01 agosto 2019

«A princesa e o anjo Gabriel» - Áurea Justo

De olhar magoado, profunda tristeza,
Coração de jasmim, rosto doce,
Preencheu Cronicas com certeza,
Da Antiguidade, ai se assim não fosse!

Lá nos Haréns do Egito,
Prepara-se a água do banho perfumado,
Em tanques de alabastro, num misto,
De esponjas e pele num tom dourado.

Corpo de mulher, essência feminina,
A lira desprende sons bíblicos,
Cravo e morango, fragrância divina,
O aroma de madeiras preciosas é único.

Esponjas que traçam rotas,
Acalmam a pele arrepiada,
Ondulam sobre a curva dos seios, em notas,
De doçura explorando cada sensação adiada.

Eis que uma sombra agigantada,
Se destaca no imenso Céu,
Suas asas bem esculpidas, não de fada,
Soltam vibrações até no escuro breu.

Ouvem-se risos, autêntica simplicidade,
O seu olhar enaltecido de alma sentida,
Encerra dentro de si uma novidade,
E resolve espiar a sua escolhida.

A Natureza tem segredos,
Espiritualmente incontidos,
Vem, oh Anjo, sem medos!
Este amor inspirado por Deus, estava escondido!

Não negues a harmonia que há em ti,
Oh! Anjo Gabriel!
Em teu redor, à tua espera, puro mel,
É preciso reencontrar o Paraíso e ele está mesmo aqui!

In A Cor Do Amor

Áurea Justo
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