13 maio 2012

A arte do António Ferrolho

O António Ferrolho é um engenheiro da Figueira da Foz cujas ocupações favoritas são a "pintura, desenho e poesia nos tempos livres... entre outras..."
Tem um blog com os seus trabalhos de pintura: Galeria Virtual.
Deixo-vos aqui alguns exemplos dos seus trabalhos, com o convite dele e a minha sugestão para uma visita:


Dedos mágicos e sonhos húmidos


Hardcore 1º escalão


Prazeres secretos


Esboço 1


Esboço 5


Two Good

Fantoche ridículo



Ricardo - Vida e obra de mim mesmo
(crica na imagem para abrir aumentada numa nova janela)

11 maio 2012

Prostituta no programa do Jô Soares

Sexo aos quadradinhos


- Sabes, Super-Homem, o Homem-Aranha e a namorada separaram-se.
- Então porquê, Batgirl? Eles davam-se tão bem...
- Pois, mas ela é muito ciumenta e apanhou-o em flagrante a comer uma mosca...

Uma grande verdade sobre os homens


Pele

Foto: Paul Torcello

A pele cheira a amoras e anseia pela noite. Opta por não olhar para o céu para que o seu Universo seja apenas terreno. Não quer que a Lua lhe retire o desejo de se tornar predadora das criaturas noturnas. Sai sem destino mas com a vontade de exibir por entre a escuridão o véu que lhe cobre a pele. Os galhos, os ramos e a grandeza das árvores são, a par dos seus passos, a única solidez com que se depara. Entrega-se ao calor e, com a sabedoria que só ela conhece, liberta-se do corpo e eleva-se sorrindo para si mesma, sabendo que é capaz de, a cada dia e cada noite, vestir mais uma camada de pele que a protege dos astros e das intempéries.

Discutindo a relação

Vai vendo com calma u__ú




Meninas WTF

10 maio 2012

E se os homens e as mulheres trocassem de papéis?



«Quem dorme com cadelas...» - Patife

Sou um grande analista. Afirmo isto com forte convicção, fruto do trabalho anal de qualidade superior que desenvolvi ao longo dos ânus que me passaram pelo pincel. E ontem acordei com a minha faceta de analista superiormente activa. Por isso passei a tarde à procura de arranjar um cagueiro com potencialidade dilatadora para receber aqui o Zé Pacheco. Lembrei-me então de uma moça que me tinha soprado na trombeta há uns anos e que me tinha ficado a dever o dinheiro do táxi de minha casa para Cascais. Ela bem podia argumentar que me queria pagar mas que eu nunca lhe atendi qualquer das 87 chamadas pós brochada, que isso não invalida o facto de ainda não me ter pago. Por isso liguei-lhe a pedir o dinheiro com retroactivos, mas sugeri-lhe que podíamos deixar o dinheiro de lado e que nos ficássemos pelos recto-activos. Aceitou a recto-actividade, não sem antes me acusar: Deves ter a mania que és esperto. É verdade que tenho. Mas também tenho a mania que espeto. E vou da mania à espetaria enquanto o caralho lhe esfrega o olho. Do cu. Continuando: Lá nos encontrámos para lhe aviar a bilha, mas aquilo deu problemas maiores que o Pacheco, por mais difícil que possa parecer. O Pacheco estava novamente armado em picha papona gigante e tivemos de desistir do buraco apertadinho. Enfim… lá tive de me amanhar com aquela cena lassa. O pior é que hoje acordei tarde e repleto de urticária e comichões por todo o corpo. Já devia saber melhor, pois lá diz o ditado que quem dorme com cadelas acorda com pulgas.

Patife
Blog «fode, fode, patife»

Fruta 83 - Dá um mergulho no mar

Mimalhos



09 maio 2012

Sinfonia «vai-te foder!»

