25 janeiro 2019

#dentismo - Ruim

Sempre saí para bares com homens atraentes. Não saía com eles num encontro, ia com eles para bares (o que não é a mesma coisa). Eles entravam sempre com aquele olhar de gajo bom que dizia "vou comer uma gaja ou duas aqui dentro" e eu com o olhar "vou comer um kebab ou dois quando sair daqui". Era complicado conhecer mulheres na companhia destes tipos com abdominais definidos, por isso, tive de me fazer à vida e melhorar o meu aspecto. Por essa razão, deixei de sair com eles e passei a ir sozinho a um bar chamado Selfie na Amora. Este bar - pelo menos na noite em que eu fui - estava cheio de pescadores ou filhos de pescadores.

Sabem o que é que eles tinham e eu não? Canas de pesca e uma arca com peixe em casa. Mas sabem o que é que eu tinha e eles não? Dentes. Todos os 32. O Selfie tinha uma política de porta de 4 dentes de consumo mínimo e isso fazia de mim um VIP quando mostrava a cremalheira ao porteiro. Não sabia que ter dentes era uma cena essencial no engate até ver o efeito que isso teve nas mulheres daquele bar, porque passei de Fernando Mendes a Lourenço Ortigão mais rápido que um pescador consegue roer uma maçaroca.

Ruim
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