O beijo da chegada à casa comum andava desbotado e a maior urgência de ambos era abrir as calças de ganga para aliviar a bexiga dos incontáveis minutos do tráfego urbano e arredores.
Ainda sugeri que envolvidos no "Primeiro Dia", deslizássemos pelo chão da sala em suaves contorsões mas ele alegou que era uma parvoíce, que raio de música para o efeito e que ao cabo e ao resto, a música até o desconcentrava. Apenas não argumentava que após tantas lavagens já trajava confortavelmente o mínimo denominador comum, no sexo como leite da sossega, antes da deita para um soninho descansado.
Puxei do cartão de crédito e investi em lingerie nova como detergente revitalizante para as cores da roupa mas terminado o primeiro desfile, prosseguimos os dias amarfanhados no sofá, enredados em qualquer outro entretenimento de papel ou de corrente eléctrica.
Como qualquer peça de roupa que de tanto usar se descose e esfiapa assim estávamos nós. Mas crente da ecologia, resolvi entregar-me à reciclagem de ser a nova peça de alguém e a primeira do resto da minha vida.
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Uma por dia tira a azia