Millie Jackson - «Fuck you symphony» (anos 80)



«coisas que fascinam (140)» - bagaço amarelo

bombardeamento

Aquela mulher é bonita. Tão bonita que agora mesmo, quando peguei no meu copo de cerveja para dar um gole, reparei que estava morta. A cerveja, não a mulher. Morto estive eu, durante não sei quanto tempo a olhar para ela sem me aperceber que tinha uma garrafa de Sagres à minha frente. Aliás, sem me aperceber de mais nada. O tlintar inquieto das moedas na bandeja do frenético empregado do café, o vapor da máquina expresso a aquecer mais um galão, o arrastar das cadeiras dos clientes que vão entrando e saindo. Não ouvi nada.
Agora levanto-me, vou à mesa dela e peço licença para me sentar. Digo-lhe que ela é bonita e agradeço-lhe a existência. Peço outra cerveja e bebo-a enquanto discutimos uma trivialidade qualquer. Era, de facto, o que me apetecia fazer. Mas não o faço. Fico aqui a sofrer os horrores de quem, sem contar, foi bombardeado e agora é um mero despojo esquecido duma guerra de que nem se deu conta. É assim que me sinto. O coração apertado, o estômago duro como uma pedra, as pernas tão enfraquecidas que tenho medo de cair quando tentar levantar-me. Estou ferido, pronto.
As mulheres não sabem, ou fingem não sabê-lo, mas o Amor é sempre uma operação de socorro a um homem ferido. Uma questão de vida ou de morte. Uma urgência. Esta também não o sabe, certamente, que agora se levanta deixando o dinheiro contado em cima da mesa, num desenho de moedas que se assemelha a uma flor qualquer. Como ela é. Vai-se. Desaparece pela porta de saída sem escutar os meus intensos e silenciosos pedidos de ajuda.
O café volta a ser isso mesmo. Apenas um café. E eu torno a sentir a ponta dos dedos dos pés. Lentamente apercebo-me de que o sangue recomeça a circular nas minhas veias e artérias. Abraço, com a palma da mão, a garrafa. Ainda está fria, apesar de tudo. Procuro um relógio para saber que horas são e, se possível, também que dia é, e de que mês e ano. São duas da tarde de um dia de Março de 2012. Sobrevivi.


bagaço amarelo
Blog «Não compreendo as mulheres»

Postalinhos do Japão

"Para o blog da São Rosas, seguem dois postalinhos do Japão com as respectivas informações de cada um, oferecidos pelo Alfredo e Daisy.
Fotos de quadros célebres que se encontram no Museu Nacional de Tokyo.
Abraços,
Alfredo e Daisy"




Ideologia




Alexandre Affonso - nadaver.com

08 maio 2012

Atriz porno faz implante de silicone no cérebro

"Depois de fazer cirurgias de implante de silicone na batata da perna e nos seios, a famosa atriz porno Francielle Cristina resolve fazer uma operação revolucionária: colocar silicone no cérebro."

Eva portuguesa - «Hoje»

O dia de hoje está escuro... o dia está cinzento, o céu carregado...
E em termos de trabalho a situação é a mesma. Só lamento que aqui no meu cantinho do amor não se oiça o rugir igual ao dos trovões que cantam lá fora... seria sinal de que estaria a trabalhar, a ganhar dinheiro e a gozar...
O sexo é uma coisa fabulosa, sobretudo quando é bem feito ;)!
O roçar dos corpos, a mistura dos cheiros, pele a tocar na pele, suor com suor, língua na lingua, lábios que se roçam... suspiros profundos... de ansiedade, de prazer... gemidos abafados pela sofreguidão das bocas.
Corpos molhados, sedosos, sedentos, famintos, que se procuram, se consomem, se saciam...
Dor, prazer, luta, amor... uma mistura de fluidos e de sensações...
Ter um sexo duro e exigente na minha boca... indo fundo, cada vez mais fundo...
Sentir uma língua húmida a roçar o meu clítoris, primeiro levemente, depois com mais pressão...
As dentadas ora meigas, ora mais atrevidas nos meus mamilos... chupando... bebendo...
E depois aquele momento, ao principio quase imperceptível, em que começo a sentir um ligeiro arrepio a subir-me pela espinha... e as minhas ancas começam a mover-se mais depressa, como se tivessem vida própria... e entro num balanço frenético, imparável...
E nesses poucos segundos que dura um orgasmo, o mundo desaparece para mim e eu morro para o mundo... esvazio-me de líquidos e de mim própria... não tenho sentimentos nem pensamentos, apenas aquela sensação de voar, de sair de mim, de me entregar ao prazer doloroso de um tremor que mal começa acaba...
E este orgasmo, a que os franceses chamam de pequena morte, mata-me, sacia-me e faz-me querer mais...
Mas hoje... hoje ainda não tive clientes... e sem eles a hipótese de um orgasmo é inexistente...
Porque são eles que me saciam e colmatam as minhas falhas e necessidades...
A pequena morte... como eu queria sentir uma hoje!...


