19 junho 2012

«Levantamento de peso»

Estatueta em metal da autoria do Xico Nico (de Peniche).
Oferta do cunhado do meu irmão, um meu amigo... de Peniche.




18 junho 2012

O naturismo usado para... vender presunto

«respostas a perguntas inexistentes (202)» - bagaço amarelo

mergulho no mar

Eu costumava passar as tardes na esplanada a beber cervejas e a tentar pôr em dia a leitura. Era essa, aliás, a maior vantagem das férias. De vez em quando ela perguntava-me qual era a história do livro que eu estava a ler, mas eu nunca lhe conseguia responder. Nunca li um livro por causa da história em si, embora ela também me interesse, mas sim por causa daquilo que é indizível e que só quem está a ler é que consegue perceber.
Expliquei-lhe isto, numa das vezes em que fechei as páginas para poder saborear melhor a cerveja, e ela pediu-me para lhe explicar ainda melhor. Não tinha percebido. Para ela, o mais importante de qualquer livro era sempre a história, aquela que se pode resumir depois num vigésimo da duração do tempo que demorou a ser lida. Para mim, o mais importante é sempre saborear cada momento de cada personagem de cada romance. Perceber as suas reacções ao que vai acontecendo e ver ali aquilo que porventura também há em mim. Ou não, claro.
Continuou sem perceber e riu-se. Um riso que, em abono da verdade, me desiludiu. Bebi duma vez toda a cerveja que ainda estava no copo, guardei o livro no saco onde ainda estava a toalha de praia, tão seca e limpa como no princípio das férias, e encostei-me para a frente com os cotovelos em cima da mesa, de forma a aproximar-me o mais possível. Reparei que a pele dela já era um moreno tapete de sal e de Sol, e que ela estava ainda mais bonita do que quando eu a conhecera, um mês antes, e me apaixonara perdidamente. Expliquei-lhe melhor.

- Se continuarmos os dois assim, a história das nossas férias será que eu as passei todas nesta esplanada a beber cerveja e a ler, enquanto tu as passaste a tomar banho na água gelada e agitada do mar, a apanhar Sol sozinha na areia e, de vez em quando, a vir aqui beber uma cerveja comigo nos momentos em que eu interrompia a leitura para desfrutar da tua presença. Essa história, a mim, não me interessa nada.
- Não?! - perguntou ela finalmente interessada no que eu lhe dizia.
- Não. A mim o que me interessará é que, à medida que ia bebendo, ia ficando também mais interessado nos livros que lia, e mais feliz, mas que essa felicidade nunca foi maior do aquela que sentia nos breves momentos em que vinhas fazer-me companhia. Mais ainda, interessa-me também que cada vez que te sentia ir embora, ficava com uma profunda sensação de tristeza apenas pela efémera distância física que crescia entre nós.

Ela não se riu. Só sorriu. Deu-me a mão esquerda, agarrou no meu saco com a direita e puxou-me para a areia.

- Também sinto essa tristeza momentânea, por isso agora vens comigo para a praia. É justo?

Era justo. Foi nesse fim de tarde que dei o meu primeiro mergulho no mar e acho nunca nenhum me soube tão bem.


bagaço amarelo
Blog «Não compreendo as mulheres»

O risco de ser homossexual em todo o mundo


Infografia da revista «Visão» de 17 de Maio de 2012

Colegas de cela

Aquele momento no qual você está preso e faz amizades na cadeia mesmo.



Quem nunca?

Capinaremos.com

17 junho 2012

Pedro Laranjeira fala de Naturismo

Pedro Laranjeira no programa "Dispo-me em público", de Fátima Lopes, na SIC, em 2009 (mas sempre actual)

A omissão


Não importam os copos de plásticos a bordejarem-nos os pés para atapetar o Bairro porque a malta está mesmo ali para descontrair à força de vapores etílicos e dar aso ao instinto de comer outro ou outra da mesma espécie conforme o gosto.

Pelo canto do olho o gajo já tinha galado os cus de todas as gajas do grupo e entre mil e uma piadas sobre a faculdade e a falta de trabalho estava agora na inspecção demorada dos parapeitos com mais ou menos carne à mostra consoante fossem adeptas da ticharte a recortar cada centímetro das formas e a mostrar a cor das alças do sutiã ou das túnicas linha império a alçarem as mamas para um enorme decote que as descobre.

Com mais uma cerveja ele começou a gorgolejar ridente que procurava a mulher da sua vida e a mexer nos cabelos da fauna presente até se deter em mim a repetir se já me tinha dito que era gira, muita gira num rebolar das sílabas como marcação de deixa. O gajo era um pão alto e magro com um rabiosque direitinho e escorreito e tão intensamente moreno que até lembrava o Matthew Fox que ninguém em seu perfeito juízo se recusaria a papar não fosse ter interiorizado dos meus paizinhos a tendência para ponderar que ali ao vivo numa farra não lhe lia os erros ortográficos nem as sms com abreviaturas e capas.

