-me um beijo na face, e disse-me que estava ali.


bagaço amarelo
Blog «Não compreendo as mulheres»

Mulher em três peças de barro vidrado

Muito interessante, este conjunto de 3 peças que forma uma mulher.
Não me recordo da origem, mas está já há muitos anos na minha colecção.

Um sábado qualquer... - «Ideias para Deus»



Um sábado qualquer...

25 janeiro 2013

Quarenta minutos

– Queres dizer que… já tinham acabado quando fizeram sexo pela primeira vez?
– Foi.
– Acabaram e depois foderam?!
– Sim.
– Que raio de merda… E depois?
– Vestimo-nos.
– Foda-se! Não é isso!... Andaram três meses…
– Quase quatro.
– Ainda pior! E durante esse tempo nunca, nada?
– Algumas coisas, muitas vezes.
– Mas… Mas, sexo com penetração não.
(ri) – Não, sexo com penetração nesses quase quatro meses não.
– E depois, sim.
– Sim.
– Logo depois?
– Não, logo depois não. Já tínhamos acabado aí à meia-hora.
– Ahn?!
– À vontade. Foi mais de meia hora. Para aí uns quarenta minutos.
– Andam quase quatro meses e nada e quarenta minutos depois de acabarem...
– Pois.
– Mas que lógica é essa?!
– Aconteceu. Estávamos mais soltos, mais à vontade. Já não havia constrangimentos, sei lá… Aconteceu.
– E agora?
– Agora, o quê?
– Sei lá… Nunca mais se viram?
(olha em volta e murmura) – Não, vimo-nos… (ri com a expressão involuntária que lhe saiu). Temo-nos visto.
– E não só visto…
– E não só visto, de facto. Na maior parte do tempo estamos nus.
– Desculpa?
– Era um trocadilho com o facto de não ser só visto. Na maior parte do tempo eu não visto nada e ela também não. Não teve graça.
– E porque é que olhaste em volta antes de responder?
– Olhei?
– Olhaste.
– É que (torna a olhar em volta) andamos com outra pessoas.
– Tu e ela?
– Sim. E não há necessidade de alguém saber e não gostar. Entre nós não há qualquer ligação sentimental, nada. É uma coisa física, mais nada. Ambos sabemos o que temos e o que queremos e não queremos.
– Não querem mais.
– De algumas coisas sim, de outras não. (ri)
– Isso é evidente. (ri)

Lei da Moral e dos Bons Costumes é aprovada no Rio de Janeiro


Que diabos vem a ser essa Lei da moral e dos bons costumes? Será que agora seremos obrigados a casarmos virgens, namoro na rua apenas de mãos dadas, nada de fio dental e topless nas praias e prisão em casa de beijo homossexual?

O nosso queridíssimo governador da Guanabara, Sergio Cabral, sancionou uma bizarra Lei que pretende ser um "Programa de resgate de valores morais, sociais, éticos e espirituais" (o que viria a ser isso?), segundo consta na notícia de hoje do jornal O Globo.

E de quem foi essa ideia nefasta? Da também queridíssima e ex-atriz Myrian Rios, do PSD (Partido Social Democrático). Para a ilustríssima deputada, a sociedade perdeu o conceito de bom e ruim, pois hoje tudo é permitido, sendo necessários resgatar os valores tradicinais. Pois é, Myrian Rios, aquela que em um vídeo teceu comentários preconceituosos contra homossexuais, igualando à pedofilia, e afirmando que não queria ter um funcionário homossexual, assim como não queria ver seus filhos agindo "dessa forma", pois a educação que ela dá é para que eles cresçam e continuem propalando a espécie humana. Também é a mesma que em 1978 fez dois ensaios sensuais para a Revista Ele Ela (e agora posa de defensora da TFP - Tradição, Família e Propriedade), da então antiga Block Editores, comprada pela Editora Manchete. Confira alguns desses ensaios (aproveitem, pois pode ser por pouco tempo, pois o Rei Roberto Carlos, então noivo de Myrian Rios na época, constrangido, comprou o direito pelas fotos):








Noite de Outono



O lento despertar de uma clara luz de Outono
sussurrou-me o líquido marulhar de um riacho
que despontara das raízes grossas
de um rochedo velho e imponente…
A geada beijou-me as pálpebras semi-abertas,
perfumando-me o rosto com as tulipas e rosas
que nessa madrugada tinha pintado de rosa e violeta.
Cada pedaço de nuvem que me cobre os pés nus
é um tapete ambulante e voador
que eterniza o sonho já acordado
e que agora viaja para outros destinos,
onde as estrelas e a Lua brilham solitárias
na densa escuridão de um firmamento desconhecido.
Esgueiro-me numa das cinco pontas cruzadas,
tão brilhantes quanto um cristal dourado
e observo a luz refletida nesse véu cinza
com que me deito todas as noites!