Eva
blog Eva portuguesa - porque o prazer não é pecado

Vou te comer...

Tão apressadinho...




Meninas WTF

Caixa metálica...

... com casalinho entretido, da minha colecção.

07 maio 2012

Nudez na natureza

«conversa 1888» - bagaço amarelo

(num bar)

Ela - Se eu estivesse com os copos, dizia-te uma coisa que assim sóbria não consigo.
Eu - Então deixa, que eu pago-te um copo. O que é que queres?
Ela - Um copo de vinho, por favor.

(um quarto de hora depois)
Eu - Então, precisas de mais vinho ou já tens coragem para me dizer o que querias?
Ela - Já tenho coragem.
Eu - Então diz lá. Estou curioso.
Ela - És um totó a quem é muito fácil cravar uma bebida quando não se tem dinheiro.
Eu - Era isso?
Ela - Era, mas sóbria não tinha coragem.


bagaço amarelo
Blog «Não compreendo as mulheres»

De longo alcance

Ela: "Tás com uma língua muito afiada..."
Ele: "E atão, tás com medo que eu seja o Zorro?"

Aniversário do pinto

Você já sabe o que dar de presente, né?




É quase um ménage à trois.

Capinaremos.com

06 maio 2012

Porta-Curtas - «A Arquitetura do Corpo»

Género: Documentário
Diretor: Marcos Pimentel
Duração: 21 min Ano: 2008
País: Brasil
Sinopse: Os bailarinos e suas formas. Suas dores. Seus sonhos...

Mais postalinhos do Japão

"Directamente do Japão, da cidade de Fukuoca, aqui vai uma foto carinhosamente tirada a pensar na São Rosas!
Segue outra foto com a placa a explicar o significado desta estátua!...
Alfredo e Daisy"



NOVO: Linda vai a noiva


A língua dele a bordar-me espirais num mamilo enquanto dedilhava o outro fazia-me gotejar e, procurar afincadamente apanhar-lhe o animal para o agitar, para lhe garrotear a glande em espasmos, até nas voltas desta dança de acasalamento o conseguir engolir, com o prévio cuidado de o lamber todinho até à linha mediana dos testículos. Ou para abreviarmos caminho senhor Doutor, sempre lhe digo que o homem sabia de preliminares e era bom todos os dias.

Ora acontece que depois de uma conversa com um amigo, tão adúltero e experiente na matéria como ele e, a bem dizer, oitenta por cento da população portuguesa mas, nisso o especialista é o senhor Doutor, não lhe pareceu aconselhável estar comigo não sendo eu casada porque, digo eu, ainda me poderia dar o desejo peregrino de querer ocupar o lugar da legítima para lhe limpar a casa enquanto ele vê os jogos de futebol no computador, para todos os dias lhe preparar a roupinha para o dia seguinte como se faz aos miúdos pequenos, para fingir docemente que não sabia que era encornada amiúde e não lhe pagar da mesma moeda e, para ganhar todas as partes chatas de uma relação.