Mas como para dar uma voltinha mais não podia exigir puxei-lhe as orelhas para junto da minha boca e perguntei ao meu para não haver equívocos nem omissões se queria cá vir para despejar o vergalho ou se era mais alguma coisinha.


[Foto © Marta Ferreira, 2007,
Unidos pelo sentimento]

«Geometria variável» - por Rui Felício


Sempre foi muito namoradeiro...
Já assim era no Porto onde nascera e vivera até à adolescência, e de igual modo continuou em Coimbra para onde foi morar por ordem do pai que o queria afastar da noite e da borga portuense. Na esperança de o ver assentar e dedicar-se aos estudos. Não era com certeza por acaso que Coimbra era conhecida como a cidade dos estudantes. A cidade onde se estuda…
Hospedou-se no Bairro, lugar pacato de gente humilde e trabalhadora.
Mas o Carlos já trazia a escola tripeira das noites da Foz e da Ribeira, entranhada na alma e no corpo, e rapidamente descobriu que, embora mais pequena, a cidade estava inundada de garotas giras, de espírito livre, que a sua visão de lince ia descobrindo, registando, frechando-as com golpes certeiros do seu olhar romântico e sorriso cativante.
Ao fim de pouco tempo já namorava uma colega do Alexandre Herculano, paredes meias com o São Pedro para onde ele carregava os livros diariamente. Era a Clara, linda rapariga a quem uma imperceptível cicatriz no queixo dava uma beleza invulgar, exótica, sensual.
No fim das aulas, o Carlos acompanhava-a até à Av. Dias da Silva onde ela morava e depois descia os Loios a correr até ao Calhabé.
Não tardou muito que começasse também a namorar a Ângela, que se perdeu de amores por ele num baile do Futebol Clube do Calhabé. Como ela morava na Casa Branca e estudava no Liceu Infanta D. Maria, perto do Estádio, o Carlos conseguia, sem grande risco, repartir-se pelas duas namoradas, dado que elas frequentavam zonas diferentes da cidade.
Alguns amigos avisavam-no que era melhor não manter aquela situação dúplice porque era perigosa e ele podia vir a dar-se mal com isso.
O Carlos era muito senhor do seu nariz e, quando o tentavam aconselhar, respondia com alguma rispidez e sarcasmo:
- Oh pá! Elas são como as rectas paralelas! Por mais que se prolonguem nunca se encontram! Pelo menos é isso que nos ensinam nas aulas de Geometria, não é?…
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Certa noite, abriu com grande pompa uma discoteca nova, moderna, a primeira digna desse nome na cidade de Coimbra. Ficava ali ao fundo das escadas monumentais e encheu-se de estudantes na sua inauguração. O Carlos não podia faltar e lá foi, mais uns amigos do Bairro, beber um copo, ver o ambiente e fumar uma cigarrada.
De súbito, viu a Clara dirigir-se a ele, a abrir caminho por entre a multidão, acotovelando aqui, empurrando acolá. Sorriu-lhe, deu-lhe um beijo, pegou-lhe na mão e explicou:
- Tinha-te dito que não vinha cá, mas o meu irmão insistiu tanto que vim com ele. Tão bom estarmos juntos!
O Carlos afivelou o seu sorriso de galã, mas que se desvaneceu pouco depois tornando-se progressivamente num riso amarelo.
Do fundo da sala, a Ângela acenava-lhe. Veio a correr até junto dele, dizendo-lhe que sabia que ele viria e quis fazer-lhe uma surpresa, vindo com mais umas colegas à inauguração.
- Estás feliz por me veres?
Foi então que a Clara e a Ângela se fitaram e perceberam tudo. Ambas desapareceram, furiosas, cada uma para seu lado, remoendo entre dentes ameaças e vinganças contra ele.
O Carlos recuperou-se a custo, acalmou e afirmou imperturbável para os amigos que o rodeavam:
- Aquilo que nos ensinam nas aulas de geometria está completamente errado! Ao contrário do que nos dizem, as rectas paralelas podem encontrar-se sim! Aliás, consta nos manuais que se encontram no infinito!
- E o nome desta discoteca, como vocês sabem, é esse mesmo: Infinito.

Rui Felício
Blog Encontro de Gerações

Vinho?!