Lua Cósmica
http://luacosmica.blogspot.pt

Viva a banda desenhada

Crica para veres toda a história
As aventuras da verdadeira cabra


1 página

oglaf.com

Maltinha, uma por dia tira a azia...

«a funda São» está em 3º lugar na categoria «Erotismo».
Votar não é nada erótico mas... pode-se votar uma vez por dia, por IP, até sábado.

24 janeiro 2013

Torna a Surriento

« As brasas do seu prazer apagaram-se, quando, sufocado o riso, viu a mulher abandonar a indiferença de estátua com que tinha recebido no dia anterior as carícias do engenheiro e tomar iniciativa. Abraçava-o, obrigava-o a deitar-se ao lado dela, por cima dela, debaixo dela, enredava as pernas nas pernas dele, procurava-lhe a boca, mergulhava-lhe a língua e - «ai, ai», rebelou-se Dom Rigoberto - acocorava-se com amorosa disposição, pescava entre os seus afilados dedos o sobressaltado membro e, depois de passar-lhe a mão pelo lombo e pela cabeça, levava-o aos lábios e beijava-o antes de o fazer na boca. Nessa altura, a plenos pulmões, ressaltando na fofa cama, o engenheiro começou a cantar - a rugir, a uivar - Torna a Surriento.
- Começou a cantar Torna a Surriento? - pôs-se violentamente de pé Dom Rigoberto. - Nesse instante?
- Isso mesmo - Dona Lucrecia voltou a soltar uma gargalhada, a conter-se e a pedir desculpa. - Deixas-me pasmada, Pluto. Cantas porque gostas ou porque não gostas?
- Canto para gostar - explicou ele, trémulo e carmesim, entre fífias e arpejos.
- Queres que pare?
- Quero que continues, Lucre - implorou Modesto, eufórico. - Ri-te, não faz mal. Para que a minha felicidade seja completa, canto. Tapa os ouvidos se te distrai ou te dá vontade de rir. Mas, pela tua rica saúde, não pares.
- E continuou a cantar? - exclamou, ébrio, louco de satisfação, Dom Rigoberto.
- Sem parar um segundo - afirmou Dona Lucrecia, entre soluços. - Enquanto o beijava, me sentava em cima dele e ele em cima de mim, enquanto fazíamos amor ortodoxo e heteredoxo. Cantava, tinha de cantar. Porque, se não cantava, fiasco.
- Sempre o Torna a Surriento? - deleitou-se no doce prazer da vingança Dom Rigoberto.
- Qualquer canção da minha juvenude - cantarolou o engenheiro, saltando, com toda a força dos seus pulmões, da Itália para o México. - Voy a cantarles un corrido muy mentadooo...
- Um pot pourri de piroseiras dos anos 50 - precisou Dona Lucrecia. - O Sole mio, Caminito,Juan Charrasqueado, Allá en el rancho grande, e até Madrid, de Agustín Lara. Ai, que vontade de rir!
- E sem essas vulgaridades musicais, fiasco? - pedia confirmação Dom Rigoberto, hóspede do sétimo céu. - É o melhor da noite, meu amor.
- O melhor ainda tu não ouviste, o melhor foi o final, o auge da fantochada - enxugava as lágrimas Dona Lucrecia. - Os vizinhos começaram a bater nas paredes, telefonaram para a recepção, que baixássemos a televisão, o gira-discos, ninguém conseguia dormir no hotel.»

"Os cadernos de Dom Rigoberto ", de Mario Vargas Llosa, Trad. J. Teixeira de Aguilar