É que senhor Doutor, com todo o respeito pelo Trio Odemira e por igrejas engalanadas e festas para inglês ver, quero mesmo é a si pedir encarecidamente que me revele qual é a probabilidade estatística de encontrar em Portugal homens com mais de uma vintena de neurónios e que, não obstante, conseguem satisfazer mulheres sexualmente.

Marcha pela marijuana



HenriCartoon

Allegro moderato



Ricardo - Vida e obra de mim mesmo
(crica na imagem para abrir aumentada numa nova janela)

05 maio 2012

«A malta quer é chicha!» - Ricardo Araújo Pereira e a Rita Pereira na Playboy Portugal

Homens, aprendam a fazer «french toast»

«uma mulher por trás de qualquer história» - bagaço amarelo

Comecei a habituar-me às histórias do Afonso, aquelas que ele me contava durante todos os almoços, de segunda a sexta, entre uma garfada de arroz à portuguesa ou massa com carne. As histórias dele não variavam muito, os pratos do dia daquele restaurante improvisado numa pastelaria venezuelana também não. Ele sentava-se e falava de mulheres imaginadas, eu sentava-me a ouvi-lo e a almoçar. Às vezes sorria, outras vezes não.
Uma vez chegou a arfar. Sentou-se na cadeira à minha frente com o impacto dum tijolo e disse-me que eu não ia acreditar no que lhe tinha acontecido. Pois não, não ia. Mas mesmo assim queria ouvir. Uma tal de Ana tinha-se sentado ao lado dele no autocarro, no regresso a casa, e adormecido no seu ombro. Ele, para não a acordar, deixou-se ir algumas paragens para além da dele. Quando ela acordou e ele lhe contou isso mesmo, convidou-o para passar a noite em casa dela. E ele a olhar para mim fixamente, à espera dum sinal qualquer que indicasse que eu acreditava naquilo tudo. E eu a responder que ele era um homem cheio de sorte. Ele sorria quase sempre. Às vezes não.
Sempre soube que o Afonso era um homem solitário, principalmente porque eu também o era. A diferença é que ele vivia sozinho, sem mais ninguém em casa. Eu vivia sozinho, com a minha mulher de há mais de vinte anos em casa. Éramos os dois uns solitários, mas ele tinha espaço para imaginar todos o tipo de engates e romances. Eu não. Invejava-o.
Outra coisa que nos unia era uma enorme incapacidade de sedução. Todos os sábados à noite saíamos juntos e íamos aos mais concorridos bares da baixa da cidade. Íamos bebendo e desejando que uma mulher qualquer se sentasse na nossa mesa, por qualquer motivo que fosse. Mas nunca nenhuma se sentou, e eu ficava a ouvir as histórias dele ou, ainda pior, a falar de futebol. Depois voltávamos para casa, silenciados perante a terrível evidência de que a nossa vida era uma monotonia, e com o céu estrelado a rir-se de nós.
Foi numa dessas noites, já depois de umas cinco ou seis cervejas cada um, que ele deu um salto na cadeira. Estava uma mulher sozinha no balcão, de um moreno doce e cabelos suaves. Era bonita, e se já de si parecia inatingível, o facto de estar a beber um cocktail colorido de que eu nem o nome sabia ainda a tornava mais impossível. É a Ana, disse o Afonso mostrando um nervoso miudinho na sua voz acanhada.

- Aquela que te convidou para dormir em casa dela?! A do autocarro?! - Perguntei incrédulo.
- Chiuuuu... fala baixo! - e vi que uma dor qualquer se apoderara da cara dele.