Ricardo - Vida e obra de mim mesmo
(crica na imagem para abrir aumentada numa nova janela)

16 junho 2012

Homens, aprendam a arrefecer um motor de carro sobreaquecido

«coisas que fascinam (143)» - bagaço amarelo

Entrei no comboio em Aveiro em direcção ao Porto, com o objectivo de sair em Espinho. Todos os dias de manhã faço o mesmo. Praticamente de directa, adormeci na terceira ou quarta página do livro que trago comigo. Em Espinho acordei com alguém a abanar-me o ombro. Era uma mulher que eu desconhecia totalmente.

- Vi-o a dormir e sei que costuma sair aqui! - disse.

Agradeci-lhe, atarantado, e saí. Já me tinham acordado várias vezes em paragens terminais, mas nunca numa a meio do trajecto. É fascinante.


bagaço amarelo
Blog «Não compreendo as mulheres»

Filme de uma ilustração de livro francês de humor

Desenho de Gürsel para o livro «Les blagues coquines».
Este é o filme (em acetato) para impressão.


Um sábado qualquer... - «Revolta»




Um sábado qualquer...

15 junho 2012

FOX Movies - anúncio na Índia

Mundo

Ele viu-a a caminhar lentamente como se tivesse esquecido para onde ia e ficou logo impressionado. Gostou do que viu e do que sentiu. Sorriu. Parou e ficou a vê-la seguir num passo lento mas certo, sem hesitações, nem paragens, como se caminhasse no seu próprio mundo. Enquanto a viu, ela caminhou sem olhar para onde quer que fosse e a cadência lenta com que o fazia fê-lo pensar em alguém que mais do que procurar o caminho se procura a si própria. Reforçou o sorriso pois já tinha bebido e achou graça à ideia de ver uma mulher caminhar uns segundos e achar que ela ia no seu mundo e, ao mesmo tempo, estava à procura de si (si ela, não ele, esclareceu, ainda que tivesse mais graça, pensou, se ela andasse de facto à sua procura, dele, não dela). Também pode ir ter com alguém, conjecturou quando a viu desaparecer duas esquinas mais à frente, mas se for não está como muita vontade. Mais valia vir ter comigo. Riram-se (ele e o álcool).
Na dúvida se não a devia ter abordado, seguiu, ele sim perdido mas não de si, do sítio para onde ir, e tornou a cruzar-se com ela. Andamos perdidos nos mesmos caminhos, eu sabendo-o mas sem os saber, tu sabendo-os mas sem o saber. Deixou-se de trocadilhos etílicos e concentrou-se na esperança que ela fosse para o mesmo sítio que ele. Forçava pensamentos positivos e seguia-a como se pudesse encaminha-la para onde ia, ainda que não soubesse como lá chegar. Riu-se baixinho da figura de idiota que estava a fazer e perdeu-a, enquanto se censurava por não lhe pedir ajuda. Ela conhecia as ruas e ajudava-o a encontrar. Ele queria conhece-la e ajudá-la a encontrar-se mas, quando se decidiu, já não a via. Disse palavrões e entrou num bar, saiu. Não era ali.
Ligou o telemóvel e perguntou o nome do bar. Disse onde estava e seguiu as instruções que lhe iam dando. Cruzou-se com ela e sorriu-lhe mas seguiu as instruções que recebia e continuou. As ruas estreitas do bairro histórico não estavam vazias e, além deles, havia mais gente em trânsito. Achou que ela não o viu. Que ela nunca o viu.
Chegou. O bar estava cheio e a festa animada mas ficou na rua. Esperava tornar a vê-la e decidira falar-lhe. Impreterivelmente. Bebeu e não bebeu mais. Conversou e, por fim, entrou mas mesmo quando estava lá dentro estava lá fora a palmilhar as ruas, a seguir uma gabardina comprida, uns saltos altos vermelhos e uma estranha peruca berrante que ela levava.
Nunca mais a tornou a ver mas gostava. Muito. Gostava de a ver e de lhe falar. De tornar a sentir o que sentiu quando a viu e de poder conhecer o seu mundo.

Cada um, é para onde está virado...