blog A Pérola

«Abrir os olhos» - Patife

Não percebo as mulheres que dizem que gostam muito de ler porque as relaxa. A mim a leitura exalta-me. Bem, se eu conseguisse ler Pedro Paixão ou José Luís Peixoto mais de cinco minutos seguidos, aí sim, talvez relaxasse. Estou certo que adormeceria de tédio. Dada a sua escrita estou certo que ambos são capazes de fazer sincronizar o período de todas as suas leitoras. E ontem lá encontrei uma a profanar a minha esplanada do Chiado com a leitura de um José Luís Peixoto. Além do mais eu já estava há mais de quinze minutos na mesa ao lado e aquela magana ainda não se tinha vindo meter comigo, o que roça a má educação. Se nem sequer tivesse olhado, isso sim, seria um verdadeiro desaforo. Como me considero uma pessoa nada egoísta e sempre pronta a ajudar a próxima, senti que era um chamamento para prestar uma boa acção. Naquele instante apercebi-me que tinha de lhe abrir os olhos. Por isso, foi com um ar de santo catedrático que me acheguei da sua mesa para lhe dar uma lição rápida de literatura. Da estupefacção inicial, passou cerca de meia hora a ouvir-me explicar a razão pela qual frases que constavam do seu livro como “No amor é preciso que duas pessoas sejam uma” ou “Quando damos as mãos, somos um barco feito de oceano a agitar-se sobre as ondas” são potenciais causadoras de derrames cerebrais e verdadeiros hinos de lamechice vulgar. Quando lhe dei em troca pérolas do Verlaine, do Paul Éluard e do António Maria Lisboa, estou certo que terá ficado possessa da pachacha. É que do abrir dos olhos ao abrir dos folhos foi apenas uma letrinha de distância.

Patife
Blog «fode, fode, patife»

Janelas de oportunidade

O tal efeito da crise sobre os apetites masculinos somado ao meio milhão com disfunção eréctil faz prever um ano atarefado para alguns.

«Primer plano» - por Luis Quiles






"Siempre que puedo utilizo primeros planos para expresar algo. Especialmente con manos y pies. Cuando le pillas el truco puedes expresar casi lo mismo con manos y pies que con la expresión de una cara, sobre todo con las manos."

Luis Quiles

23 janeiro 2013

Rabiscos

Caso venhas, não me digas,
Perguntarei ao tempo que nada me dirá.
O tempo sabe que prefiro não esperar.

Caso chegues, não me digas...
Em todas as vezes, prefiro sentir-te chegar.
Porque assim saberei se ainda és tu quando chegas.

Caso não venhas nunca mais, não me digas...
Perguntarei à saudade que nada me dirá.
A saudade entende que prefiro não saber.
Porque assim descobrirei: já não sou eu nunca mais
no dia em que não existir saudade a quem perguntar por ti.

Agora que já te disse, já sabes.
Agora que já sabes, já podes tudo o que não digas.
Eu já posso escutar os mudos traços que não digas
às gavetas do meu corpo emprestados.
Gavetas destas nunca estão cheias, estão abertas e antes
espalham-se pelas casas intermináveis, de cheiros intermináveis.

Caso me toques, não me digas.
Perguntarei ao peito que nada me dirá
que o peito sabe que prefiro sentir-te tocar
cara a cara, olharei o meu corpo
se estiver nu, eu despi.

Caso me olhes, não me digas.
Olhar-te-ei sem nada perguntar.

«ginásio» - bagaço amarelo

Ontem fui, pela primeira vez na minha vida, a um ginásio. Nada de mais, não fosse esta sensação de que o tempo passou por mim mais depressa do que era suposto. E não estou a falar da minha forma física. Essa, apesar da Raquel me ter quase partido os dois joelhos em exercícios de elasticidade, ainda está mais ou menos. Estou a falar de, no balneário, ter visto quase todos os homens a usarem secador para o cabelo e pente logo a seguir ao banho e, ao sair, ver as suas respectivas esposas à espera com um enorme ar de seca. No meu tempo não era nada disto.
Pensem lá o que quiserem, digam que sou preconceituoso ou o diabo a sete. Mas eu cá é que fiquei à espera da Raquel. Melhor ainda: eu esperei por ela e ela por mim, porque como homem com "H" grande que sou, não ouvi bem onde é que era o ponto de encontro à saída do ginásio. Uns bons quinze minutos depois de me ter sentado lá fora, sublinhe-se que totalmente despenteado, lá vi a Raquel surgir com ar de poucos amigos.

- Não tínhamos combinado esperar à porta dos balneários? - perguntou.
- Tínhamos?!?!?! Não ouvi...

Não foi vingança do que se tinha passado lá dentro, a sério que não. Mas podia ter sido. Para além de quase me ter partido os joelhos numa tortura medieval a que decidiu chamar exercício de elasticidade, a Raquel empurrou-me ainda para dentro duma sauna. Numa de descontrair, disse ela. Estive lá a aguentar pelo menos uns... vinte segundos. Depois verifiquei que num sítio com tanto calor não se pode comprar uma cervejinha gelada nem nada e fugi. Mas que raio é que o pessoal vai para ali fazer?! Experimentar a sensação de ser um frango assado?! Não, muito obrigado.
Resta a sensação de liberdade que senti ao sair. Fui comer uma feijoada e beber uma cerveja para me voltar a sentir um homem normal. Com a Raquel.


bagaço amarelo
Blog «Não compreendo as mulheres»