Voltámos para casa como sempre, sozinhos e com um profundo e amargo sentimento de abandono. A Ana existia mesmo. De facto, tinha adormecido no ombro dele numa viagem de autocarro, e ele tinha mesmo saído algumas paragens depois para não a acordar e aproveitar aquela sensação única de ter um anjo a dormir ao lado. Confessou-me nessa noite que tinha voltado a pé, debaixo duma chuva forte e fria, aquecido sempre pela sensação do toque do sono dela. O resto é que tinha sido inventado por ele...
Estou habituado às histórias do Afonso. Aquelas que ele me conta todos os dias, de segunda a sexta, entre uma garfada de arroz à portuguesa ou massa com carne. Quando ele não vem eu fico apreensivo. Gosto das histórias dele. Sei que, por trás de cada mentira que diz, há sempre uma mulher verdadeira. Às vezes é uma que lhe pediu ajuda no supermercado para tirar uma lata de conserva da prateleira mais alta, outras vezes é uma que lhe pediu para apagar o cigarro num restaurante qualquer. Hoje, por exemplo, foi uma estrangeira que lhe perguntou uma indicação na zona histórica da cidade.
Sei que, como eu, o Afonso é um solitário e um incapaz de Amar. É por isso que cada mulher que passa por ele se transforma numa qualquer história de Amor. Invejo-o por isso. Admiro-o por isso. Até porque isso também é Amar. E não há melhor forma de dizer uma verdade do que inventando-a.


bagaço amarelo
Blog «Não compreendo as mulheres»

Grandes tímbalos.


Um sábado qualquer... - «Dúvidas»






Um sábado qualquer...

04 maio 2012

Português oral

O Português oral é muito traiçoeiro!
Há frases que ditas depressa podem ser mal entendidas! Queres um exemplo?

Compenetração profunda.
Com penetração profunda.

Há tristeza.
Actriz tesa.

Se há mulheres no asfalto…
Se há mulheres nuas, falto…

Ele vence sempre.
Ele vem-se sempre.

Prefiro pôr no gráfico.
Prefiro pornográfico.

Ar de bruxa.
Arde bruxa.

Se metes o pé nisto, lá sabes.
Se metes o pénis, tu lá sabes.

Bem, já sei que só eu para me divertir com parvoíces destas, nunca mais ganho juízo… A não ser que também tu aches piada. Então nesse caso compra o livro da Ana Goês, «Aliás voltas sempre/Ali às voltas sempre», da Editora Replicação, que está recheado de frases destas…
Quem sabe na Feira do Livro?

O animal de hábitos em mim

Já estranho quase tanto não encontrar folhetos dos hipermercados na caixa do correio como não encontrar na caixa de entrada do email alguma receita milagrosa do tipo enlarge your penis.

"É preciso ela ter um grande par de ovários!"


Vocês na Internet

Gemmmmt, OLIA que coisa BEAUTIFUL!





Meninas WTF

03 maio 2012

Alex & Anny - Quadro Russo «Le Plus Grand Cabaret Du Monde»

«Ai se eu te espeto» - Patife

Sou um grandessíssimo parvo. Não há problema nenhum nisso, desde que se saiba conviver com o facto. Eu sei. O mundo é que subestima a parvoíce. É por isso com elevada consternação quando leio aqui que consideram que a parvoíce é apenas uma máscara social do Patife. Desenganem-se todos. Sou profundamente parvo, como posso provar pelas palavras que se seguem. Este fim de semana estava num bar de música ao vivo e numa das pausas, na mesa ao lado, começaram a cantar os parabéns a uma tal de Felícia. A parvoíce não se fez rogada e eu não resisti ao apelo. Começou então a formar-se uma ideia que ardeu na minha mente como uma chama inextinguível. Bebi o conhaque de um trago, levantei-me, peguei na guitarra acústica e improvisei a letra de uma música, certamente, por vós conhecida. E foi assim, mais cona menos cona:

Grossa, grossa
Assim papo-te a rata
Ai se eu te espeto
Ai ai se eu te espeto

Felícia, Felícia
Assim papo-te a rata
Ai se eu te espeto
Ai ai se eu te espeto

Sábado pela calada
A galera começou a cantar
Eram os anos da menina mais linda
Tomei coragem e comecei a improvisar

Grossa, grossa
Assim papo-te a rata
Ai se eu te espeto
Ai ai se eu te espeto

Felícia, Felícia
Assim papo-te a rata
Ai se eu te espeto
Ai ai se eu te espeto

Para quem ficou curioso a pensar na expressão “mais cona menos cona”, posso dizer que a seguir a esta música, e por incrível que pareça, foi mais cona.