Sinceridade WTF




Meninas WTF

14 junho 2012

Duas loiras falam de amizade, boleias e hemorróidas

«A chucha na chota» - Patife

Diziam dela que metia sempre férias próximo dos feriados para fazer pontes. Não é preciso muito mais para me criar um objectivo de vida. Desde esse longínquo dia que fiquei com esse desejo secreto que levei como uma autêntica missão a cumprir: Ela fazer ponte para me fazer a ponta. Recentemente atingi este feito digno de registo que festejei com ponta e circunstância. Mas como era para cumprir um objectivo, acabou por ser só um chucha na chota e não explorei muito mais a coisa. Como a tenho em boa conta, pela magnificente brochada dada, voltei a vê-la para a ter em boa cona. Estava vistosa como nunca. Na verdade ela sempre deu nas vistas, mas toda a gente sabia que ela também dava nas pichas. Armou-se em cara e quis ir ao cinema que isto não era assim e que não era só eu estalar os dedos e estas coisas do género que elas só dizem para se sentirem bem consigo próprias, quando na verdade já devia haver uma cascata a emergir na lassidão daquelas bordas. Ainda estavam a passar os trailers quando lhe enfio a mão pelo vestido acima. Virei-a gentilmente de lado e avancei com o Pacheco lá para os arrabaldes da chona. Ainda nem o título tinha passado no ecrã e já estávamos a sair para casa dela para eu lhe escarafunchar a greta. No final, estando eu entretido a gabar a forma como lhe enxovalhei a pachacha, ela travou-me o discurso e quis ficar com os louros da pranchada. Não me importei, pois na verdade prefiro ficar com as louras.

Patife
Blog «fode, fode, patife»

Fruta 88 - Pranchada

Aqueles dias




Alexandre Affonso - nadaver.com

13 junho 2012

O pior pesadelo para um homem: adormecer com a namorada na cama... e acordar com a sogra

«conversa 1893» - bagaço amarelo

Ele - Estou com dúvidas sobre a minha relação.
Eu - Que dúvidas?
Ele - Nem sei explicar bem, mas acho que gosto mais da minha mulher do que ela de mim.
Eu - Algumas mulheres são peritas em fazer-nos sentir isso mesmo.
Ele - Eu ontem disse-lhe, a ver se ela me dava um sinal qualquer de que gosta de mim, que não me sinto bem na relação por causa disso. Ainda fiquei pior.
Eu - Ficaste pior porquê?
Ele- Ela respondeu-me que provavelmente é verdade, que eu gosto mais dela do que ela de mim.
Eu - Ela disse isso?
Ele - Disse... o que é que achas que eu faça? Eu acho que só posso tentar gostar menos dela, mas quanto mais tento gostar menos dela, mais gosto.
Eu - Ser homem é fodido...
Ele - Pois é...


bagaço amarelo
Blog «Não compreendo as mulheres»

Estar de tromba.


Viking da fruta


Crica para veres toda a história
Sedução


3 páginas (cricar em "next page")

oglaf.com

12 junho 2012

Rosinha - «Tenho um Andar Novo»



OrCa - "Tenho cá para mim que a chave do apartamento do namorado desta há-de ser uma chave de fendas..."

Eva portuguesa - «A minha segunda vez com dois homens:o paraíso dos sentidos»

Eram 16h quando o X me liga. Estou em Lisboa. Queres ir jantar?
Claro! - respondi, já antecipando uma noite de surpresas e prazer.
E não me enganei...
Queres que leve um amigo?
Humm, respondo, meio na dúvida, lembrando-me da minha outra experiência.
Não te preocupes, diz o X, é um miúdo novo, bem formado, mulato, meiguinho. E vamos jantar os três para vocês se conhecerem, beber um copo e depois, se não quiseres, ficamos só nós.
Concordei, sentindo já um arrepio de prazer e excitação.
Fui ter com o X ao hotel indicado, após o que fomos a um restaurante altamente sugestivo: Afrodite.
Já lá estava o outro amigo. Gostei da pinta dele. Algures entre o tímido e o atrevido ;)
Entre aquelas iguarias com nomes altamente sugestivos, aquele ambiente intimista e sensual, fomos os três jogando um jogo de sedução, desejos velados, promessas por (não) cumprir...
Embalados pelo ambiente, pela música, pela bebida e pela luxúria, seguimos para o hotel do X.
Ao entrarmos no quarto já os tinha os dois a apalparem-me, mãos a percorrerem o meu corpo, qual polvo a tomar conta de mim...
Sinto beijos, de 1, de outro, dos 2 em simultâneo; beijos sedentos, loucos, perdidos, enquanto a roupa me ía sendo retirada...
Ardo de desejo quando sinto uma língua conhecedora no meu sexo, a saboreá-lo, explorá-lo; enquanto um membro rígido entra na minha boca exigindo ser lambido, chupado, sugado...
Sinto bocas e línguas percorrerem todos os recantos do meu corpo, levando-me à loucura mesmo antes da penetração.
O X deita-se e eu monto-me em cima dele, cavalgando até ao infinito, enquanto o outro se masturbava bem perto de mim... cheguei ao segundo orgasmo rapidamente...
Nisto, o outro sodomiza-me gentilmente e eu estou ali, duplamente penetrada, a receber estocadas ora meigas ora mais fortes, enquanto que ao ouvido me são ditas palavras ora amorosas ora obscenas...
Sinto-me perdida... perdida de prazer, de tesão, de exaustão...
A dupla penetração torna-se agora extremamente intensa, os cheiros misturam-se, os suores confundem-se e, mais uma vez, perco-me naqueles segundos de paraíso, em que expludo, saindo de mim para a mim tornar... Sou seguida pelos meus companheiros, que satisfeitos saem de mim.
Penso que acaba ali aquela aventura, mas engano-me
Deitamo-nos os três na cama, comigo no meio e começo a receber festinhas e miminhos... não sei de qual deles, nem me interessa... estou esgotada de prazer... recebo uma massagem relaxante, que me faz adormecer...
Quando acordo na manhã seguinte, já nenhum dos dois lá está.
Tenho um recado do X na bandeja do pequeno-almoço, a dizer: dormias tão bem que parecias um anjo... Não te quis acordar. Toma este pequeno almoço para repores as energias ;) A noite de ontem foi mágica... Temos que repetir em breve...
Sorri ao recordar...