A origem da expressão «perder os três vinténs»

Já tinha lido algo sobre este assunto mas este artigo do jornal «Nova Aliança» de 16/9/2011, que me enviaram por e-mail, está muito interessante. Cruzando este artigo com outras abordagens na internet, fiquei a saber que no Minho, "(...) pelo S. João, (...) a mãe colocava, também, ao pescoço da filha, o amuleto da moeda de três vinténs ou um conjunto de três moedas, furada(s), pelo orifício da qual se passava um fio de linho, de pontas unidas com três nós sobrepostos. Na noite de S. João e antes da sua “iniciação” às fogueiras ou ao arrincar dos linhares, a filha tinha que jurar à mãe não mostrar o amuleto fosse a quem fosse e só o tiraria quem o colocou. Daí, a tradição da mãe tirar os três vinténs do pescoço da noiva, precisamente, na hora de sair de casa para a Igreja. E o povo não deixou de referir este acontecimento na seguinte quadra: com um homem de certa idade / casou a minha vizinha / ele tinha os três vinténs / mas ela nem isso tinha." [O Ouro do Minho – O Ouro de Viana in Folclore de Portugal]. Segundo Filipe Nortadas, no tal artigo, "as mães parturientes usavam pô-la ao pescoço das filhas, logo que nascidas, suspensa dum fio, como amuleto. Daí a razão do furo", que era feito "na extremidade superior do eixo vertical, junto do bordo".
No Forum de Numismática explicam ainda os "Furos em moedas de prata de 3 vinténs: Amuleto de protecção à virgindade das raparigas novas, andava ao pescoço das mesmas num fio preto ou então eram cosidas à roupa interior. No dia do casamento supostamente eram entregues ao marido. Caso o amuleto não funcionasse e a moça se antecipasse, era descartado". E mostram uma foto com vários exemplares:


Para quem não sabe do que estamos a falar, Pedro Coimbra explica no blog «Devaneios a Oriente»: "Na minha adolescência, quando a virgindade feminina era um atributo quase indispensável para o casamento, era corrente a expressão que fazia equivaler a existência da ainda virgindade à expressão "Ter os três vintens" ou, não sendo já virgem, se dizia da menina que já "perdeu os três vintens" ou ainda, se a virgindade lhe era oferecida, diria o felizardo que "já lhe tirei os três"! Tenho que confessar que nunca percebi qual era a origem dessas expressões até que, recentemente, o jornal católico Nova Aliança, lá da minha terra, me surpreendeu com a explicação, que admito os meus contemporâneos também desconheçam. A expressão, como eu a recordo, era altamente pejorativa, ao sabor da época, marcada pelos resquícios da cultura da mulher-objecto então ainda prevalecentes na nossa sociedade. Não creio que algum adolescente actual sequer a conheça (...)".

Hitler tentou reerguer o império


Hitler tentou reerguer o império.
Via Humor Político


Obscenatório

22 janeiro 2013

«Distância» - Susana Duarte




a distância
na pele do poema

... subjugada ao egoísmo de desejar
e à eterna demanda da paixão

condensada

em rios de palavras

onde a vida se preenche de nós

Susana Duarte
Blog Terra de Encanto

Eva portuguesa - «O Brasileiro»