Patife
Blog «fode, fode, patife»

Fruta 82 - Fruta exótica

Par de linhas


O nu integral (ou o pãozinho sem sal)




HenriCartoon

02 maio 2012

Filologia


«pensamentos catatónicos (271)» - bagaço amarelo

Não há sofrimento maior que o dum homem apaixonado em segredo. As mulheres não percebem isso mas todas, ou quase todas, as figurinhas tristes que os homens fazem é porque estão apaixonados e mais ninguém sabe. O Amor é o pior do nossos segredos. Entala-nos como um frasco de veneno ingerido inadvertidamente.
Para um homem apaixonado em segredo, a mulher Amada acorda sempre triste ou feliz. Nunca acorda mais ou menos (o mais ou menos é um estado de Alma que não existe numa mente apaixonada). Quando acorda triste, com uma dor de cabeça ou crise existencial de curta duração, fecha as portas de casa e não está para ninguém. Quando acorda feliz, abre as janelas e as cortinas anunciando ao mundo que está para toda a gente. O problema do homem é esse. Ela nunca está só para ele, e é como se o mundo fosse uma máquina de tortura medieval.
As mulheres Amadas são sempre assim: ou não estão para ninguém ou, quando estão, estão para toda a gente. Demonstrar o Amor a uma mulher nestas condições torna-se quase impossível, tortuoso, difícil. É aí que vêm as figurinhas tristes. A mulher dá dois passos à esquerda e o homem também dá. Ela muda de direcção e ele também muda. Depois, como ela só está disponível para ele ao mesmo tempo que está para toda a gente, ele fica ciumento de todos e passa a detestar o mundo. Com toda a razão e legitimidade, claro. Ela é que não percebe.
Qualquer mulher Amada devia ter dez minutos em que nada nela funcionava a não ser os ouvidos e, vá lá, o coração. Devia ter que parar algum tempo sempre que um homem se apaixona. Mas não pára. Um homem anda doente de Amor e o mundo continua a girar sobre si mesmo como se nada fosse. É injusto, é cruel. Assim um homem nunca pode pegar nela, colocá-la num sítio onde ninguém mais o ouve, e dizer-lhe que a Ama.


bagaço amarelo
Blog «Não compreendo as mulheres»

Postalinho do Japão

"Homem e mulher à porta de um Templo em Nagasaki.
Abraço,
Alfredo e Daisy"


Fast food


Alexandre Affonso - nadaver.com

01 maio 2012

Eva portuguesa - «Pretty woman ou o conto de fadas»

Jamais imaginei que acontecesse comigo... Afinal, já não tenho nem 16 nem 20 anos.
Mais uma vez a vida e eu própria conseguimos surpreender-me...
Qual Julia Roberts no filme Pretty Woman ou a gata borralheira, sonho que um dia apareça o meu príncipe, lindo, charmoso, meigo, rico, boa pessoa; qual Richard Gere, que me resgate desta vida de "mulher perdida"; apaixonando-se por mim perdidamente e fazendo com que me apaixone por ele...
Sim, eu sei, é ridículo acreditar nestes contos de fadas e filmes de amor de Domingo à tarde.
Mas será que, bem no fundo de nós mesmas, não desejamos todas nós, prostitutas de mais ou menos luxo, viver este filme de amor, riqueza e sucesso?... Ter esta esperança recôndita de um dia vivermos uma história assim?... Encontrar este príncipe que pode preencher todas as nossas necessidades afectivas, amorosas, sexuais, económicas... tornando assim este nosso trabalho obsoleto e desnecessário e permitir-nos uma vida feliz e "digna"...
Não sonhamos todas deixar de fazer isto, deixar de ter essa necessidade?...
Não sonhamos todas em encontrar o amor?...
Não sonhamos todas em poder deixar de mentir e de ter uma vida dupla?...
Pretty Woman é um filme ao mesmo tempo esperançoso e maléfico, pois apresenta uma realidade que, sendo o sonho de todas as mulheres que se dedicam à venda do prazer, raramente acontece. Cria-nos (até a mim,que julgava já não ter idade nem vida para isso) uma esperança que não é real... uma realidade apenas presente nos Contos de Fadas...
Mesmo assim, muitas vezes sonho acordada, com um destino semelhante à personagem representada por Julia Roberts nesse filme enganador... E sabe tão bem, nem que seja por apenas breve momentos, acreditar que um dia pode ser real...


