15 setembro 2017

#expectativismo - Ruim

Aos 16, para me apaixonar, só precisavam de respirar e ter uma temperatura corporal aceitável:
Ela: "Olá..."
Eu: "Amo-te para todo o sempre! Devíamos usar uma aliança como símbolo do nosso amor."
Ela: "Eu conheci-te ontem..."
Eu: "Eu sei. Devíamos ter ido logo à ourivesaria..."
Aos 22, para me apaixonar, só precisavam de... bom, não precisavam de muito mais:
Ela: "Eu sou uma galdéria de primeira apanha, uma vadia, uma vaca, provavelmente tenho algumas doenças venéreas mas já devem ser tantas que se anulam umas às outras. Ando sempre assim vestida, pronta a ganhar 20€ em qualquer esquina que pare para fumar um cigarro. Mas faço tudo..."
Eu: "O que é tudo?"
Ela: *segreda ao ouvido e aponta para várias zonas do corpo*
Eu: "És tu a mãe dos meus filhos. Amo-te, Nadya!"
A partir dos 30, para me apaixonar, só preciso disto:
Eu: "Podes por favor não me tentar matar durante a noite e deixar-me ser um animal à mesa? Isto inclui comer com as mãos e limpar a boca à toalha. Gosto bastante de andar de pijama o dia todo pela casa e vou coçar o rabo várias vezes quando estiver parado em frente ao frigorífico a escolher o que vou comer pela 2ª vez depois de jantar. Posso fazer um esforço para não me peidar que nem um Lorde de Westeros ao pé de ti, mas não prometo nada. Não vejo as tuas séries de merda, tu não vês as minhas e nem vamos comer o juízo um ao outro para as vermos em conjunto. Eu vejo porno. Bué. Eu sei que os namorados das tuas amigas não vêem porno, porque são todos muito bons e perfeitos e eu sou o filho da Rainha de Inglaterra. Mas as coisas são como são *arroto*"
Ela: "Pode ser..."
Eu: "Ok, então vamos lá ver como isto corre..."

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