O telefone tocou e eu atendi. Do lado de lá, oiço uma voz masculina com sotaque brasileiro.
Hum.... pensei... ainda há dois dias atrás tinha recebido uma marcação de um Brasileiro com número identificado, que nunca apareceu nem deu satisfações.
Mais desconfiada fiquei quando a dita voz não me faz perguntas, a não ser se podia marcar e a morada.
Mas como isto não anda para recusar clientes, aceitei a marcação para daí a uma hora, sempre pensando que, se entretanto aparecesse mais alguém para essa hora, não iria recusar. Afinal, achava que ele não vinha...
Em boa hora me enganei!
O Brasileiro não só apareceu à hora marcada como me pagou logo as duas horas que queria ficar. E não só...
Mas já lá vamos.
Ofereci-lhe, como é costume meu, algo para beber, e ele aceitou uma cerveja.
Fui buscar e quando regressei ao quarto já ele estava nuzinho à minha espera.
Não tendo muito para tirar (eheh), facilmente fiquei tão desnuda como ele.
Após ir à casa de banho e sem me dar tempo para falar, começa-me a fazer o melhor oral que já me fizeram na minha vida! Ele lambia, chupava, beijava, cheirava... eu sei lá!...
Sei que fiquei sem ar,de tanto prazer que estava a sentir...
Aquele homem, que nem bonito era, estava a levar-me às nuvens de uma forma vertiginosa, louca, desesperada e maravilhosa.
Com a ponta da língua roçou o meu clítoris, passando depois leve e suavemente os seus lábios pelos meus grandes e pequenos lábios. Suspirou e disse: "Nossa, que gostozinha que você é!"
Voltou ao centro do prazer e começou a lamber ritmadamente a minha "menina", cada bocadinho percorrido por aquela língua que ora era mais suave ou fazia um pouco de pressão.
Ele lambeu todo o meu sexo por fora, por dentro, em sítios que eu nem sabia que tinha!
Chupou-me gentilmente até eu começar a arfar de prazer e sentir que não aguentava mais... e depois... quando eu achava que já não era possível ter mais um orgasmo, enfiou a língua bem dentro, bem no fundo de mim, pressionando as paredes internas do meu sexo e fazendo-me explodir na sua boca!
Aquele homem não saiu do meio das minhas pernas senão quando eu disse que já não conseguia mais... e já tinha passado quase uma hora a fazer-me o melhor minete de que já fui alvo até ontem...
Só quando a cabeça dele voltou para o pé da minha, ganhei forças para perguntar: E tu?
Ele sorriu e disse para não me preocupar, que ele já estava "tratado". Não percebi como, mas também não perguntei.
Ele disse-me: você é linda!
Eu sorri.
Ele deu-me um beijo na testa e foi tomar banho.
Começou-se a vestir e perguntei-lhe: Mas já vais?Ainda não passaram duas horas...
Ao que ele respondeu que estava bem, tinha sido perfeito (eu pensei cá para comigo: só se for para mim) e que ia para o Aeroporto, se lhe podia chamar um táxi.
"O valor de sobra é pela tua simpatia, minha gostozinha."
Ofereci-lhe um chocolate, que recusou. Beijou-me nos lábios e saiu...


Eva
blog Eva portuguesa - porque o prazer não é pecado

Orgia surrealista escavada em madeira

Tronco de madeira em formato de corno, esculpido à mão, com 75 cm de comprimento, proveniente de Khajuraho*, na Índia.
Tem diversas figuras interligadas, com uma impressionante riqueza de detalhes.
Rachas em alguns pontos não retiram a beleza a esta peça, que pode ser apreciada na minha colecção.




* Khajuraho é hoje um dos mais populares destinos turísticos na Índia, com a presença do maior grupo de templos Hindus medievais, famosos pelas suas esculturas eróticas.

21 janeiro 2013

O blog «a funda São» está na 2ª fase dos «blogs do ano 2012»

Somos um dos 5 blogs que passaram à 2ª fase na categoria «Erotismo».
Votar não é nada erótico mas... pode-se votar uma vez por dia, por IP, até sábado.

Bunda pandeiro

sensualidades

(em boa verdade, há quanto tempo eu não me vinha aqui...)


olhei para ti e vi-te

pressenti
a nossa primeira vez
sempre presente
pressenti-te
eras tu
mesmo se ausente
nessa nudez feita de carne
e de desejos
no embaraço dos sentidos
se quiseres
arritmias de olhares
feitos ensejos
por um beijo só que fosse
que voasse
aos lugares mais longínquos
do abandono

quem me dera esse voar
sem ter retorno
para além deste olhar
de te ver tanto
quem me dera ser o santo
que sentisse
num escasso bater de asas
paraísos
que não estão ao alcance
de juízos
construídos
na urgência dos sentidos.

«respostas a perguntas inexistentes (220)» - bagaço amarelo

O Amor revela o que mais interessante e estúpido existe dentro de nós. Quando estamos apaixonados, acreditamos piamente que encontrámos a única pessoa no mundo inteiro por quem conseguimos sentir uma coisa assim. E mesmo sabendo que isso é uma enorme mentira, insistimos nela porque essa é a base de qualquer Amor. É mentira e é boa.
Estou apaixonado pela Raquel. Sei que há, por esse mundo fora, mais uma enormidade de mulheres por quem me poderia eventualmente apaixonar, mas não acredito nessa verdade. Acredito piamente na mentira que me diz que só pela Raquel é que consigo sentir o que sinto. E assim, a mentira vai-se transformando na doce verdade da minha vida.
Nessa verdade, podemos Amar uma vida inteira se formos capazes de viver na mentira. Não é difícil. Basta ser verdadeiro.


bagaço amarelo
Blog «Não compreendo as mulheres»

Imposto pago com bonecas infláveis


Fonte: Daily Mail

Na Rússia, na região da Sibéria, um dono de uma sex shop teve que pagar parte de sua dívida de taxas fiscais e contribuição de pensão com bonecas infláveis.