Eva
blog Eva portuguesa - porque o prazer não é pecado

Desabafos de uma piroca trabalhadeira

A propósito do Dia do Trabalhador veio-me à memória um plenário das pilas no WC de uma cervejaria em Lisboa, anos atrás.
Em causa estavam as pilas do tempo do chora, sempre a queixarem-se por tudo e por nada e a reclamarem direitos que eu, por exemplo, mesmo sendo de esquerda (pelo menos tudo aponta nessa direcção) jamais incluiria no rol de exigências.
Vai daí uma assim mais para o robusto começou a falar mais alto (pois, mesmo entre nós pilas tamanho não é documento mas acaba por ter a sua influência…) acerca do gravíssimo problema das horas extraordinárias.
As horas extraordinárias? Como o próprio nome indica, e sobretudo no contexto das nossas funções fálicas, não podem ser um problema! Reparem, suas pilas murchas: a expressão “horas extraordinárias” contém uma pista importante para lá chegarem sem eu ter que fazer um desenho.
Então mas agora uma pila ia ter horário de trabalho? Das tantas às tantas isto e das tantas às tantas aquilo? Foi logo o que eu disse à tal pila grandalhona: és grande mas não deves ser grande coiso…
As horas a mais são mesmo extraordinárias e por isso não vejo onde está a razão de queixa, excepto para aquele tipo de pila que só cumpre calendário. Chegam ali, picam o ponto e acabou. Às vezes dá a sensação que só pegam ao serviço para tomarem o cafezinho e recolherem de imediato à casota logo a seguir.
Eu sei que pode-se ser chamado ao serviço a qualquer hora do dia e da noite e nessa matéria o coiso agarrado a mim já aprendeu que o meu estado de prontidão é permanente, pareço uma pila bombeira. E ele confia na mangueira sempre à mão para qualquer emergência, não há cá reivindicações.
Sim, reclamo quando há motivos concretos para o fazer. Mas não invento contrariedades onde eles não existem e são raras no cargo que nós pilas ocupamos, este papel na vida que compete a quem nasce ao pendurão mas afinal tem por missão arrastar para a felicidade umas criaturas esquisitas e complicadas que o destino nos impõe.
Por isso não alinho em grupos de pilas e acho que cada uma trata de si.
É que eu sou pau para toda a obra, não sirvo só para fazer chichi.

Vaporizador de perfume «Narcissus»

Vaporizador em vidro com decorações da Grécia antiga.
Chegadinho de fresco à minha colecção.


Como humilhar um homem

Atenção para a aula, Meninas…







Meninas WTF

30 abril 2012

Como vender bombons no Japão

«conversa 1887» - bagaço amarelo

Ela - Apesar de tudo ainda me sinto apaixonada pelo meu marido.
Eu - Apesar de tudo?! Tudo o quê?
Ela - Dos vinte anos de casamento, essencialmente.
Eu - Ah!
Ela - Ele tem coisas que eu adoro.
Eu - Quais?
Ela - Por exemplo: não me interrompe quando estou a ler, não entra na casa de banho quando eu estou lá, não se mete nos copos, não deixa o saco do lixo transbordar...
Eu - Parece-me que gostas mais dele por causa do que ele não faz do que pelo que ele faz.
Ela - Outra coisa boa que ele tem, ao contrário de ti, é que nunca me contradiz.


bagaço amarelo
Blog «Não compreendo as mulheres»