Eva
blog Eva portuguesa - porque o prazer não é pecado

Sex Shop da Carolla

Dona Acomevânia em ~le Sex Shop…






Meninas WTF

shiny...

Duas estatuetas esculpidas em tronco de zambujeiro

Passei pela feira de artesanato da Mealhada na véspera do (último?) feriado do Corpo de Deus.
E encontrei por lá trabalhos em madeira muito interessantes e variados, no espaço «Art & Pau» do sr. José Santos, das Covas Altas (Porto de Mós). E encontrei várias peças que gostaria de trazer para a minha colecção.
Comprei duas, que o Sr. José Santos me explicou serem troncos de zambujeiro, uma oliveira brava que existe na serra de Aire. Curioso foi chegar a casa e ver que, na Wikipédia, apontam esta planta como sendo "uma espécie endémica da ilha da Madeira, característica do Zambujal. Esta planta aparece também na ilha do Porto Santo e nas ilhas Desertas". E na serra de Aire, aprendi eu com o Sr. José Santos.

A primeira piç... peça, um caralho de pernas cruzadas:





A segunda peça, uma senhora com um acessório que o sr. José Santos me fez o favor de explicar como se enfiava ("têm que estar virados para baixo [os tomates]") e que tinha uma "posição de descanso" [meter o... acessório no meio das pernas da senhora]:





11 junho 2012

Pele

Foto: Jacek Pomykalski

Entrego a mais sensível de todas as partes do meu corpo. Ali onde gosto que te percas. Onde todos os meus sentidos se cruzam. Os teus dedos e os teus lábios fundem-se no arrepio da minha pele e naquele momento deixo de existir como corpo mostrando-me em alma. Descobriste-a sem mapa. Encontraste-a quando te deixaste levar apenas pelo desejo e pela vontade. Ali te peço que mores durante os instantes que queiras. Onde não escondo nada e … sou toda tua.

Samsung - «Gesto sedutor»

«três segundos» - bagaço amarelo

A Magda perguntou-me se eu tinha chá em casa e eu sorri. É que tenho sempre chá em casa, apesar de nunca ferver nenhum para mim. Mais do que isso, entre as desarrumadas prateleiras da minha cozinha, alinho sempre num dos cantos todas as caixas de chá que vou comprando, como se fossem livros organizados por autores e estilos. Chego a estar um quarto de hora no supermercado a escolher uma caixa de chá, tentando perceber-lhe o sabor e o aroma, embora depois raramente o chegue a saborear de facto. Abri-lhe, com orgulho escondido, a porta do armário.

- Escolhe! - Ela também sorriu.

Foi assim que nos sentámos na sala, de frente um para o outro, depois de uma noite em que percorremos praticamente todos os bares e tascos da cidade, para ter finalmente algum tempo a sós. O chá dela a fumegar e o gelo do meu uísque Bushmills a derreter lentamente. De certa forma, era o perfeito culminar daquela primeira noite a dois, porque o que eu tinha sentido era mesmo isso: que ela era quente e que eu era frio.
Aliás, foi essa a razão principal para mudarmos tantas vezes de bar. Ela queria estar sempre num onde se pudesse dançar, eu queria um onde pudesse estar sentado a conversar. Nunca o assumimos, mas fomos abdicando das nossas preferências em prol da cara de tédio do outro. Duas pessoas podem viver assim uma noite ou duas, mas não podem viver uma vida. Pelo menos foi o que eu pensei naquele momento e apeteceu-me chorar pela primeira vez.

- Tens música?
- É só escolher. - respondi com o mesmo orgulho disfarçado com que tinha exibido a minha pequena colecção de chá, enquanto apontei para os dois armários repletos de discos compactos, discos de vinil e até cassetes.