Os brinquedos foram oferecidos após o dono da loja ver que encararia sérios problemas com sua dívida. Foram pagos então 90 mil rubros (o equivalente a R$ 6.000 - € 2.000 aproximadamente) mais duas bonecas infláveis.

A RIA (agência de notícias estatal russa) informou que os oficiais aceitaram as bonecas para colocá-las a venda, mas não se sabe onde estão à venda ou se mesmo eles já estão com os brinquedos.

Essa não é a primeira vez que algum objeto é cedido como parte de um pagamento. Há casos em que portas metálicas, roupas de cachorro, cuecas, botas de feltro, cães e gatos domésticos, uma consignação de bananas e, inclusive, um helicóptero.

Obscenatório

O bisturi não muda sua genética

Mas pode mudar seu destino.



Daí o cara pensa que é do pedreiro e não sabe porquê!

Capinaremos.com

20 janeiro 2013

Postalinho da internet - «download da Pixa»

"Olá.
Aqui deixo um site bastante interessante, de uma aplicação com um nome infeliz."
Ricardo G.

Passear tatuagens em Barcelona

Vem, meu Amor...


Vem, meu amor, 
e descalça-te 
à entrada da porta, toda esta noite, 
assim, imensa, vermelha, gigante 
já não nos surpreende a saudade. 
Vem, meu amor, 
e despe-te 
contra mim, toda esta noite, 
assim, a solidão chega rente 
à cama e não se estende: é cobarde, 
nesta terra de pele onde me arde 
a tua imagem, não se entranha, bate 
mas volta para trás. Vem, meu amor, 
e esconde-te 
entre mim e o meu corpo, toda esta noite, 
assim, é apenas um inimigo muito forte 
mas só cai dos céus porque se rende 
mas só vem à terra porque se rende. 
Vem, meu amor, 
e deixa-te 
cair, assim, que o meu corpo já pende 
sobre o teu e o escuro sobre a noite. 
Vem, meu amor...

Seios Outdoor fazendo dinheiro com a crise europeia


Fonte: The Sun e Metro.co.uk

Uma garota da República Checa encontrou uma forma diferente de ganhar dinheiro diante desta crise que assola a Europa. A jovem, cujo nome não foi revelado, disponibilizou seus seios para que empresários possam anunciar suas marcas neles.


Para anunciar em um dos seios a jovem cobra 5 libras (equivalente a R$ 16,00). Para usar os dois peitos, há um desconto bem interessante, paga-se apenas 9 libras (aproximadamente R$ 30,00). É possível anunciar produtos, eventos o que for.

A proposta foi divulgada em um site de classificados grátis e depois no facebook, que chegou a ganhar mais de 2.000 likes. Seu anúncio diz: "sou uma bela menina jovem e ofereço meus seios para cartões comemorativos e propagandas". E acrescenta: "Envie-me a sua mensagem que eu a devolverei em uma foto com ela escrita em meus peitos".

Um verdadeiro sucesso de marketing, levando a vários usuários a se interessarem em fazer anúncios nas tetas da menina.

E ela pode ganhar ainda muito mais dinheiro, se permitir que os próprios anunciantes assinem a propaganda com as próprias mãos.


Obscenatório

19 janeiro 2013

Homens, aprendam a soldar tubos de cobre

«conversa 1942» - bagaço amarelo

(na minha casa)

Eu - Vou ali buscar uma garrafa de vinho e uma chouriça para assar, pode ser?
Ela - Boa ideia. Já estou com fomeca.

(uns segundos depois)
Eu - Olha! Trouxe a garrafa, trouxe a chouriça, trouxe a assadeira e trouxe o bagaço. Só não trouxe o saca-rolhas...
Ela - Eu vou buscar.
Eu - Não sabes onde está.
Ela - Sei, sei. Na casa de um homem, o saca-rolhas está sempre na gaveta de cima ou à vista. Na casa duma mulher é que pode estar noutro sítio qualquer mais recôndito.
Eu - Estás a insinuar que os homens são uns bêbados?
Ela - Estou a insinuar que são organizados. A ti, pelos vistos, é que te veio primeiro à cabeça a ideia de que são uns bêbedos.


bagaço amarelo
Blog «Não compreendo as mulheres»

Empregada doméstica para todo o serviço

Pequena estatueta japonesa de empregada de limpeza, de estilo «manga».
Com esta senhora, a minha colecção é uma limpeza...


Um sábado qualquer... - «Bastidores de um grande acontecimento 4»



Um sábado qualquer...

18 janeiro 2013

Felicidade

Ele encaminhou-se vagarosamente para ela e disse-lhe: “Podíamos ser felizes.” Ela levantou as sobrancelhas e esperou a frase seguinte. Ele agarrou nas costas da cadeira vazia que estava ao lado da dela e perguntou: “Posso-me sentar?” Ela lembrou-se das sobrancelhas e baixou-as, primeiro a esquerda e depois, com cuidado, a direita, olhou para a cadeira vazia e para os dedos dele a agarrá-la e encolheu os ombros. “És de alguma igreja?”, perguntou-lhe. Ele estranhou a pergunta e largou a cadeira, mas só depois de a puxar para si, criando um espaço entre aquela e a mesa onde cabia perfeitamente. “Com licença”, sussurrou ele enquanto flectia as pernas para se sentar. Pela forma desenvolta com o que o fez, ela percebeu que ele já o havia feito antes mas, na realidade, não pensou nisso. “Não” respondeu ele, já sentado. “Porque perguntas?” Ela tornou a encolher os ombros ainda que só até meio pois, quando se apercebeu que o fazia, decidiu não o fazer. “Não sei” disse ela. “Achei que a tua frase tinha qualquer coisa de religioso, sei lá…” Ele sorriu. “Já te tenho visto, sabes?” “Sei.” As respostas rápidas, curtas e secas embaraçavam-no: a resposta dela fê-lo hesitar. “Também me tens visto?” perguntou ele, coçando com excessivo vigor a barba rala na bochecha esquerda com as unhas. “Vai ficar marcado” apontou ela, literalmente, fazendo-o parar. O empregado de serviço à esplanada aproximou-se e perguntou se ele queria alguma coisa, ele disse que sim e pediu qualquer coisa. “E tu, queres mais alguma coisa?” perguntou ele, fazendo sinal ao empregado para esperar. Ela quis o mesmo que ele mas na negativa. O empregado afastou-se. “E, afinal, porque, ou como, é que podemos ser felizes?” Ela fez uma pausa em cada uma das virgulas e mastigou o “felizes” e ele pensou que ela estivesse a rezar ou coisa parecida e não respondeu, ela insistiu: “Então?” Ele olhou para ela e depois para o empregado que trazia aquilo que ele tinha pedido. “Então, o quê?” perguntou ele. Meio encolhido, o empregado pousou o pedido e tornou a afastar-se. Ela repetiu: “Porque, ou como, é que podemos ser felizes?” “Ah!” Exclamou ele, abrindo um sorriso. “Não tinha percebido a pergunta”, confessou. “E?” “Conhecendo-nos.” “Eu já me conheço”, disse ela, com ar sério. O empregado pousou a bandeja vazia no balcão, deitou o olho às pernas nuas que se viam abaixo da mini-saia que a colega atrás do balcão usava para andar e disse: “São sete horas.” A colega parou de movimentar bolos com uma tenaz de uns tabuleiros para outros, olhou para o relógio da parede e confirmou a informação horária que o colega tão diligentemente lhe transmitira enquanto pensava no que veria se ela levantasse a mini-saia. “Eu hoje tenho de sair agora. Já te tinha dito”, disse o empregado. “A esplanada está paga?”, perguntou ela. “Tu hoje tens o quê?” “Tenho o quê de quê?” “O que é que tens?” Ela riu-se. “Deves pensar…” disse, levantando a tenaz dos bolos a meia altura e esticando o braço e a mão na direcção dele. Abriu e fechou a tenaz várias vezes e ameaçou: “Tu querias era ser apertado. Bem apertadinho.” O empregado confirmou que não se importava de ser seviciado daquela forma por ela com caretas e acenos de cabeça e esticou-se por cima do balcão para a ver melhor. Ela olhou para a sala vazia, depois para a porta aberta, deu dois passos para a esquerda, afastando-se dele e do balcão expositor envidraçado, ficando protegida pelo balcão frigorífico e, sem largar a tenaz, levantou a mini-saia, deu uma volta rápida sobre si própria, baixou a saia e perguntou: “Satisfeito?

Obama goza na cara da oposição


Obama goza na cara da oposição, ao estilo Bukkake.
Via Humor Político


Obscenatório
Há poucas semanas censurado pelo wordpress.com
Agora de novo ao vivo em http://obscenatorio.blogspot.com.br/

Sonho



Escuta a neve uivando na janela prateada,
cada floco de gelo derretendo na tua boca,
enquanto as mãos estremecem no fogo do meu ventre,
enquanto uma nuvem trespassa a última luz do dia
e um relâmpago violeta penetra essa fofa camada de céu...
Vêm as sombras do crepúsculo com asas de corvos,
uma porta abre-se, rangendo-te nos dentes brancos
e uma página solta-se do teu livro de memórias proibidas,
onde uma lua repousa abraçada a uma estrela sem vida...
Pirilampos e borboletas desenham-me um barco de papel
onde por fim adormeço esperando a tua visita!