Ela desistiu. Provavelmente pensou que, depois daquela noite, não conseguiria encontrar uma só música de que gostasse. Seria como encontrar uma agulha num palheiro. E eu, para não criar ainda uma distância maior, fingi-me despercebido ao olhar indiferente dela para a minha colecção de música
Passei a concentrar-me apenas no essencial, que era o momento presente e que, para mim, consegui calcular em cerca de três segundos. Cada três segundos que passavam era uma oportunidade conseguida ou desperdiçada relativamente ao grande objectivo dessa noite: dormir com ela, abraçá-la ou tocar-lhe. Qualquer coisa.
Ela deu o primeiro gole no chá ao mesmo tempo que eu acabei o meu uísque. Ao dobrar-se para pousar a chávena no chão, através do decote em bico, consegui ver-lhe os seios que pareciam querer saltar do sutiã apertado. Quando se endireitou de novo no sofá, já eu tinha engolido todos os cadáveres das pedras de gelo que tinham sobrado do meu copo, sinal evidente de impaciência.
Levantei-me e pus-me a olhar pela janela, como se ao tirar dali o meu olhar pudesse também expulsar esse estado de ansiedade. Lá fora, a solidão própria da noite povoara as ruas que horas antes percorrêramos de bar em bar. Eu e ela. Senti-a aproximar-se e pôr o braço à volta da minha cintura e retribuí, naturalmente, com o meu braço a envolver-lhe os ombros. Pousei, finalmente, o meu copo cansado de estar vazio. Finalmente, o futuro transformara-se em presente, com o mesmo doce nervosismo intermitente dum dos candeeiros da rua. Medi os ciclos dessa intermitência e do abraço da Magda. Três segundos, é quanto tem o presente.


bagaço amarelo
Blog «Não compreendo as mulheres»

Bola de pilas


Fap fruit

Até frutas curtem uma pornografia.




No Fap Fap ele faz suco.

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10 junho 2012

Sapatilhas alcoólicas


Zapatillas alcohólicas por zanguango83

Umbigo de quebrar proibições



O Rossio era o centro de Lisboa e os nossos catorze anos o umbigo de quebrar proibições. Éramos oito, tudo aos pares como convinha para uma correcta iniciação no mundo do adultos, dispostos a avançar pelos Restauradores para entrar de peito feito no Condes aproveitando a classificação abaixo dos dezoito daquele filme que entrava na categoria dos que os nossos pais tinham corrido a ver após o 25 de Abril.

Previamente acordámos uma distribuição dos lugares na fila, um macho e uma fêmea alternadamente, calhando-me do lado esquerdo o meu louro e ainda a sala não tinha escurecido completamente já a sua mão me desabotoava o botão da camisa para estender os seus dedos sobre as minhas mamas e catapultá-las para fora dos elásticos do soutien a fim de lhe encher a palma com cócegas de mamilo a espevitar-se. E aproveitando o tempo dos anúncios que enchiam ainda o grande ecrã virámos as caras um para o outro para um encontrão de bocas húmidas e línguas feitas esfregonas do céu da boca e zonas adjacentes.

Nos primeiros minutos colámos os olhos à película ansiosos pela descoberta das imagens animadas que as revistas não proporcionavam mantendo as mãos numa rotina automática de elevador no sexo do outro e vimos gajas, gajas e mamas, gajas emplumadas e em reduzidos trajes brilhantes, mamas às bolinhas ou aos losangos pelo efeito das luzes, gajas rodopiando em varões aos quais encostavam as mamas e gajos completamente vestidos nos bastidores a controlar os apetrechos técnicos do espectáculo. E cientes que o Crazy Horse de Paris não era o almejado corpo a corpo contentámo-nos com os nossos em beijos e amassos protegidos pelo escurinho do cinema.

Morada de pedófilos revelada




HenriCartoon

Trompe l'oeil


Dom mágico



Ricardo - Vida e obra de mim mesmo
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09 junho 2012

Homens, aprendam a ver luz infra-vermelha

«respostas a perguntas inexistentes (201)» - bagaço amarelo

gostava de te ver de novo

Uma vez sentei-me contigo num banco de jardim e o mundo fechou-se. Deixou de se fazer ouvir e até de se fazer ver. Lembro-me que, muito de vez em quando, uma leve brisa fazia mexer as folhas das árvores, que nesse movimento agitavam a já fraca luz do Sol. Era o vento a segredar-me que ainda havia vida para além de nós. E eu sorria-lhe a pensar que não.
Talvez tenha sido a primeira vez que me senti apaixonado por ti, porque foi de certeza a primeira que o meu corpo começou a desobedecer à vontade de abraçar alguém. Eu queria abraçar-te mesmo, mas o meu braço nunca me obedeceu. Com a vida, aprendi que é assim que o Amor se faz notar, com o corpo a estancar de forma violenta toda a vontade de quem Ama.
Eu e tu nunca falámos de Amor. Nem do nosso, que não chegou a sê-lo, nem do de qualquer outra pessoa. Falámos, muito provavelmente, de todos os temas possíveis menos desse, o que não terá sido uma coincidência. Assim como, aliás, nunca foi uma coincidência passarmo-nos a sentar um ao lado do outro todos os fins de tarde a partir desse dia. Só hoje, com quarenta anos, é que percebo isso.
De todos os temas abordados entre nós, perdi a conta às vezes que te menti, sempre para te impressionar. Uma vez perguntaste-me se eu já tinha andado de avião e eu contei-te todas as viagens que consegui imaginar. À Noruega, ao Brasil, à Itália e ao Canadá. Contei-te histórias que não eram minhas, mas que tinha ouvido algures em conversas de outros. Acho que acreditaste sempre. Não sei...
Sei que houve uma tarde em que adormeceste no meu ombro e eu petrifiquei durante mais de duas horas, tanto para não te acordar como para prolongar essa rara sensação de te ter para além do verbo. Fechaste o olhos e eu fiquei a ouvir-te respirar. Só isso.
Já não te vejo há mais de vinte anos, nem sequer sei se te lembras de mim. Sei que hoje à tarde, entre a multidão agitada na estação de comboios, pareceu-me ver-te a passar por mim, depois de saíres exactamente do mesmo comboio que eu ia apanhar. Parei por uns breves momentos e virei-me para trás, esbracejei entre uma interminável maré de pessoas para conseguir chegar até ti e, quando finalmente te alcancei, vi que não eras tu.
Foi assim que fiquei a saber que gostava de te ver de novo.


bagaço amarelo
Blog «Não compreendo as mulheres»

Ratos de computador

Par de ratos de computador com mulheres em lingerie vermelha cujos seios são os botões do rato. Um dos ratos tem uma camisola amarela em tecido, amovível, com a bandeira e a palavra Brasil.


Um sábado qualquer... - «Ser superior»




Um sábado qualquer...

08 junho 2012

New World - «o dia seguinte»

Sorriso com sardas

As palavras queimavam-lhe a garganta, tal como as lágrimas lhe faziam arder os olhos. Calou-se. Primeiro engoliu tudo o que tinha para lhe dizer e calou-se. Depois, secou as lágrimas com as costas das mãos. Enfrentou a dor e a vergonha de tanto lhe doer e cerrou os dentes e os lábios. Engoliu em seco. Tornou a engolir em seco. Mordeu o lábio inferior e suspirou profundamente. A infelicidade de ser quem era naquele momento infiltrava-se por todos os poros e contaminava-lhe corpo e alma. Doía-lhe. Doía-lhe fisicamente. Sentia arrepios de frio e tremores por todo o corpo. Sorriu. Fez um esforço e sorriu. Enfrentou a pena que sentia de si, o seu corpo que vacilava e parecia quer desmoronar-se e o seu ser mais profundo que queria abandonar-se à dor, à inacção, ao desalento e sorriu. Um sorriso forçado, que não passava dos lábios, mas um sorriso.
– Sabe, bem – disse ela, com o sotaque meloso que o derretia desde o primeiro momento em que a conhecera, mostrando-lhe um sorriso complacente, quase maternal, que lhe iluminava o rosto, os olhos, as sardas. – As coisas quando não acontecem é porque não têm de acontecer.
Ele, o bem, esqueceu-se do sorriso, que desapareceu sem deixar rasto, e mostrou em todo o seu esplendor o desgosto que o dominava.
– Eu não acredito no destino – declarou António, que dissera chamar-se Luís. – O destino somos nós que o fazemos, Luísa.
– Heloísa – emendou a mulher, ainda com sotaque mas já sem mel. Não costumava enganar-se nos clientes que abordava mas, naquele caso, parecia-lhe, enganara-se redondamente e perdera vinte minutos como figurante numa encenação manhosa de uma peça muito vista.
– E podemos ser felizes, Heloísa – insistiu Luís enquanto António. – De certeza que podemos chegar a um entendimento, afinal estamos a falar de vinte euros de diferença. Podemos rachar…
– Você assim não racha nada, cara.
– Eu subo dez e você baixa dez e…
– Somos felizes? – A mulher levantou-se.
– Sim – disse o António que falava pelo Luís. – Adoro o teu sorriso com sardas, já te disse?
– Eu só sou feliz quando me pagam o meu preço e sim, já me tinhas dito, há vinte minutos atrás.
Tanto o Luís como o António ficaram embasbacados a olhar para a mulher que, de repente, em pé, perdera o sotaque e seguira sem um adeus embrenhando-se na pequena multidão de homens e mulheres que deambulavam pela sala, eles com cervejas ou copos de whisky na mão, caçadores prestes a ser caçados, e elas com sorrisos e gestos encantadores ou sexualmente explícitos dando ar de presas submissas ou rebeldes, mas todas com ar de quem tem mais do que fazer do que andar por ali a patinhar.