Lua Cósmica
http://luacosmica.blogspot.pt

Primeiro, vê se engordas...

Crica para veres toda a história
Pronto!


1 página

oglaf.com

17 janeiro 2013

Putas em Portugal e No Mundo


SIC Radical - Cabaret da Coxa - 2002

blog A Pérola

«O caldo entornado» - Patife

Hoje deixem-me falar-vos da pachachinha mais molhadinha que alguma vez tive a sorte de fornicar. Homem que é homem, de H e pila grandes, gosta muito de sentir, logo ao primeiro contacto, uma humidade proeminente como que a antecipar um orgasmo de proporções épicas, capaz de criar uma autêntica enxurrada vaginal. Não há dúvida que as pachachas mais molhadinhas são como um grande parque de diversões fálicas. E esta era um autêntico Slide & Splash do mangalho. Ao primeiro toque já uma torrente de líbido aguardava impaciente a ordem de soltura. O Pacheco, esse, soltava espasmos de contentamento e congratulava-se pela entrada gratuita no parque de diversões, dominado por um espírito de excitação quase juvenil. Haviam de o ver a subir e a descer os montes da crica, deslizando alegremente e retardando o splash da penetração. Mas entusiasmou-se demasiado nos slides pelo papo de chona e pelos refegos da lábia e quando deu por ele já um verdadeiro maremoto de fluxo libidinoso se preparava para o engolir. Garanto-vos que no final vi, com o olho do Pacheco que um dia vos há-de comer, uma poça gigante na cama e o Pacheco prostrado no meio da chafurdice soltada pela chona da magana. É nestes momentos que tenho pena de não conseguir conter as palavras que me sobem ilegíveis à boca, pois a única coisa que soltei foi um: Pronto… já está o caldo entornado.

Patife
Blog «fode, fode, patife»

Alvin and Lyle - «Sucketochica»

«Fetiches» - por Luis Quiles










"Los fetiches son siempre un buen sitio del que sacar ideas y del que puedes sacar expresiones personales que dicen mas de ti de lo que piensas. Somos lo que odiamos y lo que amamos y a través de esto puedes encontrar gente que te ame y que te odie mientras hagas algo autentico por muy ridículo o grotesco que sea"

Luis Quiles

16 janeiro 2013

O Jogo da Cabra Cega


Chega.
É para isso que a noite nos oferece
o manto negro, para nos vestir de sonhos
quando despimos os pesadelos, estranhos
sapatos que calçamos horas a fio, tece
estrelas em redor dos nossos pés. Esse
teu vazio, eu também o chorei, e venho
aqui dizer-te isso mesmo, não contenho
mais todas estas palavras, mais não, se
tu choras, eu choro. Chega. Esconde-se
de nós o deserto, não vês? Eu apanho
do ar a tua solidão e rasgo-a, suponho
que lhe possa dar nós e mais nós, trouxe
comigo as minhas mãos, sim, enrola-se
e nunca mais se há-de desenrolar. Chega!
Vendei-me de ti para o jogo da cabra cega,
nunca, nunca mais vejo mais nada, Chega
!

Ora vamos lá então a votos

O blog «a funda São» faz mais uma vez parte da lista de «Blogs do Ano» do blog Aventar, na categoria «Erotismo» (que, engraçado, fica juntinho à «Educação»).
Não é que votar seja erótico mas, se quiserem ir lá dar uma... forcinha, não façam cerimónia.
Como de cada IP se pode votar uma vez por dia, também "uma por dia tira a azia", como eu sempre disse.
É só clicarem na imagem e vão ter à página das votações:

«conversa 1941» - bagaço amarelo

Ela - Então também já foste parar ao desemprego?
Eu - Mais ou menos. Na verdade estou só com dois salários em atraso e suspendi o contrato de trabalho, mas já percebi que vou mesmo parar ao desemprego nos próximos tempos.
Ela - Ainda bem que tens namorada.
Eu - Porquê?
Ela - Se não tivesses, não era agora que arranjavas.


bagaço amarelo
Blog «Não compreendo as mulheres»

Orgasmos por hipnose - se a moda pega...

O obsceno está nos olhos de quem procura


E aí, é obsceno pra você?

Obscenatório
Há poucas semanas censurado pelo wordpress.com
Agora de novo ao vivo em http://obscenatorio.blogspot.com.br/