Nenhum dos dois





Meninas WTF

07 junho 2012

As mulheres nunca se esquecem de uma data importante para elas!

«Do meu ponto de picha» - Patife

Confesso que não sou grande fã de mulheres atléticas. Para tonificado já basta o Pacheco. Curvas com a dose certa de flacidez e uma barriguinha ligeiramente proeminente fazem as delícias dos meus sentidos. Além de que a apoteose da essência feminina não anda de mãos dadas com músculos vigorosos e qualidades técnicas superiores em desportos colectivos. Nada de mais turn off que uma mulher que sabe jogar à bola, por exemplo. Foi por isso que alguma dose de enfado quando soube que aquela ganda mamalhuda que me apresentaram na festa era jogadora da bola. Estávamos a conversar amenamente quando, sem pré-aviso, disse de peito cheio, para quem a quisesse ouvir, que era jogadora de futebol. Estremeci mas consegui conter-me. O pior foi quando ela disse que era atacante. Aí não consegui conter-me. É pena… se fosses defesa central, eu estaria sempre à mama. Ela riu-se num ronco meio grunho, pouco sedutor. Bebi de um trago o conhaque que tinha na mão e apressei-me a meter outro na mão. A conversa continuou, não que eu estivesse a prestar grande atenção, até porque estava completamente concentrado naquele par de chuchas a imaginar o Pacheco a mergulhar naquele vasto mamaçal. Mas o facto de ser jogadora de futebol estava a travar-me o ímpeto da fodilhenguice. Do meu ponto de vista talvez fosse mais sensato estar quieto. Mas da minha ponta de picha já não havia volta a dar. Havia apenas foda a dar.

Patife
Blog «fode, fode, patife»

Fruta 87 - Galão claro ou escuro?

Ser gato



06 junho 2012

Companhia da Lapada - «Mainha Painho»

"Ele já me comeu eu vou morar com ele"
"Êta, caralho!"

«coisas que fascinam (142)» - bagaço amarelo

acumulação

Hoje acordei de manhã para lavar a louça acumulada há dias no balcão da cozinha, aspirar o pêlo dos gatos acumulado nos cantos da casa, passar a esfregona sobre a sujidade acumulada nos chão cerâmico da cozinha e da casa de banho e, por fim, passar a ferro a roupa acumulada no quarto. Os dias acumulam-se uns sobre os outros, em prazer e dor. O prazer de não fazer nada e a dor de saber que se terá que fazer tudo duma vez, um dia qualquer.
Já fui diferente, isto é, já fui daqueles que não deixam acumular nada e têm sempre a vida vestida a rigor. Lavava a louça logo a seguir ao almoço ou ao jantar, não tinha gatos e aspirava a casa duas ou três vezes por semana e, por fim, passava a roupa a ferro mal a tirava da corda. Não acumulava nada nos meus dias, nem sequer um Amor que fosse.
Há uma certa paixão na desordem da vida que não quero voltar a perder, porque ela é um pilar essencial da minha capacidade de me apaixonar. Hoje mesmo, sorri ao lavar o fundo duma série de copos que ainda cheiravam a vinho, porque recordei os bons momentos em que os bebi ao jantar com uma amiga. Recordei também Cabo Verde, ao procurar a cidade do Mindelo no mapa da t-shirt que a Raquel me ofereceu durante as férias que lá fizemos. Depois escolhi uma banda sonora para passar a roupa a ferro: Buraka Som Sistema para as t-shirts, Cesária Évora para as calças e para as toalhas, Mayra Andrade para roupa interior.
Com o tempo apercebi-me que os dias que se acumulam sobre a minha casa são apenas a minha vida. Deixo-a acumular-se devagar, percebendo-lhe cada hora, cada minuto, cada segundo. E nela, nessa acumulação, percebo que nada do que ali se amontoou foi em vão. Nada é para ser esfregado logo a seguir à sua existência. Limpei hoje, para que nos próximos dias possa renovar essa lenta acumulação de quem está apaixonado, prolongando-a.


bagaço amarelo
Blog «Não compreendo as mulheres»